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<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=5 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
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title=beatrice.lista@elo.com.br href="mailto:beatrice.lista@elo.com.br">beatrice
elo</A> </DIV></DIV>
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<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=castorphoto@terra.com.br href="mailto:castorphoto@terra.com.br">Castor
Filho</A> </DIV>
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<TD width="100%"><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt"><STRONG><A
href="http://www.esquerda.net/content/view/14759/1/"
target=_blank><FONT color=#3333ff>O legado de 1989 nos dois
hemisférios</FONT> </A></STRONG></SPAN></TD>
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<P align=justify>27-Dez-2009 </P></TD></TR>
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<P align=justify><STRONG><IMG
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title="Noam Chomsky, filósofo e activista político."
alt="Noam Chomsky, filósofo e activista político."
src="http://www.esquerda.net/images/stories/internacional/dezembro09/noam-chomsky_big.jpg"
width=59 height=80>O contraste entre a libertação dos
satélites da União Soviética e o esmagamento da esperança nos
estados clientes dos EUA é impressionante e instrutivo – ainda
mais quando ampliamos a perspectiva. </STRONG><BR><BR>Por
<B>Noam Chomsky </B></P>
<P align=justify>Novembro marcou o aniversário de grandes
eventos em 1989: «o maior ano da história do mundo desde
1945», como o historiador britânico Timothy Garton Ash o
descreve. </P>
<P align=justify>Naquele ano, «tudo mudou», escreve Garton
Ash. As reformas de Mikhail Gorbachev na Rússia e a sua
«impressionante renúncia do uso da força» levaram à queda do
Muro de Berlim, em 9 de Novembro – e à libertação da Europa
Oriental da tirania russa. Os elogios são merecidos, os
eventos, memoráveis. Mas perspectivas alternativas podem ser
reveladoras. </P>
<P align=justify>A chanceler alemã, Angela Merkel, forneceu –
sem querer – uma tal perspectiva, quando apelou a todos nós
para «usar este dom inestimável da liberdade para ultrapassar
os muros do nosso tempo». Uma forma de seguir o seu bom
conselho seria desmantelar o muro maciço, superando o muro de
Berlim em escala e comprimento, que serpenteia actualmente
através do território da Palestina, em violação do direito
internacional. </P>
<P align=justify>O “muro de anexação”, como deveria ser
chamado, é justificado em termos de “segurança” – a
racionalização por defeito para muitas das acções do Estado.
Se a segurança fosse a preocupação, o muro teria sido
construído ao longo da fronteira e tornado inexpugnável. O
propósito desta monstruosidade, construído com o apoio dos EUA
e a cumplicidade europeia, é permitir que Israel se aposse de
valiosa terra palestiniana e dos principais recursos hídricos
da região, negando assim qualquer existência nacional viável à
população autóctone da antiga Palestina. </P>
<P align=justify>Outra perspectiva sobre 1989 vem de Thomas
Carothers, um académico que trabalhou em programas de “reforço
da democracia” na administração do antigo presidente Ronald
Reagan. Depois de rever o registo, Carothers concluiu que
todos os líderes dos EUA foram «esquizofrénicos» – apoiando a
democracia quando se conforma aos objectivos estratégicos e
económicos dos EUA, como nos satélites soviéticos, mas não nos
estados clientes dos EUA. </P>
<P align=justify>Esta perspectiva é dramaticamente confirmada
pela recente comemoração dos acontecimentos de Novembro de
1989. A queda do muro de Berlim foi comemorada com razão, mas
houve pouca atenção ao que aconteceu uma semana mais tarde: em
16 de Novembro, em El Salvador, o assassinato de seis
importantes intelectuais latino-americanos, padres jesuítas,
juntamente com a sua cozinheira e sua filha, pelo batalhão de
elite Atlacatl, armado pelos EUA, fresco do treino renovado na
Escola de Guerra Especial JFK, em Fort Bragg, Carolina do
Norte. </P>
<P align=justify>O batalhão e seus esbirros já tinham
compilado um registoo sangrento ao longo da terrível década
que começou em 1980 em El Salvador com o assassinato,
praticamente às mesmas mãos, de Dom Oscar Romero, conhecido
como “a voz dos sem voz”. Durante a década da “guerra contra o
terrorismo” declarada pelo governo Reagan, o horror foi
semelhante em toda a América Central. </P>
<P align=justify>O reinado de tortura, assassinato e
destruição na região deixou centenas de milhares de mortos. O
contraste entre a libertação dos satélites da União Soviética
e o esmagamento da esperança nos estados clientes dos EUA é
impressionante e instrutivo – ainda mais quando ampliamos a
perspectiva. </P>
<P align=justify>O assassinato dos intelectuais jesuítas
trouxe praticamente o fim à “teologia da libertação”, o
renascimento do cristianismo que tinha as suas raízes modernas
nas iniciativas do Papa João XXIII e do Vaticano II, que ele
inaugurou em 1962. O Vaticano II «deu início a uma nova era na
história da Igreja Católica», escreveu o teólogo Hans Kung. Os
bispos latino-americanos adoptaram a «opção preferencial pelos
pobres». Assim, os bispos renovaram o pacifismo radical do
Evangelho que tinha sido posto de lado quando o imperador
Constantino estabeleceu o cristianismo como a religião do
Império Romano – «uma revolução» que, em menos de um século,
transformou «a igreja perseguida numa «Igreja perseguidora»,
de acordo com Kung. </P>
<P align=justify>No renascimento pós-Vaticano II, os
sacerdotes latino-americanos, freiras e leigos levaram a
mensagem do Evangelho aos pobres e perseguidos, reuniram-nos
em comunidades, e encorajaram-nos a tomar o destino nas suas
próprias mãos. A reacção a essa heresia foi a repressão
violenta. No decurso do terror e do massacre, os praticantes
da Teologia da Libertação foram o alvo principal. Entre eles
estão os seis mártires da Igreja, cuja execução há 20 anos é
agora comemorada com um silêncio retumbante, praticamente não
quebrado. </P>
<P align=justify>No mês passado, em Berlim, os três
presidentes mais envolvidos na queda do Muro – George H. W.
Bush, Mikhail Gorbachev e Helmut Kohl – discutiram quem merece
crédito. </P>
<P align=justify>«Eu sei agora como o céu nos ajudou», disse
Kohl. George H. W. Bush elogiou o povo da Alemanha Oriental,
que «por muito tempo foi privado dos seus direitos dados por
Deus». Gorbachev sugeriu que os Estados Unidos precisam da sua
própria Perestroika. </P>
<P align=justify>Não existem dúvidas sobre a responsabilidade
pela demolição da tentativa de reavivar a igreja do Evangelho
na América Latina durante a década de 1980. A Escola das
Américas (desde então renomeada Instituto do Hemisfério
Ocidental para Cooperação de Segurança) em Fort Benning, na
Geórgia, que treina oficiais latino-americanos, anuncia
orgulhosamente que o Exército dos EUA ajudou a «derrotar a
teologia da libertação» – assistida, com certeza, pelo
Vaticano, utilizando a mão suave da expulsão e da supressão.
</P>
<P align=justify>A sinistra campanha para reverter a heresia
posta em movimento pelo Concílio Vaticano II recebeu uma
incomparável expressão literária na parábola do Grande
Inquisidor em Os Irmãos Karamazov de Dostoievski. </P>
<P align=justify>Nessa história, situada em Sevilha no
«momento mais terrível da Inquisição», Jesus Cristo aparece
subitamente nas ruas, «de mansinho, sem ser observado, e
contudo, por estranho que pareça, toda a gente o reconheceu» e
foi «irresistivelmente atraída para ele». </P>
<P align=justify>O Grande Inquisidor «ordena aos guardas:
Prendam-No e levem-No» para a prisão. Lá, ele acusa Cristo de
vir «prejudicar-nos» na grande obra de destruir as ideias
subversivas de liberdade e comunidade. Nós não Te seguimos, o
Inquisidor admoesta Jesus, mas sim a Roma e à «espada de
César». Procuramos ser os únicos governantes da Terra para que
possamos ensinar à «fraca e vil» multidão que «só será livre
quando renunciar à sua liberdade para nós e se submeter a
nós». Então, eles serão tímidos e assustados e felizes. </P>
<P align=justify>Assim, amanhã, diz o inquisidor: «Devo
queimar-Te». Por fim, no entanto, o Inquisidor abranda e
liberta-«O nos becos escuros da cidade». </P>
<P align=justify>Os alunos da Escola das Américas não
praticaram tal misericórdia. </P>
<P align=justify>Fonte: <A
href="http://www.inthesetimes.com/article/5260/the_legacy_of_1989_in_two_hemispheres/"
target=_blank>In These Times </A><BR>Artigo traduzido por
<B>Infoalternativa.org</B>.
</P></TD></TR></TBODY></TABLE></TD></TR></TBODY></TABLE><A
href="http://www.esquerda.net/content/view/14759/1/" target=_blank><FONT
color=#3333ff>http://www.esquerda.net/content/view/14759/1/</FONT></A></TD></TR></TBODY></TABLE><BR></DIV></DIV><BR></DIV><BR><BR
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