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<BODY class=hmmessage bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>.................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=maruciac@hotmail.com href="mailto:maruciac@hotmail.com">Marucia cabral</A>
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<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<H1>Celiberti, à juiza: "Sim! É ele mesmo!"</H1>
<P class=date>Atualizado em 05 de fevereiro de 2010 às 00:08 | Publicado em 04
de fevereiro de 2010 às 23:55</P><IMG alt=lilian.jpg align=baseline
src="http://www.viomundo.com.br/img/lilian.jpg" width=400 height=381><BR>A
audiência aconteceu em Porto Alegre. Lílian Celiberti ficou diante do
sequestrador, que identificou a pedido da juíza: "Sim! É ele mesmo!", nos conta
o blog<A href="http://almadageral.blogspot.com/"><SPAN
style="COLOR: rgb(153,51,0)"><STRONG> Alma da Geral</STRONG></SPAN></A>.<BR>O <A
href="http://coletivocatarse.blogspot.com/"><SPAN
style="COLOR: rgb(153,51,0)"><STRONG>Coletivo Catarse</STRONG></SPAN></A> também
promete cobertura (a foto acima, feita antes do encontro, é do Sérgio Valentin,
que pertence ao coletivo).<BR>Abro parênteses para registrar que alguns dos
melhores blogs do Brasil são gaúchos -- há dezenas de altíssima qualidade --,
como o<A href="http://dialogico.blogspot.com/"><SPAN
style="COLOR: rgb(153,51,0)"><STRONG> Dialógico</STRONG></SPAN></A>, da Cláudia
Cardoso e do Eugênio, que ajuda a espalhar essa imagem impagável:<BR><BR>Fiquem
agora com o artigo do Leandro Fortes, que explica a história para quem está
chegando agora:<BR><STRONG><I>O sequestrador mostra a
cara</I></STRONG><I><BR><BR>Por </I><STRONG><I>Leandro
Fortes</I></STRONG><BR><I>no </I><A
href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/"><SPAN
style="COLOR: rgb(153,51,0)"><STRONG><I>Brasília eu
Vi</I></STRONG></SPAN></A><BR><BR>Um evento extraordinário se dará, hoje, em
Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Sequestrada por agentes das ditaduras do
Brasil e do Uruguai, a uruguaia Lílian Celiberti irá se encontrar, frente a
frente, pela primeira vez, com seu seqüestrador, o ex-policial do Dops
(Departamento de Ordem Política e Social) gaúcho João Augusto da Rosa. Conhecido
pela alcunha de “Irno”, o agente foi denunciado, há mais de 30 anos, pelo
jornalista Luiz Cláudio Cunha, então chefe da sucursal da revista “Veja” em
Porto Alegre. Guiado pela intuição, Luiz Cláudio flagrou Irno e um comparsa
dentro do apartamento onde Lílian morava e estava cativa, em 1978. Uma série de
reportagens depois iria lhe dar o Prêmio Esso de Reportagem, em 1979, e garantir
a vida não só de Lílian, mas também de seu companheiro de então, Universindo
Diaz, ambos brutalizados pela tortura cometida, de um lado e de outro da
fronteira, por lacaios da clandestina “Operação Condor” – a sinistra aliança de
troca de prisioneiros levada a cabo pelas ditaduras do Brasil, Uruguai,
Paraguai, Chile e Argentina, nos anos 1970.<BR><BR>Lílian Celiberti, moradora de
Montevidéu, decidiu atravessar a fronteira para, justamente, retribuir a imensa
generosidade do jornalista que, um dia, salvou-lhe a vida, a do companheiro e,
por extensão, de seus dois filhos. Os garotos, então crianças, foram
seqüestrados junto com a mãe e mantidos numa sala do Dops gaúcho enquanto a mãe
era esfolada num pau-de-arara pela turma do delegado Pedro Seeling, da qual Irno
fazia parte. Desmascarado por Luiz Cláudio no livro “Operação Condor: sequestro
dos uruguaios”, lançado no ano passado pela editora L&PM, Irno decidiu
processá-lo por danos morais. <BR><BR>Eis aí uma boa metáfora
sobre a relação do Brasil com a memória da ditadura militar e sua última
cidadela, a Lei de Anistia. É uma forma de entender a reação dessa turma à
proposta de uma Comissão da Verdade, inserida no texto do terceiro Plano
Nacional de Direitos Humanos, para responsabilizar torturadores da época do
regime militar.<BR><BR>Irno foi o inspetor do Dops que colocou uma pistola na
testa de Luiz Cláudio Cunha, este confundido, ao entrar no apartamento de Lílian
Celiberti, com um membro da organização de esquerda à qual pertencia a
uruguaia. O repórter estava acompanhado do fotógrafo J.B. Scalco, que em
seguida iria ajudar a decifrar a trama ao reconhecer o comparsa de Irno, o
escrivão Orandir Portassi Lucas, mais conhecido por “Didi Pedalada”, ex-jogador
do Internacional. Ambos os agentes foram condenados pela Justiça, em
1980.<BR><BR>Agora, Irno pede indenização por dano moral, alegando que Cunha não
menciona sua absolvição por “falta de provas” no recurso que apresentou, em
1983, em segunda instância. O policial, lembra o jornalista, esqueceu-se de
dizer que as “provas” do sequestro – Lílian e Universindo – estavam, então,
submetidas à prisão sem processo legal e a todo tipo de torturas pela ditadura
do Uruguai, que acabou apenas em 1985.<BR><BR>Na verdade, o que incomoda o
inspetor Irno não é a omissão de Luiz Cláudio sobre o recurso na Justiça. Irno
morre de vergonha é do papelão que ele protagonizou, obrigado pelos chefes a
forjar uma nova identidade, com ajuda de fraude cartorária, para se contrapor ao
depoimento do jornalista. Para tal, cortou os longos cabelos, moldou uma calva à
navalha no alto da cabeça e cravou uma barba sem bigode na cara. Transfo
rmou-se, assim, em uma patética caricatura de Abraham Lincoln eternizada no
anedotário político do Rio Grande do Sul. Flagrado na farsa por Luiz Cláudio e
outros repórteres gaúchos, Irno submergiu no lixo da História até reaparecer,
agora, à caça de uns caraminguás a mais para a aposentadoria. <BR><BR>Do
outro lado, “Operação Condor: o sequestro dos Uruguaios” recebeu, em 2009, o
troféu Jabuti da Câmara Brasileira do Livro e a Menção Honrosa do prêmio
Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A obra também recebeu menção
honrosa em Havana, Cuba, no prestigiado Prêmio Casa de Las Américas, de 2010,
que reuniu 436 obras de 22 países.<BR><BR>O encontro histórico de Lílian com
Irno será às 15h, na 18º Vara Cível, no Foro Central de Porto Alegre. Quem
estiver na capital gaúcha e for jornalista de verdade, não pode perder esse
encontro.<BR><BR>Todo apoio e solidariedade a Luiz Cláudio Cunha e Lílian
Celiberti, portanto.<BR>
<HR>
<BR></BODY></HTML>