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<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
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face=Impact>repassem</FONT></FONT></FONT></DIV>
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<P class=titulo><STRONG><FONT size=7>O papel do Pentágono na catástrofe
global</FONT></STRONG></P>
<P class=linhafina><STRONG>Como o Pentágono conseguiu a isenção de todos os
acordos climáticos? Durante as negociações para o Acordo de Kyoto, os EUA
exigiram, como condição para a sua assinatura, que todas as suas operações
militares no mundo, bem como as operações em que participa com a ONU e com a
OTAN, ficassem totalmente isentas das medidas restritivas de redução da emissão
de gases. Depois de obter essa gigantesca concessão, o governo Bush se negou a
assinar os acordos. A total exclusão das operações globais do Pentágono faz com
que as emissões de dióxido de carbono dos EUA pareçam ser muito menores do que
são na realidade. O artigo é de Sara Flounders.</STRONG></P>
<P class=headline-link><STRONG>Sara Flounders (*)</STRONG></P>
<P class=texto><STRONG>Ao avaliar a conferência das Nações Unidas sobre as
mudanças climáticas em Copenhagen – onde estiveram presentes mais de 15 mil
participantes de 192 países, além de 100 chefes de Estado e ao redor de 100 mil
manifestantes nas ruas – é importante perguntar: como é possível que o maior
contaminador de dióxido de carbono e de outras emissões tóxicas do planeta não
tenha sido objeto de nenhuma discussão na conferência ou alvo de propostas
restritivas à sua ação?<BR><BR>Pois é o Pentágono o maior utilizador
institucional de produtos de petróleo e energia. E, não obstante, tem isenção
geral em todos os acordos climáticos internacionais.<BR><BR>As guerras do
Pentágono no Iraque e no Afeganistão; suas operações secretas no Paquistão; seu
equipamento operacional em mais de 1000 bases estadunidenses em todo o mundo;
suas 6000 instalações somente nos EUA; todas as operações da OTAN; seus
porta-aviões, jatos, testes, treinamento e vendas de armas, não serão levados em
conta com respeito aos limites dos efeitos dos gases estufa dos EUA ou incluídos
em qualquer estudo?<BR><BR>Em 17 de fevereiro de 2007, o <I>Energy Bulletin</I>
publicou, com pormenores, o consumo de petróleo dos EUA só para aviões, barcos,
veículos terrestres e instalações militares, o que converte o país no maior
consumidor de petróleo do mundo. Naquela data, a Marinha dos EUA possuía 195
barcos de combate e apoio e 4.000 aviões em condições operacionais. O Exército
possuía 28.000 veículos blindados, 140.000 veículos de alta mobilidade e uso
múltiplo, mais de 4.000 helicópteros de combate, centenas de aviões de asa fixa
e um parque móvil de 187.493 veículos. Sem contar os 80 submarinos e
porta-aviões nucleares, que propagam contaminação nuclear, todos os outros
veículos utilizam petróleo.<BR><BR>Segundo dados do <I>World Factbook</I>, 2006
(publicação da CIA), somente 35 países no mundo, num total de 210, consomem mais
petróleo por dia do que o Pentágono.<BR><BR>As Forças Armadas do EUA consomem
oficialmente 320.000 barris de petróleo por dia. Contudo, esse total não inclui
o combustível consumido por empreiteiras ou o combustível consumido em
instalações alugadas ou privatizadas. E também não inclui a grande quantidade de
energia e de recursos utilizados para produzir e manter seu equipamento letal de
bombas, granadas ou mísseis que emprega.<BR><BR>Steve Kretzmann, diretor da
<I>Oil Change International</I>, informa que ‘a guerra do Iraque produziu, pelo
menos, 141 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (MMTCO2E) desde
março de 2003 até dezembro de 2007... Essa guerra emite mais de 60% do dióxido
de carbono de todos os outros países... Essa informação não é facilmente
acessível porque as emissões militares no estrangeiro estão isentas dos
requerimentos nacionais de informação exigidos pela lei dos EUA e a Convenção
Marco da ONU sobre Mudanças Climáticas’ (www.naomiklein.org,) A maioria dos
cientistas culpam as emissões de dióxido de carbono pelos efeitos do gás estufa
e das mudanças climáticas.<BR><BR>ISENÇÃO CRIMINOSA<BR><BR>Como conseguiu o
Pentágono a isenção de todos os acordos climáticos? Durante as negociações para
o Acordo de Kyoto, os EUA exigiram, como condição para a sua assinatura, que
todas as suas operações militares no mundo, bem como as operações em que
participa com a ONU e com a OTAN, ficassem totalmente isentas das medidas
restritivas de redução da emissão de gases. Depois de obter essa gigantesca
concessão, o governo Bush se negou a assinar os acordos.<BR><BR>Em artigo de 18
de maio de 1998, intitulado <I>“Temas de Segurança Nacional e de Política
Militar contidos no Tratado de Kioto”</I>, o doutor Jeffrey Salmon descreveu a
posição do Pentágono. Cita o informe anual de 1997 ao Congresso, do então
Secretário de Defesa William Cohen: “O Departamento de Defesa recomenda
energicamente que os EUA insistam em uma cláusula de segurança nacional no
protocolo de mudança climática que se está negociando”.
(www.marshall.org)<BR><BR>Segundo Salmon, essa cláusula de segurança nacional
foi proposta em um rascunho que especificava “uma isenção militar total para os
limites de emissão de gases que provocam o efeito estufa. O rascunho inclui
operações multilaterais como, por exemplo, atividades aprovadas pela OTAN e a
ONU, mas também inclui ações amplamente relacionadas com a segurança nacional, o
que parece incluir todas as formas de ações militares unilaterais e de
exercícios e treinamentos para tais ações”.<BR><BR>O doutor Salmon cita também o
subsecretário de Estado, Stuart Eizenstat, que chefiou a delegação dos EUA a
Kioto. Eizenstat informou que “o departamento de defesa e os militares de
uniforme que estiveram comigo em Kioto obtiveram todos os requerimentos que
queriam, ou seja, autodefesa, manutenção da paz e ajuda
humanitária”.<BR><BR>Mesmo tendo recebido todas essas garantias nas negociações,
o Congresso norte americano aprovou uma cláusula explícita garantindo a isenção
militar para o país. A agência Inter Press Service informou em 21 de maio de
1998: “Os legisladores dos EUA, em seu mais recente golpe contra os esforços
internacionais para conter o aquecimento global, eximiram hoje as operações
militares dos EUA do acordo de Kioto que especifica claramente compromissos
vinculantes para reduzir a emissão de gases provocadores do efeito estufa. A
Câmara de Representantes aprovou uma emenda à lei de autorização militar do
próximo ano (1999) “que proíbe restrições às forças armadas a partir do
Protocolo de Kioto”.<BR><BR>Em Copenhagen, continuaram valendo os mesmos acordos
e diretivas sobre a emissão de gases “estufa”. Contudo, não há a menor
referência a esta manifesta omissão.<BR><BR>Segundo a jornalista e ecologista
Johanna Peace, as atividades militares continuarão sendo eximidas de uma ordem
executiva assinada pelo presidente Barack Obama e que prevê que as agências
federais reduzam suas emissões de gases poluentes até o ano de 2020. Peace
assinala que: “As forças armadas representam 80% das necessidades de energia do
governo federal”. (solveclimate.com).<BR><BR>A total exclusão das operações
globais do Pentágono faz com que as emissões de dióxido de carbono dos EUA
pareçam ser muito menores do que são na realidade. E apesar disso, mesmo sem
contar com o Pentágono, os EUA têm as maiores emissões de dióxido de carbono do
mundo.<BR><BR>MAIS DO QUE EMISSÕES<BR><BR>Além da emissão de dióxido de carbono,
as operações militares dos EUA liberam outros materiais altamente tóxicos e
radioativos no ar, na água e no solo.<BR><BR>Armas estadunidenses feitas com
urânio empobrecido já descarregaram milhares de quilos de micro partículas de
dejetos radioativos e altamente tóxicos em todo o Oriente Próximo, Ásia Central
e Bálcãs.<BR><BR>Os EUA vendem minas terrestres e bombas de racimo (bombas que
ao explodir liberam outras bombas, também chamadas de bombas cluster) que são a
maior causa de explosões retardadas, de mutilação e incapacitação, especialmente
em camponeses e outros moradores do interior na África, Ásia e América Latina.
Israel, por exemplo, lançou mais de um milhão de bombas racimo sobre o Líbano em
sua invasão de 2006, fornecidas pelos EUA.<BR><BR>Durante a guerra do Vietnã, os
EUA deixaram grandes áreas contaminadas com o herbicida ‘Agente Laranja’.
Atualmente, mais de 35 anos depois, a contaminação com dioxina ainda está entre
300 e 400 vezes maior do que os níveis “seguros” de contaminação. Uma terceira
geração pós-guerra está sofrendo defeitos no nascimento e com altas taxas de
câncer resultantes desta contaminação.<BR><BR>A guerra de 1991 no Iraque,
seguida por 13 anos de cruéis sanções, bem como a invasão de 2003 e a
conseqüente ocupação do país, transformou a região – que tem uma história de
5000 anos de ser o celeiro do Oriente Próximo – é hoje uma catástrofe ecológica.
A terra arável e fértil do Iraque se converteu em um pântano desértico, no qual
o menor vento provoca uma tempestade de areia. O Iraque, que era exportador de
alimentos, agora importa 80% de suas necessidades nesse setor. O ministro da
agricultura iraquiano estima que 90% da terra sofre uma severa
desertificação.<BR><BR>A GUERRA ECOLÓGICA NO INTERIOR DOS EE.UU.<BR><BR>Além
disso, o departamento de defesa tem se oposto rotineiramente às ordens da
Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA em inglês) para limpar as bases
estadunidenses contaminadas (Washington Post, 30 de junho de 2008). As bases
militares do Pentágono lideram as listas dos lugares mais contaminados do
Superfund (programa de defesa do meio ambiente que exige a localização e limpeza
de áreas poluídas), sendo os contaminantes absorvidos por aqüíferos de água
potável e pelo solo.<BR><BR>O Pentágono tem se oposto também aos esforços da
Agência de Proteção Ambiental em estabelecer novos níveis de contaminação para
os produtos químicos que se encontram em grande quantidade nas instalações
militares: o perclorato, encontrado no propulsor de foguetes e mísseis; e o
tricloroetileno, um desengordurante para partes de metal.<BR><BR>O
tricloroetileno é o contaminador de água mais generalizado no país e é absorvido
por aqüíferos da Califórnia, Nova Iorque, Texas, Florida e outros lugares. Mais
de 1000 instalações militares dos EUA estão contaminadas com o produto. As
comunidades mais pobres, especialmente comunidades negras, são as mais
severamente castigadas por esse envenenamento.<BR><BR>As provas estadunidenses
de armas nucleares no sudoeste e nas ilhas ao sul do Pacífico já contaminaram
com radiação milhões de hectares de terra e água. Montanhas de dejetos
radioativos e tóxicos de urânio são abandonadas em terras indígenas do sudoeste
do país. Mais de 1000 minas de urânio têm sido abandonadas em reservas de índios
navajos no Arizona e no Novo México.<BR><BR>Em todo o mundo, como nas bases
antigas e ativas em Porto Rico, Filipinas, Coréia do Sul, Vietnã, Laos, Camboja,
Japão Nicarágua, Panamá e na antiga Iugoslávia, encontram-se barris corroídos
com produtos químicos e solventes, além de milhões de projéteis, criminalmente
abandonados pelo Pentágono.<BR><BR>A melhor e mais dramática maneira de limpar o
meio ambiente é fechar o Pentágono. O que se necessita de fato para combater as
mudanças climáticas é uma completa mudança de sistema.<BR></STRONG><BR><I>Fonte:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=16609
</I><BR><BR><I>Sara Flounders é co-diretora do International Action Center
(www.iacenter.org/) para a Global Research. Texto publicado no site
www.rebelion.org/ Tradução do espanhol de Izaías Almada.</I><BR></P><BR></DIV>
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