<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML xmlns:o = "urn:schemas-microsoft-com:office:office"><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
<META content="text/html; charset=iso-8859-1" http-equiv=Content-Type>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702">
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT>&nbsp;</DIV>
<META name=GENERATOR content="Microsoft FrontPage 5.0">
<META name=ProgId content=FrontPage.Editor.Document>
<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=5 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702">
<STYLE></STYLE>

<DIV><FONT size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">NOTA 
PÚBLICA<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">PNDH 3 É AVANÇO NA LUTA POR DIREITOS 
HUMANOS<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O Movimento 
Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede que reúne cerca de 400 organizações de 
direitos humanos de todo o Brasil manifesta publicamente seu REPÚDIO às muitas 
inverdades e posições contrárias ao Programa Nacional de Direitos Humano (PNDH 
3) e seu APOIO ao PNDH 3 lançado pelo governo federal no dia 21 de dezembro de 
2009.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH entende 
que o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) dá um passo à frente no 
sentido de o Estado brasileiro assumir direitos humanos em sua universalidade, 
interdependência e indivisibilidade como política pública; expressa avanços na 
efetivação dos compromissos constitucionais e internacionais com direitos 
humanos e resultou de amplo debate na sociedade e no governo. As reações ao PNDH 
estão cheias de motivações conservadoras e mostram que vários setores da 
sociedade brasileira ainda se recusam a tomar os direitos humanos como 
compromissos efetivos tanto do Estado, quanto da sociedade e de cada pessoa. É 
falso o antagonismo que se tenta propor ao dizer que o Programa atenta contra 
direitos fundamentais, visto que o que propõe tem guarida constitucional, além 
de se constituir no que é básico para uma democracia moderna e que quer a vida 
como um valor social e político para todas as pessoas, até porque, a dignidade 
da pessoa humana é um dos princípios fundamentais de nossa Constituição e a 
promoção de uma sociedade livre, justa e solidária são objetivos de nossa Carta 
Política. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Há setores que 
estranham que o Programa seja tão abrangente, trate de temas tão diversos. 
Ignoram que desde há muito, ao menos desde a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, de 1948, direitos humanos é muito mais do que direitos civis e 
políticos. Vários Tratados, Pactos e Convenções internacionais articulam o que é 
hoje conhecido como o direito internacional dos direitos humanos, que protege 
direitos de várias dimensões: civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, 
ambientais, de solidariedade, dos povos, entre outras. Desconhecem também que o 
Brasil, por ter ratificado a maior parte destes instrumentos, é obrigado a 
cumpri-los, inclusive por força constitucional, e que está sob avaliação dos 
organismos internacionais da ONU e da OEA que, por reiteradas vezes, através de 
seus órgãos especializados, emitem recomendações para o Estado brasileiro, entre 
as quais, as mais recentes são de maio de 2009 e foram emitidas pelo Comitê de 
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU. Aliás, não é novidade esta 
ampliação, visto que o Programa Nacional de Direitos Humanos 2 (PNDH II, 2002) 
já previa inclusive vários dos temas que agora são reeditados e a primeira 
versão do PNDH (1996) foi criticada e revisada exatamente por não contemplar a 
amplitude e complexidade que o tema dos direitos humanos exige. Por isso, além 
de conhecimento, um pouco de memória histórica é necessária a quem pretende 
informar de forma consistente à sociedade. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Em várias das 
manifestações e inclusive das abordagens publicadas há claro desconhecimento do 
que significa falar de direitos humanos. Talvez por isso é que entre as 
recomendações dos organismos internacionais está a necessidade de o Brasil 
investir em programas de educação em direitos humanos para que o conhecimento 
sobre eles seja ampliado pelos vários agentes sociais. Um dos temas que é 
abordado no PNDH 3 e que poderia merecer mais especial atenção. 
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O PNDH 3 
resulta de amplo debate na sociedade brasileira e no governo. Fatos atestam 
isso! Durante o ano de 2008 foram realizadas 27 conferências estaduais que foram 
coroadas pela realização da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em 
dezembro. Durante o ano de 2009, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria 
Especial dos Direitos Humanos procurou traduzir as propostas aprovadas pela 
Conferência no texto do PNDH 3. O MNDH e suas entidades filiadas, além de outras 
centenas de organizações, participaram ativamente deste processo. Outros seis 
meses, desde julho, o texto preliminar está disponível na internet para consulta 
e opinião. Internamente no governo, o fato de ter sido assinado pela maioria dos 
Ministérios – inclusive o Ministério da Agricultura – é expressão inequívoca do 
debate e da construção. É claro que, salvas as consultas, o texto publicado 
expressa a posição que foi pactuada pelo governo. Nem tudo o que está no PNDH 3 
é o que as exigências mais avançadas da agenda popular de luta por direitos 
humanos esperam. Contém, sim, propostas polêmicas e, em alguns casos, não bem 
formuladas. Todavia, considerando que é um documento programático, ou seja, que 
expressa a vontade de realizar ações em várias dimensões, tem força de 
orientação da atuação, nos limites constitucionais e da lei, mesmo quando propõe 
a necessidade de revisão ou de alterações de algumas legislações. Aliás, é 
prerrogativa da sociedade e do poder público propor ações e modificações tanto 
de ordem programática quanto legal. Por isso, não deveria ser estranho que 
contenha propostas de modificação de algumas legislações. Assim que, alegar 
desconhecimento do texto ou mesmo que não foi discutido é uma postura que ignora 
o processo realizado. É diferente dizer que se têm divergências em relação a um 
ou outro ponto do texto do que dizer que o texto não foi discutido ou que não 
esteve disponível para conhecimento público. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>O MNDH entende que as reações publicadas 
pela imprensa, vindas, em sua maioria de setores conservadores da sociedade, 
devem ser tomadas como expressão de que o PNDH 3 tocou em temas fundamentais e 
substantivos que fazem com que caia a máscara anti-democrática destes setores. 
Estas posições põem em evidência para toda a sociedade as posturas refratárias 
aos direitos humanos, ainda lamentavelmente tão disseminadas e que se manifestam 
no racismo que discrimina negros, ciganos, indígenas e outros grupos sociais, no 
machismo que mantém a violência contra a mulher, no patriarcalismo que violenta 
crianças e adolescentes, no patrimonialismo que quer o Estado a serviço de 
interesses e setores privados, no revanchismo de setores militares que insistem 
em ocultar a verdade sobre o período da ditadura militar e em inviabilizar a 
memória como bem público e direito individual e coletivo, na permanência da 
tortura mesmo que condenada pela lei, na impunidade que livra “colarinhos 
brancos” e condena “ladrões de margarina”, no apego à propriedade privada sem 
que seja cumprida a exigência constitucional de cumpra a função social, na falta 
de abertura para a liberdade e a diversidade religiosa que impede o cumprimento 
do preceito constitucional da laicidade do Estado, no elitismo que se traduz na 
persistência da desigualdade como uma das piores do mundo, enfim, na 
criminalização da juventude e da pobreza e na desmoralização e criminalização de 
movimentos sociais e de defensores de direitos humanos.<SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH também 
repudia a tentativa de politização eleitoral do PNDH 3. O Programa pretende ser 
uma política pública de Estado e não de candidato; não pertence a um partido, 
mas à sociedade brasileira e, portanto, não cabe torná-lo instrumento de 
posicionamentos maniqueístas. Não faz qualquer sentido pretender que o PNDH 
tenha pretensões eleitorais ou mesmo que pretenda orientar o próximo governo. 
Quem dera que direitos humanos tivessem chegado a tamanha importância política e 
fossem capazes de efetivamente ser o<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; 
</SPAN>centro dos compromisso de qualquer candidato e de qualquer 
governo.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Assim, o 
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), reitera sua manifestação, 
publicada em nota no último 31/12/2009, na qual disse que “cobra uma posição do 
governo brasileiro que seja coerente com os compromissos constitucionais e com 
os compromissos internacionais com a promoção e proteção dos direitos humanos. O 
momento é decisivo para que o país avance para uma institucionalidade 
democrática que efetivamente reconheça e torne os direitos humanos conteúdo 
substantivo da vida cotidiana de cada um/a dos/as brasileiros e brasileiras”. 
Manifesta seu APOIO ao PNDH 3. Entende que o debate democrático é sempre o 
melhor remédio para que a sociedade possa produzir posicionamentos que sejam 
sempre mais coerentes e consistentes com os direitos humanos. REJEITA posições e 
atitudes oportunistas que, desde seu descompromisso histórico com os direitos 
humanos, tentam inviabilizar avanços concretos na agenda que quer a realização 
dos direitos humanos na vida de todas e de cada uma das brasileiras e dos 
brasileiros. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH também 
manifesta seu apoio ao ministro Paulo Vannuchi e entende que sua permanência à 
frente da SEDH neste momento só contribui para reforçar que o PNDH 3 veio para 
valer. Entende também que se alguém tem que sair do governo são aqueles 
ministros – entre eles Jobim e Stephanes – ou quaisquer outros prepostos que, de 
forma oportunista e anti-democrática vêm contribuindo para gerar as reações 
negativas e conservadoras ao que está proposto no PNDH 3, inclusive contribuindo 
para enfraquecer a posição do governo e do presidente Lula que, corajosamente e 
sabedor do conteúdo, assinou o PNDH 3 e o lançou com tão amplo apoio e adesão de 
vários ministérios do governo federal, manifestação inequívoca de que o PNDH 
3<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>tem apoio da maioria do governo e 
que não serão uns poucos ministros que o derrubarão.<SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Em suma, como 
organização da sociedade civil, o MNDH está atento e envidará todos os esforços 
para que as conquistas democráticas avancem sem qualquer passo 
atrás.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Brasília, 11 de 
janeiro de 2010.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Movimento Nacional 
de Direitos Humanos (MNDH) <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><o:p><FONT 
face=Calibri>&nbsp;</FONT></o:p></P></DIV>
<P>
<HR>

<P></P><BR>
<P>
<HR>

<P></P>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 6.00.2900.2912">
<STYLE></STYLE>

<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT>&nbsp;</DIV>
<META name=GENERATOR content="Microsoft FrontPage 5.0">
<META name=ProgId content=FrontPage.Editor.Document>
<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=5 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702">
<STYLE></STYLE>

<DIV><FONT size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B>&nbsp;</P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">NOTA 
PÚBLICA<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt">PNDH 3 É AVANÇO NA LUTA POR DIREITOS 
HUMANOS<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 14pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></B></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O Movimento 
Nacional de Direitos Humanos (MNDH), rede que reúne cerca de 400 organizações de 
direitos humanos de todo o Brasil manifesta publicamente seu REPÚDIO às muitas 
inverdades e posições contrárias ao Programa Nacional de Direitos Humano (PNDH 
3) e seu APOIO ao PNDH 3 lançado pelo governo federal no dia 21 de dezembro de 
2009.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH entende 
que o Programa Nacional de Direitos Humanos 3 (PNDH 3) dá um passo à frente no 
sentido de o Estado brasileiro assumir direitos humanos em sua universalidade, 
interdependência e indivisibilidade como política pública; expressa avanços na 
efetivação dos compromissos constitucionais e internacionais com direitos 
humanos e resultou de amplo debate na sociedade e no governo. As reações ao PNDH 
estão cheias de motivações conservadoras e mostram que vários setores da 
sociedade brasileira ainda se recusam a tomar os direitos humanos como 
compromissos efetivos tanto do Estado, quanto da sociedade e de cada pessoa. É 
falso o antagonismo que se tenta propor ao dizer que o Programa atenta contra 
direitos fundamentais, visto que o que propõe tem guarida constitucional, além 
de se constituir no que é básico para uma democracia moderna e que quer a vida 
como um valor social e político para todas as pessoas, até porque, a dignidade 
da pessoa humana é um dos princípios fundamentais de nossa Constituição e a 
promoção de uma sociedade livre, justa e solidária são objetivos de nossa Carta 
Política. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Há setores que 
estranham que o Programa seja tão abrangente, trate de temas tão diversos. 
Ignoram que desde há muito, ao menos desde a Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, de 1948, direitos humanos é muito mais do que direitos civis e 
políticos. Vários Tratados, Pactos e Convenções internacionais articulam o que é 
hoje conhecido como o direito internacional dos direitos humanos, que protege 
direitos de várias dimensões: civis, políticos, econômicos, sociais, culturais, 
ambientais, de solidariedade, dos povos, entre outras. Desconhecem também que o 
Brasil, por ter ratificado a maior parte destes instrumentos, é obrigado a 
cumpri-los, inclusive por força constitucional, e que está sob avaliação dos 
organismos internacionais da ONU e da OEA que, por reiteradas vezes, através de 
seus órgãos especializados, emitem recomendações para o Estado brasileiro, entre 
as quais, as mais recentes são de maio de 2009 e foram emitidas pelo Comitê de 
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU. Aliás, não é novidade esta 
ampliação, visto que o Programa Nacional de Direitos Humanos 2 (PNDH II, 2002) 
já previa inclusive vários dos temas que agora são reeditados e a primeira 
versão do PNDH (1996) foi criticada e revisada exatamente por não contemplar a 
amplitude e complexidade que o tema dos direitos humanos exige. Por isso, além 
de conhecimento, um pouco de memória histórica é necessária a quem pretende 
informar de forma consistente à sociedade. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Em várias das 
manifestações e inclusive das abordagens publicadas há claro desconhecimento do 
que significa falar de direitos humanos. Talvez por isso é que entre as 
recomendações dos organismos internacionais está a necessidade de o Brasil 
investir em programas de educação em direitos humanos para que o conhecimento 
sobre eles seja ampliado pelos vários agentes sociais. Um dos temas que é 
abordado no PNDH 3 e que poderia merecer mais especial atenção. 
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O PNDH 3 
resulta de amplo debate na sociedade brasileira e no governo. Fatos atestam 
isso! Durante o ano de 2008 foram realizadas 27 conferências estaduais que foram 
coroadas pela realização da 11ª Conferência Nacional de Direitos Humanos, em 
dezembro. Durante o ano de 2009, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria 
Especial dos Direitos Humanos procurou traduzir as propostas aprovadas pela 
Conferência no texto do PNDH 3. O MNDH e suas entidades filiadas, além de outras 
centenas de organizações, participaram ativamente deste processo. Outros seis 
meses, desde julho, o texto preliminar está disponível na internet para consulta 
e opinião. Internamente no governo, o fato de ter sido assinado pela maioria dos 
Ministérios – inclusive o Ministério da Agricultura – é expressão inequívoca do 
debate e da construção. É claro que, salvas as consultas, o texto publicado 
expressa a posição que foi pactuada pelo governo. Nem tudo o que está no PNDH 3 
é o que as exigências mais avançadas da agenda popular de luta por direitos 
humanos esperam. Contém, sim, propostas polêmicas e, em alguns casos, não bem 
formuladas. Todavia, considerando que é um documento programático, ou seja, que 
expressa a vontade de realizar ações em várias dimensões, tem força de 
orientação da atuação, nos limites constitucionais e da lei, mesmo quando propõe 
a necessidade de revisão ou de alterações de algumas legislações. Aliás, é 
prerrogativa da sociedade e do poder público propor ações e modificações tanto 
de ordem programática quanto legal. Por isso, não deveria ser estranho que 
contenha propostas de modificação de algumas legislações. Assim que, alegar 
desconhecimento do texto ou mesmo que não foi discutido é uma postura que ignora 
o processo realizado. É diferente dizer que se têm divergências em relação a um 
ou outro ponto do texto do que dizer que o texto não foi discutido ou que não 
esteve disponível para conhecimento público. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp;</SPAN>O MNDH entende que as reações publicadas 
pela imprensa, vindas, em sua maioria de setores conservadores da sociedade, 
devem ser tomadas como expressão de que o PNDH 3 tocou em temas fundamentais e 
substantivos que fazem com que caia a máscara anti-democrática destes setores. 
Estas posições põem em evidência para toda a sociedade as posturas refratárias 
aos direitos humanos, ainda lamentavelmente tão disseminadas e que se manifestam 
no racismo que discrimina negros, ciganos, indígenas e outros grupos sociais, no 
machismo que mantém a violência contra a mulher, no patriarcalismo que violenta 
crianças e adolescentes, no patrimonialismo que quer o Estado a serviço de 
interesses e setores privados, no revanchismo de setores militares que insistem 
em ocultar a verdade sobre o período da ditadura militar e em inviabilizar a 
memória como bem público e direito individual e coletivo, na permanência da 
tortura mesmo que condenada pela lei, na impunidade que livra “colarinhos 
brancos” e condena “ladrões de margarina”, no apego à propriedade privada sem 
que seja cumprida a exigência constitucional de cumpra a função social, na falta 
de abertura para a liberdade e a diversidade religiosa que impede o cumprimento 
do preceito constitucional da laicidade do Estado, no elitismo que se traduz na 
persistência da desigualdade como uma das piores do mundo, enfim, na 
criminalização da juventude e da pobreza e na desmoralização e criminalização de 
movimentos sociais e de defensores de direitos humanos.<SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH também 
repudia a tentativa de politização eleitoral do PNDH 3. O Programa pretende ser 
uma política pública de Estado e não de candidato; não pertence a um partido, 
mas à sociedade brasileira e, portanto, não cabe torná-lo instrumento de 
posicionamentos maniqueístas. Não faz qualquer sentido pretender que o PNDH 
tenha pretensões eleitorais ou mesmo que pretenda orientar o próximo governo. 
Quem dera que direitos humanos tivessem chegado a tamanha importância política e 
fossem capazes de efetivamente ser o<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; 
</SPAN>centro dos compromisso de qualquer candidato e de qualquer 
governo.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Assim, o 
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), reitera sua manifestação, 
publicada em nota no último 31/12/2009, na qual disse que “cobra uma posição do 
governo brasileiro que seja coerente com os compromissos constitucionais e com 
os compromissos internacionais com a promoção e proteção dos direitos humanos. O 
momento é decisivo para que o país avance para uma institucionalidade 
democrática que efetivamente reconheça e torne os direitos humanos conteúdo 
substantivo da vida cotidiana de cada um/a dos/as brasileiros e brasileiras”. 
Manifesta seu APOIO ao PNDH 3. Entende que o debate democrático é sempre o 
melhor remédio para que a sociedade possa produzir posicionamentos que sejam 
sempre mais coerentes e consistentes com os direitos humanos. REJEITA posições e 
atitudes oportunistas que, desde seu descompromisso histórico com os direitos 
humanos, tentam inviabilizar avanços concretos na agenda que quer a realização 
dos direitos humanos na vida de todas e de cada uma das brasileiras e dos 
brasileiros. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">O MNDH também 
manifesta seu apoio ao ministro Paulo Vannuchi e entende que sua permanência à 
frente da SEDH neste momento só contribui para reforçar que o PNDH 3 veio para 
valer. Entende também que se alguém tem que sair do governo são aqueles 
ministros – entre eles Jobim e Stephanes – ou quaisquer outros prepostos que, de 
forma oportunista e anti-democrática vêm contribuindo para gerar as reações 
negativas e conservadoras ao que está proposto no PNDH 3, inclusive contribuindo 
para enfraquecer a posição do governo e do presidente Lula que, corajosamente e 
sabedor do conteúdo, assinou o PNDH 3 e o lançou com tão amplo apoio e adesão de 
vários ministérios do governo federal, manifestação inequívoca de que o PNDH 
3<SPAN style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN>tem apoio da maioria do governo e 
que não serão uns poucos ministros que o derrubarão.<SPAN 
style="mso-spacerun: yes">&nbsp; </SPAN><o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; TEXT-INDENT: 21.3pt; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" 
class=MsoNormal><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Em suma, como 
organização da sociedade civil, o MNDH está atento e envidará todos os esforços 
para que as conquistas democráticas avancem sem qualquer passo 
atrás.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Brasília, 11 de 
janeiro de 2010.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN 
style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt"><o:p>&nbsp;</o:p></SPAN></P>
<P style="TEXT-ALIGN: right; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal 
align=right><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 10pt">Movimento Nacional 
de Direitos Humanos (MNDH) <o:p></o:p></SPAN></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><o:p><FONT 
face=Calibri>&nbsp;</FONT></o:p></P></DIV>
<P>
<HR>

<P></P><BR>
<P>
<HR>

<P></P><BR>Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.<BR>Verificado por 
AVG - www.avgbrasil.com.br <BR>Versão: 8.5.432 / Banco de dados de vírus: 
270.14.134/2614 - Data de Lançamento: 01/11/10 13:29:00<BR></BODY></HTML>