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<DIV><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
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<P><SPAN style="COLOR: #ff0000"><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana">Economia e meio
ambiente</SPAN></B></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana"><BR></SPAN><SPAN
style="COLOR: #666666"><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">“Que tempos são
esses, em que falar de árvores é quase um crime, pois implica silenciar
sobre tantas barbaridades?”<BR> <BR>Bertold Brecht , Aos que vão
nascer.</SPAN></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana"><BR>No intuito de se entender a
relação entre economia e meio ambiente, é necessário e importante se
esclarecer, ainda que de forma breve, o significado da relação entre o
homem e a natureza através do trabalho.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">A relação homem/natureza sempre
existiu, pois “nem a natureza objetivamente nem a natureza subjetivamente
existem de modo imediatamente adequado ao ser humano” (Karl Marx). Sendo
assim, a natureza há que ser transformada pela ação humana, pelo trabalho
humano que a submete e a ajusta às suas necessidades essenciais.
<BR>Portanto, como afirma Vázquez, “o homem só existe na relação prática
com a natureza. Na medida em que está – e não pode deixar de estar – nessa
relação ativa, produtiva, com ela, a natureza se lhe oferece como objeto
de matéria de sua atividade, ou como resultado desta, isto é, como
natureza humanizada...”.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">Com o advento do capitalismo, esta
relação fundamental entre o homem e a natureza sofre uma profunda
transformação. A lógica do lucro, inerente a esse regime de propriedade
privada dos meios de produção, faz do homem e da natureza fontes de seu
contínuo e crescente crescimento e reprodução. Os rudimentares
instrumentos de trabalho são substituídos por novos e permanentemente
aperfeiçoados métodos e implementos de produção, aumentando a capacidade
produtiva do trabalho e, portanto, a forma de apropriação da natureza, de
maneira jamais experimentada em outras épocas. Transformados em forças
produtivas do e para o capital, os meios de produção modernos não mais
servem apenas de meios para retirar da natureza os meios de subsistência
humana, antes passam a ser utilizados intensivamente para produzir os
excedentes apropriados, na forma de lucro, pelo capital.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">É sob essa conformação estrutural
que aparece a relação entre economia e meio ambiente, uma relação que
denota o efeito predatório da produção capitalista sobre a natureza e/ou
sobre o meio ambiente.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">Tanto a agricultura explorada sob a
forma capitalista como a indústria, em seu processo de crescimento e de
concentração, participam da busca incessante de lucros, desencadeando e
intensificando, para tanto, métodos deletérios à natureza onde
atuam.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">A mecanização acelerada, os
agrotóxicos e outros elementos químicos utilizados no manejo da terra e no
trato dos animais são exemplos de métodos nocivos – ao homem e ao meio
ambiente – predominantes na agricultura capitalista. Na indústria, as
tecnologias empregadas ao longo dos duzentos anos do sistema fabril já
causaram danos irreparáveis à natureza e à existência humana.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">As condições degradantes a que o
meio ambiente foi e ainda é submetido resultam dessa exploração predatória
empreendida pelo capital em sua interação com a natureza, constituindo uma
ameaça permanente ao equilíbrio ecológico.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">A questão do meio ambiente – a
ecologia -, portanto, não pode ser abordada e/ou compreendida
independentemente de sua vinculação com a estrutura do regime capitalista
de produção. Se não for assim, as análises e proposições decorrentes serão
inúteis e ineficazes, pois que não partem dos alicerces do modo de
produção do capital que engendra, na sua busca obstinada de lucro, os
efeitos destrutivos sobre o meio ambiente. Tratar o meio ambiente
isoladamente, fora de sua íntima conexão com a economia de base
capitalista, é o mesmo que navegar na superfície dos fenômenos sem atingir
a sua essência, ou seja, as particularidades inerentes e distintivas do
modo de produção capitalista. </SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">É sob essa ótica da relação
intrínseca entre a economia (capitalista) e o meio ambiente que devem ser
tratadas questões fartamente divulgadas, mas não enfocadas em suas raízes.
Entre tantas outras questões, podem-se nominar: o aquecimento global; a
camada de ozônio; o lixo nuclear; os transgênicos; a devastação das
florestas; a poluição ambiental; o uso intensivo e indiscriminado de
inseticidas; a emissão de monóxido de carbono; os resíduos industriais e
hospitalares; o esgotamento acelerado de matérias-primas não renováveis;
os constantes desastres ecológicos provocados por resíduos químicos; a
monocultura intensiva; as mudanças climáticas; a pesca predatória; o
extermínio da fauna e flora; a ocupação desordenada do campo e das
cidades; o surgimento de megalópoles e a crescente favelização mundo
afora; o aquecimento dos oceanos; e o comprometimento da
biodiversidade.</SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">Ao contrário da relação entre o
homem e a natureza descrita inicialmente, onde a natureza é humanizada
pela ação do trabalho humano ou, ainda, transformada para a humanidade ao
se objetivar em produtos para a satisfação das necessidades do homem,
tem-se agora uma relação totalmente desvirtualizada. No capitalismo, a
ligação entre o homem e a natureza se estabelece de forma
desumanizadora. Ao invés de objetos de uso para a humanidade, o
capital extrai implacavelmente tudo da natureza que possibilita a obtenção
de produtos vendáveis e/ou lucrativos para si, de forma crescente e
avassaladora, dado o extraordinário desenvolvimento das forças produtivas
que ele próprio promove. A natureza se torna, para o capital, um meio de
satisfação e realização da ganância de poucos, em detrimento da imensa
população de agora e por
vir. <BR> <BR></SPAN></P>
<P><SPAN style="COLOR: #666666"><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana">Concessa Vaz de Macedo é professora da UFMG e
economista<BR>Ari de Oliveira Zenha é economista </SPAN></SPAN></P>
<P> </P>
<P><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">Para comentar, <A
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aqui</A></SPAN></B></P>
<P> </P>
<P> </P></TD></TR>
<TR>
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alt="ASSINE CAROS AMIGOS" align=middle
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