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<DIV><FONT color=#ff0000 size=7 face=Forte>Carta O Berro<FONT 
size=3>...............................................................................................................................................<FONT 
face=Georgia>repassem</FONT></FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><A title="Back to the front page" 
href="http://blogdofajardo.wordpress.com/">Blog do Fajardo</A> 
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<DIV class="page_item page-item-2"><FONT size=2 
face=Tahoma>safranyf@yahoo.com.br</FONT><BR><A title=Perfil 
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<DIV class=published_sm title=2010-01-22T07:04:30+0000>
<DIV class=day><FONT size=2></FONT>&nbsp;</DIV></DIV>
<H3 class=entry-title><A 
title='Link Permanente para "“Tenho sido um assassino&nbsp;psicopata”"' 
href="http://blogdofajardo.wordpress.com/2010/01/22/%e2%80%9ctenho-sido-um-assassino-psicopata%e2%80%9d/" 
rel=bookmark><FONT color=#000000 size=7 face=Helvetica>“Tenho sido um 
assassino&nbsp;psicopata”</FONT></A></H3>
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<P><A 
href="http://blogdofajardo.files.wordpress.com/2010/01/jimmy_massey.jpg"><IMG 
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width=378 height=500></A></P>
<P>Às vezes as pessoas se perguntam se podem fazer alguma coisa para tornar o 
mundo mais justo, ou menos injusto. Creio que a difusão da verdade, a denúncia 
das injustiças e da mentira já é uma forma de contribuir para um mundo melhor. A 
entrevista em que Jimmy Massey relata sua experiência como soldado do exército 
norte-americano no Iraque é um exemplo de denúncia que deve ser difundida para 
todo o mundo. (CF)<BR>Foi publicada no jornal Hora do Povo de 21-01-2010. </P>
<P><SPAN id=more-1282></SPAN><BR><A 
href="http://blogdofajardo.files.wordpress.com/2010/01/cowboys390.jpg"><IMG 
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<P>Relato de um marine que esteve no Iraque</P>
<P><BR>“Tenho sido um assassino psicopata”<BR></P>
<P>Durante quase 12 anos o sargento Jimmy Massey foi um marine de coração duro. 
Em março de 2003, chegou ao Iraque com as tropas invasoras e dirigiu 45 homens 
que não duvidaram em matar civis inocentes. Em 2004, Jimmy Massey escreveu o 
livro Cowboys do Inferno, um testamento aterrador do genocídio que os EUA 
cometem dia a dia contra o povo iraquiano. Hoje um dos principais ativistas 
contra a guerra do Iraque, Jimmy responde às perguntas da jornalista cubana 
Miriam Elizalde, do Cubadebate<BR>ROSA MIRIAM ELIZALDE<BR>“Tenho 32 anos e sou 
um assassino psicopata treinado. As únicas coisas que sei fazer é vender aos 
jovens a idéia de se juntarem aos marines e matar. Sou incapaz de conservar um 
trabalho. Para mim os civis são depreciáveis, atrasados mentais, uns débeis, uma 
manada de ovelhas. Eu sou seu cão pastor. Sou um predador. Nas Forcas Armadas me 
chamam ‘Jimmy o Terrível’”.<BR>Este é o segundo parágrafo do livro escrito há 
três anos por Jimmy Massey, com a ajuda da jornalista Natasha Saulnier, que foi 
apresentado na Feira do Livro de Caracas. Cowboys do Inferno é o relato mais 
violento já escrito sobre a experiência de um ex-membro do Corpo de Marines, um 
dos primeiros a chegar ao Iraque durante a invasão de 2003 e que decidiu contar 
todas as vezes que seja necessário o que significa ter sido por 12 anos um 
desapiedado marine e como a guerra o transformou.<BR>Jimmy participou do painel 
principal da Feira, que teve um título polêmico: “Estados Unidos, a Revolução é 
possível”, e seu testemunho foi, sem dúvida, o de maior impacto na audiência. 
Vestido com roupa militar, óculos escuros, caminha com ares marciais e seus 
braços estão completamente tatuados. Parece exatamente o que era: um 
marine.<BR>Quando fala é outra coisa: alguém profundamente marcado por uma 
aterradora experiência que tenta evitar a outros jovens incautos. Como assegura 
em seu livro, não foi o único que matou no Iraque: esta foi uma prática 
constante entre seus companheiros. Quatro anos depois de deixar a guerra, 
todavia, vive perseguido pelos pesadelos.<BR>Rosa Miriam Elizalde: Que 
significam todas essas tatuagens?<BR>Jimmy Massey: Tenho muitas. Fiz no 
exército. Na mão (entre os dedos polegar e anular), o símbolo da Blackwater, o 
exército mercenário que foi fundado onde nasci, na Carolina do Norte. Fiz num 
ato de resistência, porque os marines são proibidos de tatuarem-se entre os 
punhos e as mãos. Um dia eu e os integrantes do meu pelotão nos embebedamos e 
todos fizemos a mesma tatuagem: um cowboy com olhos injetados de sangue sobre 
várias asas, que representam a morte. No braço direito, o símbolo dos marines, 
com a bandeira norteamericana e do Texas, onde me alistei. No peito, do lado 
esquerdo, um dragão chinês que solta a pele e significa que a dor é a debilidade 
escapando do corpo. O que não nos mata nos deixa mais fortes.<BR>R. M. E.: Por 
que disse que no Corpo de Marines encontrou as piores pessoas que já conheceu em 
sua vida?<BR>J. M.: Os Estados Unidos só têm duas maneiras de usar os marines: 
para tarefas humanitárias e para assassinar. Nos 12 anos que passei no Corpo de 
Marines dos EUA jamais participei de missões humanitárias.<BR>R. M. E.: Antes de 
ir para o Iraque você recrutava jovens para ingressarem nas Forças Armadas? O 
que significa ser um recrutador nos Estados Unidos?<BR>J. M.: Ser um mentiroso. 
A administração Bush forçou a juventude para que entrasse para as Forças Armadas 
e o que basicamente fez – e eu fiz também – foi tratar de ganhar pessoas com 
incentivos econômicos. Durante três anos recrutei 74 pessoas, que nunca me 
disseram que queriam entrar para o exército para defender o país, nem se 
manifestavam sobre nenhuma razão patriótica. Queriam receber dinheiro para irem 
para uma universidade ou obterem seguro de saúde. Eu lhes descrevia primeiro 
todas essas vantagens e só no final lhes falava que iam servir à pátria. Jamais 
recrutei o filho de um rico. Para manterem o trabalho os recrutadores não podiam 
ter escrúpulos.<BR>R. M. E.: Agora o Pentágono tem relaxado mais nos requisitos 
para a entrada nas Forças Armadas. O que significa isso?<BR>J. M.: Os padrões 
para o recrutamento têm baixado enormemente, porque quase ninguém quer 
alistar-se. Já não é impedimento ter problemas mentais, nem antecedentes 
criminais. Podem ingressar pessoas que tenham cometido crimes de traição, se 
disserem que foram sentenciados a mais de um ano de prisão, o que se considera 
um delito sério. Podem ingressar jovens que não tenham terminado os estudos 
secundários. Se passam na prova mental, ingressam.<BR>R. M. E.: Você mudou 
depois da guerra, mas que sentimentos tinha antes?<BR>J. M.: Eu era como outro 
soldado qualquer, que acreditava no que diziam. Contudo, quando estava 
recrutando, comecei a me sentir mal: como recrutador tinha que mentir o tempo 
todo.<BR>R. M. E.: Porém acreditava que seu país entrava numa guerra justa 
contra o Iraque.<BR>J. M.: Sim. Os informes de inteligência que recebíamos 
diziam que Saddan tinha armas de destruição em massa. Depois descobrimos que era 
tudo mentira.<BR>R. M. E.: Quando percebeu que o haviam enganado?<BR>J. M.: No 
Iraque, onde cheguei em março de 2003. Meu pelotão foi enviado aos lugares que 
haviam sido do Exército iraquiano e vimos milhares e milhares de munições em 
caixas que tinham a etiqueta norteamericana e estavam ali desde que os Estados 
Unidos ajudaram o governo de Saddan na guerra contra o Iran. Vi caixas com a 
bandeira norteamericana e tanques dos EUA. Meus marines – eu era sargento de 
categoria E6, uma categoria superior a sargento, e dirigia 45 marines – me 
perguntaram porque haviam munições de nosso país no Iraque. Não entendiam. Os 
informes da CIA afirmavam que Salmon Pac era um campo de terroristas e que íamos 
encontrar armas químicas e biológicas. Não encontramos nada. Nesse momento 
comecei a pensar que nossa missão realmente era o petróleo.<BR>R. M. E.: As 
linhas mais perturbadoras de seu livro são as que você se reconhece como 
assassino psicopata. Pode explicar porque disse isso?<BR>J. M.: Fui um assassino 
psicopata porque me treinaram para matar. Não nasci com essa mentalidade. Foi o 
Destacamento de Infantaria da Marinha que me educou para que fosse um gangster 
das corporações estadunidenses, um delinquente. Me treinaram para cumprir 
cegamente a ordem do presidente dos Estados Unidos e trazer para casa o que ele 
pedia, sem pensar em nenhuma consideração moral. Eu era um psicopata porque nos 
ensinaram a disparar primeiro e perguntar depois, como faria um doente e não um 
soldado profissional, que só deve enfrentar outro soldado. Se tínhamos que matar 
mulheres e crianças, nós fazíamos. Portanto, não éramos soldados, mas 
mercenários.<BR>R. M. E.: Que experiência exatamente fez você chegar a esta 
conclusão?<BR>J. M.: Aconteceram várias. Nosso trabalho era ir a determinadas 
áreas das cidades e fazermos a segurança das estradas. Houve um incidente em 
particular – e muitos mais – que realmente me levou a beira do precipício. Foi 
com carros que levavam civis iraquianos. Todos os informes da inteligência que 
nos chegavam diziam que os carros estavam carregados com bombas e explosivos. 
Essa era a informação que recebíamos da inteligência. Os carros chegavam a nosso 
controle e fazíamos alguns disparos de advertência; quando não diminuíam a 
velocidade, disparávamos sem contemplação.<BR>R. M. E.: Com metralhadoras?<BR>J. 
M.: Sim. Esperávamos que haveriam explosões ao metralhar cada veículo. Mas não 
ouvíamos nada. Logo abríamos o carro e, o que encontrávamos? Mortos ou feridos, 
e nem uma só arma, nenhuma propaganda da Al Qaeda, nada. Salvo civis em um lugar 
equivocado num momento equivocado.<BR>R. M. E.: Você também relata como seu 
pelotão metralhou uma manifestação pacífica. Foi isso?<BR>J. M.: Sim. Nos 
arredores do Complexo Militar de Rashees, ao sul de Bagdá, perto do rio Tigre. 
Haviam manifestantes ao final da rua. Eram jovens e tinham armas. Quando 
avançamos havia um tanque que estava estacionado de um lado da rua. O motorista 
do tanque nos disse que eram manifestantes pacíficos. Se os iraquianos quisessem 
fazer algo podiam ter feito apontando o tanque. Mas não fizeram. Só estavam se 
manifestando. Isso nós sentimos bem porque pensamos: “Se fossem disparar, teriam 
feito naquele momento”. Eles estavam a cerca de 200 metros de nossa tropa.<BR>R. 
M. E.: Quem deu a ordem de metralhar os manifestantes?<BR>J. M.: O Alto Comando 
nos disse que não perdêssemos de vista os civis porque muitos combatentes da 
Guarda Republicana haviam tirado os uniformes, vestiam-se com roupas civis e 
estavam desencadeando ataques terroristas contra os soldados americanos. Os 
informes da inteligência que nos davam eram conhecidos basicamente por cada 
membro da cadeia de comando. Todos os marines tinham muito claro a estrutura da 
cadeia de comando que se organizou no Iraque. Creio que a ordem de disparar nos 
manifestantes veio de altos funcionários da Administração, isso incluía tanto os 
centros de inteligência militar como governamental.<BR>R. M. E.: Você, o que 
fez?<BR>J. M.: Regressei ao meu veículo, um jipe altamente equipado, e escutei 
um tiro por cima de minha cabeça. Meus marines começaram a atirar e eu também. 
Não nos devolveram nenhum disparo, mesmo eu tendo disparado 12 vezes.<BR>Quis 
assegurar-me de que havíamos matado segundo as normas de combate, da Convenção 
de Genebra e dos procedimentos operacionais regulamentares. Tentei evitar seus 
rostos e procurei pelas armas, mas não havia nenhuma.<BR>R. M. E.: E seus 
superiores, como reagiram?<BR>J. M.: Me disseram que “a merda acontece”.<BR>R. 
M. E.: Quando seus companheiros perceberam que tinham sido enganados, como 
reagiram?<BR>J. M.: Eu era o segundo comandante. Meus marines me perguntavam por 
que estávamos matando tantos civis. “Você pode falar com o tenente?”, me 
perguntavam. “Dizer que tem que ter barreiras adequadas, preparadas pelos 
engenheiros de combate”. A resposta foi: “Não”. No momento que os marines 
descobriram que era uma grande mentira, enlouqueceram mais.<BR>Nossa primeira 
missão no Iraque não foi para dar apoio humanitário, como diziam os jornais, mas 
para assegurar os campos petrolíferos de Bassora. Na cidade de Karbala usamos a 
artilharia por 24 horas. Foi a primeira cidade que atacamos. Pensei que íamos 
dar ajuda médica e alimentar à população. Não. Seguimos direto aos campos de 
petróleo. Antes de chegar ao Iraque, estivemos no Kuwait.<BR>Chegamos em janeiro 
de 2003 e nossos veículos estavam cheios de comida e remédios. Perguntei ao 
tenente o que íamos fazer com os suprimentos, pois apenas cabíamos nós com 
tantas coisas dentro. Ele respondeu que seu capitão havia ordenado deixar tudo 
no Kuwait. Pouco depois nos deram a ordem de queimar tudo: alimentos e provisões 
médicas e humanitárias.<BR>R. M. E.: Você também denunciou o uso de urânio 
empobrecido…<BR>J. M.: Tenho 35 anos e só conservo 80% de minha capacidade 
pulmonar. Fui diagnosticado com uma doença degenerativa da coluna vertebral, 
fadiga crônica e dor nos tendões. Antes, todos os dias corria 10 Km por puro 
prazer, e agora só poso caminhar entre 5 e 6 Km todos os dias. Tenho medo de ter 
filhos por isso. Minha cara está inflamada. Veja esta foto (mostra-me a imagem 
da credencial da Feira do Livro), foi tirada pouco depois que regressei do 
Iraque. Pareço um Frankenstein. Tudo isso se deve ao urânio empobrecido, agora 
imagina o que estará acontecendo com o povo no Iraque.<BR>R. M. E.: O que 
aconteceu quando regressou aos EUA?<BR>J. M.: Me trataram como um louco, um 
covarde, um traidor.<BR>R. M. E.: Seus superiores disseram que é mentira tudo 
que contou.<BR>J. M.: A evidência contra eles é incômoda. O Exército 
norteamericano está esgotado. Quanto mais tempo durar esta guerra, mais 
possibilidade haverá de que minha verdade apareça.<BR>R. M. E.: O livro que você 
apresentou na Venezuela está editado em espanhol e em francês. Porque não foi 
publicado nos Estados Unidos?<BR>J. M.: As editoras exigiram que eu eliminasse 
os nomes reais das pessoas envolvidas e que eu apresentasse a guerra no Iraque 
envolta em uma neblina, menos cruamente. Não estou disposto a fazer isso. 
Editoras como New Press, supostamente de esquerda, se negaram a publicá-lo 
porque temiam se verem envolvidas em ações apresentadas por pessoas apresentadas 
no livro.<BR>R. M. E.: Por que jornais como o The New York Times e o The 
Washington Post jamais reproduziram seu testemunho?<BR>J. M.: Eu não repetia o 
credo oficial, de que as tropas estavam no Iraque para ajudar o povo, nem 
repetia que os civis morriam por acidente. Me nego a dizer isso. Não havia 
nenhum disparo acidental contra os iraquianos e me nego a mentir.<BR>R. M. E.: 
Tem mudado essa atitude?<BR>J. M.: Não. O que tenho feito é incorporar opiniões 
e obras de pessoas com objeções de consciência: que são contra a guerra em geral 
ou que participaram da guerra, mas não tiveram este tipo de experiência. E 
resistem, no entanto, a olhar de frente a realidade.<BR>R. M. E.: Tem 
fotografias ou documentos que provem o que você está nos contando?<BR>J. M.: 
Não. Me tiraram todos os pertences quando me ordenaram regressar aos Estados 
Unidos. Voltei do Iraque só com duas armas: minha mente e uma faca.<BR>R. M. E.: 
Haverá alguma saída a curto prazo para a guerra?<BR>J. M.: Não. O que vejo é a 
mesma política entre democratas e republicanos. São a mesma coisa. A guerra é um 
negócio para ambos os partidos, que dependem do Complexo Militar Industrial. 
Necessitamos de um terceiro partido.<BR>R. M. E.: Qual?<BR>J. M.: O do 
socialismo.<BR>R. M. E.: Você participou em um debate cujo título é “Estados 
Unidos: A Revolução é possível”. Acredita que realmente haverá revolução nos 
EUA?<BR>J. M.: Já começou. No sul, onde nasci.<BR>R. M. E: Mas essa tem sido 
tradicionalmente a região mais conservadora do país.<BR>J. M.: Depois do Katrina 
isso mudou. Nova Orleans parece Bagdá. As pessoas do sul estão indignadas e se 
perguntam todos os dias como é possível que se atrevam a investir em uma guerra 
inútil e em Bagdá, quando nada é feito em Nova Orleans. Lembre-se também que no 
Sul iniciou-se a primeira grande rebelião do país.<BR>R. M. E.: Você iria a 
Cuba?<BR>J. M.: Admiro Fidel e o povo de Cuba, portanto, se me convidarem, irei 
à Ilha. Não me importa o que diga o meu governo. Ninguém controla onde 
vou.<BR>R. M. E.: Você sabe que o símbolo do desprezo imperial com a nossa nação 
é uma fotografia de marines urinando sobre a estátua de José Martí, o Herói de 
nossa Independência?<BR>(Três marines americanos subiram até a cabeça de mármore 
da estátua do Herói Nacional cubano José Martí, em Havana, em 11 de março de 
1949, e ali urinaram. As fotos foram publicadas pelo jornal Hoy, de Havana, no 
dia seguinte).<BR>J. M.: Sim, eu sei. No Corpo de Marines nos falavam de Cuba 
como uma colônia dos Estados Unidos e nos ensinaram algo de História. Parte da 
formação de um marine é aprender algumas coisas dos países que pensamos invadir, 
como diz a canção.<BR>R. M. E.: A canção dos marines?<BR>J. M.: (Canta) “From 
the halls of Montezuma, to the shores of Tripoli…” (Desde as salas de Montezuma 
até as praias de Trípoli…)<BR>R. M. E.: Quer dizer, os marines querem estar em 
todo o mundo.<BR>J. M.: O sonho é dominar o mundo…, ainda que pelo caminho nos 
transformem todos em assassinos. </P>
<P><STRONG>Se você quiser assistir um vídeo com o próprio Jimmy Massey falando, 
em inglês sem tradução ou legenda, vá: 
http://www.youtube.com/watch?v=ia_003j9nZg</STRONG></P></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV>
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