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<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>.................................................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=neide_pessoa@terra.com.br
href="mailto:neide_pessoa@terra.com.br">neide_pessoa</A> </DIV></DIV>
<DIV><FONT size=2></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT size=3 face="Times New Roman"><STRONG><EM>"Quem
abraçará o exemplo da dra. Zilda Arns, ]</EM></STRONG></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"><FONT
size=3><STRONG><EM>de ensinar o povo a ser sujeito multiplicador e emancipador
de sua própria história"?--</EM></STRONG><SPAN>Frei
Betto</SPAN></FONT></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
align=right><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"><FONT
size=3><SPAN></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal align=center><SPAN class=noticiatexto><o:p><FONT size=3
face="Times New Roman"><STRONG><EM> </EM></STRONG></FONT></o:p></SPAN></P></FONT></FONT></SPAN>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><STRONG><EM><FONT size=3
face="Times New Roman"></FONT></EM></STRONG></SPAN> </P><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt">
<P style="TEXT-ALIGN: center; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal align=center><SPAN class=noticiatitulo><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN style="FONT-SIZE: 20pt"><FONT
face="Times New Roman">O Haiti existe?</FONT></SPAN></B></SPAN><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 20pt"><BR></SPAN></B><FONT size=3><FONT
face="Times New Roman"><SPAN class=noticiaautor>Frei Betto</SPAN><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 20pt"><o:p></o:p></SPAN></B></FONT></FONT></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN class=noticiatexto><o:p><FONT size=3
face="Times New Roman"> </FONT></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman">Interessados em exibir na Europa uma coleção de animais
exóticos, no início do século XIX, dois franceses, os irmãos Edouard e Jules
Verreaux, viajaram à África do Sul. A fotografia ainda não havia sido inventada,
e a única maneira de saciar a curiosidade do público era, além do desenho e da
pintura, a taxidermia, empalhar animais mortos, ou levá-los vivos aos
zoológicos. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">No museu da família
Verreaux os visitantes apreciavam girafas, elefantes, macacos e rinocerontes.
Para ela, não poderia faltar um negro. Os irmãos aplicaram a taxidermia ao
cadáver de um e o expuseram, de pé, numa vitrine de Paris; tinha uma lança numa
das mãos e um escudo na outra.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Ao falir o museu, os
Verreaux venderam a coleção. Francesc Darder, veterinário catalão, primeiro
diretor do zoológico de Barcelona, arrematou parte do acervo, incluído o
africano. Em 1916, abriu seu próprio museu em Banyoles, na
Espanha.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Em
1991, o médico haitiano Alphonse Arcelin visitou o Museu Darder. O negro
reconheceu o negro. Pela primeira vez, aquele morto mereceu compaixão.
Indignado, Arcelin pôs a boca no mundo, às vésperas da abertura dos Jogos
Olímpicos de Barcelona. Conclamou os países africanos a sabotarem o evento. O
próprio Comitê Olímpico interveio para que o cadáver fosse retirado do museu.
</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Terminadas as Olimpíadas,
a população de Banyoles voltou ao tema. Muitos insistiam que a cidade não
deveria abrir mão de uma tradicional peça de seu patrimônio cultural. Arcelin
mobilizou governos de países africanos, a Organização para a Unidade Africana, e
até Kofi Annam, então secretário-geral da ONU. Vendo-se em palpos de aranha, o
governo Aznar decidiu devolver o morto à sua terra de origem. O negro foi
descatalogado como peça de museu e, enfim, reconhecido em sua condição humana.
Mereceu enterro condigno em Botswana.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Em meus tempos de revista
"Realidade", nos anos 60, escandalizou o Brasil a reportagem de capa que trazia,
como título, "O Piauí existe." Foi uma forma de chamar a atenção dos brasileiros
para o mais pobre estado do Brasil, ignorado pelo poder e pela opinião
públicos.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"> O terremoto que
arruinou o Haiti nos induz à pergunta: o Haiti existe? Hoje, sim. Mas, e antes
de ser arruinado pelo terremoto? Quem se importava com a miséria daquele país?
Quem se perguntava por que o Brasil enviou para lá tropas a pedido da ONU? E
agora, será que a catástrofe - a mais terrível que presencio ao longo da vida -
é mera culpa dos desarranjos da natureza? Ou de Deus, que se mantém silencioso
frente ao drama de milhares de mortos, feridos e desamparados?</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Colonizado por espanhóis
e franceses, o Haiti conquistou sua independência em 1804, o que lhe custou um
duro castigo: os escravagistas europeus e estadunidenses o mantiveram sob
bloqueio comercial durante 60 anos.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Na segunda metade do
século XIX e início do XX, o Haiti teve 20 governantes, dos quais 16 foram
depostos ou assassinados.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"> De 1915 a 1934 os
EUA ocuparam o Haiti. Em 1957, o médico François Duvalier, conhecido como Papa
Doc, elegeu-se presidente, instalou uma cruel ditadura apoiada pelos tonton
macoutes (bichos-papões) e pelos EUA. A partir de 1964, tornou-se presidente
vitalício... Ao morrer em 1971, foi sucedido por seu filho Jean-Claude Duvalier,
o Baby Doc, que governou até 1986, quando se refugiou na
França. </FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">O Haiti foi invadido pela
França em 1869; pela Espanha em 1871; pela Inglaterra em 1877; pelos EUA em 1914
e em 1915, permanecendo até 1934; pelos EUA, de novo, em 1969.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">As primeiras eleições
democráticas ocorreram em 1990; elegeu-se o padre Jean-Bertrand Aristide, cujo
governo foi decepcionante. Deposto em 1991 pelos militares, refugiou-se nos EUA.
Retornou ao poder em 1994 e, em 2004, acusado de corrupção e conivência com
Washington, exilou-se na África do Sul. Embora presidido hoje por René Préval, o
Haiti é mantido sob intervenção da ONU e agora ocupado, de fato, por tropas
usamericanas.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Para o Ocidente
"civilizado e cristão", o Haiti sempre foi um negro inerte na vitrine, empalhado
em sua própria miséria. Por isso, a mídia do branco exibe, pela primeira vez, os
corpos destroçados pelo terremoto. Ninguém viu, por TV ou fotos, algo semelhante
na Nova Orleans destruída pelo furacão ou no Iraque atingido pelas bombas. Nem
mesmo após a passagem do tsunami na Indonésia.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Agora, o Haiti pesa em
nossa consciência, fere nossa sensibilidade, arranca-nos lágrimas de compaixão,
desafia a nossa impotência. Porque sabemos que se arruinou, não apenas por causa
do terremoto, mas sobretudo pelo descaso de nossa
dessolidariedade.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Outros países sofrem
abalos sísmicos e nem por isso destroços e vítimas são tantos. Ao Haiti enviamos
"missões de paz", tropas de intervenção, ajudas humanitárias; jamais projetos de
desenvolvimento sustentável.</FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT
face="Times New Roman"><o:p></o:p></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman">Findas as ações
emergenciais, quem haverá de reconhecer o Haiti como nação soberana,
independente, com direito à sua autodeterminação? Quem abraçará o exemplo da
dra. Zilda Arns, de ensinar o povo a ser sujeito multiplicador e emancipador de
sua própria história?<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><o:p><FONT size=3 face="Times New Roman"> </FONT></o:p></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
size=2></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"><STRONG><EM><FONT
size=3></FONT></EM></STRONG></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 13.5pt"><FONT face="Times New Roman"><STRONG><EM><FONT
size=3><o:p></o:p></FONT></EM></STRONG></FONT></SPAN> </P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 26.95pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"
class=MsoNormal><o:p><FONT
face="Times New Roman"><STRONG><EM> </EM></STRONG></FONT></o:p></P></FONT></DIV>
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