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<P class=titulo><FONT size=2 face=Arial>16 de março de 2010</FONT></P>
<P class=titulo><STRONG><FONT size=5>"Utopia e barbárie" chega aos cinemas em
abril</FONT></STRONG></P>
<P class=linhafina>Documentário de Silvio Tendler reconstrói o mundo a partir da
II Guerra Mundial. O filme, que percorreu 15 países, faz uma revisão nos eventos
políticos e econômicos, que desde a metade do século XX elevaram ao risco e até
ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de justiça e harmonia, em busca de
entender as questões que mobilizam esses dias tumultuados: a utopia e a
barbárie. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio Tendler fez uma
minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial, através do olhar de
diferentes personagens.</P>
<P class=headline-link>Redação</P>
<P class=texto>No dia 23 de abril, chega aos cinemas de todo o país o filme
“Utopia e Barbárie”, mais novo trabalho do cineasta Silvio Tendler, que se
debruçou nos últimos 20 anos sobre o projeto. Partindo da II Guerra Mundial, o
filme faz uma revisão nos eventos políticos e econômicos, que desde a metade do
século XX elevaram ao risco e até ao desaparecimento dos sonhos de igualdade, de
justiça e harmonia, em busca de entender as questões que mobilizam esses dias
tumultuados: a utopia e a barbárie.<BR><BR>“Utopia e Barbárie” é um road movie
histórico que percorreu ao todo 15 países: França, Itália, Espanha, Canadá, EUA,
Cuba, Vietnã, Israel, Palestina, Argentina, Chile, México, Uruguai, Venezuela e
Brasil. Em cada um desses lugares, Tendler documentou os protagonistas e
testemunhas da história, os apresentando de forma apartidária, mas sem deixar de
trazer um pouco do olhar do cineasta, que completa 60 anos em 12 de março de
2010.<BR><BR>Nas telas, Silvio Tendler trafega por alguns dos episódios mais
polêmicos dos últimos séculos, como as bombas de Hiroshima e Nagasaki, o
Holocausto, a Revolução de Outubro, o ano de 1968 no mundo (Brasil, França,
Chile, Argentina, Uruguai, dentre outros), a Operação Condor, a queda do Muro de
Berlim e a explosão do neoliberalismo mais canibal que a História já conheceu.
<BR><BR>O cineasta foi à procura dos sonhos que balizaram o século XX e
inauguram o século XXI. Ao longo de quase duas décadas de trabalho, Silvio
Tendler fez uma minuciosa pesquisa e reconstruiu parte da história mundial,
através do olhar de personagens com abordagens e trajetórias distintas, que
ajudaram a compor um rico painel de nossa época. O diretor entrevistou inúmeros
intelectuais, como filósofos, teatrólogos, cineastas, escritores, jornalistas,
militantes, historiadores, economistas, além de testemunhas e vítimas desses
episódios históricos.<BR><BR>Os dramaturgos Amir Haddad, Augusto Boal e Zé Celso
Martinez, a economista Dilma Rousseff, o escritor e jornalista Eduardo Galeano,
o poeta Ferreira Gullar e o jornalista Franklin Martins foram alguns dos nomes
que concederam ao filme emocionantes depoimentos. Diversas vítimas, testemunhas
e sobreviventes também narraram suas trajetórias, como a argentina Macarena
Gelman e a brasileira nascida em Havana, Naisandy Barret, ambas filhas de
desaparecidos políticos, além do estrategista do exército vietnamita, General
Giap.<BR><BR>Cineastas de vários países também contribuíram com suas visões,
como Denys Arcand (Canadá), Amos Gitai (Israel), Gillo Pontecorvo (Itália),
Fernando Solanas (Argentina), Hugo Arévalo (Chile), Marceline Loridan (França),
Mohamed Alatar (Palestina), Shin Pei (Japão), além dos cineastas brasileiros
Cacá Diegues, Sérgio Santeiro e Marlene França.<BR><BR>Orçado em R$ 1 milhão, o
longa-metragem conta com a narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir
Haddad. A trilha sonora, especialmente composta para o filme, é assinada por
Caíque Botkay, BNegão, Marcelo Yuka e pelo grupo Cabruêra.<BR><BR><B>Sobre o
diretor</B><BR>Silvio Tendler é diretor de O Mundo Mágico dos Trapalhões, que
fez um milhão e oitocentos mil espectadores; Jango, fez um milhão e Os Anos JK,
oitocentos mil espectadores. Seu último longa-metragem, Encontro com Milton
Santos, ficou entre os dez documentários mais vistos de 2007. Com seus filmes
Silvio ganhou quatro Margaridas de Prata (prêmio dado pela CNBB), seis kikitos
(Festival de Gramado) e dois candangos (Festival de Brasília).</P></DIV>
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<P></P></BODY></HTML>