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<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>.............................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><IMG title=cons.jpg alt=cons.jpg
src="http://www.consciencia.net/cons.jpg"><BR></DIV>
<DIV><BR></DIV>
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<H1
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a casa do jornalismo político</H1>
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class=meta>Por <A
style="OUTLINE-STYLE: none; COLOR: rgb(32,91,135); TEXT-DECORATION: none"
title="Posts by Gustavo Barreto"
href="http://www.consciencia.net/?author=3">Gustavo Barreto</A> em
11/03/2010</DIV>
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<P><IMG
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title="Panfleto da VEJA - edição de 10/03/2010"
alt="Panfleto da VEJA - edição de 10/03/2010"
src="http://www.consciencia.net/wp-content/uploads/veja.gif" width=90
height=115>É no mínimo curioso que o promotor de Justiça<A
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onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.promotorblat.com.br/');"
href="http://www.promotorblat.com.br/" target=_blank>José Carlos Blat</A>, fonte
primária da “reportagem” da <A
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href="http://www.jusbrasil.com.br/politica/4612745/veja-caiu-a-casa-do-tesoureiro-do-pt"
target=_blank>VEJA contra o PT no último domingo</A> (<A
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onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://veja.abril.com.br/100310/sumario.shtml');"
href="http://veja.abril.com.br/100310/sumario.shtml" target=_blank>edição de
10/03/2010</A>), já tenha pedido à própria VEJA ressarcimento por danos morais
no valor de R$ 20 mil, alegando que a revista extrapolou o direito de liberdade
de informação e violou a sua honra, ao qualificá-lo como “pioneiro da era dos
promotores heróis”.</P>
<P>A matéria que causou o litígio entre Blat e VEJA é de 5 de fevereiro de 2006,
sob o título “Intocável sob suspeita”, e sustento ser importante começar por
este relato para chegar ao caso atual da BANCOOP. Abordava processos
administrativos aos quais o promotor respondia no Ministério Público de São
Paulo. Blat perdeu: “(…) Duarte Camacho [juiz da 4ª Vara Cível de São Paulo]
entendeu que a revista apenas noticiou um inquérito verídico que envolvia uma
figura pública”. Cabia recurso.</P>
<P>Relatou o juiz na sentença de dezembro de 2008: “Os procedimentos
administrativos narrados na reportagem são verdadeiros. A reportagem divulgou a
notícia dos procedimentos administrativos respondidos pelo autor porque o autor
é um profissional que, freqüentemente, está na mídia em razão do seu trabalho”.
E ainda: “O magistrado ressaltou que, assim como os grupos criminosos que o
promotor combate estão expostos aos holofotes da mídia, Blat também deveria
estar acostumado a ser notícia”. (Última Instância, via<A
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href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/430664/justica-livra-revista-veja-de-indenizar-promotor-jose-carlos-blat"
target=_blank>JusBrasil</A>, dez/2008)</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÕES CONTRA BLAT</STRONG></P>
<P><A style="OUTLINE-STYLE: none; COLOR: rgb(204,0,0); TEXT-DECORATION: none"
href="http://www.consciencia.net/wp-content/uploads/blat-veja-2006.jpg"
target=_blank><IMG
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alt="Clique na imagem para ampliar"
src="http://www.consciencia.net/wp-content/uploads/blat-veja-2006.jpg"
width=400></A></P>
<P>[Revista VEJA, <A
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onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://veja.abril.com.br/150206/p_052.html');"
href="http://veja.abril.com.br/150206/p_052.html" target=_blank>"Intocável sob
suspeita"</A>, edição 1943, de 15/02/2006]</P>
<P>Na edição citada, os “procedimentos administrativos respondidos pelo autor”,
segundo o juiz, são os seguintes:</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÃO 1</STRONG>: “(…) Em 1998, entrou para o Grupo de Atuação
Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do qual foi afastado em 2004,
em circunstâncias confusas. A Corregedoria o investigava por uma tentativa de
livrar-se de multas no Detran e por um episódio estranho em que um carro oficial
do Gaeco foi apreendido fora da cidade de São Paulo – com um criminoso ao
volante. No fim de 2004, a Corregedoria do Ministério Público decidiu levar
essas investigações a fundo. Ouviu o depoimento de onze pessoas, entre elas
quatro promotores. Com base nesses depoimentos e em documentos levantados, a
Corregedoria disse ter encontrado indícios de crimes mais graves.”</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÃO 2</STRONG>: “(…) As primeiras investigações contra Blat
colocaram em xeque suas ações contra desmanches de veículos roubados. Promotores
afirmaram que uma seguradora de veículos indicava quais locais deveriam ser
invadidos e quem deveria ser preso. Nessas ações três funcionários dessa
seguradora apresentavam-se como peritos. Todo o estoque era apreendido e, em vez
de seguir para a polícia, a maior parte das peças era desviada para um depósito
de terceiros.”</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÃO 3</STRONG>: “(…) Blat também foi acusado de proteger o
contrabandista chinês Law Kin Chong, preso em São Paulo. Em 2002, quando
participou de uma força-tarefa antipirataria, ele teria dirigido o foco da
investigação somente contra os pequenos contrabandistas, deixando Law livre para
atuar. Uma advogada que trabalhava para o contrabandista visitava Blat
periodicamente no Gaeco.”</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÃO 4</STRONG>: “(…) As investigações descobriram ainda que Blat
mora num apartamento de Alfredo Parisi, que já foi condenado por bancar o jogo
do bicho. Blat admite que, antes de se tornar promotor, foi sócio do filho de
Ivo Noal, outro banqueiro do bicho, numa loja de conveniência – o que não é
crime.”</P>
<P><STRONG>ACUSAÇÃO 5</STRONG>: “(…) Os bens do promotor também entraram na mira
da Corregedoria. Segundo os depoimentos, Blat comprou de uma só tacada dois
carros importados e blindados. A Corregedoria recebeu uma denúncia de que um
apartamento no Guarujá também seria de Blat. Mais tarde, descobriu-se que, na
verdade, estava em nome do ex-sogro do promotor, René Pereira de Carvalho, um
procurador de Justiça. Carvalho tentou pagar 200 000 reais em dinheiro vivo,
mas, diante da recusa da vendedora, usou cheques administrativos. A origem dos
recursos não foi esclarecida. Por isso foi aberto um inquérito específico sobre
seu patrimônio.”</P>
<P>A Revista VEJA conclui:</P>
<BLOCKQUOTE
style="PADDING-BOTTOM: 0px; LINE-HEIGHT: 1.8em; MARGIN: 0px 20px 20px 40px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; FLOAT: left; FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 0px">
<P
style="PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-TOP: 0px">“(…)
Sobre Blat pesam também as seguintes suspeitas: usar veículos e pessoal do
Gaeco para interesses pessoais, negociar com um delegado a liberação de seu
pai, que teria sido preso em flagrante por armazenar bens roubados, abuso de
autoridade, truculência e suspeita de enriquecimento ilícito. É possível que
Pinho esteja correto, e que nenhum crime tenha sido cometido. No entanto, por
muito menos, políticos e empresários são duramente investigados pelo
Ministério Público paulista – é o caso do ministro da Fazenda, Antonio
Palocci. Enquanto seu destino no Ministério Público não é definido, Blat já
traça outros planos. Disse a VEJA: “Eu me desiludi com o Ministério Público.
Estou pensando em me candidatar a deputado federal”.</P></BLOCKQUOTE>
<P>Isso foi em 2006. Blat estava pensando em virar político, oficialmente.</P>
<P>Agora, em 2010, Blat diz outra coisa, conforme nota no <A
style="OUTLINE-STYLE: none; COLOR: rgb(204,0,0); TEXT-DECORATION: none"
onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.conjur.com.br/2010-mar-07/deputado-pt-nega-esquema-rebate-pedido-quebra-sigilo');"
href="http://www.conjur.com.br/2010-mar-07/deputado-pt-nega-esquema-rebate-pedido-quebra-sigilo"
target=_blank>site Consultor Jurídico</A>:</P>
<P>“Estou fazendo meu trabalho. Um trabalho técnico. E não tenho nenhuma
simpatia por partido algum. Não sou tucano nem petista, nem nada (…) É sempre a
mesma coisa. O que acontece é que quando você investiga um caso envolvendo um
partido A, eles te acusam de trabalhar para o partido B. Na verdade, eu só
trabalho para o Ministério Público”.</P>
<P>Resta saber por qual partido o promotor estava “pensando” em se candidatar.
Ou então precisa avisar urgentemente que, para se candidatar, é preciso ter
partido.</P></DIV></SPAN></DIV>
<P><FONT size=2 face=Arial></FONT></P>
<P>
<HR>
<P></P></BODY></HTML>