<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD>
<META content="text/html; charset=utf-8" http-equiv=Content-Type>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702"></HEAD>
<BODY style="BACKGROUND-COLOR: #fff" bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>.........................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV>
<TABLE border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0 width=560>
<TBODY>
<TR>
<TD>
<DIV id=ImgNoticia><IMG style="HEIGHT: 112px" alt=""
src="http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/n_tit7.jpg" width=501
height=97></DIV></TD></TR>
<TR>
<TD>
<DIV id=TextoNoticia>
<TABLE border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0 width="560%">
<TBODY>
<TR>
<TD>
<P class=fontGeral><SPAN style="FONT-SIZE: 8pt">Publicada
em:06/01/2010 </SPAN></P></TD></TR>
<TR>
<TD> </TD></TR>
<TR>
<TD width=560>
<P class=fontDestaque><IMG alt=""
src="http://www.diretodaredacao.com/site/images/icon.gif" width=18
height=11><SPAN
style="FONT-FAMILY: Garamond; FONT-SIZE: 18pt"><STRONG>LULA, UM
FILHO DO BRASIL</STRONG></SPAN></P></TD></TR>
<TR>
<TD width=560><BR><BR>
<P class=fontGeralNoticias align=justify><SPAN
style="FONT-FAMILY: Georgia">Recife (PE) - Há menos de 48 horas,
assisti ao filme “Lula, o filho do Brasil”. Essa é uma obra que a
gente vê com algumas idéias prévias, porque nunca, na história, se
falou tão mal de um filme. Nos jornais, na tevê, nas revistas, antes
da estréia o filme que não conhecíamos era propaganda eleitoral,
vigarice, com uso desonesto da máquina pública. Hoje, nos jornais, o
filme mudou para a categoria de obra medíocre, indigna de ser vista.
Nos textos e chamadas vem agora a mensagem que não é mais
subliminar: “Grande público, corra desse filme”. Sabemos todos
quanto os meios de comunicação prezam a inteligência e sensibilidade
humana. <BR><BR>Então o colunista, que faz parte desse grande
público, concluiu: se falam tão mal, e com tamanha insistência, a
obra tem valor. E por isso fui, e vi. <BR><BR>Já no começo, há um
choque no peito, que toma conta da gente, enquanto vê as cenas:
terra seca, brasileiros partindo de pau-de-arara rumo a uma
tentativa de vida melhor. Como tantos e muitos outros até hoje,
poderia ser dito, é certo, mas com a diferença, e aí é que vem o
maior choque, o saber que um desses brasileiros partiu da carência
de tudo para chegar a ser o presidente mais popular do mundo. É como
se fosse uma fábula real. Melhor: é uma fábula verdadeira, é um
Andersen de final feliz, o patinho menos que feio se transformar em
muito mais que um cisne. <BR><BR>Mas então a gente pigarreia,
espanta a emoção, e cai em outras imagens comoventes. Em conceitos
moventes, que movem toda a gente. Por exemplo, as ideias dos pobres
na crença do valor do trabalho. Em um tempo de tanta sacanagem, como
são bem-vindas essas lições/ideias. Há uma cena irresistível, quando
o Lula adolescente suja com óleo o macacão limpo, para se exibir à
vizinhança e à mãe. Eu sou um trabalhador, mãe. Eu agora sou gente.
Ela sorri. E vem crescendo com ele, a partir daí, até ser
ultrapassada pela vida do rebento, a pessoa dessa mãe. Ela, ali como
aqui, ali como em todo lugar, é uma fundadora de personalidade.
<BR><BR>No entanto, não existe apelação, apelo sentimental,
sentimentalismo em “Lula, o filho do Brasil”. Os olhos mais críticos
já fizeram a justa observação de que o filme é desprovido de ritmo
ou tensão dramática. Ou seja, nele não há um conflito básico, ou
conflitos cruciais desenvolvidos à emoção veloz ou com paciência
multiplicados. Nem mesmo, o que seria propaganda pura, mas dentro da
“gloriosa” tradição de Hollywood, o herói sozinho contra o resto do
mundo, o self-made-man típico, que se faz só. É inesquecível a cena
do discurso no estádio, quando um alto-falante coletivo é construído
pela multidão de sindicalistas, que gritam em sucessivas ondas um
discurso. <BR><BR>No filme não há tampouco o cara de moral
incorruptível. Pelo contrário, em mais de uma oportunidade, vemos a
sobrevivência esperta a favor do humano. Assim, um filho mente para
o pai analfabeto, e escreve o contrário da vontade do pai, quando
escreve à mãe que venha para São Paulo. (“Venha para não morrer”,
sabemos.) Ou quando Lula, um secretário do sindicato, usa de toda a
argúcia para ganhar o coração da mulher por quem está apaixonado.
<BR><BR>É verdade que em mais de uma ocasião a gente vê o personagem
Lula transbordar das imagens, porque sabemos algo de sua história e
importância. Então sentimos, percebemos o personagem ir além das
margens extremas da tela. Isso não se dá só pela duração do filme,
pela quantidade de anos de vida selecionados – isso se faz pelos
momentos essenciais que ficam ocultos. As coisas mais cruas e duras
são omitidas. Por exemplo, quando o Lula menino pegou da boca de um
colega o chiclete mascado. Por exemplo, quando bebeu da água que até
os animais rejeitam. Ou a intensidade da dor de ver a mulher falecer
de parto, como tantos pobres do Brasil já viram, e jamais tiveram a
sua dor expressa. <BR><BR>É horrível o esquemático – o corte de
qualquer filme na construção de um personagem gera insatisfação. Os
recursos com que a literatura conta não sobrevivem na cirurgia da
montagem. Pior, a escolha nem sempre é a mais sensível, onde cortar,
onde avultar, onde crescer. Lula, o personagem, sabemos todos, é
maior que o PT, é bem maior que o sindicalismo, porque ele vem com a
força da história, como uma encarnação da força que o povo tem. Dos
muitos severinos, joões, marias e lindus. <BR><BR>No fim do filme,
na imagem imóvel da posse presidencial, ouvimos Luiz Gonzaga. Então
nos levantamos, muito contra a vontade, com uma certeza: toda a
luta, a luta toda valeu a pena. “Só trazia a coragem e a cara,
viajando num pau-de-arara”, ouvimos. E concluímos, em silêncio: eu
penei, mas aqui cheguei. </SPAN><BR><BR></P></TD></TR>
<TR>
<TD><IMG style="HEIGHT: 82px" alt=""
src="http://www.diretodaredacao.com/site/noticias/biograf7.gif"
width=507 height=74> <BR><BR><STRONG>Leia outras postagens do autor
em: <A href="http://urarianoms.blog.uol.com.br/"
target=_blank>Sapoti da Japaranduba</A></STRONG></TD></TR>
<TR>
<TD>
<P> </P></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV>
<DIV><BR><BR></DIV>
<DIV style="POSITION: relative" id=ygrp-mlmsg>
<DIV style="Z-INDEX: 1" id=ygrp-msg>
<P></P><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~-->
<DIV style="HEIGHT: 0px; COLOR: #fff">__._,_.___</DIV>.</DIV></DIV><IMG
src="http://geo.yahoo.com/serv?s=97490437/grpId=18028573/grpspId=2137112815/msgId=49390/stime=1262822762/nc1=1/nc2=2/nc3=3"
width=1 height=1> <BR>
<DIV style="HEIGHT: 0px; COLOR: #fff">__,_._,___</DIV><!--~-|**|PrettyHtmlEnd|**|-~--><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~-->
<STYLE type=text/css>#ygrp-mkp {
        BORDER-BOTTOM: #d8d8d8 1px solid; BORDER-LEFT: #d8d8d8 1px solid; PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 10px 0px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: Arial; BORDER-TOP: #d8d8d8 1px solid; BORDER-RIGHT: #d8d8d8 1px solid; PADDING-TOP: 0px
}
#ygrp-mkp HR {
        BORDER-BOTTOM: #d8d8d8 1px solid; BORDER-LEFT: #d8d8d8 1px solid; BORDER-TOP: #d8d8d8 1px solid; BORDER-RIGHT: #d8d8d8 1px solid
}
#ygrp-mkp #hd {
        LINE-HEIGHT: 122%; MARGIN: 10px 0px; COLOR: #628c2a; FONT-SIZE: 85%; FONT-WEIGHT: 700
}
#ygrp-mkp #ads {
        MARGIN-BOTTOM: 10px
}
#ygrp-mkp .ad {
        PADDING-BOTTOM: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-TOP: 0px
}
#ygrp-mkp .ad A {
        COLOR: #0000ff; TEXT-DECORATION: none
}
#ygrp-sponsor #ygrp-lc {
        FONT-FAMILY: Arial
}
#ygrp-sponsor #ygrp-lc #hd {
        LINE-HEIGHT: 122%; MARGIN: 10px 0px; FONT-SIZE: 78%; FONT-WEIGHT: 700
}
#ygrp-sponsor #ygrp-lc .ad {
        PADDING-BOTTOM: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-BOTTOM: 10px; PADDING-TOP: 0px
}
A {
        COLOR: #1e66ae
}
#actions {
        PADDING-BOTTOM: 10px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 11px; PADDING-TOP: 10px
}
#activity {
        PADDING-BOTTOM: 10px; BACKGROUND-COLOR: #e0ecee; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-RIGHT: 10px; FONT-FAMILY: Verdana; FLOAT: left; FONT-SIZE: 10px; PADDING-TOP: 10px
}
#activity SPAN {
        FONT-WEIGHT: 700
}
#activity SPAN:first-child {
        TEXT-TRANSFORM: uppercase
}
#activity SPAN A {
        COLOR: #5085b6; TEXT-DECORATION: none
}
#activity SPAN SPAN {
        COLOR: #ff7900
}
#activity SPAN .underline {
        TEXT-DECORATION: underline
}
.attach {
        PADDING-BOTTOM: 10px; PADDING-LEFT: 0px; WIDTH: 400px; PADDING-RIGHT: 0px; DISPLAY: table; FONT-FAMILY: Arial; CLEAR: both; FONT-SIZE: 12px; PADDING-TOP: 10px
}
.attach DIV A {
        TEXT-DECORATION: none
}
.attach IMG {
        BORDER-BOTTOM-STYLE: none; BORDER-RIGHT-STYLE: none; PADDING-RIGHT: 5px; BORDER-TOP-STYLE: none; BORDER-LEFT-STYLE: none
}
.attach LABEL {
        DISPLAY: block; MARGIN-BOTTOM: 5px
}
.attach LABEL A {
        TEXT-DECORATION: none
}
BLOCKQUOTE {
        MARGIN: 0px 0px 0px 4px
}
.bold {
        FONT-FAMILY: Arial; FONT-SIZE: 13px; FONT-WEIGHT: 700
}
.bold A {
        TEXT-DECORATION: none
}
DD.last P A {
        FONT-FAMILY: Verdana; FONT-WEIGHT: 700
}
DD.last P SPAN {
        FONT-FAMILY: Verdana; FONT-WEIGHT: 700; MARGIN-RIGHT: 10px
}
DD.last P SPAN.yshortcuts {
        MARGIN-RIGHT: 0px
}
DIV.attach-table DIV DIV A {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.attach-table {
        WIDTH: 400px
}
DIV.file-title A {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.file-title A:active {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.file-title A:hover {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.file-title A:visited {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.photo-title A {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.photo-title A:active {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.photo-title A:hover {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV.photo-title A:visited {
        TEXT-DECORATION: none
}
DIV#ygrp-mlmsg #ygrp-msg P A SPAN.yshortcuts {
        FONT-FAMILY: Verdana; FONT-SIZE: 10px; FONT-WEIGHT: normal
}
.green {
        COLOR: #628c2a
}
.MsoNormal {
        MARGIN: 0px
}
o {
        FONT-SIZE: 0px
}
#photos DIV {
        WIDTH: 72px; FLOAT: left
}
#photos DIV DIV {
        BORDER-BOTTOM: #666666 1px solid; BORDER-LEFT: #666666 1px solid; WIDTH: 62px; HEIGHT: 62px; OVERFLOW: hidden; BORDER-TOP: #666666 1px solid; BORDER-RIGHT: #666666 1px solid
}
#photos DIV LABEL {
        TEXT-ALIGN: center; WIDTH: 64px; WHITE-SPACE: nowrap; COLOR: #666666; FONT-SIZE: 10px; OVERFLOW: hidden
}
#reco-category {
        FONT-SIZE: 77%
}
#reco-desc {
        FONT-SIZE: 77%
}
.replbq {
        MARGIN: 4px
}
#ygrp-actbar DIV A:first-child {
        PADDING-RIGHT: 5px; MARGIN-RIGHT: 2px
}
#ygrp-mlmsg {
        FONT-FAMILY: Arial, helvetica,clean, sans-serif; FONT-SIZE: small
}
#ygrp-mlmsg TABLE {
        
}
#ygrp-mlmsg SELECT {
        FONT: 99% Arial, Helvetica, clean, sans-serif
}
INPUT {
        FONT: 99% Arial, Helvetica, clean, sans-serif
}
TEXTAREA {
        FONT: 99% Arial, Helvetica, clean, sans-serif
}
#ygrp-mlmsg PRE {
        FONT: 100% monospace
}
CODE {
        FONT: 100% monospace
}
#ygrp-mlmsg * {
        LINE-HEIGHT: 1.22em
}
#ygrp-mlmsg #logo {
        PADDING-BOTTOM: 10px
}
#ygrp-mlmsg A {
        COLOR: #1e66ae
}
#ygrp-msg P A {
        FONT-FAMILY: Verdana
}
#ygrp-msg P#attach-count SPAN {
        COLOR: #1e66ae; FONT-WEIGHT: 700
}
#ygrp-reco #reco-head {
        COLOR: #ff7900; FONT-WEIGHT: 700
}
#ygrp-reco {
        PADDING-BOTTOM: 0px; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; MARGIN-BOTTOM: 20px; PADDING-TOP: 0px
}
#ygrp-sponsor #ov LI A {
        FONT-SIZE: 130%; TEXT-DECORATION: none
}
#ygrp-sponsor #ov LI {
        PADDING-BOTTOM: 6px; LIST-STYLE-TYPE: square; PADDING-LEFT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; FONT-SIZE: 77%; PADDING-TOP: 6px
}
#ygrp-sponsor #ov UL {
        PADDING-BOTTOM: 0px; MARGIN: 0px; PADDING-LEFT: 8px; PADDING-RIGHT: 0px; PADDING-TOP: 0px
}
#ygrp-text {
        FONT-FAMILY: Georgia
}
#ygrp-text P {
        MARGIN: 0px 0px 1em
}
#ygrp-text TT {
        FONT-SIZE: 120%
}
#ygrp-vital UL LI:unknown {
        BORDER-RIGHT-STYLE: none !important
}
</STYLE>
<!--~-|**|PrettyHtmlEnd|**|-~--><!-- end group email -->
<P></P></BODY></HTML>