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<BODY style="BACKGROUND-COLOR: #fff" bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT 
size=3>.......................................................................................................................</FONT><FONT 
size=4 face="Arial Narrow"><STRONG>repassem</STRONG></FONT></FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV>----- Original Message ----- </DIV></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A 
title=alopesfilho@correios.net.br 
href="mailto:alopesfilho@correios.net.br">Alfredo Lopes</A> </DIV>
<DIV><B></B>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT size=7><STRONG><SMALL><SMALL><SMALL><FONT size=5>LEIAM E VEJAM COMO 
AVANÇA A PRÁTICA DA CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS 
SOCIAIS!</FONT></SMALL></SMALL></SMALL></STRONG></FONT> </DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=5></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=5></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=5></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV>
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<DIV><STRONG><FONT size=5></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=5></FONT></STRONG>&nbsp;</DIV>
<DIV>Parceria entre CNJ e CNA: um mau sinal </DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV style="POSITION: relative" id=ygrp-mlmsg>
<DIV style="Z-INDEX: 1" id=ygrp-msg>
<DIV id=ygrp-text>
<DIV class=content>
<P>Por <I><B><BIG>Jacques Távora Alfonsin</BIG></B><BR></I></P>
<P><I>Jurista e procurador do Estado do Rio Grande do Sul aposentado.</I> </P>
<P>A independência, a autonomia, a imparcialidade, o tratamento igualitário 
devido a quem comparece em Juízo, conhecido como isonomia no tratamento das 
partes litigantes, são direitos-deveres dos mais lembrados pelo Poder 
Judiciário, como garantia do respeito que lhe é devido. </P>
<P>No dia 9 deste fevereiro, um acordo foi assinado pelo presidente do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ), Ministro Gilmar Mendes (o mesmo que preside o Supremo 
Tribunal Federal), com a Confederação Nacional de Agricultura (CNA), que 
desrespeita, flagrantemente, as obrigações públicas derivadas daqueles 
direitos-deveres. </P>
<P>Segundo se pode ler nos sites de entidades ligadas à CNA, o tal acordo 
compreende, entre outras coisas, o seguinte: O Observatório das Inseguranças 
Jurídicas no Campo faz parte do Núcleo de Pesquisas Estratégicas do Instituto 
CNA e será responsável pelo mapeamento das chamadas "ameaças ao direito de 
propriedade"<WBR>. As informações, que serão fornecidas pelas federações da 
Agricultura nos estados e pelos sindicatos do segmento nos municípios, serão 
consolidadas pela CNA e estarão disponíveis aos órgãos do Judiciário e do 
Executivo. A idéia é que, a partir dessa rede de informações, o governo e a 
sociedade tomem conhecimento das iniciativas que coloquem em risco o 
desenvolvimento econômico e social do país, como as invasões de propriedades 
públicas e particulares. Os dados compilados pelo Observatório serão divulgados 
na página da CNA na internet: <A title=www.canaldoprodutor.com.br 
href="http://www.canaldoprodutor.com.br">www.canaldoprodutor<WBR>.com.br</A></P>
<P>A partir de agora, então, ao poder de polícia do Estado, ao Ministério 
Público, e ao próprio Poder Judiciário como um todo, soma-se um outro poder, 
delegado a uma entidade privada - o de dedurar quantas pessoas ela julga 
suspeitas de provocar insegurança. Estabeleceu-<WBR>se uma espécie de "disque 
denúncia" à disposição de quem quiser preservar a injustiça social que uma 
entidade patronal, historicamente inimiga das/os agricultoras/<WBR>es sem terra 
e da reforma agrária, poder fornecer-lhe os dados capazes de montar um novo 
panóptico privado que, a seu juízo, criminalize quantas/os a sua idéia estreita, 
interesseira e preconceituosa de direito e justiça entenda de criminalizar.</P>
<P>Se tudo parasse por aí, o escândalo já seria muito grave, pelo menos para 
quem respeite de forma efetiva (e não apenas formal e aparentemente) os 
princípios constitucionais próprios das obrigações públicas acima lembradas. A 
situação criada pelo tal acordo, entretanto, é muito pior. A CNA é parte 
litigante, diretamente interessada em ações judiciais atualmente tramitando no 
Supremo Tribunal Federal, envolvendo interesses públicos relevantes, 
relacionados, por exemplo, ao Direito do Trabalho e sindical, ao Direito 
Tributário, ao meio-ambiente e a terras indígenas.</P>
<P>Quem acessa o site do Supremo se surpreende com o número de tais ações, que 
sobe a centenas, envolvendo interesses difusos, direitos humanos fundamentais de 
populações inteiras, valores econômicos significativos. </P>
<P>Será que, mesmo sob tal circunstância, o Presidente do Supremo, 
simultaneamente o mesmo do CNJ, poderia assinar o tal acordo com uma parte que 
litiga sob sua própria jurisdição? Ficam preservados, depois disso, a 
independência, a autonomia, a imparcialidade, o tratamento isonômico das partes, 
o próprio dever de moralidade que a Constituição impõe ao Poder Público, no seu 
artigo 37?</P>
<P>Sem necessidade de se lembrar o que a Constituição Federal prevê, sobre o CNJ 
(art. 103-B, parágrafo 4º, inciso I de modo particular), e a lei Orgânica da 
Magistratura, sobre a conduta das/os juizas/es, basta a leitura do Código de 
Ética dessas autoridades para que as/os nossas/os próprias/os leitoras/es dêm 
resposta a tais perguntas.</P>
<P>Já no primeiro artigo desse Código, prevê-se o seguinte: O exercício da 
magistratura exige conduta compatível com os preceitos deste Código e do 
Estatuto da Magistratura, norteando-se pelos princípios da independência, da 
imparcialidade, do conhecimento e capacitação, da cortesia, da transparência, do 
segredo profissional, da prudência, da diligência, da integridade profissional e 
pessoal, da dignidade, da honra e do decoro. </P>
<P>Sobre independência, o art. 5º prevê: Impõe-se ao magistrado pautar-se no 
desempenho de suas atividades sem receber indevidas influências externas e 
estranhas à justa convicção que deve formar para a solução dos casos que lhe 
sejam submetidos.</P>
<P>Sobre imparcialidade, o art. 8º determina: O magistrado imparcial é aquele 
que busca nas provas a verdade dos fatos, com objetividade e fundamento, 
mantendo ao longo de todo o processo uma distância equivalente das partes, e 
evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição 
ou preconceito.</P>
<P>À luz do nosso ordenamento jurídico-ético, assim, é impossível afastar-se a 
conclusão de que o tal acordo escandaliza de maneira profunda a consciência de 
qualquer brasileira/o, especialmente pelo fato de ter sido assinado pela mesma 
pessoa que preside o Supremo Tribunal do país. Reconhece ele numa das partes 
litigantes perante aquele Tribunal, a portadora de um critério idôneo sobre o 
que se possa entender por segurança jurídica, ainda mais envolvendo um direito 
como o de propriedade da terra que, por um capítulo inteiro da Constituição 
Federal (o que trata da reforma agrária, por exemplo) está sob suspeita de ele 
mesmo ser o gerador da maior insegurança e infelicidade do povo pobre do 
país..</P>
<P>De que segurança, mesmo, o STF vai tratar a partir de agora, quando a CNA 
estiver litigando perante esse Tribunal? Não a pública, aquela que é de 
todas/os, é bom que se suspeite e frise, mas sim a das/os suas/seus 
associadas/os, já que ela ganhou status de juíza do que seja segurança.</P>
<P>Quando as/s pobres do Brasil reclamam das sentenças judiciais que já partem 
do preconceito de elas/es serem criminosas/os não faltam vozes estridentes de 
contestação. O acordo do CNJ com a CNA, porém, é uma prova eloqüente da verdade 
que embasa aquela queixa.</P>
<P>A própria época em que o tal compromisso foi assinado chama a atenção para o 
fato. Há um Plano Nacional de Direitos Humanos recentemente lançado que 
questiona, justamente, as repetidas violências das execuções judiciais 
infligidas contra multidões de sem-terra e de sem-teto, que sofrem, não raro, a 
perda da própria vida nesses embates. O Plano, inspirado em modernas teorias 
processuais, oferece alternativa que, se for transformada em lei, certamente vai 
diminuir, talvez eliminar essa mortandade vergonhosa, sem ferir o direito de 
quem quer que seja.</P>
<P>O compromisso assinado entre os dois Conselhos, então, é sinal de que há uma 
clara opção de classe público-privada contrária ao tal Plano, visando empoderar, 
exatamente, as forças políticas contrárias à sua implementação. É um acordo, 
portanto, manifestamente inconstitucional. Não obstante, foi assinado pelo 
presidente do Tribunal brasileiro encarregado, justamente, de dizer o que seja 
ou não constitucional.<WBR>..</P>
<P>O país tem suportado uma injustiça social incompatível com um Estado que, em 
sua Constituição pelo menos, proclama-se democrático de direito. O CNJ e a CNA 
ignoram esse caráter, desprezam o poder soberano e constituinte do povo, 
preservam o que há de pior na cultura jurídica classista que predomina na 
interpretação das leis, e, em nome da segurança das/os latifundiárias/<WBR>os, 
mantém a nossa terra escrava delas/es.</P></DIV><PRE class=moz-signature cols="72">-- 
Secretaria Geral
Escritório Nacional do MST/RJ
Rua Pedro I, Sl 803, Centro, Rio de Janeiro/RJ
Fone: (21) 2240.8496
==============================================================================================================================
</PRE><BR>
<P></P></DIV><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~-->
<DIV style="HEIGHT: 0px; COLOR: #fff">__._,_.___</DIV></DIV></DIV>
<P>
<DIV><FONT size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- 
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A 
title=fidelisestefan@ig.com.br href="mailto:fidelisestefan@ig.com.br">Fidelis 
Estefan Filho</A> </DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: center" align=center><STRONG><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 13pt">Corrupção 
institucional</SPAN></STRONG><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 13pt"></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">No mês de fevereiro, 
época em que a vigilância da opinião pública é reduzida e as lideranças 
políticas estão praticamente inativas, foi divulgada a celebração de um acordo 
que apresenta todas as características do que pode ser denominado corrupção 
institucional.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">Um dos signatários 
do acordo foi o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), representado por seu 
presidente, ministro Gilmar Mendes, e o outro participante foi a Confederação 
Nacional da Agricultura (CNA), representada por sua presidenta, a senadora Kátia 
Abreu. Segundo a divulgação feita no site do CNJ, essas instituições "assinaram 
acordos para evitar inseguranças jurídicas no campo".</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">Em primeiro lugar, é 
importante assinalar que vem ocorrendo patente e lamentável desvirtuamento dos 
objetivos do CNJ, com absoluto e evidente desrespeito das disposições 
constitucionais que, definindo o seu âmbito de atuação, o situam no capítulo 
intitulado Do Poder Judiciário e ali estabelecem expressa e claramente suas 
competências.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">A criação do 
Conselho Nacional de Justiça, como órgão constitucional de controle do Poder 
Judiciário e de colaboração com os tribunais, foi saudada com entusiasmo pelos 
que acompanham de perto o desempenho do Judiciário. Esperavase que o CNJ, com 
independência e com a autoridade decorrente de sua natureza de órgão 
constitucional, forçasse as corregedorias dos tribunais a desempenharem com 
eficiência e firmeza suas atribuições, impedindo o prosseguimento de vícios como 
o favoritismo e a grande lentidão nos julgamentos, a malversação de recursos e o 
nepotismo, assegurando o estrito respeito aos princípios e às normas 
constitucionais. Mas o que se tem visto ultimamente é o CNJ atuando como 
verdadeiro tribunal de inquisição, interferindo em áreas que não lhe competem e 
atuando com deplorável e negativo exibicionismo, incompatível com a prudência e 
a sobriedade que devem ser observadas nas atividades de qualquer âmbito do 
Judiciário.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">Quanto às 
competências do CNJ, elas estão enumeradas no artigo 103-B, parágrafo 4°, da 
Constituição, em diversos incisos que se referem a alguma forma de ação do CNJ 
dentro do Poder Judiciário. A única exceção está no inciso IV, segundo o qual 
compete ao CNJ "representar ao Ministério Público, no caso de crime contra a 
administração pública ou de abuso de autoridade". Nenhum daqueles dispositivos, 
que enumeram exaustivamente as competências do CNJ, lhe dá a atribuição de agir 
como órgão da segurança pública, que deve ser sempre segurança jurídica e para 
cuja consecução a Constituição prevê órgãos próprios.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">A par desse evidente 
desvirtuamento dos objetivos constitucionais do CNJ, é evidentemente antiética e 
ilegal a atuação de uma senadora da República, em pleno exercício do mandato, 
participando ativamente de atividades goverrnamentais como representante de uma 
instituição privada que tem por objetivo a promoção e defesa dos interesses 
econômicos de seus associados.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">Na realidade, a 
senadora Kátia Abreu é lobista notória, usando as prerrogativas do mandato de 
senadora para a proteção e o benefício do agronegócio, o que ficou bem 
evidenciado quando, em companhia de três senadores, ela saiu de Brasília e foi 
ao estado do Pará com o objetivo exclusivo de impedir a continuação dos 
trabalhos do Grupo Móvel de Fiscalização do Trabalho Escravo que apurava 
denúncias da prática da escravidão em unidades do agronegócio situadas naquele 
estado. Assim, também, tem sido noticiada com grande ênfase sua intensa 
atividade visando impedir a imposição legal de índices razoáveis de 
produtividade para as unidades rurais, bem como a proibição do desmatamento 
irracional em prejuízo do meio ambiente. E jamais se teve notícia de qualquer 
palavra ou iniciativa da nobre senadora condenando o uso do trabalho escravo ou 
o desmatamento criminoso. Essa é a personagem que, junto com o ministro Gilmar 
Mendes, vai cuidar da segurança jurídica no campo.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 12.5pt">Coincidentemente, 
nos Estados Unidos acaba de ser feita uma grave denúncia de corrupção, 
noticiando-se que um membro da Câmara de Representantes, Billy Tauzin, era 
lobista da indústria farmacêutica enquanto exercia o mandato, o que é proibido 
pelo Código de Ética do Legislativo. Por causa da denúncia e optando pelo que 
lhe traz maior proveito, ele desistiu do mandato para assumir a presidência da 
Pharma, instituição privada que comanda o lobby dos laboratórios. Será ética a 
acumulação do mandato de senadora com a presidência da Confederação Nacional da 
Agricultura ? Ao lado dessa questão, está presente e merece veemente condenação 
a corrupção institucional que se configura pela aliança de duas instituições, 
para agir contra disposições expressas da Constituição e em prejuízo do povo 
brasileiro.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify"><B><I><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 13pt"><BR></SPAN></I></B><EM><B><SPAN 
style="FONT-FAMILY: 'Palatino Linotype'; FONT-SIZE: 11pt">*Dalmo Dallari é 
jurista</SPAN></B></EM></P></DIV>
<P>
<HR>

<P></P><BR></BODY></HTML>