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<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial"><FONT color=#ff0000 size=6><STRONG><EM>Carta O
Berro</EM></STRONG></FONT>.......................................repassem<BR></DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=urarianoms@uol.com.br href="mailto:urarianoms@uol.com.br">urarianoms</A>
</DIV>
<DIV> </DIV></DIV><SPAN style="DISPLAY: none"> </SPAN> <!--~-|**|PrettyHtmlStartT|**|-~-->
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<DIV style="Z-INDEX: 1" id=ygrp-msg><!--~-|**|PrettyHtmlEndT|**|-~-->
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<P>
<P><BR>Leitura, infelizmente, <WBR>necessária. </P>
<P><WBR>Do blog Os Hermanos, do Estadão, <A
href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios/">http://blog.<WBR>estadao.com.<WBR>br/blog/arielpal<WBR>acios/</A> <BR><BR></P>
<H2>12.09</H2>
<P> </P><!-- POST TITLE :: BEGIN -->
<DIV class=blgPost>
<DIV class=blgPostTitle><A title="Link permanente para o post"
href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios?title=julgamento_de_astiz_o_garoto_mimado_da_d&more=1&c=1&tb=1&pb=1"><IMG
alt="Link permanente"
src="http://blog.estadao.com.br/blog/skins/padrao/img/icon_minipost.gif"
width=12 height=9></A> <A
href="http://blog.estadao.com.br/blog/arielpalacios?title=julgamento_de_astiz_o_garoto_mimado_da_d&more=1&c=1&tb=1&pb=1">Julgamento
de Astiz, </A><IMG alt=astz
src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/astiz.jpg" width=198
height=273><BR><EM>O anjo loiro da morte. Retrato do sequestrador quando
jovem</EM></DIV>
<P>O “garoto mimado” da última Ditadura Militar argentina (1976-83), o
ex-capitão Alfredo Astiz, está sendo julgado desde a sexta-feira passada por
sequestros, torturas e assassinatos de civis durante o regime militar. Conhecido
entre suas vítimas como <EM>“O anjo loiro da morte”</EM> – e também como <EM>“O
Corvo”</EM> - Astiz está sendo acompanhado no banco dos réus por outros 18
ex-integrantes da ditadura – também acusados de crimes durante a ditadura - que
operavam com ele no Grupo de Tarefas 3.3.2.</P>
<P>A base do grupo era a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), o maior centro
clandestino de torturas do regime militar, situado no bairro portenho de
Núñez.</P>
<P>Astiz era uma das estrelas da ESMA, já que as missões mais complexas eram
encomendadas ao jovem oficial pelos integrantes da alta hierarquia militar.</P>
<P>As estimativas indicam que 5.000 prisioneiros civis passaram pela ESMA, dos
quais sobreviveram menos de 170.</P>
<P>Um total de 280 testemunhas comparecerão perante o tribunal, incluindo vários
sobreviventes da ESMA. Fontes dos tribunais indicaram que o julgamento de Astiz
e seus companheiros poderia prolongar-se por um período de seis meses a um
ano.</P>
<P>No primeiro dia de julgamento oral e público Astiz provocou o público
levantando um livro que levava consigo. O título: "Voltar a matar".</P>
<P>Entre os outros ex-militares que também estão sendo julgados estão Alfredo
Donda Tigel - que sequestrou seu próprio irmão e a cunhada, os assassinou e
ficou com suas filhas - além Jorge <EM>“El Tigre”</EM> Acosta, famoso por
estuprar as prisioneiras.</P>
<P>Astiz é considerado o ex-integrante da ditadura com o perfil psicológico mais
intrincado. “Ele tinha absoluta certeza que estava destinado a grandes missões
em sua vida...ele achava que era um cavaleiro nas Cruzadas!”, disse ao
<STRONG>Estado</STRONG> Miriam Lewin, uma das sobreviventes da ESMA,
ex-prisioneira de Astiz e autora do livro <EM>“Esse inferno”</EM>, sobre a
passagem de várias prisioneiras mulheres nesse centro de torturas.</P>
<P>Outra sobrevivente, Sara Osatinsky relatou que o centro da vida do loiro
oficial era a ESMA: “em uma ocasião Astiz saiu de férias, mas voltou quatro dias
depois, pois havia descoberto que não podia compartilhar suas atividades com os
amigos. Por isso passou o resto de suas férias na ESMA, conosco”.</P>
<P>Astiz apreciava reunir os prisioneiros para que estes ouvissem suas longas
dissertações nas quais argumentava que os africanos eram “racialmente
inferiores”.</P>
<P>Diversas testemunhas indicam que, enquanto outros repressores somente ficavam
na ESMA o tempo suficiente para o “trabalho”, Astiz desfrutava do cheiro de
urina e fezes que emanava das celas, além dos gritos dos torturados.</P>
<P>Protegido pela cúpula militar, Astiz foi recompensado por seus serviços
durante o período mais intenso de repressão com o cargo de governador das ilhas
Geórgias durante a Guerra das Malvinas, em 1982. No entanto, essas ilhas foram o
primeiro ponto recuperado pelos britânicos durante o conflito bélico.</P>
<P>Após um único tiro de bazuca disparado pelos britânicos, Astiz desistiu de
resistir. Com com um copo cheio de whisky em uma das mãos, assinou a rendição
incondicional.</P>
<P><IMG alt=asrirendee
src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/astiz-surrender.jpg" width=418
height=214><BR><EM>Astiz rende-se rapidamente aos britânicos durante a Guerra
das Malvinas</EM></P>
<P>Astiz foi beneficiado em 1986 e 1987 com as leis de perdão aos militares
(leis de ponto final e de obediência devida). Solteiro, ao longo dos anos 90 era
visto com frequência em discotecas. Mas, por ser reconhecido facilmente, Astiz
também foi alvo de freqüentes socos e cusparadas dos jovens que dançavam nesses
lugares.</P>
<P>Em 1998 Astiz concedeu sua primeira e última entrevista à imprensa, gerando
intensa polêmica. Em declarações à revista <EM>“Trespuntos”</EM>, o ex-capitão
definiu-se como <EM>“o melhor homem para matar um presidente”</EM>.</P>
<P><STRONG>FREIRAS E GARGALHADA</STRONG><BR>Astiz foi responsável pelo
assassinato de três fundadoras das Mães da Praça de Mayo, entre elas, Azucena
Villaflor. Ele também é requerido por vários tribunais na Europa. Na Itália, ele
foi acusado de ter sido o autor do desaparecimento de três cidadãos italianos em
território argentino durante o regime militar.Em 1990 a Justiça francesa
condenou o ex-capitão - à revelia - à prisão perpétua pela morte das freiras
francesas Alice Domon e Leonie Duquet.</P>
<P>As duas freiras foram sequestradas em uma operação planejada por Astiz, que
com suas suas feições de “menino bem-comportado” infiltrou-se na organização de
defesa dos Direitos Humanos das Mães da Praça de Maio, fazendo-se passar pelo
irmão de um desaparecido. A cara ingênua de Astiz convenceu as Mães, que somente
perceberam quem ele era tempos depois. Sob este disfarce, Astiz recolheu
informações e decidiu que as duas religiosas idosas deveriam ser eliminadas.</P>
<P>Astiz também é procurado pela Justiça da Suécia, já que durante uma operação
para sequestrar militantes de esquerda, ele e seu grupo entraram na casa de uma
estudante na Grande Buenos Aires. Ali estava Dagmar Hagelin, uma jovem sueca,
amiga da estudante procurada pelos militares. A adolescente fugiu dos
repressores e foi derrubada com um tiro certeiro de Astiz na nuca. O oficial, ao
comprovar sua pontaria – segundo testemunhas - soltou uma gargalhada.</P>
<P><IMG alt=esmahoje
src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogastizesma.jpg" width=418
height=313><BR><EM>Pátio da Esma, com a presença de cadetes e oficiais, nos anos
70</EM></P>
<P><STRONG>ESMA FOI O MAIOR CENTRO DE TORTURAS DA AMÉRICA DO SUL</STRONG><BR>Dos
651 campos de concentração da Ditadura, a ESMA tornou-se o mais emblemático.
Dentro da cidade de Buenos Aires, a poucos quarteirões do estádio Monumental de
Núñez, foi o cenário das torturas mais cruéis do regime militar.</P>
<P>A ESMA, segundo o jornalista e analista político Eduardo Aliverti, era “um
clube de perversão”.</P>
<P>Enquanto que nos outros campos de concentração os militares recorriam a
métodos “clássicos” como o fuzilamento, na ESMA os oficiais da Marinha,
“eliminavam” os prisioneiros por meio dos <EM>“vôos da morte”</EM>. Esta era a
denominação da modalidade de jogar os prisioneiros dos aviões em pleno voô sobre
o rio da Prata ou o Oceano Atlântico.</P>
<P>A ESMA também contava com um armazém onde eram acumulados os objetos
saqueados dos prisioneiros e suas famílias. Roupas, sapatos, eletrodomésticos,
quadros e antiguidades eram alguns dos frutos do saque realizado pelos militares
da ESMA.</P>
<P>A Marinha também organizou uma imobiliária clandestina que vendia as casas e
apartamentos dos “desaparecidos”. O dinheiro era embolsado pelos oficiais.</P>
<P><EM>“Viva Hitler”</EM>, <EM>“Nós somos deuses”</EM> eram algumas das frases
que os oficiais haviam pintado nas paredes das salas de tortura, onde também
violentavam as prisioneiras que minutos depois levavam – ainda em estado de
choque e sangrando – para jantar em uma churrascaria de luxo em pleno centro
portenho.</P>
<P>A jornalista Miriam Lewin, uma das sobreviventes da ESMA, relatou ao
<STRONG>Estado</STRONG> o <EM>modus operandi</EM> dos militares: “eles tinham
métodos muito refinados. Vários prisioneiros viram como torturavam seus bebês,
na sua frente, ameaçando esmagar a cabeça das crianças”.</P>
<P><IMG alt=maggio
src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogastizesmamaggio.jpg" width=350
height=256><BR><EM>Assinatura, em uma viga de uma das celas da Esma, do
prisioneiro Horacio Maggio, posteriormente assassinado</EM></P>
<P>Espalhados em 17 hectares, os diversos edifícios da ESMA que compõem o antigo
centro de torturas possuem nomes que indicam o humor negro dos oficiais:
<EM>“Avenida da Felicidade”, “Eldorado”, “O Capuz” e “O Pequeno Capuz”
</EM>(estes dois últimos, em alusão aos capuzes que os militares colocavam sobre
a cabeça dos prisioneiros, que freqüentemente ficavam semanas ou meses sem ver a
luz do dia).</P>
<P>A Escola de Mecânica da Armada está a poucos quarteirões do estádio
Monumental, do time River Plate.<BR>Durante a Copa do Mundo de 1978, os
prisioneiros podiam escutar desde suas celas as torcidas no estádio gritando
“gol”.</P>
<P>Nos dias de jogo os oficiais detinham as sessões de tortura para dedicar-se a
ver pela TV os embates futebolísticos. Quando os jogos concluíam, dedicavam-se
novamente a aplicar choques elétricos ou arrancar as unhas dos prisioneiros.</P>
<P><STRONG>ESQUIZOFRENIA</STRONG><BR><EM>“O comportamento desses militares era
uma coisa esquizofrênica”</EM>, disse ao <STRONG>Estado</STRONG> Graciela Daleo,
uma ex-prisioneira que no dia em que a Argentina venceu a Copa, foi levada pelos
oficiais para um “passeio” de celebração pelas avenidas da cidade.</P>
<P>Daleo, que havia sido torturada com requintes de crueldade, olhava a multidão
dançando pelas ruas. <EM>“Eu olhava pela janela do carro, rodeadas de oficiais
da Marinha, e pensava que se começasse a gritar às pessoas na rua que eu era uma
prisioneira política, ninguém daria bola para mim”.</EM> Após o passeio, Daleo
foi levada novamente à cela.</P>
<P>Grande parte dos prisioneiros ficavam encapuçados até seis meses
ininterruptos. Esta era uma forma dos carcereiros eliminarem qualquer noção de
tempo e espaço dos detidos.</P>
<P>Quase todos, antes de serem torturados recebiam uma refeição de boa
qualidade. Essa a “última ceia”, servida pelos oficiais com um sorriso de
sarcasmo. Depois, eram levados pela “Avenida da Felicidade”, tal como
denominavam o corredor que conectava os alojamentos dos prisioneiros com as
salas de torturas.</P>
<P>Logo, a longa seqüência de padecimentos começava com choques elétricos sobre
um colchão. As fortes descargas causavam pequenos “apagões” no resto das
instalações da Esma. Para que a condução elétrica fosse melhor, os oficiais de
Massera molhavam os corpos dos torturados.</P>
<P>Nos pavilhões onde amontoavam-se os prisoneiros, havia uma mistura de alívio
e desespero. <EM>“Você implorava que o companheiro fosse deixado em paz...mas,
ao mesmo tempo, sabia que quando isso acontecesse, você era o seguinte”</EM>,
explica Victor Basterra, um dos sobreviventes.</P>
<P><IMG alt=esmahioje
src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogastiz-esmahoje.jpg" width=418
height=278><BR><EM>Parte da frente da Esma, atualmente</EM></P>
<P><STRONG>AMPLO LEQUE DE TORTURAS</STRONG><BR>Depois dos choques, os
prisioneiros eram as vítimas do <EM>“submarino úmido”</EM>, que consistia em
colocar suas cabeças em baldes d’água cheios de urina, fezes e outros dejetos.
Os oficiais também aplicavam o <EM>“submarino seco”</EM>, ou seja, a asfixia com
uma bolsa de plástico.</P>
<P>Uma das mais temidas era o <EM>“saca-rolhas”</EM>, que consistia na
introdução de um aparelho pela via anal, que ao ser puxado para fora, arrastava
junto as vísceras.</P>
<P>Algumas torturas eram inesperadas. Os homens de Massera dedicavam várias
horas para imaginar novas formas de atormentar os prisioneiros. Uma manhã, os
detidos ficaram perplexos ao ver que os oficiais levavam uma motocicleta até o
porão onde estavam. Nas horas seguintes, os militares, montados na moto,
divertiram-se circulando pelo salão passando por cima dos prisioneiros, deitados
no chão a modo de paralelepípedos.</P>
<P>Teresa, uma das prisioneiras que morreu na Esma e cujo sobrenome é
desconhecido, era violada cada vez que ia ao banheiro. <EM>“Se ela ia uma vez, a
estupravam nessa ocasião. Mas, se, horas depois, ia de novo, era novamente
violada. Todas as vezes que ia ao banheiro, era impreterivelmente estuprada.
Todas”</EM>, relata Enrique Fuckman, ex-detido das masmorras da Esma.</P>
<P><IMG alt=dgmar src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/dagmar.jpg"
width=290 height=321><BR><EM>Dagmar Hagelin, a adolescente estudante sueca
vítima de Astiz</EM></P>
<P><STRONG>‘ASTIZ DAVA UM PRESENTE DE ANIVERSÁRIO PARA UM PRISIONEIRO.<WBR>..E
DEPOIS O LEVAVA À SALA DE TORTURA’</STRONG></P>
<P><EM>“O Verdugo – Astiz, um soldado do terrorismo de Estado”</EM> é a mais
recente biografia não-autorizada de Alfredo Astiz. Seu autor, o jornalista Jorge
Camarasa, famoso nos anos 90 por seus livros sobre nazista na Argentina, em
entrevista ao <STRONG>Estado</STRONG>, conversou sobre a intrincada
personalidade de Astiz, a quem define de “sinistro paradigma do terrorismo de
Estado”.</P>
<P><STRONG>Estado: Como definiria a relação de Astiz com suas vítimas e seu
trabalho?</STRONG></P>
<P>Camarasa: Astiz possuía uma série de patologias. Ele costumava recordar os
aniversários de alguns prisioneiros, aos quais levava presentes na ESMA! Era uma
relação de amor-ódio muito complexa. Astiz era capaz de realizar coisas
estranhas como levar um prisioneiro a um restaurante, e depois transportá-lo
para o lugar onde seria torturado...<WBR>e ele pretendia que fosse uma espécie
de relação na qual todos seriam amigos!</P>
<P><STRONG>Estado: Astiz pertence aquele grupo de ex-torturadores e
ex-sequestradores que consideram que seus atos durante a ditadura foram uma
‘missão divina’? Ou o enquadraria como um ‘aproveitador’ das
circunstâncias?</STRONG></P>
<P>Camarasa: Era um aproveitador. Ele limitava-se a cumprir as ordens que
recebia, sem jamais questionar se elas estavam bem ou mal. Se o patrão de Astiz
tivesse sido outro governo, outro regime, com certeza ele teria agido da mesma
forma.</P>
<P><STRONG>Estado: Astiz foi um garoto mimado da ditadura? O almirante Massera o
encarregou de realizar complexas tarefas de espionagem, apesar de ser muito
jovem...o ditador e general Leopoldo Galtieri, durante a Guerra das Malvinas, o
colocou como comandante das ilhas Geórgias do Sul....</STRONG></P>
<P>Camarasa: Foi mais do que um garoto mimado. Isso tem a ver com a formação de
Astiz. Ele foi um oficial treinado nos Estados Unidos, além da Escola das
Américas. Era um cara com instrução militar acima de seu camaradas.</P>
<P><STRONG>Estado: Qual foi o destino de Dagmar Hagelin?</STRONG></P>
<P>Camarasa: Sabemos detalhes da operação na qual Dagmar foi pega. Mas não
sabemos se morreu na hora, se foi levada viva e posteriormente torturada. E
depois morta.</P>
<P><IMG alt=esma src="http://blog.estadao.com.br/blog/media/blogesma.jpg"
width=283 height=186></P>
<P><STRONG>............<WBR>.........<WBR>.........<WBR>.........<WBR>.........<WBR>.........<WBR>.........<WBR>.<BR></STRONG></P></DIV></DIV></DIV></DIV>
<P>
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