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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte><FONT size=7>Carta O
Berro</FONT>.....................................................<FONT
size=4>repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2></FONT> </DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: center" class=ecxMsoNormal align=center><B><I><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 16pt"><BIG>Meneghetti</BIG></SPAN></I></B><BR><I><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 14pt">o gato dos telhados</SPAN></I></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center" class=ecxMsoNormal align=center><I><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 14pt"><FONT
size=2></FONT></SPAN></I><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"><FONT size=2
face=Arial></FONT><BR></SPAN><B><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana">de Mouzar
Benedito</SPAN></B><B><FONT color=#990000><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"><BR><BR>Noite de autógrafos com o
autor, os pesquisadores e o cartunista <BR>dia 28 de janeiro, quinta-feira, das
19h às 22h</SPAN><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"></SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Livraria da Vila - Rua Fradique
Coutinho, 915 - São Paulo</SPAN></FONT></B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"><BR></P></SPAN><I><SMALL><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt">
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: 150%" class=ecxMsoNormal
align=right><BR>Minha primeira visão do mundo foi a cidade de Pisa, com sua
torre inclinada. Tal como a torre, também o meu destino estaria sempre
inclinado, cai-não-cai. (Gino Amleto Meneghetti)</P></SPAN></SMALL></I><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 150%; FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10pt"></SPAN>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Na Pauliceia de meados do século
XX, Gino Meneghetti era um artista. Um artista na arte de roubar. Chegou em São
Paulo pela onda de migração dos muitos italianos que <SPAN> </SPAN>vieram
ao Brasil em busca de trabalho. Mas logo ficou claro que sua trajetória teria
pouco de comum com a de maior parte de seus conterrâneos. Esta obra apresenta o
perfil desse anti-herói italiano que ganhou notoriedade por seus roubos e fugas
espetaculares. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Com uma linguagem irreverente, o
jornalista Mouzar Benedito resgata a lendária "carreira" de Meneghetti, que foi
avidamente acompanhada pela sociedade da época e gerou muitas histórias
transmitidas até hoje na capital. Conhecido por roubar somente dos ricos e por
sua politização contestadora, Meneghetti fez sua fama por empreender assaltos,
fugas da polícia, por suas passagens pela prisão e por protagonizar muitos
"causos" na cidade no início do século XX. </SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">A pesquisa biográfica de Marcel
Gomes e Antonio Biondi complementa o retrato </SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">de um dos maiores </SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">larápios </SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">que São Paulo já conheceu. A obra
traz ainda a história em quadrinhos</SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">, criada em 1976 por Luiz Gê para
o jornal <I>Versus</I>, </SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">que inspirou o curta metragem de
Beto Brant sobre a história do italiano.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Trecho da obra</SPAN></B><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Meneghetti era isso: uma lenda,
até então viva. Seu nome virou sinônimo de ladrão em boa parte do Brasil. Na
minha infância no sul de Minas, por exemplo, eu me lembro que, para xingar
alguém de ladrão, chamava-se a pessoa de Meneghetti ou de Sete Dedos. Eram os
ladrões mais famosos da história de São Paulo. Os dois chegaram a conviver na
prisão, numa das passagens de Meneghetti. Sete Dedos era um mulato bem falante,
que tinha mesmo apenas sete dedos. Era famoso também. Mas aqui na Pauliceia,
embora Meneghetti e Sete Dedos fossem sinônimos de ladrão, os dois xingamentos
tinham sentidos diferentes. Chamar alguém de Sete Dedos equivalia a xingá-lo de
ladrão. Mas de Meneghetti era diferente. Era ladrão, mas não um ladrão ruim. Era
esperto, humano, adepto da não violência, anarquista, contestador da sociedade
capitalista, da burguesia e da aristocracia... Enfim, um herói popular. Um
sujeito que fazia com a burguesia o que muita gente tinha vontade de fazer:
roubá-la e gozá-la. O mesmo em relação à polícia, que ele provocava pelos
jornais. Era uma polícia violenta e extremamente preconceituosa contra
imigrantes pobres, como a maioria dos italianos. Meneghetti, enfim, “era isso”,
“era aquilo”... Parecia uma figura da literatura, resultado da imaginação de um
escritor policial e incorporado ao imaginário popular.<BR></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"><B>Trecho da orelha, por Heródoto
Barbeiro</B><BR>Por causa do “gato dos telhados” levei muitos tapas da minha
mãe. Não me lembro se a primeira vez que o vi foi antes ou depois do IV
Centenário de São Paulo, mas nenhum menino que ouvia suas histórias era capaz de
esquecer ou deixar de admirar o velhinho baixinho, com forte sotaque italiano e
uma boina de aba. Meus olhos brilhavam quando Gino Meneghetti vinha ao bar do
meu pai, na baixada do Glicério. Ficava no balcão e contava como pulava muros,
saltava telhados, enganava a polícia e descobria onde os ricos guardavam suas
joias. Era como um personagem que tinha saído do gibi e ali estava em carne e
osso. <BR></SPAN></P><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"></SPAN>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Sobre o autor</SPAN></B><BR><FONT
face=Verdana><SPAN class=ecxresenha1><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Mouzar Benedito, jornalista, nasceu
em Nova Resende (MG) em 1946, o quinto entre dez filhos de um barbeiro.
Trabalhou em vários jornais alternativos (</SPAN></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Versus</SPAN></I></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">,
</SPAN></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Pasquim</SPAN></I></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">,
</SPAN></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Em Tempo</SPAN></I></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">,
</SPAN></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Movimento</SPAN></I></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">,
</SPAN></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Jornal dos
Bairros</SPAN></I></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt"> - MG, </SPAN></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><I><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Brasil
Mulher</SPAN></I></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">). Estudou Geografia na USP e
Jornalismo na Cásper Líbero, em São Paulo .<SPAN> </SPAN>É autor de muitos
livros, dentre os quais destacamos </SPAN></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><I><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">O
anuário do Saci</SPAN></I></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt"> (2009, Publisher Brasil),
</SPAN></SPAN><SPAN class=ecxresenha1><I><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Ousar Lutar</SPAN></I></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt"> (2000,
Boitempo), em co-autoria com José Roberto Rezende, e </SPAN></SPAN><SPAN
class=ecxresenha1><I><SPAN style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt">Pequena
enciclopédia sanitária</SPAN></I></SPAN></FONT><SPAN class=ecxresenha1><SPAN
style="COLOR: windowtext; FONT-SIZE: 10.5pt"><FONT face=Verdana> (1996,
Boitempo).</FONT> </SPAN></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Sobre a Coleção
Pauliceia</SPAN></B><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Coordenação Emir Sader<BR>A imagem
de São Paulo se modifica conforme as lentes que utilizamos. O sonhado e o real,
o desejado e o rejeitado, o vivido e o simbolizado, o cantado e o pintado, o
desvairado e o cotidiano — múltiplas facetas de uma cidade-país — são retratados
nesta coleção. São quatro séries, que buscam montar um painel das infinitas
visões paulistas: Retratos (perfi s de personalidades que nasceram, viveram ou
eternizaram suas obras em São Paulo ), Memória (eventos políticos, sociais e
culturais que tiveram importância no estado ou na capital), Letras (resgate de
obras — sobretudo de fi cção — de te má tica paulista, há muito esgotadas ou
nunca publicadas em livro) e Trilhas (histórias dos bairros da capital ou de
regiões do estado). Para tanto, foram selecionados autores, fenômenos e espaços
que permitam a nosso olhar atravessar o extenso caleidoscópio humano desta terra
e tentar compreender, em sua rica diversidade e em toda sua teia de
contradições, os mil tons e subtons da Pauliceia.</SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify" class=ecxMsoNormal><B><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Ficha Técnica</SPAN></B><BR><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Título:</SPAN> <SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Meneghetti<BR>Subtítulo: o gato
dos telhados<BR>Autor: Mouzar Benedito<BR>Orelha: Heródoto Barbeiro<BR>Pesquisa:
</SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Marcel Gomes e
Antonio Biondi<BR></SPAN><SPAN style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt">Com
história em quadrinhos de</SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11pt"> Luiz Gê<BR>Páginas: 136<BR>ISBN:
978-85-7559-157-4<BR>Coleção Paulicéia – Boitempo
Editorial<BR></SPAN></P></DIV></BODY></HTML>