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<DIV><FONT color=#ff0000 size=6 face=Forte>Carta O Berro<FONT
size=3>...............................................................repassem</FONT></FONT> </DIV>
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<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><VAR><FONT
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<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><VAR><FONT color=#ff0000
size=5><STRONG>O Vermelho</STRONG></FONT></VAR></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><VAR></VAR> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><VAR>18 de Novembro de 2009 -
0h15</VAR><EM> e 25 de novembro de 2009<o:p></o:p></EM></P>
<H1 style="MARGIN: auto 0cm">Diógenes Arruda: O guerreiro sem repouso
(1)<o:p></o:p></H1>
<ADDRESS>Augusto Buonicore *<o:p></o:p></ADDRESS>
<H2 style="MARGIN: auto 0cm">“O senhor sabe: sertão é onde manda quem é forte,
com as astúcias. Deus mesmo, quando vier, que venha armado!” Riobaldo, Grandes
Sertões Veredas. <o:p></o:p></H2>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><IMG border=0 hspace=0 alt=""
align=baseline
src="cid:0FA21504DFB14521B68542C4291E13FB@vcaixe"><BR><BR><I>(Diógenes Arruda
quando dirigente na Bahia)</I><BR><BR>Era 25 de novembro de 1979, o aeroporto de
Congonhas estava cheio de pessoas vindas de todas as partes do Estado de São
Paulo. O clima era de festa. Dentro de alguns minutos desembarcaria ali o
principal dirigente do PC do Brasil, João Amazonas, que acabava de voltar do
exílio. À frente da comissão de recepção estavam duas históricas lideranças
comunistas, José Duarte e Diógenes Arruda. <BR><BR>Contudo, a alegria logo se
transformaria em tristeza. A emoção do reencontro com velhos amigos abalou o
fraco coração do bravo guerreiro pernambucano. Ainda no carro que o levaria ao
ato político em homenagem ao camarada João Amazonas, Arruda começou a passar mal
e faleceu. <BR><BR>O enterro acabou se transformando na primeira manifestação
pública realizada pelo PCdoB. O caixão foi coberto por uma bandeira vermelha
estampada com a foice e o martelo. Na beira do túmulo, Elza Monnerat – recém
libertada da prisão – falou em nome dos comunistas brasileiros. “Juntamente com
as flores da nossa saudade, declarou ela, deixamos o nosso adeus de despedida.
Mas um adeus que é também um compromisso de honra. O compromisso de que,
quaisquer que sejam as vicissitudes, levaremos adiante a bandeira que ele sempre
defendeu. A bandeira do Partido, a bandeira do socialismo”.
<BR><BR><B>Pernambuco, Bahia </B><BR><BR>Diógenes Alves de Arruda Câmara nasceu
em 23 de dezembro de 1914 no pequeno município de Afogados de Ingazeira, sertão
de Pernambuco. Um lugar marcado pela pobreza e pela violência. Era neto de um
dos coronéis da região e os primeiros presentes que lembrava ter ganhado do seu
pai eram um revolver e um punhal. Com eles deveria defender sua vida e a honra
da família. Afirmou Arruda: “Eu vivia na minha infância aquelas histórias de
cangaceiros, aquelas lutas no sertão. E, assim, eu me criei sem ter medo de
polícia, sem ter medo da luta”. O comunista Arruda Câmara continuou sendo a vida
toda aquele menino sertanejo, com suas virtudes e vicissitudes. <BR><BR>Em 1930
mudou-se para Recife e ingressou no curso de Engenharia. Um primo, que estudava
medicina, o introduziu na literatura socialista. Leu, entre outras coisas, “Um
engenheiro Brasileiro na Rússia” e se tornou simpatizante do comunismo. Alguns
anos mais tarde, em 1934, ingressou no Partido Comunista do Brasil (PCB).
<BR><BR>No final desse mesmo ano mudou-se para a Bahia. Em Salvador
matriculou-se no curso de Engenharia Agronômica. Entre 1936 e 1938 foi um
atuante líder estudantil, participando do Diretório Acadêmico da Faculdade de
Engenharia e da União dos Estudantes da Bahia (UEB). <BR>Teve um papel destacado
na campanha em defesa da siderurgia nacional. Segundo João Falcão, ele “foi a
mola mestra da semana (em defesa da siderurgia nacional), coordenando os
trabalhos das diversas comissões selecionando os oradores. Arruda mobilizou o
diretório da Escola de Agronomia, da qual era aluno, para se colocar à frente da
organização do evento”. Esse foi “o maior trabalho de massa realizado até então
pela frente legal”. <BR><BR>Quando o mesmo João Falcão teve a idéia de criar uma
revista político-cultural, Arruda foi um dos seus principais incentivadores. Foi
ele quem sugeriu que ela se chamasse Seiva. A publicação expressaria o
pensamento da corrente democrática e antifascista da Bahia. Para burlar a
censura, deveria ser dirigida por pessoas que não fossem identificadas com o
Partido. Mas, atrás dos panos, Arruda ajudava na coleta e seleção dos artigos.
Seiva foi a primeira revista legal dirigida pelos comunistas durante o Estado
Novo e ajudou divulgar suas idéias entre setores mais amplos da sociedade.
Transformou-se num importante instrumento na luta contra o fascismo.
<BR><BR>Logo após o golpe do Estado Novo, ocorrido em novembro de 1937, Arruda
foi preso. Ficou cerca de três meses na cadeia e não prestou nenhuma informação
aos seus algozes. Assim, a polícia não conseguiu nenhuma prova de suas ligações
com o Partido Comunista. Devido a sua combatividade e grande capacidade de
organização, passou a compor o secretariado regional do PCB, chegando a ser
indicado para sua secretaria-geral. Nessa época se enamorou – e, depois, casou -
com a estudante de direito Aldeir (Déa) Paraguassú. <BR>Sob a direção enérgica
de Arruda, os comunistas da Bahia se tornaram os mais organizados do país. Nas
vésperas do Primeiro de Maio de 1940, eles inundaram Salvador com faixas
vermelhas dizendo “Abaixo o Estado Novo!”, “Abaixo a guerra e o fascismo!” e
“Liberdade para Prestes!”. A ousadia daqueles jovens, que embaraçou o
interventor e o chefe da polícia, custaria bastante caro. Poucos dias depois
Arruda foi preso novamente. <BR><BR>Desta vez as coisas foram mais complicadas.
Ele foi torturado por dois longos meses e passou mais oito meses incomunicável.
Muitos temeram por sua vida. Graças ao seu comportamento exemplar, não houve
nenhuma queda importante no estado. O partido praticamente se manteve intacto.
<BR><BR>Após sair da prisão, seguindo orientação da direção nacional,
transferiu-se para São Paulo. O objetivo era ajudar na reorganização do Partido
que fora desbaratado pela polícia. Naquele momento Domingos Brás era o único
membro do Comitê Central em liberdade. Mesmo ele seria preso pouco tempo depois.
O fascista Felinto Miller gabava-se de ter eliminado o Partido Comunista do
Brasil. Os últimos acontecimentos pareciam dar-lhes razão. Mas
...<BR><BR><B>Reconstruindo o Partido Comunista</B><BR><BR>Como podemos
suspeitar, a tarefa de Arruda não seria nada fácil. “Eu era um pau-de-arara,
afirmou Arruda, vinha com uma roupazinha de brim, no mês de abril, um frio que
até minhas rótulas tremiam”. Continuou ele: “nós comíamos chuchu de manhã,
chuchu à noite, chuchu a semana inteira, chuchu o mês inteiro. Não tínhamos
outra coisa para comer senão chuchu com arroz e sal”. Além do mais, ele não
tinha contatos com os comunistas paulistas. O clima era de muita desconfiança
diante de tantas prisões inexplicáveis. Suspeitava-se que havia infiltração
policial no interior do Partido. <BR><BR>Numa entrevista, dada poucos meses
antes de morrer, Arruda contou como foi o início da reorganização partidária em
São Paulo: “Depois de 1935, todo Comitê Regional caiu. Parece que o inimigo
cortava a cabeça do Partido (...) e deixava algumas pontas para que eles
pudessem acompanhar e golpear o Comitê Regional. Era assim todo ano – 1936, 37,
38, 39, 40, 41. Que fazer? Eu tracei um plano: botar de lado o velho partido,
que a polícia tinha indicação, e fazer um Partido novo. Não tinha outra maneira.
Então, tive que me apoiar nos baianos. Fui chamando baianos para São Paulo”.
<BR><BR>Já na viagem havia trazido consigo o amigo Armênio Guedes. Depois chamou
um camarada ligado ao trabalho junto à comunidade judaica visando estabelecer
contatos nessa frente. Arruda tinha constatado que nessa colônia as quedas
haviam sido pequenas. Uma prova que não havia infiltração policial. A mesma
coisa acontecia com os imigrantes lituanos, compostos basicamente de operários.
Justamente por ali deveria começar o trabalho. Outro baiano que viria para São
Paulo era o médico Milton Caires de Brito, que mais tarde comporia o
secretariado do Comitê Central. <BR><BR>No início de 1942, junto com João
Falcão, viajou à Argentina para restabelecer contatos com o Secretariado
Sul-Americano da Internacional Comunista (IC). Em Buenos Aires se encontraram
com Rodolfo Ghioldi e Victório Codovilla. Várias reuniões ocorreram entre os
dirigentes da Internacional e os comunistas brasileiros. Quando estavam ali
receberam a notícia que o governo brasileiro tinha rompido relações diplomáticas
com a Alemanha nazista e havia se iniciado uma grande campanha popular exigindo
a declaração imediata de guerra às potências do Eixo. <BR><BR>A linha política
aprovada em Buenos Aires era a de construir uma União Nacional, ao lado do
governo Vargas, contra as potências nazi-fascistas e seus aliados internos
(quinta-coluna). Arruda, rapidamente, voltou ao país com essa diretiva e a
tarefa de apressar a reorganização do PC do Brasil. Como membro da direção
paulista, procurou contatar com um ativo grupo de comunistas cariocas, comandado
por Maurício Grabóis e Amarilio Vasconcelos. A relação foi estabelecida com a
ajuda de Leôncio Basbaum. <BR><BR>Constituiu-se, a partir de então, a Comissão
Nacional de Organização do Partido (CNOP). A ela se agregaram dois jovens
comunistas, fugitivos das prisões paraenses, João Amazonas e Pedro Pomar. Estava
formado o núcleo principal de dirigentes que reorganizaria e, ao lado de
Prestes, dirigiria o Partido até meados da década de 1950. <BR><BR>A principal
tarefa dessa comissão era a organizar da 3ª Conferência Nacional do PC do
Brasil, que foi realizada clandestinamente em 1943. Arruda foi eleito secretário
nacional de organização, tornando-se, nesse período, o primeiro homem da
hierarquia partidária. Sinal da importância que tinha tido naquele difícil
processo. <BR><BR>Com a conquista da anistia e o fim do Estado Novo, o Partido
Comunista emergiu como uma poderosa força política nacional, conquistando cerca
de 10% dos votos nas eleições de 1945. Elegeu um senador e mais 14 deputados
federais. Arruda candidatou-se pela Bahia e não conseguiu eleger-se. Contudo,
nas eleições complementares de 1947, ele e Pedro Pomar elegeram-se deputados
federais por São Paulo. Os dois foram candidatos pela legenda do Partido Social
Progressista (PSP) de Ademar de Barros. Nessa época, o Partido Comunista já
estava ameaçado de perder o seu registro. <BR><BR>Após a cassação dos seus
parlamentares, os comunistas foram obrigados a entrar na clandestinidade. Arruda
e Pomar, embora tolhidos em sua ação, continuaram exercendo seus mandatos até o
final de 1950. <BR><BR>O impacto das medidas repressivas do governo Dutra e o
desencantamento com a tática de viés reformista adotada anteriormente - que
teria conduzido a uma séria derrota -, levou os comunistas a adotar uma linha
política esquerdista. A principal expressão disso foi o “Manifesto de Agosto” de
1950. Nele Prestes defendia que a única alternativa para o povo era a
constituição de uma Frente Democrática de Libertação Nacional e o
desencadeamento imediato da luta armada contra o governo de plantão, Dutra e
depois Vargas. A estratégia era, nitidamente, inspirada no processo da revolução
chinesa que acabava de ser vitoriosa. <BR>Arruda esteve ainda à frente da
organização do 4º Congresso do PCB em 1954. Foi ele que apresentou o informe
mais importante que tratava do novo programa – o primeiro desde a sua fundação.
Até 1943 o programa dos Partidos Comunistas era o da Internacional Comunista. Só
com a dissolução deste órgão foi que começaram a surgir os programas nacionais.
<BR><BR>As concepções voluntaristas e esquerdistas, especialmente entre 1949 e
1954, conduziram a posições sectárias e métodos autoritários no relacionamento
com as outras forças políticas, inclusive às do campo democrático, nacional e
popular. Os trabalhistas e socialistas independentes foram tratados como agentes
do imperialismo norte-americanos e como forças a serem combatidas.
<BR><BR>Diante da ausência de Prestes, recolhido à clandestinidade e fora da
direção cotidiana, coube a Arruda impor essa linha ao conjunto do Partido. Por
isso mesmo, acabou se transformando na “bete noir” do comunismo brasileiro.
Exemplo do autoritarismo no tratamento das divergências internas e mesmo na
condução do trabalho de direção. Foi denominado, pejorativamente, de “Stalin
brasileiro” ou “pequeno Stalin”. <BR><BR><B>Anos terríveis </B><BR><BR>Podemos
dizer que, no início da década de 1950, Arruda vivia o auge do seu prestígio
enquanto dirigente nacional do Partido Comunista. O escritor Jorge Amado
dedicou-lhe “Subterrâneos da Liberdade”, trilogia na qual ele era um dos
personagens mais significativos, o camarada André. Contudo, as coisas estavam
prestes a mudar drasticamente para ele e o Partido que ajudara a organizar. As
origens dessa reviravolta estariam no próprio interior do Partido Comunista da
União Soviética (PCUS), considerado a vanguarda da revolução mundial. <BR><BR>O
20º Congresso do PCUS, realizado em fevereiro de 1956, teve muita importância
para o movimento comunista internacional e brasileiro. Ele mudou a linha
política predominante até então, passando advogar a transição pacífica ao
socialismo e apostar num longo período de coexistência e competição pacífica
entre o bloco socialista, capitaneado pela URSS, e o imperialismo estadunidense.
<BR><BR>Numa sessão secreta daquele Congresso, o secretário-geral Nikita Krushov
apresentou um polêmico relatório no qual denunciava os erros e os crimes
cometidos por Stalin. <BR>Estranhamente, o conteúdo que era para ser sigiloso
vazou para as agências noticiosas internacionais e a informação chegou antes
mesmo que os delegados estrangeiros pudessem voltar aos seus países e comunicar
Para suas direções o que havia ocorrido. <BR><BR>No caso brasileiro as coisas
foram ainda mais graves. Arruda – que era o representante brasileiro naquele
congresso – acabou viajando para China antes de retornar ao Brasil. A viagem,
que durou vários meses, fazia parte de uma programação oficial. Contudo, a
gravidade do momento exigia sua volta imediata. Quando, finalmente, ele chegou
os jornais burgueses já haviam publicado o relatório “secreto” e a direção do
PCB negado categoricamente sua autenticidade. Abriu-se então uma grande crise no
interior do movimento comunista brasileiro, a maior de sua história.<BR><BR>O
núcleo dirigente - composto por Prestes, Arruda, Grabóis, Amazonas e Marighella
– foi duramente criticado em artigos publicados na própria imprensa partidária e
nas primeiras reuniões do Comitê Central convocadas para tratar do 20º
Congresso. O principal alvo dos ataques foi o secretário nacional de
organização. <BR><BR>Em 1957 Arruda, Grabóis e Amazonas foram destituídos da
Comissão Executiva, acusados de resistirem à nova linha expressa na resolução do
20º congresso e se recusarem a fazer autocrítica de sua atuação à frente do
Partido. No entanto, não era correta essa idéia que Arruda tenha se recusado
aderir às novas teses soviéticas e reconhecer os erros cometidos. Pelo
contrário, num artigo publicado na Voz Operária, ele fez uma humilhante
autocrítica de todas suas atitudes anteriores. Escreveu: “é muito grande e grave
a minha responsabilidade pessoal nas violações dos princípios do
marxismo-leninismo de organização e de direção, nas debilidades e falhas
ideológicas do Presidium e do secretariado, na condução do Partido, nos erros de
direção e nos reveses do Partido, de 1942 até hoje. Lutei, cometi erros e
revelei debilidades e, por isso, devo ser criticado e preciso autocriticar-me.
Estou disposto a me livrar das idéias incorretas e dos maus hábitos, a
transformar-me e renovar-me, pois será assim – e somente assim – poderei servir
bem ao Partido”. <BR><BR>Por isso, num primeiro momento, não deu seu apoio ao
grupo, encabeçado por Amazonas e Grabóis, que denunciava a nova política
partidária, acusando-a de reformista. Ainda, durante os debates do 5º Congresso
do PCB, realizado em 1960, somou-se à maioria do Comitê Central na defesa das
teses oficiais e na condenação aos seus críticos. Escreveu na Tribuna de Debates
um duro artigo intitulado “Estertores e mimetismo de tradição sectária”. Nele
criticava as posições defendidas por Grabóis, Amazonas e Pomar, embora não
citasse os nomes dos seus velhos camaradas. Sem dúvida, isso lhe causava
profundo desconforto. <BR><BR>A dura autocrítica e o alinhamento político com
Prestes, que ele admirava muito, não garantiram sua recondução ao Comitê
Central. E mais: Arruda não foi eleito para nenhum outro posto de direção – nem
regional nem municipal - e se tornou um simples militante de base. Mesmo quando,
entre 1961 e 1962, a crise interna agravou-se e ocorreu a cisão dando origem a
dois partidos comunistas, o Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e o Partido
Comunista Brasileiro (PCB), Arruda manteve-se eqüidistante daquele conflito.
Essa neutralidade, no entanto, não duraria muito tempo.</P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><o:p> </o:p></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><VAR>25 de Novembro de 2009 -
0h02</VAR> <o:p></o:p></P>
<H1 style="MARGIN: auto 0cm">Diógenes Arruda Câmara: O guerreiro sem repouso
(2)<o:p></o:p></H1>
<ADDRESS>Augusto Buonicore *<o:p></o:p></ADDRESS>
<H2 style="MARGIN: auto 0cm">“Certa vez, quando estávamos na China em pleno
inverno, um fio de lascar, 39º abaixo de zero, olhávamos pela janela e tudo lá
fora estava completamente branco, coberto de neve. Foi aí que vi Diógenes à
beira da janela com lágrimas escorrendo pelo rosto. Como poucas vezes o vi
chorar, perguntei: O que foi meu nego? Ai ele me disse: - Tereza, será que está
chovendo no sertão?” Depoimento de Tereza da Costa Rego, companheira de Arruda.
<o:p></o:p></H2>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><B>Retomando os laços
perdidos</B><BR><BR>Após sair do Comitê Central no V Congresso do Partido
Comunista do Brasil (PCB), Diógenes Arruda começou a trabalhar num escritório de
planejamento na cidade de São Paulo. Em 1963, voltou a Pernambuco para
assessorar o governador Miguel Arraes e realizar alguns projetos junto a
SUDENE.<BR><BR>Ainda existem dúvidas sobre quando ele reingressou no PC do
Brasil. João Amazonas, numa entrevista, descreveu a retomada dos contatos com o
velho amigo: “Arruda ainda não tinha conseguido compreender a reorganização do
Partido. Então, eu e Maurício Grabóis, passado algum tempo (...) fomos a casa
dele e tivemos uma longa conversa. E o Arruda de cara fechada com a gente.
Então, eu disse: ‘Você tem importância para o Partido. (...) O teu lugar é aqui
e não fora daqui’. O Arruda conversou, conversou e foi mudando sua fisionomia.
Na hora que saímos, lá vem ele andando conosco; uma distância grande até que nós
pegássemos o ônibus. Então, o Arruda tinha reencontrado o seu partido”.
<BR><BR>Por outro lado, o líder do PC brasileiro, Gregório Bezerra, falou de um
fato ocorrido no dia do golpe militar de 1964: “Fui até a redação da Folha do
Povo, mas não encontrei nenhum camarada. (...). Quando vou saindo, dou de cara
com o camarada Diógenes Arruda Câmara, que diz: ‘Vim apresentar-me para a luta.
Cumprirei qualquer tarefa que o partido me confiar. <BR>Disponham de mim para
tudo’. Eu tinha um pé atrás com esse companheiro (...) mas, diante de sua
atitude de homem de partido, passei a respeitá-lo como verdadeiro revolucionário
comunista”. Contudo, não houve resistência popular à altura da necessidade.
Arruda deve ter se perguntado: qual teria sido a razão daquela derrota?
<BR><BR>Sendo uma figura de esquerda, odiada pelas forças conservadoras, Arruda
teve que se esconder. Primeiro refugiou-se no litoral norte de Pernambuco;
depois, no Mosteiro de São Bento em Olinda. O local foi conseguido por Tereza
Costa Rego, uma amiga que logo se tornou sua companheira.<BR><BR>Eles se
conheceram em 1962 e dizem que foi amor à primeira vista. O problema é que ela
era casada e tinha duas filhas. Pertencia a uma tradicional família
pernambucana. Isso fez cair sobre ela todos os preconceitos de uma sociedade
patriarcal e conservadora. Foi deserdada e perdeu a guarda das filhas. Como o
amor que sentiam era maior, mandaram tudo para os ares. Tiveram que atravessar a
via crucis da incompreensão familiar e o terror ditatorial. <BR><BR>Arruda e
Tereza se mudaram para São Paulo. Foi uma verdadeira revolução na vida dela.
Afirmou ela: “fui morar com ele, saindo de uma casa com 11 empregados, para um
apartamento que tinha 4 por 6 metros, uma mini-cozinha e um banheiro. O
apartamento tinha um monte de livros até o teto, um colchão no chão e um ramo de
rosas sobre ele”. Agora em situação legal, Arruda passou a trabalhar num
escritório de planejamento urbano.<BR><BR><B>De novo com os
estudantes</B><BR><BR>Muito provavelmente, ele já tivesse reatado os contactos
com aqueles que reorganizaram o PCdoB, embora ainda não tivesse se decidido pela
reintegração àquela organização. Isso explicaria o fato de ter procurado
Gregório Bezerra e se colocado à disposição para resistir ao golpe militar em
Recife. <BR><BR>Também podemos supor que a gravidade da derrota sofrida naquele
primeiro de abril de 1964 – uma derrota sem luta - tenha o levado a se decidir
pelo reingresso no PC do Brasil. Afinal, este havia sido o Partido que mais
criticara as ilusões reformistas predominantes na esquerda brasileira. As teses
em voga que apregoavam a transição e a coexistência pacíficas sofreram um forte
desgaste. A chamada burguesia nacional, tida como aliada preferencial na
primeira etapa da revolução, mostrou toda sua pusilanimidade. O esquema militar
de Jango, que muitos se fiavam, demonstrou-se ilusório. A estratégia política
defendida pelo PCB, aos olhos de vários setores de esquerda, havia fracassado.
<BR><BR>Por isso, vários militantes abandonaram o PC Brasileiro e aderiram ao PC
do Brasil. Comitês inteiros trocaram de Partido, como aconteceu no Ceará e
Maranhão. Um pouco mais tarde ingressou o pessoal do Comitê Marítimo e a Maioria
Revolucionária do Comitê Regional da Guanabara, ambos ligados ao PCB. O pequeno
PCdoB começava a ganhar musculatura. <BR><BR>A entrada de Arruda, no entanto,
seria o pivô de mais uma polêmica. O pessoal que estava formando a Ala Vermelha
acusava a direção de querer mudar o estatuto na VI Conferência (1966) para
permitir o ingresso de Arruda diretamente no Comitê Central, sem precisar ter
militado em uma organização de base. As acusações não tinham fundamento: 1º
Arruda era um veterano comunista, que teve uma ação importante nas bases
partidárias; 2º Ele não passou compor a direção nacional logo após a
conferência. Isso só viria acontecer muitos anos depois. <BR>Portanto, o que
sabemos é que Arruda já estava de volta em 1966 e colaborava com a direção
regional de São Paulo. Ficou responsável por dar assistência às bases
estudantis. Assumiu a nova tarefa num momento bastante difícil. A Ala Vermelha –
que havia sido expulsa do PCdoB - tinha causado grande estrago ao levar consigo
parte da militância nessa frente. Tratava-se, então, de reorganizar o trabalho.
Era quase um recomeço para um homem que já tinha 54 anos dos quais 33 dedicados
à construção do Partido Comunista. <BR><BR>Um jovem que conviveu com ele
naqueles dias foi Dalmo Ribas. O Arruda, afirmou ele, “começou dar assistência
ao movimento estudantil em 1967. Nessa ocasião nós estávamos bastante
desgastados com o ‘racha’ (da Ala Vermelha). Minha lembrança mais antiga me
reporta à reunião em que fomos apresentados pelo jornalista e dirigente regional
Armando Gimenez. Nessa ocasião era totalmente vedado ao militante especular quem
era quem. Se alguém ousasse perguntar, isso valeria uma admoestação:
‘curiosidade é coisa de policial’. Arruda trazia para as reuniões, muita
história do Partido. Somente após sua prisão é que soubemos de quem se tratava”.
<BR><BR><B>Prisão, tortura e resistência </B><BR><BR>Com a promulgação do AI-5,
em dezembro de 1968, o regime se tornou ainda mais ditatorial. As prisões,
torturas e assassinatos passaram a compor o cotidiano dos militantes de
oposição. Fechava-se o cerco sobre as organizações de esquerda. O destino de
Arruda começou a ser decidido quando um casal de militantes esqueceu uma pasta
de documentos partidários dentro de um táxi. Através deles descobriu-se a casa
na qual se reunia o pessoal do PCdoB. Os policiais ocuparam a residência,
prenderam a moradora e montaram uma tocaia. <BR>Em 11 de novembro, quando Arruda
bateu na porta foi cercado por quase uma dezena de policiais fortemente armados.
Eram agentes da temida Operação Bandeirantes (OBAN). Arruda foi barbaramente
seviciado nos porões do DOPS e do CENIMAR. Durante as sessões de tortura teve
duas paradas cardíacas, perdeu uma das vistas e seus dedos foram quebrados.
Ficou tuberculoso e perdeu mais da metade de sua capacidade pulmonar. Mesmo
assim não se rendeu. Não disse uma palavra que pudesse comprometer seus
camaradas ou o Partido. Teve um comportamento exemplar e transformou-se num
símbolo da resistência contra a ditadura. <BR><BR>Na sua defesa diante da
auditoria militar declarou: “Sou dirigente comunista. Não presto contas senão ao
meu partido e ao povo. Minhas idéias marxistas e minha honra têm maior valor que
minha vida (...). Acredito que um dirigente comunista não se deixa abalar pelo
suplício e tudo pode suportar por suas idéias, pois está plantando uma seara que
irá frutificar (...) um mundo de pães e rosas”. Apesar de tudo que diziam dele,
Arruda se tornou uma pessoa muito querida entre jovens de todas as correntes
políticas. É consenso entre aqueles que o conheceram que, apesar do jeito às
vezes grosseiro, tinha um grande coração. <BR><BR>Descrevo uma cena narrada por
um de seus companheiros de cárcere. Numa noite muito fria, o jovem preso tentava
dormir quando sentiu algo e, discretamente, abriu os olhos. Era Arruda que,
silenciosamente, o tinha coberto com seu único cobertor. Nada de estranho se
aquele garoto não fosse um militante da Ala Vermelha, um racha do PCdoB. O nome
dele era Alípio Freire. <BR><BR>Arruda foi libertado em 21 de março de 1972.
Diante do seu estado físico, foi solto na certeza que morreria em breve.
Novamente, os esbirros da repressão erraram. Arruda sobreviveu e continuou o seu
combate. Contudo, uma nova prisão lhe seria fatal. Então, a direção solicitou
que ele deixasse o país e fosse ajudar no setor de relações internacionais,
colaborando na divulgação da Guerrilha do Araguaia que havia se iniciado.
<BR><BR><B>Santiago, Buenos Aires e Paris </B><BR><BR>Arruda, Tereza e filhos
atravessaram a fronteira da Argentina como se fosse uma família abastada. Em
seguida foram para o Chile, presidido pelo socialista Salvador Allende. O
pessoal do PCdoB articulou com outros exilados a construção de um comitê de
solidariedade à luta do povo brasileiro. Criaram o boletim “Jornadas da Luta
Popular”, que se transformou num instrumento de divulgação da resistência armada
no sul do Pará. Arruda e Dynéas Aguiar eram os principais animadores dessa
iniciativa. <BR><BR>Quando houve o golpe militar no Chile, em 11 de setembro de
1973, Arruda se refugiou na embaixada da Argentina. Este era um dos únicos
países democráticos ainda existentes no Cone Sul. Entre os refugiados
brasileiros estava Amarilio Vasconcelos, reorganizador do Partido Comunista em
1943, e um jovem militante comunista chamado Raul Carrion. Eles teriam que
esperar mais de um mês até que o asilo lhes fosse concedido.<BR><BR>Mesmo na
Argentina a situação estava mudando para pior. Em julho de 1974, o presidente
Perón morreu e em seu lugar assumiu Isabelita. Este foi um governo fraco que
permitiu o crescimento das ações terroristas, promovidas por grupos
paramilitares. A situação exigiu que Arruda fosse rapidamente retirado dali.
Depois de muita negociação ele conseguiu novo asilo na França. <BR><BR>Houve,
então, uma espécie de divisão das tarefas. Arruda cuidaria das relações com os
países da Europa e Dynéas com os da América Latina. Nessa condição visitou a
Albânia, Itália, Suécia e Portugal – e, também, a China. Nos países socialistas
Arruda era tratado como verdadeiro chefe de Estado. Em Portugal deu grande
contribuição na organização do Partido Comunista Português Reconstruído (PCP-R)
e da União Democrática e Popular (UDP). <BR><BR>Brasil as coisas haviam ficado
muito difíceis para o PCdoB. Entre 1972 e 1973 foi destroçada a comissão
nacional de organização. Tombaram assassinados os dirigentes Carlos Danielli,
Lincoln Oest, Luis Guilhardini e Lincoln Bicalho Roque. A ação repressiva tinha
por objetivo cortar ligações entre o partido e os guerrilheiros no Araguaia. Foi
nessa época que, visando preencher os vazios deixados na direção, Arruda
ingressou no Comitê Central. <BR><BR>A situação se agravaria ainda mais com a
derrota da Guerrilha e o assassinato da maioria dos seus combatentes, inclusive
do comandante Maurício Grabóis. Pouco tempo depois, em dezembro de 1976, caiu
nas mãos da repressão uma reunião do Comitê Central. Foram assassinados três
dirigentes - Pedro Pomar, Ângelo Arroyo e João Batista Drummond – e quase uma
dezena foi presa e torturada. A grande imprensa chegou anunciar o fim do PCdoB.
<BR><BR>Como ocorreu no início da década de 1940, o Partido Comunista do Brasil
deveria passar por um uma nova reorganização. Os dirigentes que estavam no
exterior – Amazonas, Arruda, Dynéas e Renato Rabelo – começaram a restabelecer
os contactos com os militantes e os comitês regionais que ainda resistiam no
interior do país. Em pouco tempo esse trabalho estava, no fundamental,
concluído. Para Arruda era preciso coroar esse esforço com a realização de uma
conferência nacional. A 7ª Conferência reuniu-se na Albânia entre 1978 e 1979. O
PC do Brasil, como a Fênix da mitologia parecia renascer das cinzas.
<BR><BR>Após a Chacina da Lapa, Arruda escreveu uma série de artigos sobre os
deveres da militância comunista. Esses artigos, posteriormente, foram publicados
em “A educação revolucionária do comunista” e cumpriram um grande papel na
formação ideológica dos comunistas nos estertores da ditadura militar. Uma de
suas frases que ficou famosa era: “Primeiro o partido. Depois a vida, se
possível!”. Consigna que os comunistas levaram muito a sério naqueles anos de
chumbo. <BR><BR>Outra característica de Arruda era a sua grande preocupação com
a formação teórica dos militantes comunistas. Sobre isso anos disse Amazonas:
“Onde Arruda chegava já estava pensando em fazer algumas palestras sobre
problemas teóricos e, em pouco tempo, organizava um curso (...) Foi o camarada
Arruda que iniciou os cursos Stalin. (...) Eles jogaram um papel importante na
formação dos quadros do nosso Partido (...). Depois, conseguiu que, na escola
Superior do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, se
realizassem cursos para os comunistas brasileiros. (...) Esse capital teórico
que adquirimos foi fruto da atividade do camarada Arruda”. Muitas pessoas
testemunharam que ele adorava organizar cursos e dar aulas para os jovens
estudantes na década de 1960. Mesmo no breve período que esteve na embaixada da
Argentina não deixou de dar suas palestras. Também deu aula de
marxismo-leninismo no presídio Tiradentes. Loreta Valadares, no seu livro
autobiográfico, comentou sobre os cursos que Arruda organizou em Buenos Aires e
na Albânia, para os exilados na Europa. <BR><BR><B>A volta do
guerreiro</B><BR><BR>O general Figueiredo, depois de resistir muito, anunciou
uma anistia parcial que excluía os autores dos chamados “crimes de sangue”. O
povo nas ruas protestou contra tal limitação e exigiu que ela fosse “ampla,
geral e irrestrita”. Os exilados se esforçaram para repercutir ao máximo a
campanha no exterior e isolar o regime. Arruda participou desse processo. Esteve
presente e falou no Congresso Internacional pela Anistia Ampla Geral e
Irrestrita, realizado em Roma em junho de 1979. <BR><BR>Em setembro daquele ano,
logo após a decretação da anistia, retornou ao Brasil e envolveu-se numa pesada
agenda política. Ele percorreu vários estados defendendo a ampliação da anistia
e a unidade da oposição contra a ditadura militar. No II Encontro pela Anistia,
realizado na Bahia, ocorreu um encontro simbólico. Na mesa de abertura
reuniram-se, pela primeira vez desde a divisão do movimento comunista
brasileiro, os camaradas Arruda, Prestes e Apolônio de Carvalho. <BR><BR>No dia
25 de novembro, Arruda estava muito ansioso, dormira mal a noite toda. Uma
coisa o preocupa: o regresso do principal dirigente do PCdoB, João
Amazonas. Nada poderia dar errado naquele dia. Chovia muito e uma multidão
tomava conta do aeroporto de Congonhas. Arruda logo se colocou ao lado do amigo
que acabava de chegar. Amazonas tinha uma aparência frágil e Arruda se
preocupava muito com sua segurança. A emoção e a tensão eram grandes naquele
local. As fotos tiradas naquele dia demonstram isso. <BR><BR>Ainda dentro do
carro que o levaria ao ato público, começou a passar mal. O coração sertanejo
marcado pelas torturas não resistiu e, pela primeira vez, entregou os pontos.
Arruda não viveria para ver as bandeiras vermelhas tomarem as praças na
memorável campanha das diretas, nem a derrota definitiva da ditadura militar,
nem a conquista da legalidade de seu partido. Contudo, nenhuma dessas vitórias
seria possível sem homens e mulheres como ele. <BR><BR>Quando estava preso
redigiu uma declaração ao tribunal militar. Ela resumiria, de maneira exemplar,
sua maneira revolucionária de encarar a vida: “Não me norteia a vida um viver
tranqüilo e pacato, um viver de aconchegos e comodidades, encerrado no círculo
estreito de interesses individuais. Meu caráter, meu temperamento, minhas
idéias, meus critérios de valor, meu senso político, tudo me preserva da
reflexão egoísta, do acomodamento circunstancial, do silêncio velhaco, do
servilismo oportunista, da sonegação da verdade. É difícil viver com dignidade,
mas somente assim vale a pena viver”. E, por esses critérios, viveu e morreu o
sertanejo comunista Diógenes Arruda Câmara.
<BR><BR><BR><B>Bibliografia</B><BR><BR>Arruda, Diógenes – A educação
revolucionária do comunista, Ed. Anita Garibaldi, 1982<BR>Bezerra, Gregório –
Memórias (2ª parte) Ed. Civilização Brasileira, 1979. <BR>Câmara, Cristina
Arruda – Um comunista em família: biografia de Diógenes da Arruda Câmara,
Monografia de conclusão de curso na faculdade de Comunicação da UFRJ, 1997.
<BR>Falcão, João – O Partido Comunista que eu conheci. Ed. Civilização
Brasileira, 1988.<BR>Bertolino, Osvaldo – Maurício Grabóis: uma vida de
combates, Ed. Anita Garibaldi, 2004 <BR>Souza, Cícero M & Andrade, Antonio
R. – “Comunismo a brasileira: a trajetória da utopia revolucionária de Diógenes
Arruda Câmara” In Universidade & Sociedade, nº19, maio/agosto de 1999.
UNB<BR>Valadares, Loreta – Estilhaços, Sec. Cultura e Turismo de Salvador,
2005<BR><BR><B>Documento</B><BR><BR>Declaração de Diógenes de Arruda Câmara ao
Conselho de Justiça da II Auditoria da II Circunscrição Jurídica Militar,
s/d<BR><BR><B>Entrevistas</B><BR><BR>Diógenes Arruda – Entrevista realizada
pelos jornalistas Albino Castro e Iza Freaza – Não chegou a ser publicada na
época. Descoberta por Osvaldo Bertolino foi publicada no sítio Vermelho.
<BR><BR>Tereza da Costa Rego – Entrevistas realizadas por Olívia Rangel (s/d) e
por Olivia Rangel e Osvaldo Bertolino em 25/05/2005<BR><BR>João Amazonas –
Entrevistas realizadas pela Comissão Especial sobre a história do PC do Brasil -
2001<BR><BR>Agradecemos também as informações prestadas por Dyneas Aguiar,
Alípio Freire, Dalmo Ribas e Raul Carrion.<BR> <BR><IMG border=0 hspace=0
alt="" align=baseline
src="cid:DC24652B3C7F4D54BB2AC02D9192BFCE@vcaixe"><BR><BR><I>Zé
Duarte, João Amazonas e Arruda quando Amazonas volta do exílio</I>
</P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><EM></EM> </P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT face=Arial><FONT
size=2>--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</FONT></FONT></P>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><FONT face=Arial><FONT
size=2><IMG
src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/augusto_buonicore159.jpg"
width=55 height=60><FONT size=3 face="Times New Roman"> </FONT></P>
<P>* Historiador, mestre em ciência política pela
Unicamp</P><o:p></o:p></FONT></FONT>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class=MsoNormal><o:p> </o:p></P></DIV>
<P>
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