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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>........................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial><STRONG>Veja ao final o site do Grupo Tortura Nunca
Mais. Há a lista completa dos mortos e desaparecidos (torturados e assassinados
pela Ditadura Civil-Militar);mortes no exílio e outras perversidades que
precisam ser apuradas</STRONG>. </FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<H3 style="MARGIN: auto 0in"><A
href="http://virtualiaomanifesto.blogspot.com/2009/01/tortura-no-regime-militar.html">TORTURA
NO REGIME MILITAR</A> </H3>
<DIV style="MARGIN: auto 0in"><IMG border=0 hspace=0 alt="" align=baseline
src="cid:57E7CE1E76CB438CA245AD984548119A@vcaixe"></DIV>
<P style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class=MsoNormal><A
href="http://2.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYqT2kq0RI/AAAAAAAADqA/T5Pxk2IbBQQ/s1600-h/tortura1[1].jpg"></A><BR>O
século XX ficou marcado como o século dos genocídios. A presença de regimes
opressivos e totalitários, que se mantiveram através da força bruta, originaram
os métodos científicos de tortura, disseminados por todas as nações do planeta.
Quem pensa que a tortura é fruto do século que passou engana-se, desde os
primórdios da história universal que o homem convive com ela. Dos antigos
egípcios aos mesopotâmios, da inquisição medieval aos regimes totalitaristas
nazistas, fascistas e stalinistas; a tortura foi uma forma que se desenvolveu
para extrair depoimentos de oposicionistas, intimidar a população e consolidar
os governos ilegítimos, construídos sem a participação ou o consentimento
popular.<BR>No Brasil do século XX, a tortura foi praxe nos dois maiores
períodos ditatoriais que o país viveu, na época do Estado Novo (1937-1945) e do
regime militar (1964-1985), sendo institucionalizada neste último período,
banalizando-se e revelando-se como um método eficaz de garantir um Estado de
ilegalidade.<BR>Foi durante a ditadura militar que as maiores atrocidades foram
cometidas contra os que se opunham ao regime. Neste período os estudantes, os
intelectuais, os engajados políticos, foram as principais vítimas do sistema que
contestavam. <st1:PersonName w:st="on" ProductID="Em plena Guerra Fria">Em plena
Guerra Fria</st1:PersonName>, a elite brasileira posicionou-se do lado dos
Estados Unidos e da direita ideológica. Ser comunista passou a ser terrorista.
Combatê-los era, segundo a visão do regime, defender a pátria de homens que
comiam criancinhas, pregavam o ateísmo e destruíam as igrejas e os conceitos
familiares. No engodo de proteger o Brasil da ameaça comunista, instalou-se uma
ditadura, que para manter os princípios da caserna ortodoxa, calou, torturou e
matou sem o menor constrangimento, centenas de brasileiros.<BR>A tortura durante
o período do regime militar não livrou o Brasil dos militantes de esquerda, tão
pouco destituiu da mente das pessoas o direito à liberdade de expressão que
todos sonhavam. Se na sua propaganda o regime salvou o Brasil de terroristas
comunistas, nos seus porões ela garantiu a sobrevivência de 20 anos de um Estado
ilegítimo, feito sob a força bruta e o silêncio dos seus
cidadãos.<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">Identificação dos
Torturados</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://4.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYoHtqBPbI/AAAAAAAADo8/3WhV-9pukiM/s1600-h/Tortura+-+Militares.jpg"></A>Para
que se perceba os princípios que regeram a tortura na época do regime militar, é
preciso que se perceba também quem eram os torturados, ou os que se enquadravam
nesse perfil de sórdida arbitrariedade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a
Europa e o mundo foram divididos pelos aliados vencedores e por suas ideologias.
Objetivamente, Estados Unidos e União Soviética formaram duas forças antagônicas
que ao encerrarem uma guerra, construíram uma outra, a chamada Guerra
Fria.<BR>Antes de entrar no turbilhão da Guerra Fria e posicionar-se em um dos
lados, o Brasil encerrou a ditadura do Estado Novo, em 1945. Em 1946 o país
promulgou uma nova Constituição, entrando numa nova fase democrática. Graças à
nova Constituição, o Partido Comunista do Brasil, que se iria tornar Partido
Comunista Brasileiro em 1960, o PCB, existente desde 1922, pôde finalmente ser
legalizado. Quando da legalização, o PCB era o quarto partido do país, com
dezessete deputados, um senador e a maioria dos vereadores da Câmara do Distrito
Federal, na época o Rio de Janeiro.<BR>Em 1947 os princípios da Guerra Fria
foram estabelecidos, espalhando-se pelo mundo. Neste ano realiza-se a
Conferência Interamericana de Manutenção da Paz e Segurança, em Petrópolis; dela
participou o então presidente argentino Juan Perón. Na conferência foi assinado
o Tratado de Assistência Recíproca, que permitia a intervenção norte-americana
onde quer que a paz e a segurança estivessem ameaçadas. O Brasil entrava para a
gestação da Guerra Fria, posicionando-se ao lado dos EUA. Já integrado nos
princípios da Guerra Fria, neste 1947, deputados do PTB propuseram a cassação do
PCB baseado no texto da Constituição, que vedava qualquer partido que
contrariasse em seu programa o regime democrático, e os comunistas, contrários
às posições difundidas por Washington, passaram a ser vistos como inimigos do
regime vigente. Em outubro o Brasil rompe relações diplomáticas com a União
Soviética. O PCB, que obtivera o terceiro lugar do total de votos nas eleições
estaduais, tem a legenda cassada numa decisão tomada pela diferença de um voto.
No começo de 1948 os deputados, senadores e vereadores eleitos pela legenda
tiveram seus mandatos cassados e o PCB entrou definitivamente na
clandestinidade. Desde então o partido escondeu-se por trás de outras
legendas.<BR>No princípio da Guerra Fria, a doutrina francesa do “<EM>inimigo
interno</EM>” é adotada pelos norte-americanos. O inimigo não era mais uma nação
expansionista, como na época da Segunda Guerra Mundial, mas o cidadão invisível,
que habitava o seu país, mas era contra o regime nele estabelecido. O inimigo
era todo aquele cidadão que se opunha aos princípios da democracia desenhada
pelos americanos, da sua visão de mundo livre, posicionando-se favorável ao
mundo socialista.<BR>Estabelecido o conceito de “inimigo interno” (no caso os
comunistas), a ele juntou-se a doutrina da “segurança nacional”. As Forças
Armadas do Brasil e da América Latina, formadas por uma elite histórica e de
forte conotação de <A
href="http://2.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYvvqh_DiI/AAAAAAAADrY/Jdmuj5zNfSQ/s1600-h/Tortura+-+Regime+Militar.jpg"></A>direita,
deixaram-se seduzir por estes conceitos. Dentro da caserna, os princípios que
identificavam os “inimigos internos” eram passados hierarquicamente, e esses
inimigos ganhavam identidades ideológicas: eram os próprios compatriotas
comunistas, os de esquerda e todos aqueles que se opunham ao lado ocidental da
Guerra Fria, ou seja, ao regime estabelecido pelos norte-americanos.<BR>Os
“inimigos internos” do Brasil, especificamente os comunistas, quando
estabelecida a ditadura militar em 1964, paradoxalmente eram considerados
traidores dos princípios “democráticos” e tornar-se-iam o principal alvo da
tortura, os comunistas seriam os torturados.<BR><BR><STRONG><SPAN
style="COLOR: #663366">Atos Institucionais e Órgãos de Informação Moldam a
Ditadura e os Princípios da Tortura</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYn10VbNfI/AAAAAAAADo0/I6amH23vmVw/s1600-h/Medici[1].jpg"></A>Uma
vez estabelecida a ditadura militar no Brasil, em 1 de abril de 1964, era
preciso sustentá-la e legitimá-la. Apoiada logisticamente pelos EUA, baseando-se
principalmente nos princípios anticomunistas da Guerra Fria, será dentro da
Escola Superior de Guerra que se formulará os princípios da doutrina da
segurança nacional, tendo como alvo o combate à esquerda, à eliminação dos
“inimigos internos”. Para que se estabeleçam tais princípios, atos
institucionais e leis repressivas dão legitimidade ao regime, e órgãos de
informação são criados para que possam vigiar, identificar e eliminar o
inimigo.<BR>Em 9 de abril de 1964 é editado o primeiro Ato Institucional, que
passaria para a história como AI-1, que legitimava o governo, estabelecendo 60
dias para que se acabasse o regime de exceção. O AI-1 dava poderes ao regime
militar para cassar mandatos, suspendendo os direitos políticos por dez anos.
João Goulart, Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Leonel
Brizola são os primeiros cassados. O expurgo atingiu governadores, 50 deputados,
49 juízes, 1200 militares e 1400 civis.<BR>Em 27 de outubro de 1965 foi editado
o AI-2, estabelecia-se que as eleições para presidente seriam de forma indireta
e sem possibilidades de reeleição; dissolvia os partidos existentes desde 1945,
criando o bipartidarismo, formado pela Arena (Aliança Renovadora Nacional),
partido de base de apoio ao regime, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro),
a oposição consentida. Para garantir a maioria do governo no STF (Supremo
Tribunal Federal), o AI-2 aumentava o número de ministros de 11 para 16.<BR>O
AI-3 é editado em 5 de fevereiro de 1966, reafirmando o regime militar
estabelecido em 1964, definindo as eleições indiretas para os governadores dos
estados, com votação nominal nas Assembléias Legislativas estaduais. Estabelecia
ainda, que os prefeitos de capitais seriam nomeados pelos governadores. Com este
último ato, o governo militar, estabelecido na figura do presidente general
Humberto de Alencar Castelo Branco, consolida a ditadura no
Brasil.<BR>Legitimada através de atos institucionais, ao mesmo tempo a ditadura
criava órgãos para vigiar e manter sob controle o pensamento em todos os setores
da população. Sob as perspectivas mencionadas, surgiu, em 13 de junho de 1964, o
Serviço Nacional de Informações (SNI), com a finalidade de coordenar por todo o
território nacional as atividades de informação e contra-informação, assegurando
assim, os conceitos estabelecidos pela doutrina da Segurança Nacional. Criado
pelo general Golbery do Couto e Silva, o SNI veio à tona com um acervo de três
mil dossiês e cem mil fichas com informações sobre as principais lideranças
políticas, sindicais, estudantis e empresariais do Brasil. O SNI espalhou os
seus tentáculos por toda a parte, funcionando durante a ditadura como uma
polícia secreta comparável às SS de Hitler. Seus agentes infiltrados
acompanhavam os considerados subversivos, doutrinavam colaboradores,
arrebanhando voluntários por todas as partes, vigiando desde as igrejas aos
meios de comunicação.<BR>A partir do SNI, um eficiente mecanismo repressivo foi
montado, com métodos eficazes de vigilância e controle sobre o cotidiano dos
brasileiros, obedecendo a uma hierarquia. O SNI assessorava diretamente ao
presidente do Brasil; os ministérios eram atendidos pelas DSIs (Divisões de
Segurança e Informação); sendo os ministérios civis, autarquias, empresas e
órgãos públicos atendidos pelas ASIs (Assessorias de Segurança e
Informações).<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">Órgãos de Informação
Militares e das Polícias Federais e Civis Exercem a
Tortura</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYoVRe5cBI/AAAAAAAADpE/twf9F2iqAsE/s1600-h/Tortura+-+Dops.jpg"></A>Subordinados
ao SNI, órgãos de repressão e tortura foram estabelecidos. Dentro das Forças
Armadas, as três armas montaram individualmente os seus centros de
informação.<BR>No governo de Castelo Branco o Exército quis criar o seu centro
de informações, mas com as restrições do presidente, o CIEX (Centro de
Informações do Exército) só teve o seu projeto implementado no governo Costa e
Silva. O CIEX teria grande alcance nacional, tornando-se um dos principais
órgãos de tortura e repressão.<BR>A Marinha tinha o seu órgão de informações, o
CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), desde 1955, para tratar das questões
fronteiriças e da diplomacia. Aos poucos o órgão foi perdendo as suas reais
funções, enredando-se cada vez mais na política repressiva, especializando-se em
combater a luta armada.<BR>Em <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="1968 a">1968 a</st1:metricconverter> aeronáutica toma a iniciativa de
criar o seu órgão de informações, CISA (Centro de Informações da Aeronáutica),
sendo os seus mentores treinados no exterior. Mas a sua montagem só ocorreu já
no governo Médici, adotando em <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="1970, a">1970, a</st1:metricconverter> estrutura de combate e
repressão à luta armada, tendo grande atuação na repressão aos
guerrilheiros.<BR>Ainda subordinados ao SNI estavam a polícia federal e as
polícias estaduais e o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A partir
de 1969, surgiu <st1:PersonName w:st="on" ProductID="em São Paulo">em São
Paulo</st1:PersonName> a Operação Bandeirantes (Oban), organização clandestina,
formada por militares, agentes e delegados civis e federais, que torturavam e
desapareciam com militantes comunistas. A Oban agia à margem da lei, tornando-se
poderosa, financiada por grandes empresas como a General Motors, Ford e
Ultragaz. A experiência da Oban serviu para unir todos os órgãos repressivos,
desde então passaram a atuar em conjunto os órgãos de informação da polícia
federal, polícia militar e DOPS. Em janeiro de 1970 foram criados os DOI
(Departamento de Operações e Informações) e os CODI (Centro de Operação e Defesa
Interna). O DOI-CODI na prática integrava todos os órgãos repressores e
legalizava a Oban.<BR>O DOI-CODI transformar-se-ia numa máquina de repressão e
tortura, estendendo os seus tentáculos além das fronteiras do país,
infiltrando-se no Chile, Uruguai, Bolívia e Argentina. O DOI-CODI, assim como a
antiga Oban, recebia grandes recursos financeiros, sendo dotado de tecnologia,
tendo as suas atividades orientadas pela lógica da disciplina militar.<BR>Todos
estes órgãos institucionalizaram a tortura, constituindo um grande aparelho
repressivo que agiria de forma brutal e sanguinária sobre aqueles que
contestavam o regime militar. Agentes especiais eram formados na ESNI (Escola
Nacional de Informações), criada em 1971. Os melhores alunos eram enviados para
o Panamá, cursando a Escola das Américas, mantida pela CIA, lugar onde formaram
grandes ditadores militares, que depois de um golpe, assumiram o poder em vários
países da América Latina.<BR>Em dezembro de 1968 Costa e Silva fechou o
Congresso, o AI-5 foi decretado, dando plenos poderes ao presidente e, entre
outras coisas, abolindo o hábeas corpus aos presos políticos, legalizando a
tortura. Nos ventos do AI-5, foi promulgado em 1969 o AI-14, que estabelecia a
pena de morte, a prisão perpétua e o banimento do país dos que eram considerados
terroristas e atentavam contra a nova Lei de Segurança
Nacional.<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">A Tortura Propriamente
Dita</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYohLqKvpI/AAAAAAAADpM/dNAj1dY8X68/s1600-h/Tortura+-+Botero+-+Abu+Grahib.jpg"></A><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYpDEq-Q_I/AAAAAAAADpc/-uLpsCiGQ9c/s1600-h/Tortura+-+Mãos+Atadas.jpg"></A>A
tortura do regime militar instalou-se no Brasil desde o primeiro dia que foi
dado o golpe, em 1 de abril de <st1:metricconverter w:st="on"
ProductID="1964. A">1964. A</st1:metricconverter> primeira vítima de tortura foi
o líder camponês e comunista Gregório Bezerra. No dia do golpe, o coronel Vilocq
amarrou Gregório Bezerra com cordas, ordenando que soldados o arrastasse pelas
ruas de Recife, humilhando-o com vitupérios verbais, espancando-o com uma vareta
de ferro. O coronel incitava o povo para ver o “enforcamento do comunista”.
Diante do horror, religiosos telefonaram para o general Justino Alves Bastos,
que pressionado, impediu um martírio. Gregório Bezerra levou coronhadas pelo
corpo, além de ter os pés queimados com soda cáustica. No dia do golpe, Recife
foi um dos lugares que mais sofreu atrocidades dos golpistas, tendo civis
agredidos e mortos em passeatas que protestavam a favor da democracia.<BR>Um mês
depois do golpe, presos políticos eram conduzidos para o navio <EM>Raul
Soares</EM>, rebocado do Rio de Janeiro até o estuário de Santos, litoral
paulista. A prisão flutuante era dividida em três calabouços, batizados com
nomes de boates famosas da época: <EM>El Moroco</EM>, salão metálico, sem
ventilação, ao lado da caldeira, ali os prisioneiros eram expostos a uma
temperatura que passava dos 50 graus; <EM>Night in Day</EM>, uma pequena sala
onde os presos ficavam com água gelada pelos joelhos; <EM>Casablanca</EM>, lugar
que se despejava as fezes do navio. Os três calabouços eram usados para quebrar
a resistência dos presos. Sindicalistas e políticos da Baixada Santista passaram
pela prisão flutuante do <EM>Raul Soares</EM>, que foi desativada no dia 23 de
outubro de 1964.<BR>Mesmo diante de tantas evidências, o governo militar jamais
admitiu que havia tortura no Brasil, o presidente Castelo Branco chegou a negar
publicamente a existência de truculência em seu governo. Mas contrariamente às
palavras do presidente, no dia 24 de agosto de 1966, foi encontrado boiando no
rio Jacuí, afluente do rio Guaíba, <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em Porto Alegre">em Porto Alegre</st1:PersonName>, o corpo do
sargento Manoel Raimundo Soares, já em estado de putrefação, com as mãos
amarradas para trás. O sargento fazia parte dos militares expurgados do exército
por causa do seu envolvimento com a militância política no governo João Goulart.
O seu corpo trazia marcas de tortura, causando grande comoção e revolta da
população na época. Este foi o primeiro caso de tortura e morte que causou
grande repercussão, ficando conhecido popularmente como o “<EM>caso das mãos
atadas</EM>”. Os militares prometeram investigar as circunstâncias da morte do
sargento e punir culpados, mas arquivaram o caso e jamais tiveram o trabalho de
investigá-lo.<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">Os Métodos de Tortura
nos Porões Militares</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://4.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYortYxasI/AAAAAAAADpU/ewIdz6f3-mQ/s1600-h/Tortura+-+Botero.jpg"></A>Quanto
mais tempo durava o regime militar, mais pessoas faziam oposição às atrocidades
por ele cometidas. Estudantes, padres, intelectuais e vários setores da
sociedade passaram a contestar o regime. Aumentava a contestação, a resposta era
a intensificação da tortura, conseqüentemente, a sofisticação dos métodos
ocasionava um grande número de mortos.<BR>Métodos científicos de tortura foram
desenvolvidos. Monstros torturadores escreveriam o seu nome em letras gigantes
nas páginas pungentes da história do Brasil. Nomes como o de Sérgio Fleury, uma
espécie de Torqueimada da ditadura militar. Fleury levou a tortura para as celas
do DOPS de São Paulo, situado na Luz, no prédio que é hoje a Pinacoteca do
Estado. Outro lugar de tortura <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em São Paulo">em São Paulo</st1:PersonName> era o DOI-CODI do
Paraíso, conhecido como a Casa da Vovó. Os prisioneiros chegavam às mãos de
Fleury e dos seus homens já espancados e feridos, sangrando e muitos vezes, já
agonizantes. Ali eram pendurados no pau-de-arara, recebendo descargas elétricas.
Furadeiras elétricas eram usadas para perfurar corpos, navalhas rasgavam a
carne, cigarros queimavam órgãos genitais, mulheres sofriam abusos sexuais.
Socos, pontapés, afogamentos, eram complementos às torturas, que ficavam cada
vez mais elaboradas.<BR>Os métodos de tortura engendrados recebiam diversos
nomes simbólicos, entre eles, os mais comuns registrados e confirmados por
aqueles que os sofreu, são:<BR><EM><B>Pau-de-Arara –</B></EM> O preso era posto
nu, abraçando os joelhos e com os pés e as mãos amarradas. Uma barra de ferro
era atravessada entre os punhos e os joelhos. Nesta posição a vítima era
pendurada entre dois cavaletes, ficando a alguns centímetros do chão. A posição
causava dores e atrozes no corpo. O preso ainda sofria choques elétricos,
pancadas e queimaduras com cigarro. Este método de tortura já existia na época
da escravidão, sendo utilizado em várias fases <A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYqnlQYzTI/AAAAAAAADqI/Y-GOnIbuWPI/s1600-h/Tortura+-+Pau+de+Arara.jpg"></A>sombrias
da história do Brasil.<BR><STRONG><I>Cadeira do Dragão –</I></STRONG> Os presos
eram sentados nus em uma cadeira elétrica, revestida de zinco, ligada a
terminais elétricos. Uma vez ligado, o zinco do aparelho transmitia choques a
todo o corpo do supliciado. Os torturadores complementavam o mecanismo sinistro
enfiando um balde de metal na cabeça da vítima, aplicando-lhe choques mais
intensos.<BR><STRONG><I>Choques Elétricos –</I></STRONG> O torturador usava um
magneto de telefone, acionado por uma manivela, conforme a velocidade imprimida,
a descarga elétrica podia ser de maior ou menor intensidade. Os choques
elétricos eram deferidos na cabeça, nos membros superiores e inferiores e nos
órgãos genitais, causando queimaduras e convulsões, fazendo muitas vezes, o
preso morder a própria língua. As máquinas usadas nesse método de tortura eram
chamadas de “maricota” ou “pimentinha”.<BR><EM><B>Balé no Pedregulho –</B></EM>
O preso era posto nu e descalço em local com temperatura abaixo de zero, sob um
chuveiro gelado, tendo no piso pedregulhos com pontas agudas, que perfuravam os
pés da vítima. A tendência do torturado era pular sobre os pedregulhos, como se
dançasse, tentando aliviar a dor. Quando ele “bailava”, os torturadores usavam
da palmatória para ferir as partes mais sensíveis do seu
corpo.<BR><EM><B>Telefone –</B></EM> Entre as várias formas de agressões que
eram usadas, uma das mais cruéis era o vulgarmente conhecido como “telefone”.
Com as duas mãos em posição côncava, o torturador, a um só tempo, aplicava um
golpe violento nos ouvidos da vítima. O impacto era tão violento, que rompia os
tímpanos do torturado, fazendo-o perder a audição.<BR><STRONG><I>Afogamento na
Calda da Verdade –</I></STRONG> A cabeça do torturado era mergulhada em um
tambor, balde ou tanque cheio de água, urina, fezes e outros detritos. A nuca do
preso era forçada para baixo, até o limite do afogamento na “calda da verdade”.
Após o mergulho, a vítima ficava sem tomar banho vários dias, até que o seu
cheiro ficasse insuportável. O método consistia em destruir toda a auto-estima
do torturado.<BR><EM><B>Afogamento com Capuz –</B></EM> A cabeça do preso era
encapuzada e afundada em córregos ou tambores de águas paradas e apodrecidas. O
prisioneiro ao tentar respirar, tinha o capuz molhado a introduzir-se nas suas
narinas, levando-o a perder o fôlego, produzindo um terrível mal-estar. Outra
forma de afogamento consistia nos torturadores fecharem as narinas do preso,
pondo-lhe, ao mesmo tempo, uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca,
obrigando-o a engolir água.<BR><EM><B><A
href="http://1.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYrTHo0UII/AAAAAAAADqY/MqbVW6AuaMU/s1600-h/Tortura+-+Botero+-+Abu+Grahib.jpg"></A>Mamadeira
de Subversivo –</B></EM> Era introduzido na boca do preso um gargalo de garrafa,
cheia de urina quente, normalmente quando o preso estava pendurado no
pau-de-arara. Usando uma estopa, os torturadores comprimiam a boca do preso,
obrigando-o a engolir a urina.<BR><EM><B>Soro da Verdade –</B></EM> Era injetado
no preso pentotal sódico, uma droga que produz sonolência e reduz as inibições.
Sob os efeitos do “soro da verdade”, o preso contava coisas que sóbrio não
falaria. De efeito duvidoso, a droga pode matar.<BR><EM><B>Massagem –</B></EM> O
preso era encapuzado e algemado, o torturador fazia-lhe uma violenta massagem
nos nervos mais sensíveis do corpo, deixando-o totalmente paralisado por alguns
minutos. Violentas dores levavam o preso ao desespero.<BR><EM><B>Geladeira
–</B></EM> O preso era posto nu em cela pequena e baixa, sendo impedidos de
ficar de pé. Os torturadores alternavam o sistema de refrigeração, que ia do
frio extremo ao calor exacerbado, enquanto alto-falantes emitiam sons
irritantes. A tortura na “geladeira” prolongava-se por vários dias, ficando ali
o preso sem água ou comida.<BR>As mulheres, além de sofrer as mesmas torturas,
eram estupradas e submetidas a realizar as fantasias sexuais dos torturadores.
Poucos relatos apontaram para os estupros em homens, se houveram, muitos por
vergonha, esconderam esta terrível verdade.<BR><BR><STRONG><SPAN
style="COLOR: #663366">O Que Fazer aos Corpos dos Mortos Pela
Tortura</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://1.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYpioc232I/AAAAAAAADpk/r1BLRHn51E0/s1600-h/Tortura+-+Herzog.jpg"></A>Para
que se desenvolvessem métodos tão sofisticados de tortura, praticados com
grandes requintes, era preciso que o governo militar desenvolvesse a propaganda
do culpado, cada torturado era culpado, era o temível comunista que assaltava
bancos, o terrorista que comia criancinhas, que ameaçava a família, assim, era
criado o preconceito contra os torturados, que eram culpados e merecedores de
todos os suplícios que se lhe eram impostos em uma sala de tortura.<BR>Os
recrutados para exercer a tortura eram indivíduos que recebiam favorecimentos
dos seus superiores, gratificações e reconhecimento de heróis, pois ajudavam a
livrar o país dos terroristas comunistas. Eram pessoas intimamente agressivas,
com desvio de personalidade, que legitimadas em seus atos sem limites,
tornavam-se incapazes de ter sentimentos por quem torturava.<BR>Se por um lado a
tortura coibia, causava medo e terror em quem se deixara apanhar e,
principalmente, em quem ainda estava livre, militando na clandestinidade, por
outro lado ela causava um grande problema, como esconder os torturados mortos. O
que fazer com os corpos, uma vez que o regime militar negava veementemente a
existência da tortura nos seus calabouços?<BR>Para resolver o problema dos
torturados mortos, médicos legistas passaram a fornecer laudos falsos, que
escondiam as marcas da tortura, justificando a morte da vítima como sendo de
causas naturais. Muitos dos mortos pela repressão tinham no laudo médico o
suicídio como a causa mais comum, vários foram os “suicidas” da ditadura. Outras
causas que ocultavam a tortura nos laudos eram a dissimulação de atropelamentos,
acidentes automobilísticos ou que tinham sido mortos em tiroteios com a polícia,
jamais eram reveladas as torturas.<BR>Muitos legistas chegavam a apresentar
laudos de torturados mortos como se desfrutassem da mais perfeita saúde. Quando
não se podia ocultar as evidências da tortura, muitos cadáveres eram enterrados
como anônimos, sem que os familiares jamais soubessem o que aconteceu aos corpos
dos seus mortos. As valas clandestinas dos mortos da ditadura ocultavam dos
familiares a marca das torturas neles praticadas. Entre os médicos legistas que
assinaram laudos falsos para encobrir a tortura, tornaram-se notórios Harry
Shibata, Isaac Abramovitch e Paulo Augusto Queiroz Rocha.<BR>Mas nem sempre os
falsos laudos conseguiram esconder a tortura. Em novembro de 1969, Chael Charles
Schreier, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares),
foi preso, torturado e morto. O seu corpo foi enviado para um hospital, portanto
ele já estava morto quando lá deu entrada. No relatório do exército, foi <A
href="http://4.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYvXy4oNDI/AAAAAAAADrQ/Vql3XpmMVcw/s1600-h/Tortura+-+Violência.jpg"></A>dito
que Chael Charles Schreier ao ser preso com dois outros companheiros, reagira
violentamente com disparos de revólver. Na troca de tiros, os três terroristas
saíram feridos, sendo Chael o que estava em estado mais grave, sendo medicado no
hospital, entretanto Chael sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer. O que os
militares não sabiam é que Chael era judeu, e que para ser sepultado nas
tradições da sua família, era realizado o ritual da lavagem do corpo. Durante o
ritual, constatou-se que Chael não tinha morrido por um ataque cardíaco, muito
menos por ferimentos de balas, mas sim por tortura. O caso veio à tona,
tornando-se matéria da revista “<EM>Veja</EM>” em dezembro daquele ano, a
revista trazia na capa o título “<EM>Tortura</EM>”. Esta exposição constrangeu
profundamente o governo do presidente Médici, apesar da reportagem da
“<EM>Veja</EM>” isentá-lo da culpa da tortura e da morte de Chael,
responsabilizando os que cercavam o presidente, sem citar nomes ou
culpados.<BR>Outro laudo falso, assinado por Harry Shibata, foi o que dizia que
a causa da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nos porões da ditadura,
em 1975, tinha sido suicídio. Desmascarada a farsa, o assassínio de Herzog por
tortura teve grande repercussão, fazendo com que o então presidente, general
Ernesto Geisel, admitisse que havia tortura nos porões da ditadura, iniciando um
processo para desmantelar a máquina científica da institucionalização de tão
vergonhosa e sanguinária prática. Também o caso da morte do operário Manoel Fiel
Filho alcançou repercussão nacional, provando que a ditadura torturava e matava
os seus opositores.<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">Conseqüências da
Tortura no Brasil do Regime Militar</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://4.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYpxpc1MFI/AAAAAAAADpw/H6BvhSTZNvI/s1600-h/Tortura+-+Mortos+1.jpg"></A><A
href="http://2.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYvGPehwPI/AAAAAAAADrI/zCIBk9dVXx8/s1600-h/Tortura+-+Manifestação+Desaparecidos.jpg"></A>A
tortura na ditadura militar tornou-se um instrumento fundamental para assegurar,
através do medo e da repressão, a ideologia da caserna, amparada pela Guerra
Fria e justificada pelos militares como necessária numa época de perigo à
segurança nacional, ameaçada por terroristas comunistas.<BR>Durante o período da
ditadura militar, o povo brasileiro foi excluído do direito de participar da
vida nacional. Através da força bruta, refletida na tortura, criou-se o medo na
população, que por algumas décadas inibiu-se até mesmo dos direitos civis e de
consumidor, formando um pacifismo involuntário que se tornou uma característica
manipulada do brasileiro.<BR>O governo instalado no dia 1 de abril de 1964,
manteve-se contrariando todos os princípios que regem os direitos humanos,
traduzidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela
Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948. Estes direitos foram
negligenciados pelos Estados Unidos, que para manter a sua ideologia e
democracia interna, apoiou e financiou sangrentas ditaduras militares em toda a
América Latina, exportando para esses países, seus sofisticados métodos de
tortura e combate ao perigo da ideologia soviética.<BR>Na violação dos direitos
humanos, americanos ensinavam aos policiais brasileiros a seqüestrarem mendigos,
e neles desenvolverem métodos eficazes de tortura, que seriam usados nos
inimigos do regime.<BR>No período mais intenso da tortura militar, no início da
década de setenta, os brasileiros foram ideologicamente divididos pelo governo
em dois grupos: o grupo dos “<EM>verdadeiros cidadãos</EM>” e o grupo dos
“<EM>inimigos internos</EM>”, tornando o princípio arbitrário a principal arma
de propaganda difundida pelo regime.<BR>Oficialmente, os inimigos internos do
regime militar no período de intensificação total da tortura, de
<st1:metricconverter w:st="on" ProductID="1969 a">1969 a</st1:metricconverter>
1974, eram os guerrilheiros e revolucionários de esquerda, vistos como
terroristas, e que militavam principalmente, no Movimento Revolucionário 8 de
Outubro (MR-8); Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares); Partido
Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Partido Comunista do Brasil (Pc do
B), que promoveu a Guerrilha do Araguaia; Vanguarda Popular Revolucionária
(VPR), liderada por Carlos Lamarca, que se tornou ao lado de Carlos Marighella,
os principais inimigos do regime; a Ação Libertadora Nacional (ALN), que de
destacou na guerrilha urbana; e, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), combalido
por sucessivas divisões que deram origem à maioria dos grupos de resistência à
ditadura mencionados. Das organizações citadas, cinco a seis mil pessoas
participou da luta armada, um número insignificante quando o país chegava a 100
milhões de habitantes, não justificando a máquina mortífera que as polícias
brasileiras e as Forças Armadas criaram, sustentadas na aplicação da tortura
como método de repressão.<BR>Além dos mortos e desaparecidos (também mortos, mas
jamais tendo sido encontrados os seus corpos), a tortura deixou danos indeléveis
aos que sobreviveram a ela, levando alguns ao suicídio, como aconteceu ao
dominicano Frei Tito de Alencar Lima. Os que sobreviviam à tortura, eram
permanentemente ameaçadas e vigiadas pelo regime opressivo. Até hoje, os
torturados têm dificuldade na sua maioria, em falar dos <A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYxugAsIbI/AAAAAAAADro/bOfoOUZroBA/s1600-h/Tortura+-+Manifestação.jpg"></A>horrores
que sofreram nos porões da ditadura.<BR>Os que ousaram a contestar a ditadura
eram na sua maioria, jovens idealistas, muitos politizados e engajados, outros
em processo de politização, que se atiravam aos ideais, dispostos até mesmo a
morrer por eles. A maioria dos torturados que morreram eram jovens.<BR>Mas a
ditadura não matou somente os opositores engajados, os chamados comunistas,
guerrilheiros e revolucionários, vários foram os inocentes apanhados nas malhas
da delação, que pereceram sob tortura sem jamais descobrirem porque estavam a
ter tão nefasto destino. Aos inocentes a tortura poderia ser mais intensa, já
que nada sabiam, nada podiam revelar.<BR>Findo o regime militar, a tortura foi
justificada pelos ex-presidentes ditadores como um mal necessário, como arma de
defesa diante de uma guerra que se vivia. Nenhum torturador foi preso ou punido
por seus atos, todos foram beneficiados pela lei da Anistia, que em 1979
anistiou os presos políticos, os exilados e os torturadores da ditadura militar.
A tortura continua a ser a maior página negra da recente história do
Brasil.<BR><BR><STRONG><SPAN style="COLOR: #663366">Mortos e
Desaparecidos</SPAN></STRONG><BR><BR><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYqAUFBH1I/AAAAAAAADp4/GGTD7N7fS9k/s1600-h/Tortura+-+Mortos+2.jpg"></A><A
href="http://1.bp.blogspot.com/_fvMmtgX9Xf0/SXYwV55h6HI/AAAAAAAADrg/V77bPsSgM4s/s1600-h/DMF+-+Estigmas+-+Paulo+Madeira.jpg"></A>O
modelo de tortura empregado pelos órgãos de informação da ditadura militar
chegou a ser exportado para alguins países asiáticos, onde governos repressivos
assumiram o poder. Curiosamente, países que adotaram regimes socialistas, como o
Camboja, foram os que "importaram" os métodos da direita brasileira.<BR>Uma
lista oficial dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar
(1964-1985), foi divulgada pelo Grupo Tortura Nunca Mais. São considerados
desaparecidos casos que se tem dados da tortura cometida contra o militante e da
sua eventual morte, mas que o seu corpo jamais foi encontrado ou identificado.
Entre os casos está o do Stuart Edgard Angel Jones, que apesar das evidências do
seu assassínio, é oficialmente um desaparecido, uma vez que não apareceu um
cadáver para oficializar a sua morte. Os mortos foram divididos na lista como
militantes políticos e outros, é o caso de Zuleika Angel Jones, mãe de Stuart,
cuja morte jamais foi esclarecida. Segue a lista dos mortos e desaparecidos da
ditadura militar. Esta lista pode ser encontrada no site do Grupo Tortura Nunca
Mais, onde a ficha de cada morto ou desaparecido é divulgada, podendo ser
pesquisada.</P>
<P style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class=MsoNormal> </P>
<P style="MARGIN: 0in 0in 0pt" class=MsoNormal><FONT size=2 face=Arial><A
href="http://www.torturanuncamais-rj.org.br/">http://www.torturanuncamais-rj.org.br/</A></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0in 0in 0pt"
class=MsoNormal><o:p> </o:p></P></DIV></BODY></HTML>