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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>...................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>
<DIV class="post hentry"><A name=783811854809221544></A>
<H3 class="post-title entry-title"><A
href="http://altamiroborges.blogspot.com/2010/02/grileiro-da-cutrale-e-laranjas-da-midia.html"><FONT
color=#000000>Grileiro da Cutrale e laranjas da mídia</FONT></A> </H3>
<DIV class="post-title entry-title"><STRONG>Altamiro Borges, Sao
paulo, <FONT size=2> fevereiro de 2010</FONT></STRONG></DIV>
<DIV class="post-title entry-title"><STRONG></STRONG> </DIV>
<DIV class=post-header-line-1></DIV>
<DIV class="post-body entry-content">Preparando o clima para o início das
investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do MST, que será
um dos principais palanques da oposição demo-tucana em 2010, a TV Globo voltou à
carga com as fortes cenas da destruição dos pés de laranja da empresa Cutrale,
no interior paulista, em setembro passado. Com base num outro vídeo bastante
suspeito da Policia Civil de São Paulo, nove ativistas dos sem-terra foram
presos na semana passada, inclusive três dirigentes petistas, acusados de
participarem de “furtos, depredações e atos de vandalismo”. <BR><BR>O bombardeio
midiático é violento. Quando da destruição dos laranjais, até Luiz Carlos
Bresser Pereira, ex-ministro nos governos Sarney e FHC, estranhou a virulência
dos ataques. “Não vou defender o MST pela ação, embora esteja claro para mim que
ele é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Mas
não vou também condená-lo ao fogo do inferno. Não aceito a transformação das
laranjeiras em novos cordeiros imolados pela ‘fúria de militantes irracionais’”.
Indignado com a cobertura da mídia, ele criticou duramente “o noticiário
televisivo que omitiu que a fazenda [da Cutrale] é fruto de grilagem contestada
pelo Incra”. <BR><BR><STRONG>Respostas do MST são
ofuscadas</STRONG><BR><BR>Agora, com a prisão espalhafatosa e arbitrária das
lideranças rurais, a mídia hegemônica volta à ofensiva. A crítica é implacável,
apesar do próprio MST já ter reconhecido publicamente o equívoco daquela
iniciativa. Numa entrevista à revista <EM>CartaCapital</EM>, no final do ano
passado, João Pedro Stedile, da coordenação nacional do movimento, foi taxativo.
“A destruição dos pés de laranja foi um erro. Deu margem para que o serviço de
inteligência da PM, articulado com a TV Globo, desmoralizasse o MST”. Para ele,
o equívoco decorreu do desespero das famílias de sem-terra acampadas na região,
que vivem em condições desumanas e sem qualquer infra-estrutura.<BR><BR>Já com
relação às imagens de depredação e furtos na fazenda, usadas para justificar a
prisão das lideranças, o dirigente do MST rejeitou as acusações da polícia.
“Isto é mentira. As famílias não fizeram nada daquilo. Foi uma armação entre a
polícia e a Cutrale. Depois da saída das famílias, chamaram a imprensa.
Desafiamos a organizarem uma comissão independente para investigar quem
desmontou os tratores e entrou nas casas dos empregados”. Ele lembra que os
sem-terra foram retirados à força do local em dois caminhões da Cutrale, sendo
filmados e revistados.<BR><BR><STRONG>Revista Veja arquiva
reportagem</STRONG><BR><BR>Em todo este estranho episódio, a mídia venal revela
que tem lado nos conflitos de classe – que defende abertamente os interesses dos
barões do agronegócio. Com as cenas exibidas à exaustão para jogar a sociedade
contra o MST, as redes “privadas” de televisão e os jornalões oligárquicos
demonizam os sem-terra e endeusam a poderosa Cutrale. Neste esforço, eles
deixam, inclusive, de repercutir denúncias antigas contra a empresa. Em maio de
2003, por razões desconhecidas – talvez em mais uma ação mercenária –, a
insuspeita revista <EM>Veja</EM> publicou elucidativa reportagem sobre a
Cutrale. Agora, ela simplesmente arquivou a bombástica matéria.<BR><BR>Na
ocasião, ela revelou que a empresa é uma das mais ricas e poderosas do mundo. “O
brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do mercado global de suco
de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de petróleo”. A
produção mundial de laranjas e de derivados se reduzia a duas regiões do planeta
– no interior de São Paulo e na Flórida, nos EUA. “A Cutrale vende suco
concentrado para mais de vinte países, entre os quais os Estados Unidos, todos
os da Europa e a China. Seus clientes são grandes companhias do padrão da
Parmalat, da Nestlé e da Coca Cola, dona de uma das empresas de suco de laranja
mais populares dos Estados Unidos”.<BR><BR><STRONG>“A agressividade gerencial da
Cutrale”</STRONG><BR><BR>Segundo a revista, este poderoso império foi erguido de
forma suspeita. “O principal segredo do negócio consiste em adquirir a fruta a
preço baixo – preço de banana, brincam os fornecedores –, esmagá-lo pelo menor
custo possível e vender o suco a um valor elevado”. Em 2001, o governo FHC
chegou a investigar a altíssima lucratividade da Cutrale (nos anos 1980, ela
teve taxas de retorno na ordem de 70%, um fenômeno raro). “Uma autoridade da
Receita Federal relatou a <EM>Veja</EM> que a estratégica para elevar a
lucratividade do grupo passa por contabilizar parte dos resultados por
intermédio de uma empresa sediada no paraíso fiscal das Ilhas Cayman. Com isso,
informa a autoridade da Receita, a Cutrale conseguiria pagar menos impostos no
Brasil”. <BR><BR>A revista também criticava a “agressividade gerencial da
família Cutrale”, que já virou “lenda no interior paulista. Os plantadores de
laranja no Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco
grandes compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam
mantendo com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência. Por
um lado, eles precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com
alguns métodos adotados pela Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas
por um preço mais baixo”. Vários produtores relataram à revista a brutal pressão
para baixar preços ou mesmo para adquirir suas fazendas, inclusive com sobrevôos
ameaçadores de helicóptero e outros métodos terroristas.<BR><BR><STRONG>Uma
coleção de processos na Justiça</STRONG><BR><BR>Um fato gravíssimo ocultado pela
mídia nos dias atuais de ódio ao MST é que Cutrale coleciona processos na
Justiça por desrespeito aos direitos trabalhistas, crimes ambientais, pressão
contra os lavradores e porte ilegal de armas. Na reportagem de maio de 2003, a
revista citava que “essa linha dura já rendeu à Cutrale discussões legais sobre
formação de cartel. De 1994 para cá, ela já foi alvo de cinco processos no
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia encarregada de
preservar a concorrência... Jamais sofreu uma punição”. <BR><BR>A revista
<EM>Veja</EM> e o grosso da mídia hegemônica simplesmente esqueceram estas
irregularidades. Para satanizar o MST, a imprensa endeusa a Cutrale. Os
sem-terra são os bandidos e o poderoso empresário, um santo. As emissoras
“privadas” de televisão e os jornalões sequer explicam aos ingênuos que as
terras no interior paulista não pertencem legalmente à empresa. Elas fazem parte
do lote chamado Núcleo Monções, que possui cerca de 30 mil hectares pertencentes
à União. Ou seja, elas foram griladas – roubadas – pela Cutrale. Em 2007, a
Justiça Federal cedeu a totalidade do imóvel ao Incra. Mas a empresa permanece
na área com base em ações judiciais protelatórias. <BR><BR>A mídia faz escândalo
com a destruição de dois hectares de laranjas em setembro, numa área que seria
usada no plantio de alimentos para os acampados, mas não informa que desde que a
Cutrale começou a monopolizar o produto, milhares de pequenos e médios
agricultores já abandonaram, de 1999 a 2006, cerca de 280 mil hectares de pés de
laranja em São Paulo. “Mas a TV Globo e o helicóptero da PM nunca se
importaram”, ironiza Stedile. Diante da riquíssima família Cutrale, que tem uma
fortuna avaliada em US$ 5 bilhões, os colunistas da mídia são realmente
laranjas! </DIV></DIV></FONT></DIV>
<P>
<HR>
<FONT size=2>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><BR></DIV>
<DIV><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 16pt; mso-bidi-font-size: 10.0pt">À
espera de um escândalo</SPAN></B></DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Por
Carlos Bandeira,(</SPAN><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">De
Brasília ,11 de fevereiro de 2010)</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">A
terceira reunião da CPMI contra a Reforma Agrária já tinha terminado. Aí começou
a guerra. Jornalistas com sede de sangue cercaram os parlamentares para fazer
cobranças. Cadê o embate entre ruralistas e defensores da reforma agrária? E a
quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das entidades dos trabalhadores
assentados? A comissão não está muito morna? E a polêmica? Em resumo: esperavam
um espetáculo de mau-gosto, que não aconteceu. Mesmo assim, quem ler os jornais
terá um relato mais próximo do que aconteceu depois do encerramento da
comissão.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Durante
a sessão, o clima era outro. O relator Jilmar Tatto (PT-SP) apresentou uma
proposta de aprovação de um bloco de 67 requerimentos, entre os 167 que foram
apresentados pelos deputados e senadores. A proposta focava os requerimentos
sobre questões administrativas, como a solicitação de documentos e de servidores
públicos para compor a equipe do relator, e a convocação de pesquisadores da
questão agrária, integrantes do governo e representantes das entidades de
assentamentos.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Do
lado dos ruralistas, houve pedidos para dar celeridade à investigação dos
convênios e deixar de lado o debate sobre a questão fundiária. Do lado da
reforma agrária, a defesa da discussão dos problemas estruturais do campo e da
serenidade na investigação das entidades sociais. Apesar desses registros, não
houve resistência dos parlamentares da CPMI, tanto que a proposta foi aprovada
por unanimidade. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Não
houve bate-boca nem exaltação. E os parlamentares elogiaram a proposta do
relator. Onyx Lorenzoni (DEM-RS), vice-presidente da CPMI, segurou a turma dos
ruralistas, mas não conseguiu impedir que aparecessem as suas diferenças.
Durante a apresentação da proposta pelo relator, Lorenzoni saiu da mesa de
condução dos trabalhos e foi até a terceira fileira passar orientações ao
deputado Moreira Mendes (PPS-RO), que está entre os mais truculentos. No momento
do debate, o deputado gaúcho fez sinal, com a mão espalmada, pedindo calma a
Abelardo Lupion (DEM-PR), que simplesmente desistiu de se
pronunciar...</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">No
entanto, ninguém conseguiu acalmar os jornalistas que acompanharam a reunião.
Eles demonstraram mais impaciência que os parlamentares ruralistas mais
truculentos. Suas perguntas pareciam sair da boca de Lupion, que entrou mudo e
saiu calado da sessão. Parece que CPI boa é aquela que gera manchetes e notícias
de impacto - mesmo que não tenha nenhum resultado. Não importa o objeto em si,
mas o impacto que pode criar na opinião pública. A repercussão é mais importante
que os fatos. </SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Por
isso, as reportagens denunciam que a CPMI está morna, com cheiro de pizza.
Cobram a quebra de sigilo das entidades dos assentados. Assim, buscam criar um
clima de impunidade na sociedade, incentivando cobranças de cabeças e
escândalos, mesmo antes de começarem as investigações. Querem sangue, e quanto
antes melhor. Até os ruralistas estão mais pacientes. </SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">No
entanto, a imprensa não faz menção aos requerimentos que pedem a investigação
dos desvios da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do Serviço Nacional
de Aprendizado Rural (Senar), diagnosticados pelo Tribunal de Contas da União
(TCU). Nada também sobre os requerimentos para investigar as terras tomadas de
pequenos agricultores, em Tocantins, que foram para nas mãos da senadora Kátia
Abreu (DEM-TO) – que mais uma vez estava ausente e deixou a CPMI órfã de
mãe.</SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Podemos
ficar bem tranqüilos. Se o Congresso Nacional conseguir manter o nível na
execução das suas atividades, a imprensa vai pressionar como justiceiros e tomar
uma posição mais conservadora que os parlamentares mais conservadores. Vamos
esperar para ver nas próximas sessões dessa CPMI.</SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-FAMILY: 'Arial','sans-serif'; FONT-SIZE: 10pt">Carlos
Bandeira é jornalista (<A
href="mailto:carlos.sbandeira@gmail.com">carlos.sbandeira@gmail.com</A>)</SPAN></P></DIV></FONT>
<P>
<HR>
<P></P></BODY></HTML>