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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte>Carta
O Berro<FONT
size=3>..............................................................repassem</FONT></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><FONT color=#ff0000 size=6
face=Forte></FONT><BR></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><FONT size=2 face=Arial><STRONG>Jornal valor
economico 24 dez 09</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial><STRONG></STRONG></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial><STRONG>BUNGUE ADQUIRE CINCO USINAS DO GRUPO
MOEMA</STRONG></FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>A multinacional Bungue fechou ontem , em São
paulo, um dos maiores acordos do setor sucroalcooleiro do país, ao adquirir
cinco das seis usinas do Grupo Moema, com sede em Orinduva-SP.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>O negocio calculado em 1,5 bilhões de
dolares nem sequer envolveu dinheiro, apenas foi entregue açoes da empresa
da bolsa de Nova Iorque aos vendedores brasileiros.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>As cinco usinas vem processando ao redor de 13,5
milhões de toneladas de cana por ano.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>As Usinas estao localizadas em Orindiuva-SP;
Frutal-MG; Ourooeste-SP; Pontes Gestal-SP e Itagagipe-MG.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>O grupo paulista era controlado pelas tradicionais
familias Maurilio Biaggi e Eduardo Diniz Junqueira que agora saem do
ramo.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>Ja a empresa transnacional norte-americana amplia
seus negocios na cana, pois ela ja controlava a Usina Santa Juliana, no
Triangulo mineiro aonde processava 2,5 milhões de toneladas de
cana.</FONT></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial>E estão em construção outros dois projetos de
Usinas de etanol, a <STRONG>Usina Pedro afonso, no estado do Tocantins</STRONG>,
que vai começar a operar em 2010, e a <STRONG>Usina mote Verde, em Ponta
Porã, Mato grosso do sul, fornteira seca com Paraguai. Essa ultima tera
capacidade de 1,4 milhões de toneladas de cana e deve entrar em operação em
2012.</STRONG></FONT></DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial><STRONG>C</STRONG></FONT><FONT color=#000000><FONT
size=2 face=Arial><STRONG>AMPO ATRAI UM TERÇO DO INVESTIMENTO ESTRANGEIRO
</STRONG></FONT></DIV>
<DIV>
<DIV>
<TABLE summary="detalhe notícia" detalhe="notícia">
<TBODY>
<TR>
<TD><FONT size=2 face=Arial><STRONG>ESTRANGEIROS ACELERAM APORTES NO
CAMPO</STRONG> </FONT></TD></TR>
<TR class=clipping-generico>
<TD><FONT size=2 face=Arial>Autor(es): Mauro Zanatta</FONT></TD></TR>
<TR class=clipping-generico>
<TD><FONT size=2 face=Arial>Valor Econômico - 29/12/2009</FONT></TD></TR>
<TR>
<TD><FONT size=2 face=Arial> </FONT></TD></TR>
<TR>
<TD>
<P class=titulo><FONT size=2 face=Arial></FONT><SPAN class=data_noticias>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O
agronegócio brasileiro tem passado por um profundo processo de
"estrangeirização" nos últimos sete anos. <STRONG>De 2002 a 2008, as
atividades ligadas ao campo receberam US$ 46,9 bilhões</STRONG> em
investimentos diretos estrangeiros (IED), revela um estudo inédito do
Banco Central. O valor equivale a 29,5% do IED total líquido ingressado no
país no período, e a maior parte foi empregada na ampliação das operações
da agroindústria fornecedora de insumos agropecuários.</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O
movimento de "internacionalização" das cadeias produtivas nacionais tem
respaldo no avanço da concentração da posse da terra em mãos de poucos
brasileiros e a atração cada vez maior de estrangeiros para esse tipo de
investimento. <STRONG>Nos 11 Estados responsáveis por 90% desses
registros, há 1.396 municípios com comunicado oficial de terras compradas
por estrangeiros,</STRONG> segundo cadastro do Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) - 124 desses municípios têm metade
das áreas de médias e grandes propriedades em nome de estrangeiros. No
total, há 3,6 milhões de hectares em mãos estrangeiras nas regiões Sul e
Centro-Oeste, além de São Paulo, Minas, Bahia, Pará, Tocantins e
Amazonas.</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O
capital internacional tem buscado, no Brasil, o alto potencial das terras
locais para produzir commodities e matérias-primas para biocombustíveis.
Mas o dinheiro estrangeiro também mira a valorização dessas terras. As
recentes incorporações das usinas da Santelisa Vale pela francesa Louis
Dreyfus e do grupo Moema pela americana Bunge reforçam a tendência de
consolidação da presença estrangeira (ver matérias abaixo). No ano
passado, mesmo com a crise financeira global e a queda dos preços das
commodities em relação às máximas pré-debacle, o agronegócio recebeu 20%
de todos os IEDs no Brasil.<STRONG> Em 2009, o BC projeta US$ 25 bilhões
de investimentos estrangeiros no país - e o campo deverá absorver entre
US$ 5 bilhões e US$ 7,5 bilhões do total.</STRONG></FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O Incra,
responsável pelo controle das informações da posse da terra no país, está
preocupado com o avanço estrangeiro. "A terra é um meio de produção
finito. Há uma forte disputa pela terra, que foi acirrada pelas crises
mundiais de energia e de alimentos", avalia o presidente do Incra, Rolf
Hackbart. O estudo do BC aponta que o movimento de "internacionalização"
ajudou a elevar a produção doméstica no curto prazo, mas aumentou a
concentração agroindustrial e reduziu o valor da produção agrícola no
período. "A concentração elevada está associada aos investimentos
estrangeiros", diz Hackbart. A solução, segundo ele, seria aprovar regras
mais duras de controle sobre a posse dessas terras. "É preciso corrigir a
legislação para termos regras para aquisição de terras por estrangeiros.
Não é xenofobia, mas a defesa da nossa soberania sobre o uso dessas
terras".</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O
Palácio do Planalto avalia, desde 1997, alterar as regras para restringir
o capital estrangeiro na compra de terras. A Advocacia-Geral da União
(AGU) deve apresentar nova norma para equiparar empresas nacionais com
capital estrangeiro às companhias controladas por acionistas
não-residentes no país ou com sede no exterior. Em áreas situadas ao longo
da faixa de 150 quilômetros das fronteiras continuará necessária
autorização do Conselho de Defesa Nacional para aquisição e
arrendamento.</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>O estudo
do Banco Central alerta, ainda, que o processo de concentração da produção
e das exportações do agronegócio tem contribuído para elevar as diferenças
regionais na geração de riqueza. Além disso, o BC afirma que a indústria
de insumos tem pressionado para baixo os preços ao produtor. Quanto maior
o IED na agroindústria, menor o valor da produção agropecuária. A cada
aumento de 1% no IED no segmento, haveria redução de 0,22% na produção,
diz o estudo. Isso porque, explica o BC, a concentração agroindustrial,
via fusões ou aquisições, eleva o poder das empresas e reduz os ganhos dos
produtores.</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>Na
análise do setor, o BC constata que os IEDs direcionam aportes para um
grupo reduzido de produtos, como algodão, carnes, soja, óleo, etanol,
açúcar e sucos de frutas, cuja participação no comércio internacional é
relevante. A avaliação do BC também aponta que o setor ainda é bastante
dependente da importação de insumos, como matérias-primas para adubos.
Fatores como abundância de terras, competitividade e produtividade do
agronegócio nacional têm atraído cada vez mais investimentos estrangeiros
ao país.</FONT></P>
<P class=conteudo_mat_categ align=justify><FONT size=2 face=Arial>Um
impacto positivo desse movimento é o desempenho das exportações. O BC
calcula que a cada 1% de aumento nas exportações do setor, a produção
agrícola cresceria 0,35%. A cada dólar investido na agropecuária, a
produção aumenta R$ 18,90. E a cada dólar exportado, esse valor quase
dobra para R$ 1,80. "Mas isso fortalece a dependência dos produtores
brasileiros da produção de commodities para exportação e as estratégias
das empresas globais", diz o estudo.</FONT></P>
<P><FONT size=2 face=Arial></FONT> </P>
<P><FONT size=2
face=Arial></FONT> </P></SPAN></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></FONT></DIV>
<P><FONT size=2 face=Arial></FONT></P></BODY></HTML>