<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>.......................................................................<FONT
face=Georgia><STRONG><EM>repassem</EM></STRONG></FONT></FONT></FONT></DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<P><SPAN class=titulo><STRONG><FONT size=6>GREGÓRIO
BEZERRA</FONT></STRONG></SPAN> </P>
<P><IMG border=0 hspace=0 alt="" align=baseline
src="cid:F88A1AE1AE9245B2BBFD4C676164C845@vcaixe"><IMG border=0 hspace=0 alt=""
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src="cid:5BA37AF991104789A3EDBDF20A627811@vcaixe"></P><FONT size=2
face=Arial></FONT></DIV>
<DIV>
<TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0>
<TBODY>
<TR>
<TD><A
href="http://video.google.com.br/videoplay?docid=-8339651336935878860&hl=pt-BR"><IMG
src="http://1.gvt0.com/ThumbnailServer2?app=vss&contentid=f07091483620f641&offsetms=845000&itag=w320&hl=pt-BR&sigh=__B8DFsDbTkqLAygNsKk8aVt2_1Cs="
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<TD width=15></TD>
<TD><A
href="http://video.google.com.br/videoplay?docid=-8339651336935878860&hl=pt-BR"><SPAN>Gregório
Bezerra - Uma entrevista histórica</SPAN></A><BR><SPAN
style="COLOR: #666; FONT-SIZE: small">14/11/2008 - 30:43</SPAN><BR><SPAN
style="FONT-SIZE: small">Esta entrevista foi realizada quando Gregório
Bezerra completara 76 anos no exílio. Documentário de Luiz Alberto Sanz,
Lars Safstrom, Leonardo Cespedes e Staffan Lindqvist
Postagem:</SPAN></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P><BR><!--<span class="texto_cinza"></span><br>--><BR></P><SPAN
class=texto><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt">
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal
align=center><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt">Maria do Carmo
Andrade<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal
align=center><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 8pt">Bibliotecária da
Fundação Joaquim Nabuco<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal
align=center><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 8pt"><A
href="mailto:pesquisaescolar@fundaj.gov.br"><FONT
color=#0000ff>pesquisaescolar@fundaj.gov.br</FONT></A><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoNormal> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoNormal> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 35.4pt; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt">Gregório
Bezerra, político, líder comunista e ex-sargento do Exército brasileiro, nasceu
no dia 13 de março de 1900, no sítio Mocós, município de Panelas de Miranda,
estado de Pernambuco. Filho de camponês paupérrimo e analfabeto, passou muita
fome desde o ventre materno, porque sua mãe também passava
fome.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN> </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Nasceu num ano de grande seca, quando centenas de retirantes morriam
pelas estradas afora, em busca de comida e água para beber. Não havia leite, nem
materno nem de gado. Seus pais e seus irmãos mais velhos, que haviam perdido a
safra anterior, perambulavam nas estradas da caatinga, em busca de trabalho para
amenizar a situação crítica da família.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoBlockText><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoBlockText><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Gregório começou a trabalhar na agricultura, preparando roçados, na idade
em que deveria ter ido para a escola. Não teve, portanto, oportunidade de ser
alfabetizado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Em 1917, depois de muitas andanças, já no Recife, trabalhando como
ajudante de pedreiro, participou de uma passeata por melhores salários e em
solidariedade ao movimento bolchevique na União Soviética. Foi preso, julgado e
condenado a sete anos de prisão.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Depois de um novo julgamento foi libertado em 1922. Como para conseguir
emprego, precisava do certificado do serviço militar, resolveu entrar para o
Exército no Recife. Em 1923, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde
completou o serviço militar.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Em 1925, decide se alfabetizar para fazer o curso de Sargento de
Infantaria. Já segundo-sargento, é designado Instrutor da Companhia de
metralhadoras pesadas na Vila Militar, tendo sido também instrutor de esportes.
Em seguida, solicitou<SPAN> </SPAN>transferência para a Sétima Região
Militar, no Recife. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Durante o período em que esteve no Exército, depois de alfabetizado,
Gregório descobriu o comunismo, ideologia que abraçou durante toda sua vida,
porque acreditava que só assim poderia haver uma sociedade mais justa e melhor.
Em 1930, filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e, em 1935, era um dos
líderes do movimento armado, Aliança Nacional Libertadora (ANL). Participou,
como militar rebelde, da luta armada que tentou implantar o regime comunista no
Brasil. Com a derrota do movimento, foi preso durante três anos, no Recife, e
condenado a<SPAN> </SPAN>28 anos de prisão, pelo Tribunal de Segurança
Nacional.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Foi transferido para a Ilha de <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=303&textCode=2230&date=currentDate">Fernando
de Noronha</A> e posteriormente para o presídio da Ilha Grande no Rio de
Janeiro, sendo enviado por fim ao presídio <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=303&textCode=2415&date=currentDate">Frei
Caneca</A>, onde ficou na mesma cela que <SPAN> </SPAN>Luiz Carlos
Prestes.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Anistiado em 1945, e com a legalização do PCB, Gregório volta a
Pernambuco e é eleito Deputado Federal pelo Partido, sendo o segundo mais votado
de Pernambuco. Em 1948, o comunismo volta à ilegalidade e Gregório teve seu
mandado cassado. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Pouco depois, um incêndio no 15º Regimento de Infantaria do Exército
<st1:personname w:st="on" productid="em Jo ̄o Pessoa">em João
Pessoa</st1:personname>, Paraíba, é atribuído aos comunistas e Gregório é preso
no Rio de Janeiro, conduzido a um presídio na Paraíba, onde permaneceu durante
91 dias, sendo levado depois para o Recife, onde ficou mais dois anos na
prisão.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Novo julgamento libertou Gregório, que passou a percorrer várias regiões
brasileiras pregando a <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=316&textCode=3996&date=currentDate">Reforma
Agrária</A> e organizando sindicatos de trabalhadores rurais. Em 1963,
participou da organização de uma greve de 200 mil trabalhadores da zona
canavieira de Pernambuco.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Em 1964, quando o governador <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=309&textCode=4948&date=currentDate">Miguel
Arraes</A> é deposto e preso, sai em busca de armas para os camponeses na
tentativa de enfrentar o Golpe Militar, mas é preso na <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=319&textCode=1101&date=currentDate">Usina
Pedrosa</A>, no município de Ribeirão-PE. Conduzido para o Recife, é torturado
em praça pública, arrastado pelas ruas do bairro de <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=300&textCode=900&date=currentDate">Casa
Forte</A>, com uma corda amarrada ao pescoço.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Incentivado por <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=312&textCode=5562&date=currentDate">Paulo
Cavalcanti</A>, que estava com ele na mesma prisão, acusados no mesmo processo,
Gregório começou a escrever suas memórias. Os manuscritos eram inicialmente
entregues a Jurandir Bezerra, filho de Gregório, durante as visitas nos finais
de semana. Depois ficaram sob a guarda do próprio Paulo Cavalcanti, que estudava
a melhor oportunidade para publicá-los, pois acreditava que seria um “livro de
grande interesse social e político, pelo estilo corrente, fácil de
ler”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Em 1969, foi libertado juntamente com outros companheiros em troca do
embaixador norte-americano, Charles B. Elbrick, que havia sido seqüestrado pela
resistência à ditadura militar. Segue para o México e depois para a União
Soviética, onde viveu durante dez anos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Quando Gregório foi exilado do Brasil, ficou sem notícia de seus
manuscritos, pensando que tivessem sido apreendidos pelo Exército ou pela
Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS). Resolveu, então, reescrever suas
memórias, em Moscou, que foram publicadas com sucesso por Ênio
Silveira.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Beneficiado pela anistia em 1979, retorna ao Brasil. Deixa o Comitê
Central do PCB, por divergências internas, e, em 1982, foi candidato a deputado
federal pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) de Pernambuco,
ficando apenas como suplente.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Morreu na cidade de São Paulo, no dia 23 de outubro de
1983.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN>
</SPAN>Seu corpo foi velado na <A
href="http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=285&textCode=4227&date=currentDate">Assembléia
Legislativa</A><STRONG><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana"> </SPAN></STRONG>do
Estado de Pernambuco, tendo reunindo milhares de pessoas. Do alto de uma galeria
da Assembléia Legislativa, uma faixa pintada de vermelho, reproduzia os versos
da música cantada por Elis Regina: <I>choram Marias e Clarices no solo do
Brasil.</I></SPAN><I><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p></o:p></SPAN></I></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm"
class=MsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></B></P><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">Recife, 3 de
novembro de 2005.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">(Atualizado em
9 de setembro de 2009).<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; COLOR: black; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">FONTES
CONSULTADAS:</SPAN></B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">BEZERRA, Gregório. <I>Memórias.
</I>Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. 2v.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">CAVALCANTI, Paulo. <I>A luta
clandestina</I><SPAN>: o caso eu conto como o caso foi<I>.</I></SPAN> Recife:
Ed. Guararapes, 1985.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">GREGÓRIO BEZERRA. In:
<I>Pernambuco de A/Z</I>. Disponível em: <<A
href="http://www.pe-az.com.br/biografias/gregório_bezerra.htm"><FONT
color=#0000ff>http://www.pe-az.com.br/biografias/gregório_bezerra.htm</FONT></A>>.
Acesso em: 10 out. 2005.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">GREGÓRIO BEZERRA. In: <I>Portal
dos Municípios</I>. Disponível em: <<A
href="http://www.municipios.pe.gov.br/municipio/Gregorio_Bezerra.asp"><FONT
color=#0000ff>http://www.municipios.pe.gov.br/municipio/Gregorio_Bezerra.asp</FONT></A>>.
Acesso em: 13 out. 2005.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">COMO CITAR ESTE
TEXTO</SPAN></B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">:<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">Fonte</SPAN></B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">: ANDRADE, Maria do Carmo.
<I>Gregório Bezerra<SPAN>. </SPAN></I><B>Pesquisa Escolar On-Line</B>, Fundação
Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <</SPAN><U><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt"><A
href="http://www.fundaj.gov.br/">http://www.fundaj.gov.br</A></SPAN></U><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 7.5pt">>. Acesso em: <SPAN
style="COLOR: blue">dia<SPAN> </SPAN>mês ano</SPAN>. Ex: 6 ago.
2009.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0.9pt 0pt 0cm" class=MsoNormal
align=right></P></SPAN></SPAN></SPAN>
<P></P></DIV>
<P>
<HR>
<P></P><FONT face=Verdana></FONT><FONT face=Verdana></FONT>
<DIV><BR><FONT size=6>Bezerra, Gregório</TD></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=6></FONT></TR><TR><TD class=Dic-texto width="551"></DIV>
<TABLE class=Dic-texto border=0 width=571>
<TBODY>
<TR>
<TD class=Dic-texto>
<P>(1900-1983): Nasceu na cidade de Panelas de Miranda, Pernambuco; Desde
os 4 anos de idade já trabalhava na lavoura e, quando ficou órfão de pai e
mãe, aos oito anos de idade, passou a ser escravo doméstico. Fugiu depois
de dois anos de maus-tratos. Entre as várias atividades que exerceu, uma
delas foi a de jornaleiro. Embora não soubesse ler os jornais que ele
mesmo vendia, seu interesse pela política pôde ser despertado na medida em
que conhecia a realidade brasileira de uma forma mais ampla na medida em
que os seus colegas liam as notícias de jornais para ele. Em importante
greve ocorrida em 1917, Gregório começa a atuar ativamente, lutando pela
jornada de 8 horas e em favor da Revolução Bolchevique. Neste episódio foi
preso, acusado de perturbar ordem pública e cumpriu 5 anos de
prisão.<BR>No ano de 1922 ele alista-se no Exército e decide se
alfabetizar para entrar na Escola de Sargentos. Já a partir de 1927 passou
a ler diversas obras marxistas e no ano de 1929 consegue entrar para a
Escola de Sargentos. No ano seguinte ele filia-se ao Partido Comunista
Brasileiro e passa a proteger militantes perseguidos pelo movimento <A
href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/i/integralistas.htm">integralista</A>
da época. Em 1932 Gregório recebeu a missão de comandar um exército de
analfabetos e flagelados da seca, que combateu os Paulistas na Revolução
Constitucionalista.<BR>Participante da <A
href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/a/alian_nacion_libert.htm"
target=_blank>Aliança Nacional Libertadora (ANL)</A>, sua principal tarefa
foi filiar o maior número de militares à frente. Gregório obteve sucesso
nesta tarefa, além de conseguir centenas de fuzis e munições para a
frente. Teve a incumbência, ainda, de deflagrar o movimento revolucionário
em Recife. Liderou a tomada do Quartel General e vários pontos importantes
da cidade.<BR>Com o movimento derrotado, Gregório foi preso, espancado e
barbaramente torturado. Por participar dos eventos ligados à insurreição
comunista, Gregório foi condenado a 27 anos de prisão. Em 1942 foi
transferido para a Ilha Grande. No ano seguinte, quando passou para o
presídio Frei Caneca, conheceu <A
href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/prestes_luiz_carlos.htm"
target=_blank>Prestes</A>. <BR>Saiu da prisão em 1945. Recebeu do PCB a
tarefa de reorganizar o partido em Pernambuco. Nas eleições de dezembro do
mesmo ano, Gregório é o Deputado Federal mais votado para a Constituinte,
aonde defendeu o direito de greve e a autonomia sindical; direito de votos
aos analfabetos e aos militares; denúncia da exploração do trabalho,
principalmente infantil; defesa da construção de creches para as mães
solteiras e trabalhadoras, assim como sua obrigatoriedade em escolas,
postos médicos, favelas e locais de trabalho. Foi defensor incondicional
da Reforma Agrária Radical.<BR>Em setembro de 1947 o PCB volta novamente à
ilegalidade e o mandato de seus deputados são cassados, inclusive o de
Gregório Bezerra. Em 1948 foi seqüestrado e preso por ordem do então
presidente <A
href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/d/dutra_eurico.htm"
target=_blank>Dutra</A>. Foi falsamente acusado de incendiar o quartel 15
R.I., em João Pessoa, na Paraíba. Sofreu várias tentativas de assassinato.
Depois de dois anos de prisão foi absolvido por unanimidade pelo STM.
Mesmo solto, continuou sendo perseguido. Entrou para a clandestinidade e
continuou atuando na organização do PCB. Atuou em São Paulo, Goiás, Mato
Grosso e Paraná.<BR>Em 1957 foi novamente preso por sua militância,
principalmente formando Ligas Camponesas e sindicatos rurais. Foi liberto
por habeas corpus. <BR>No V Congresso do partido, no ano de 1960, é eleito
para o Comitê Central.<BR>Com o Golpe Militar de 1964, Gregório foi
novamente cassado, espancado e barbaramente torturado pelos militares.
Durante o período em que esteve preso, foi levado às ruas de Recife,
amarrado com cordas pelo pescoço e arrastado.<BR>Foi processado e
condenado por crime de lesa Pátria e por subversão a 19 anos de prisão e
sua saúde e integridade física foram totalmente abalados. Foi libertado,
somente, no ano de 1969, trocado, junto com 13 presos políticos, pela vida
do embaixador americano seqüestrado no Brasil.<BR>Foi enviado ao México,
Cuba e URSS, onde recebeu assistência médica para tratar de sua saúde.
Recuperado, passou a integrar o Movimento Internacional da Classe Operária
no exílio. Retornou ao Brasil no ano de 1979, com a Anistia.<BR>Em 1980
desliga-se do PC, solidarizando-se com <A
href="http://www.marxists.org/portugues/dicionario/verbetes/p/prestes_luiz_carlos.htm"
target=_blank>Prestes</A>, afirmando que continuaria fiel ao
Marxismo-Leninismo e lutando pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita.<BR>Em
1982, candidata-se à Deputado Federal por Pernambuco, conseguindo a
suplência. Pouco antes de morrer Gregório declarou: “Gostaria de ser
lembrado como o homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos;
amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas; odiado e
temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das
Ditaduras Fascistas”.</P></TD></TR></TBODY></TABLE>Fonte: <A
href="http://www.brascuba.org.br/">Associação Política-Cultural Brasil/Cuba -
Casa Gregório Bezerr</A>
<P></P></BODY></HTML>