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<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT 
size=3>..................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
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<P align=center><FONT size=4><STRONG>10 ANOS DO FSM - OUTRO MUNDO É POSSÍVEL E 
NECESSÁRIO</STRONG></FONT></P>
<P align=center></FONT><FONT size=3>ASSEMBLÉIA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS</FONT></P>
<P align=center>Salvador, 31 de janeiro de 2010.</P>
<P align=center>&nbsp;</P>Nós, militantes de diversas organizações dos 
movimentos sociais reunidos no FSMT de Salvador, realizamos a Assembleia dos 
Movimentos Sociais com o intuito de consolidar uma plataforma de bandeiras 
unitárias e calendário de lutas. <BR>&nbsp;<BR>O Fórum Social Mundial surgiu em 
2001 como uma forma de resistência dos povos de todo o planeta contra a 
avalanche neoliberal dos anos 90. Dessa forma ganhou força e se tornou um grande 
pólo contra hegemônico ao capital financeiro. Ao longo desses 10 anos passou 
pelo Brasil, Venezuela, Índia e Quênia, e outros países, levando a esperança de 
um mundo novo. <BR>&nbsp;<BR>Foi dessa maneira que o FSM conseguiu contagiar 
corações e mentes para a ideia de que é sim possível construir outro mundo com 
justiça social, democracia, sem destruir o planeta e valorizando as culturas 
nacionais. O FSM foi fundamental para a construção de uma nova conjuntura que 
valorize a integração e a solidariedade entre os povos. E é assim que partiremos 
para novas lutas e para construir o próximo Fórum Social Mundial em Dakar em 
janeiro de 2011.<BR>&nbsp;<BR>Com o declínio do neoliberalismo e a crise do 
capitalismo os valores representados por esse sistema passam a ser questionados 
pela sociedade. Assim, o capitalismo predatório que destrói o meio ambiente 
causando graves desequilíbrios climáticos, que desrespeita os povos de todo o 
mundo e suas soberanias, que explora o trabalhador e desestrutura o mundo do 
trabalho, que exclui o jovem, discrimina o homossexual, oprime a mulher, 
marginaliza o negro, mercantiliza a cultura é agora visto com ressalvas. 
<BR>&nbsp;<BR>A crise financeira mundial é uma crise do sistema capitalista. Ela 
expôs as contradições intrínsecas a esse modelo e quebrou as certezas e a 
hegemonia do mercado como um deus regulador das relações comercias e sociais. 
Essa crise abriu a possibilidade de se rediscutir o ordenamento mundial, os 
rumos da sociedade, o papel do Estado e um novo modelo de desenvolvimento. 
Porém, sabemos que esse momento pelo qual passamos é de profundas adversidades 
para a classe trabalhadora de todo o mundo em função das crises financeira e 
climática em curso. A consequência das crises é o aumento da desigualdade e por 
esse motivo reafirmamos o nosso desafio com as lutas e com a solidariedade de 
classe .<BR>&nbsp;<BR>Nosso continente, a América Latina, atrai os olhos de todo 
o planeta diante de sua onda transformadora. Por outro lado, a hegemonia mundial 
ainda é capitalista e as elites não entregarão o continente que sempre foi tido 
como o quintal do imperialismo de mão beijada. Não é à toa a promoção do golpe 
contra Chávez em 2002, em Honduras em 2009, a tentativa de golpe contra Lula em 
2005 ou mesmo a desestabilização de Fernando Lugo que está em curso no Paraguai. 
<BR>Ao mesmo tempo, as elites se utilizam e fortalecem novos instrumentos de 
dominação. Sua principal arma hoje é a grande mídia e os monopólios de 
comunicação. Esses organismos funcionam como verdadeiros porta-vozes das elites 
conservadoras e golpistas. Por isso ganham força os movimentos de cultura livre 
e as rádios e jornais comunitários que conseguem driblar o monopólio 
midiático.<BR>&nbsp;<BR>O povo estadunidense elegeu Barack Obama em um grande 
movimento de massas carregando consigo as esperanças de superar a era Bush. 
Entretanto, mesmo com Obama o imperialismo continua sendo imperialismo. Os EUA 
crescem seu olho diante das grandes riquezas naturais do nosso continente, como 
a recente descoberta do Pré-sal. No mesmo momento em que os EUA reativam a 
quarta frota marítima também instalam mais bases militares na Colômbia e no 
Panamá, além de insistir no retrógrado bloqueio a Cuba.<BR>&nbsp;<BR>Atentos a 
esses movimentos do imperialismo, os movimentos sociais reunidos no Fórum Social 
Mundial Temático em Salvador reafirmam seu compromisso com a luta por justiça 
social, democracia, soberania, pela integração solidária da América Latina e de 
todos os povos do mundo, pelo fortalecimento da integração dos povos, pela 
autodeterminação dos povos e contra todas as formas de opressão.<BR>&nbsp;<BR>No 
Brasil, muitos avanços foram conquistados pelo povo durante os 7 anos do Governo 
Lula. O Estado foi fortalecido alcançando maior ritmo de desenvolvimento, a 
distribuição de renda e o progresso social avançaram com a valorização do 
salário mínimo e políticas sociais como o Bolsa Família, a integração solidária 
do continente foi estimulada. Porém, muito mais há para ser feito. As Reformas 
estruturais capazes de enraizar as conquistas democráticas não foram realizadas 
e a grave desigualdade social perpetrada por mais de 5 séculos em nosso pais 
está longe de ser resolvida. Por isso, devemos lutar pelo aprofundamento das 
conquistas nesse período de embate político que se 
aproxima.<BR>&nbsp;<BR>Reafirmamos a luta contra os monocultivos predatórios, os 
desmatamentos, o uso de agrotóxicos que gera a poluição dos rios e do ar. 
Seguiremos na luta contra o latifúndio e em defesa da biodiversidade e dos 
recursos naturais como forma de preservação do meio ambiente, dos ecossistemas, 
da fauna e flora integradas com o homem.<BR>&nbsp;<BR>Nos unimos no combate ao 
machismo, ao racismo e à homofobia. Lutamos por uma sociedade justa e 
igualitária, livre de qualquer forma de opressão, onde as mulheres tenham seus 
direitos respeitados e não sofram abusos e violências, os negros não sofram 
preconceito e saiam da condição histórica de pobreza que lhes é reservada desde 
os tempos da escravidão, os homossexuais tenham acesso a direitos civis e não 
sofram discriminação. <BR>&nbsp;<BR>Sabemos que essas conquistas virão da luta 
do povo organizado. Por isso, convocamos todos os militantes a fazer um grande 
mutirão de debates envolvendo estados, municípios e segmentos sociais no intuito 
de construir um projeto de desenvolvimento soberano, democrático e com 
distribuição de renda para o Brasil. Só assim seremos capazes de aprofundar as 
mudanças que estamos construindo e derrotar a direita conservadora e reacionária 
do nosso país nas eleições que se avizinham.<BR>&nbsp;<BR>Esse grito que 
expressa nosso anseio liberdade e mais direitos não poderia ser dado em lugar 
melhor. Estamos na Bahia, terra de todos os santos e de bravos lutadores, 
valorosos intelectuais e líricos poetas e artistas como a banda tambores das 
raças que abriu a Assembleia entoando versos que afirmam que:<BR>Zumbi não 
morreu, está presente entre nós. Palmares referência que sustenta nossa 
voz.Liberdade, igualdade, revolta dos buzios, levante malês, herança ancestral 
que alimenta a união é a força pra vencer!<BR>&nbsp;<BR>De Salvador conclamamos 
o povo brasileiro a lutar por um Brasil livre, independente, democrático e justo 
socialmente. <BR>&nbsp;<BR>Para isso, o conjunto dos movimentos sociais 
brasileiros convoca a Assembleia Nacional dos Movimentos Sociais para o dia 31 
de maio em São Paulo e definem as seguintes bandeiras de 
luta:<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>SOBERANIA NACIONAL</B><BR>- Defesa do Pré-sal 100% 
para o povo brasileiro;<BR>- Pela retirada das bases estrangeiras da América 
Latina e Caribe;<BR>- Defesa da autodeterminação dos povos;<BR>- Pela retirada 
imediata das tropas dos EUA do Afeganistão e do Iraque;<BR>- Pela criação do 
Estado Palestino;<BR>- Contra os Golpes de Estado a exemplo de Honduras;<BR>- 
Contra a presença da 4ª Frota na América Latina;<BR>- Pela integração solidária 
da América Latina;<BR>- Contra a volta do neoliberalismo<BR>- Pelo 
fortalecimento do MERCOSUL, UNASUL e da ALBA;<BR>- Pela democratização e o 
fortalecimento das forças armadas;<BR>- Pela defesa da Amazônia e da nossa 
biodiversidade como patrimônio 
nacional.<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>DESENVOLVIMENTO</B><BR>- Por uma política 
nacional de desenvolvimento ambientalmente sustentável, que preserve o meio 
ambiente e a biodiversidade, e que resguarde a soberania sobre a Amazônia 
brasileira.<BR>- Por um Projeto popular de Desenvolvimento nacional com 
distribuição de renda e valorização do trabalho;<BR>- Pelo fortalecimento da 
indústria nacional;<BR>- Contra o latifúndio e os monocultivos que depredam o 
meio ambiente<BR>- Em defesa da Reforma Agrária.<BR>- Redução da jornada de 
trabalho sem redução de salários;<BR>- Por políticas Públicas para a 
Juventude;<BR>- Defesa de formas de organização econômica baseadas na 
cooperação, autogestão e culturas locais;<BR>- Pela alteração da Lei Geral do 
Cooperativismo e da conquista de um Sistema de Finanças Solidárias e Programa de 
Desenvolvimento da Economia Solidária (PRONADES), do Direito ao Trabalho 
Associado e Autogestionário, e de um Sistema de Comércio Justo e Solidário;<BR>- 
Por um desenvolvimento local sustentável.<BR>- Por Políticas Públicas de 
Igualdade Racial;<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>DEMOCRACIA</B><BR>- Contra os 
monopólios midiáticos e pela democratização dos meios de comunicação.<BR>- 
Contra a criminalização dos movimentos sociais;<BR>- Em defesa da Cultura 
livre<BR>- Pela ampliação da participação do povo nas decisões através de 
plebiscitos e referendum;<BR>- Contra o golpe em Honduras;<BR>- Contra a 
desestabilização dos governos democráticos e populares da América Latina;<BR>- 
Pelo fim das patentes de remédios<BR>- Contra a intolerância religiosa, em 
defesa do Estado laico.<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>MAIS DIREITOS AO POVO</B><BR>- 
Educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas, com a 
universalização do acesso, promoção da qualidade e incentivo à permanência, seja 
na educação infantil, no ensino fundamental, médio e superior. Por uma campanha 
efetiva de erradicação do analfabetismo. Adoção de medidas que democratizem o 
acesso ao ensino superior público;<BR>- Defesa da saúde pública garantindo 
acesso da população a atendimento de qualidade. Tratamento preventivo às 
doenças, atendimento digno às pessoas nas instituições públicas;<BR>- Pela 
garantia e ampliação dos direitos sexuais reprodutivos;<BR>- Contra a exploração 
sexual das mulheres;<BR>- Pelo fim do fator previdenciário e por reajuste digno 
para os aposentados.<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>SOLIDARIEDADE</B><BR>- Solidariedade 
ao povo haitiano diante do recente desastre ocorrido em virtude de uma seqüência 
de terremotos.<BR>- Solidariedade ao povo cubano – pela liberdade dos 5 
prisioneiros políticos do Império.<BR>- Solidariedade aos povos oprimidos do 
mundo.<BR>- Solidariedade aos presos políticos do 
MST<BR><B></B>&nbsp;<BR><B>CALENDÁRIO</B><BR>08-18 MARÇO – Jornada de 
comemoração dos 100 anos do Dia Internacional da Mulher<BR>MARÇO – Jornada de 
lutas em defesa da Educação, da UNE e UBES<BR>ABRIL – Jornada de mobilizações em 
defesa da Reforma agrária e contra a criminalização dos movimentos 
sociais.<BR>01 MAIO – Dia do Trabalhador<BR>31 MAIO – Assembléia Nacional dos 
Movimentos Sociais<BR>1 DE JUNHO – Conferência Nacional da Classe 
Trabalhadora<BR>SETEMBRO -- Plebiscito pelo limite máximo da propriedade da 
terra <BR><BR>
<HR>

<P>
<HR>

<P></P><BR>Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.<BR>Verificado por 
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