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<BODY style="BACKGROUND-COLOR: #fff" bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>....................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT color=#ff0000 face=Forte></FONT> </DIV>
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<DIV><FONT color=#ff0000 face=Forte></FONT> </DIV>
<DIV><FONT color=#ff0000 face=Forte></FONT> </DIV>
<DIV><FONT color=#ff0000 face=Forte></FONT> </DIV>
<DIV><BR><WBR><BR><WBR><BR><WBR><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">Fevereiro 20, 2010</SPAN></DIV>
<DIV style="POSITION: relative" id=ygrp-mlmsg>
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<H3> </H3>
<H3><A
href="http://grupobeatrice.blogspot.com/2010/02/viva-o-povo-brasileiro.html"
target=_blank><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 24pt">VIVA O POVO
BRASILEIRO!!<WBR>!</SPAN></A><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 24pt"><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 24pt"><BR><BR><BR><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt">"Queridas
companheiras, </SPAN></SPAN></STRONG></SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 14pt"><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">Queridos
companheiros</SPAN></STRONG><BR><BR></SPAN></H3>
<DIV style="TEXT-ALIGN: center"><A
href="http://2.bp.blogspot.com/_s0TCPyCGYlE/S4B371WMR9I/AAAAAAAACac/RJsltscYNws/s1600-h/habemus_candidata+(1).jpg"
target=_blank><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><IMG border=0 alt=""
src="http://2.bp.blogspot.com/_s0TCPyCGYlE/S4B371WMR9I/AAAAAAAACac/RJsltscYNws/s640/habemus_candidata+(1).jpg"
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style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 13px">
<DIV></DIV></SPAN><FONT size=2></FONT><FONT size=2></FONT><FONT
size=2></FONT><FONT size=2></FONT><FONT size=2></FONT><FONT
size=2></FONT><FONT size=2></FONT><FONT size=2></FONT><FONT
size=2></FONT><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 13px"><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt"><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: medium">Para quem teve a vida sempre
marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é para mim um dia
extraordinário.<BR><BR>Meu partido -- o Partido dos Trabalhadores -- me
confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande
brasileiro.<BR><BR>A obra de um líder -- meu líder -- de quem muito eu tenho
orgulho: o presidente Lula, o Lula.<BR><BR>Jamais pensei que a vida me
reservasse tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para
enfrentá-lo - com humildade, com serenidade e com confiança.</SPAN></STRONG>
</SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt"><STRONG><BR></STRONG></SPAN><BR><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt">
<P class=MsoNormal><SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">Neste momento, ouço a voz da minha
Minas Gerais, terra de minha infância e de minha juventude. Dessa Minas que me
deu o sentimento de que vale a pena lutar, sim, pela liberdade e contra a
injustiça. Ouço os versos de Drummond:</SPAN></SPAN></P>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">"Teus ombros suportam o
mundo</SPAN></STRONG></SPAN></P>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">E ele não pesa mais do que a mão de
uma criança"</SPAN></STRONG></SPAN><STRONG></STRONG></P></SPAN><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt"><BR>Até hoje eu sinto o peso suave da mão de minha
filha, quando nasceu.<BR><BR>Que força naquele momento ela me deu. Quanta vida
ela me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou. Eram, naquela época,
tempos difíceis.<BR><BR>Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada
pelos gaúchos --- pelos gaúchos generosos, solidários, insubmissos, como são
os gaúchos.<BR><BR>Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna,
encontrei nos versos de outro poeta -- Mário Quintana -- a força necessária
para seguir em frente. Mário Quintana disse:<BR><BR></SPAN><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt"><STRONG>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">"Todos estes que aí
estão</SPAN></STRONG></SPAN></P>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">Atravancando o meu
caminho,</SPAN></STRONG></SPAN></P>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">Eles
passarão.</SPAN></STRONG></SPAN><STRONG></STRONG></P>
<P class=MsoNormal><SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333">Eu
passarinho."</SPAN></STRONG></SPAN></P></STRONG><BR><BR>Eles passaram e nós
hoje voamos livremente.<BR><BR>Voamos porque nascemos para ser
livres.<BR><BR>Sem ódio, sem revanchismo e com serena convicção afirmo que
nunca mais viveremos numa gaiola, numa jaula ou numa prisão.<BR><BR>Hoje
estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou
consigo mesmo. Onde todos, todos, mas todos mesmo, expressam livremente suas
opiniões e suas idéias.<BR><BR>Mas um país que não tolera mais a injustiça
social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.<BR><BR>Vejo
nesta manhã -- já quase tarde -- nos jovens que nos acompanham e nos mais
velhos que aqui estão -- um extraordinário encontro de gerações. De gerações
que, como a minha, levaram nosso compromisso do país e com o país às últimas
consequências.<BR><BR>Amadureci. Amadurecemos nós todos.<BR><BR>Amadureci na
vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio
Grande do Sul e, sobretudo, aqui no governo do Brasil.<BR><BR>Mas esse
amadurecimento não se confunde com perda de convicções.<BR><BR>Não perdemos a
indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às
tentativas de submeter nosso país.<BR><BR>Não sucumbimos aos modismos
ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas,
construir alternativas concretas e realistas.<BR><BR>Continuamos movidos a
sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de
construir um mundo melhor.<BR><BR>A história recente mostrou que estávamos
certos.<BR><BR>Tivemos um grande mestre -- o Presidente Lula nos ensinou o
caminho.<BR><BR>Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil,
ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais
em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.<BR><BR>Não
admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos
ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com
ela.<BR><BR>Companheiras, Companheiros<BR><BR>Recebo com humildade a missão
que vocês estão me conferindo. Com humildade, mas com coragem e determinação.
Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu
primeiro militante mais ilustre -- o Presidente Lula.<BR><BR>Do apoio que
espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são
responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa
caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de
coalizão.<BR><BR>Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à
Presidência e que deu a nosso Governo o maior respaldo da história de nosso
país --a força do povo brasileiro. Esta é a força que nos conduziu até aqui e
que nos mantém.<BR><BR></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt"><STRONG>A missão
que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de
partidos.<BR><BR>Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus
sindicatos.<BR><BR>Dos movimentos sociais.<BR><BR>Dos que labutam em nossos
campos.<BR><BR>Dos profissionais liberais.<BR><BR>Dos intelectuais.<BR><BR>Dos
servidores públicos.<BR><BR>Dos empresários comprometidos com o
desenvolvimento econômico e social do país.<BR><BR>Dos negros. Dos índios. Dos
jovens.<BR><BR>De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de
discriminação.<BR><BR>Enfim, das mulheres.</STRONG>
<BR><BR></SPAN></SPAN><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 12pt">Para muitos, elas
são "metade do céu". Mas queremos mesmo é metade da terra também. Com
igualdade de direitos, salários e oportunidades.<BR><BR>E como disse o
presidente Lula, não há limite para nós mulheres. É esse, inclusive, um dos
preceitos da primeira vez nós termos uma candidata mulher.<BR><BR>Quero com
vocês -- mulheres do meu país -- abrir novos espaços na vida
nacional.<BR><BR>É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos
discutir e seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa
realidade social exige sistematicamente de nós.<BR><BR>Nessa caminhada
encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e
hoje fazem três refeições por dia.<BR><BR>Milhões que mostrarão suas carteiras
de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.<BR><BR>Milhões de homens e
mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de
onde nunca mais serão expulsos.<BR><BR>Milhões que nos mostrarão suas casas
dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam
comprar.<BR><BR>Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde
reinava a escuridão ou predominavam os candeeiros. E estes milhões de pontos
luminosos pelo Brasil afora serão como uma trilha incandescente que mostra um
novo caminho.<BR><BR>Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus
diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu
uma porta para o futuro, para o seu futuro.<BR><BR>Milhões -- mas muitos
milhões mesmo -- expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e,
sobretudo, respeitado em todo o mundo.<BR><BR>Muitos me perguntam por que o
Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir
novos caminhos, e ter a vontade política de um grande líder, como o presidente
Lula com a sua vontade de fazer trilhar, derrubando velhos dogmas que
funcionavam como barreiras nos caminhos do Brasil.<BR><BR>O primeiro caminho é
o do crescimento com distribuição de renda -- o verdadeiro desenvolvimento.
Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais
rápida e sustentável.<BR><BR>Essa distribuição de renda permitiu construir um
grande mercado de bens de consumo de massa, de consumo popular. Ele nos
protegeu dos efeitos da crise mundial. O nosso consumo, o consumo do povo
brasileiro sustentou o país diante do medo que se abateu sobre o sistema
financeiro internacional e privado nacional.<BR><BR>Criamos 12 milhões de
empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real
cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos
construindo um Brasil para todos. Não o Brasil para uma minoria, como fizemos
sistematicamente desde os tempos da escravidão.<BR><BR>O segundo caminho foi o
do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade
externa.<BR><BR>Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida
em relação ao Produto Interno Bruto.<BR><BR>Aumentamos nossas reservas de 38
bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso
comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou
diversificar mercados.<BR><BR>Deixamos de ser devedores internacionais e
passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI.
É o Fundo que pede dinheiro a nós.<BR><BR>Grande ironia é essa: os mesmos 14
bilhões de dólares que foram sacados do empréstimo, que antes o FMI nos
emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.<BR><BR>E isso faz a
diferença no que se refere à nossa postura soberana.<BR><BR>O terceiro caminho
foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o
que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava
riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os
estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.<BR><BR>Governantes e
setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente
condenadas ao atraso.<BR><BR>A vastos setores da população não restavam outras
alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de
oportunidades. É o que explica o inchaço das nossas grandes cidades e das
médias também.<BR><BR>Essa situação está mudando por decisão do governo do
presidente Lula que focou nessas questões, num grande conjunto de sua política
de desenvolvimento.<BR><BR>O Governo Federal começou um processo consistente
de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do
povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos
públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser
sensivelmente superior ao do Brasil como um todo no período da
crise.<BR><BR>Nós vamos aprofundar esse caminho e esse compromisso de acabar
com esse desequilíbrio. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma
única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da "Maria Fumaça". O
Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde
vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance, se
desenvolva e cresça. Nós queremos 27 locomotivas puxando o trem do
Brasil.<BR><BR>O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da
reorganização do Estado.<BR><BR>Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase
tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso para muitos
países.<BR><BR>Aqui, no Brasil, o desastre só não foi maior -- como em outros
países -- porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram
impedir a privatização parcial e integral da Petrobrás, do Banco do Brasil, da
Caixa Econômica ou de FURNAS.<BR><BR>Alguns falam todos os dias de "inchaço da
máquina estatal". Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente
médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação,
diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança,
controle e fiscalização.<BR><BR>Escondem, também, que a recomposição do corpo
de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos
públicos.<BR><BR>Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público.
Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e
induzir o desenvolvimento do país.<BR><BR>É muito bom lembrar que diante da
crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e
privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o
desenvolvimento e a garantia de emprego no País. Por isso, quando em muitos
países, o emprego caia, em 2009, aqui, nós conseguimos criar quase um milhão
de empregos.<BR><BR>Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula
disse em seu discurso na ONU em 2008:<BR><BR><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">É chegada a hora da
política!</SPAN></STRONG><BR><BR>Nada mais apropriado do que essa frase. A
maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise
porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente
Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas
preocupações.<BR><BR>O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no
mundo.<BR><BR>O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e
sem submissão, o país hoje defende seus interesses e, como diz minha mãe, se
dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma
especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África.
Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países
desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a
democratização econômica e política do mundo.<BR><BR>Essa presença global, e o
corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático,
explicam o respeito internacional que hoje gozamos.<BR><BR>O sexto caminho
para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento
democrático.<BR><BR>No passado, tivemos momentos de grande crescimento
econômico. Mas faltou democracia. E nós sabemos como faltou!<BR><BR>Em outros
momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e
social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é
a democracia como um todo que começa a ficar ameaçada. O país fica à mercê das
soluções de força ou de aventureiros.<BR><BR>Hoje nós estamos crescendo e
distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, com expansão da
democracia, com forte participação social na definição das políticas públicas
e com respeito aos Direitos Humanos.<BR><BR>Quem duvidar do vigor da nossa
democracia que leia, que escute ou que veja o que dizem os jornais livremente,
o que dizem nos jornais livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos
perturba. Preferimos as vozes dessas oposições -- ainda quando mentirosas,
injustas e caluniosas -- ao silêncio das ditaduras.<BR><BR>Como disse o
Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a
manifestação de múltiplas vozes defendendo seus direitos e interesses. Nela,
vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e os velhos senhores
tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a se constituir uma nova
e verdadeira opinião pública.<BR><BR>As instituições funcionam no país. Os
poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros
períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana
com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em
função de suas filiações partidárias.<BR><BR>Não praticamos nenhum casuísmo.
Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as
tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro
mandato. Não mudamos -- como se fez no passado -- as regras do jogo no meio da
partida.<BR><BR>Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce e uma
herança bendita sobre a qual construir o terceiro Governo Democrático e
Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por
Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E
muito mais rapidamente.<BR><BR>Queridas companheiras, queridos
companheiros.<BR><BR>Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de
Governo.<BR><BR>Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será
submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.<BR><BR>Hoje
quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa
reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete
anos.<BR><BR>Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula --
seu olhar social, seu compromisso social. Queremos um Brasil para todos. Nos
aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem
discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os
programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos
programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se
inicia.<BR><BR>Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para
construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça
social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e
cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos
seguimento à transformação educacional em curso -- da creche ao
pós-graduação.<BR><BR>Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de
prosperidade que começamos a construir no primeiro governo do presidente Lula,
que continuamos no segundo e que continuaremos. Nosso objetivo estratégico é
oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade,
trabalho e realização pessoal.<BR><BR>No Brasil temos hoje 50 milhões de
jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da nossa
população. É para eles que estamos construindo um Brasil melhor. Eles têm
direito a um futuro melhor.<BR><BR>O Brasil precisa muito da juventude. De
profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.<BR><BR>Isto se
faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores
contratados, concursados, bem treinados e bem remunerados. Isso não é inchaço
da máquina, é imprescindível para todos. Com bolsas de estudo e apoio para que
os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita
para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas
para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda
para entrar no mercado de trabalho.<BR><BR>Serão esses jovens bem formados e
preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento nas próximas
décadas.<BR><BR>Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do
assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar
e acadêmica.<BR><BR>As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos
pelo Estado, desde a infância, para que possam se realizar, em sua plenitude,
como brasileiros.<BR><BR>Companheiros e companheiras,<BR><BR>Um País se mede
pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso
futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto.
Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos
prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é
combater a desigualdade social na raiz.<BR><BR>Vamos ampliar e disseminar por
todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de
creche onde a criança tem acesso à socialização pedagógica, aos bens culturais
e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis ao seu pleno
desenvolvimento. E o governo federal vem fazendo isso. E é isso é o que está
previsto no PAC 2.<BR><BR>Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um
incomparável modelo institucional -- o SUS. Com mais recursos e melhor gestão
vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à
saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às
Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs --pretendemos chegar até 2010, até o
fim do governo do presidente Lula, a 500 UPAs. Daremos prioridade também ao
SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família,
Brasil Sorridente, que o presidente Lula tanto se empenha para implantar, e
Farmácia Popular.<BR><BR>Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o
empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma
profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais
desprotegidas.<BR><BR>Vamos melhorar a habitação e vamos perseguir a
universalização do saneamento. Implantar transporte seguro, barato e
eficiente. Tudo isso está previsto no chamado PAC 2.<BR><BR>Vamos reforçar,
também, os programas de segurança pública.<BR><BR>A conclusão do PAC 1 e a
implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha
Vida serão decisivos para realizar esse compromisso. Serão decisivos para
melhorar as condições de vida dos brasileiros. Naquilo que é talvez uma das
maiores chagas da história do Brasil, que é o fato de uma parte da população
ter sido obrigada a morar em favelas, em áreas de riscos, como beiras de
córregos e, quando caem as grandes chuvas, são eles os mais afetados e os que
mais sofrem conseqüências dramáticas, incluindo a morte.<BR><BR>Vamos
fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o
desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos
manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso
potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a
fio d'água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso
zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que
alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas
voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não
acordo internacional. Este é o nosso compromisso haja, ou não, acordo
internacional. Esse é o compromisso do presidente Lula e o meu
compromisso.<BR><BR>Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa
política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos
mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.<BR><BR>Agregar valor a
nossas riquezas naturais é fundamental numa política de geração de empregos no
País. Tudo que puder ser produzido no Brasil deve ser -- e será -- produzido
no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a
exploração soberana do Pré-sal. Essa decisão vai gerar emprego e renda para os
brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias
brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo
bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal
dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.<BR><BR>Os recursos do
Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa
educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão
destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a
nossa cultura.<BR><BR>Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível
compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio.
Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao
mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o
superávit comercial brasileiro.<BR><BR>Todas as nossas ações de governo têm,
sem sombra de dúvida, uma premissa: a preservação da estabilidade
macro-econômica.<BR><BR>Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da
inflação e a política de câmbio flutuante.<BR><BR>Vamos seguir dando
transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de
controle.<BR><BR>Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos
institucionais, como fizemos até agora.<BR><BR>Vamos concretizar, junto com o
Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram
apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a
tributária.<BR><BR>Uma coisa é estratégica. Vamos aprofundar nossa postura
soberana no complexo mundo de hoje. É como diz o presidente Lula: "Quem não se
respeita, não pode ser respeitado". Seremos intransigentes na defesa da paz
mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.<BR><BR>Enfim, vamos
governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades
sociais e regionais.<BR><BR>Companheiras e companheiros,<BR><BR>Faremos na
nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência
política dos brasileiros e das brasileiras. Um debate voltado para o
futuro.<BR><BR>Nós somos aqueles que temos o que apresentar.<BR><BR>Recebo
essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais
uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória
contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero
com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida
nacional.<BR><BR>Queridas amigas e amigos<BR><BR>No limiar de uma nova etapa
de minha vida, quando sou chamada a tamanha responsabilidade, penso em todos
aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.<BR><BR>Em meus
queridos pais.<BR><BR>Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou
neta.<BR><BR>Nos tantos amigos que fiz.<BR><BR>Nos companheiros com quem
dividi minha vida.<BR><BR>Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial
para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos
ideais. Eles fazem parte de minha história.<BR><BR>Mais que isso: eles são
parte da história do Brasil.<BR><BR>Quero recordar três companheiros que se
foram na flor da idade.<BR><BR>Carlos Alberto Soares de Freitas.<BR><BR>Beto,
você ia adorar estar aqui conosco.<BR><BR>Maria Auxiliadora Lara
Barcelos<BR><BR>Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui com
cada um de nós.<BR><BR>Iara Yavelberg.<BR><BR>Iara, que falta fazem guerreiras
como você.<BR><BR>O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso
compromisso.<BR><BR>A mesma força que vem de meus companheiros de partido,
sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro -- o presidente
Lula.<BR><BR>Este ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação
que transcende seu aspecto eleitoral.<BR><BR>Estamos hoje concluindo o Quarto
Congresso do Partido dos Trabalhadores.<BR><BR>Mais do que isso: estamos
celebrando os Trinta Anos do PT.<BR><BR>Trinta anos desta nova estrela que
veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.<BR><BR>Em um
período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e
querido Brasil.<BR><BR>O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus
compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.<BR><BR>Mas
não mudou de lado.<BR><BR>Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu
cidades e estados, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais
que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando
e fortalecendo a democracia.<BR><BR>Mas, a principal inovação que o PT trouxe
para a política brasileira foi colocar o povo -- seus interesses, aspirações e
esperanças -- no centro de suas ações.<BR><BR>Olhando para este magnífico
plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo
brasileiro.<BR><BR><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">Esta é a cara do meu
partido.</SPAN></STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt"><BR></SPAN><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">O rosto daqueles e daquelas que
acrescentam à sua jornada de trabalho, uma segunda jornada -- ou terceira, no
caso das mulheres: a jornada da militância.</SPAN></STRONG><BR><BR>Quero dizer
a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo
partido de vocês. De compartilhar com Lula essa
militância.<BR><BR>Companheiros e companheiras,<BR><BR>Estou aceitando a
honrosa missão que vocês me delegam com tranquilidade e
determinação.<BR><BR>Sei que não estou sozinha.<BR><BR>A tarefa de continuar
mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.<BR><BR>Vamos todos
juntos, até a vitória.<BR><BR><STRONG><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 12pt">Viva o povo
brasileiro!"</SPAN></STRONG></SPAN><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #333333; FONT-SIZE: 12pt"><BR></SPAN><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial"><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #444444; FONT-SIZE: 9pt">Postado
por RIZOMA BEATRICE</SPAN></SPAN></DIV>
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<P class=MsoNormal><A href="http://www.grupobeatrice.blogspot.com/"
target=_blank><SPAN
style="FONT-FAMILY: Arial; COLOR: #0000ff">http://www.grupobea<WBR>trice.blogspot.<WBR>com/</SPAN></A></P></DIV>
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<P></P><BR>Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.<BR>Verificado por
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271.1.1/2700 - Data de Lançamento: 02/20/10 19:34:00<BR></BODY></HTML>