<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=4 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV></FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=urda@flynet.com.br href="mailto:urda@flynet.com.br">Urda Alice Klueger</A>
</DIV>
<DIV>----- Original Message ----- </DIV></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=eteiaufsc@yahoo.com.br href="mailto:eteiaufsc@yahoo.com.br">elaine
tavares</A> </DIV>
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<TABLE border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0>
<TBODY>
<TR>
<TD vAlign=top>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"><FONT face=Calibri>Jorge
Risquet – A África é uma dívida histórica <o:p></o:p></FONT></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"><FONT face=Calibri>Por Elaine
Tavares – jornalista no IELA<o:p></o:p></FONT></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Fazia
um calor sufocante no solar onde viviam Jorge, os pais e quatro irmãos -
outros três já tinham morrido de doenças infantis hoje já desaparecidas em
Cuba e perfeitamente curáveis - em Havana.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>A grande casa tinha 24 quartos e
em cada um deles, sem banheiro, vivia uma família. Era gente demais, todos
muito pobres, a maioria trabalhadores de diversos ofícios, alguns
informais. O pai de Jorge trabalhava<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>numa “tabaquera”, empresa de
fabricação do charuto cubano. Mas foi essa babel que possibilitou ao
menino de 11 anos começar a vida de professor, ganhando, inclusive, o
suficiente para pagar o quarto onde morava a família toda. “Nós estávamos
sempre nos mudando porque meus pais não conseguiam pagar os aluguéis”.
Então, para ajudar nas despesas Jorge e a irmã improvisaram uma lousa no
pequeno quarto onde viviam e ensinavam os demais garotos do solar que não
podiam ir à escola, porque era longe e eles não tinha sequer um sapato
para usar. Cobravam alguns trocados, mas com isso garantiam o
aluguel.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">O
menino era Jorge Risquet Valdés, que mais tarde veio a ser um dos
organizadores da educação na guerrilha cubana e um dos comandantes da
campanha de Cuba na África, nos anos 60. Naqueles dias, ele, que era um
dos melhores alunos da escola fundamental, já estava apto para passar ao
ensino médio. Mas, para estudar na Cuba pré-revolucionária, era preciso
ter dinheiro. Sem chance, ele, então com 13 anos, foi buscar os cursos
oferecidos gratuitamente pela Juventude Revolucionária
Cubana.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Apesar
da pouca idade Jorge não era um analfabeto político. Os pais,
trabalhadores do tabaco, tinham profunda consciência de classe. É que em
Cuba, na produção de charuto era assim: as pessoas ficavam ali, enrolando
as folhas, no mais completo silêncio. Por conta disso, os trabalhadores
inventaram um bom jeito de se instruir e ficar por dentro da literatura
revolucionária. Faziam uma “vaquinha” e contratavam um leitor, alguém que
ficava ali, lendo, enquanto todos trabalhavam. “O leitor trazia uma lista
de títulos e os trabalhadores escolhiam. Liam Gorki, Vitor Hugo, Cervantes
Martí, Tolstoi e muitos outros”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Pois
foi por conta destas leituras que a família Risquet sempre esteve em dia
com os temas do mundo. O irmão mais velho de Jorge, inclusive, alistou-se
para ir à Espanha lutar contra a ditadura de Franco. Cerca de mil cubanos
foram. Então, durante a segunda guerra e o horror nazista, Jorge já estava
envolvido até os dentes na organização da juventude revolucionária. Quando
em 1944 funda-se em Cuba a Juventude Socialista, Jorge está lá e toma para
si a tarefa de organizar os jovens num grande bairro de Havana. No ano
seguinte, durante o Congresso Nacional Constituinte da Juventude, ele, com
15 anos, é eleito<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>membro do
Comitê Central.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Aos
16 anos de idade<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>Jorge comanda
o jornal quinzenal “Mella”, que levava o nome de um grande comunista
cubano, e ali ficou até os 20 anos. “Os trabalhadores cubanos sempre foram
muito politizados. Para se ter uma idéia, quando Lênin morreu, as
tabaqueiras pararam em sua homenagem, e nas guerras de independência do
século XIX entregavam dinheiro – um dia de salário por semana – para
comprar armas, tarefa que realizava o partido Revolucionário Cubano,
fundado por José Martí, para preparar a terceira e última guerra de
independência de Cuba. Em 1951, quando acontece o golpe de estado que
eleva Batista ao poder, Jorge é um dos que se manifesta contra pelo rádio,
na região de Matanzas onde encabeçava a Juventude Socialista<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> e </B>a polícia o persegue. Meses
mais tarde vai para o exterior como representante da Juventude Socialista
cubana na <SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Federação Mundial
da Juventude Democrática. Nesta função ele circula pela América Latina,
Europa central e Leste europeu. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">É
em 1952, em Viena, na Conferência Mundial pelos Direitos da Juventude que
Jorge conhece o jovem Raul Castro, então com 21 anos e representando a
delegação cubana no evento.<SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN>Dali eles atravessam a cortina de ferro e seguem para Bucareste,
onde iriam organizar o Comitê Preparatório do Festival Mundial da
Juventude. Lá ficam de dezembro de 52 a abril de 53. Raul segue para Paris
de onde embarca para Cuba com dois guatemaltecos. Mas, o fato de os dois
companheiros terem desembarcado cheios de livros “subversivos” fez com
todos acabassem presos. Os guatemaltecos logo saíram por intervenção da
embaixada do seu país, ainda sob o comando de Jacob Arbenz. Mas Raul
ficou. Foi um brilhante jovem advogado quem entrou com um <I
style="mso-bidi-font-style: normal">habeas corpus </I>que tirou Raul da
cadeia pouco menos de um mês do ataque ao quartel Moncada, que desataria a
revolução cubana. O advogado bom de conversa era Fidel Castro. “Por pouco
Raul não perde a ação de Moncada”. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quando
acontece Moncada Risquet está Bucareste, justamente nos dias do IV
Festival Mundial e já começa a articular uma campanha internacional pela
libertação dos prisioneiros, afinal Raul era um membro da juventude e
organizador do festival. Foi por aqueles dias de organização de campanhas
e festivais que Jorge conhece, em Bucareste, o jovem estudante de medicina
Agostinho Neto que mais tarde viria a ser uma das mais importantes
lideranças de libertação da África negra. Junto com ele, freqüentando os
alojamentos latino-americanos – embora representassem Portugal – iam
também a Marcelino dos Santos.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Em
1954 Jorge embarca para Guatemala, onde ia organizar um festival regional
de apoio ao processo revolucionário,<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>mas o golpe e a queda de Jacob
Arbenz, impede que o mesmo aconteça. É naqueles dias que Risquet conhece
Che Guevara, então vivendo no país.<SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN>“A ditadura na Guatemala foi uma das mais ferozes. Foram 30 anos
matando gente, mais de duzentos mil mortos”. Risquet logo sai da Guatemala
em setembro de volta para Europa e Che segue para o México, onde
encontraria Fidel.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT"
lang=PT>Nos primeiros meses de 1955</SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">
Jorge veio para o Brasil, onde tentou organizar um encontro de estudantes
no Rio de Janeiro, mas foi espinafrado por Carlos Lacerda. Foi Jânio
Quadro, então governador de São Paulo, quem permitiu o festival, que
acabou sendo bem pequeno, mas cumprindo com os
objetivos.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
guerrilha em Cuba<o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Todo
este trabalho organizativo na juventude comunista desde os 13 anos de
idade acabou sendo a porta de entrada de Jorge Risquet para a atuação na
luta que se forjava em Cuba. No ano de 1955 ele volta para a ilha
clandestinamente e passa a comandar a Juventude de Havana. Por conta de
sua atuação acaba preso em dezembro de 56 e chega a ser dado como
desaparecido. Nestes dias é brutalmente torturado, tendo as unhas
arrancadas, mas não lhe arrancam qualquer informação. Quando consegue
sair, volta a atuar clandestinamente organizando a juventude. Depois sai
de Cuba, disfarçado, para organizar reuniões com os partidos comunistas no
México, Caribe e Venezuela. “A idéia era dar a conhecer sobre Fidel, quem
ele era, o que pretendia, e buscar apoio para a luta em
Cuba”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quando
a guerrilha é instalada na Sierra Maestra, logo começa a expandir-se para
outras regiões do país. Raul funda então a “segunda frente” e manda buscar
Risquet para coordenar a criação de uma Escola de formação. A proposta era
tornar os rebeldes sujeitos conscientes sobre contra o quê estavam
lutando. “A gente trabalhava no sentido de fazer compreender que o combate
era contra o imperialismo. E, naqueles dias, sob o comando da “segunda
frente” tínhamos mais de 11 mil quilômetros quadrados de território
liberado. As escolas proliferaram”..<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet fez-se então o primeiro formador político do exército rebelde no
Oriente<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>e quando a revolução
triunfou ocupou o cargo de chefe do Departamento de Cultura do Exército do
Oriente<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>publicando revistas e
preparando quadros para o governo revolucionário. E assim foi até 1965,
organizando, na região oriental, o novo Partido Unido da Revolução, hoje
chamado Partido Comunista. Mas, no mês de junho, ele recebe um chamado de
Fidel. Diz o comandante que Che Guevara está no Congo, ajudando na luta
por libertação, e que precisa de mais uma coluna de combatentes por lá. É
quando começa a se formar o batalhão Patrício Lumumba, que seria comandado
por Risquet.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
gesta africana<o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Enquanto
Cuba encerrava a luta heróica contra a ditadura de Batista, lá do outro
lado do mundo outro povo vivia a tarefa de se libertar das colônias
européias. Em 1960, o Congo belga logrou sua independência sob o comando
de um jovem negro, Patrice Lumumba. Mas, pouco depois de ser eleito
primeiro-ministro e iniciar uma mudança radical no país em busca de
melhorias para o povo, Lumumba foi preso, torturado e assassinado depois
de um golpe de estado promovido com a ajuda da CIA, dos Estados Unidos.
Também em 60 a França concede a independência ao outro lado do Congo,
chamado de Congo francês. Mas quem fica na presidência é um vassalo,
Folbert Youlou, que governa com mão de ferro até 1963, quando com revolta
popular, o governo cai e acontecem eleições. Massemba Debat é eleito
presidente. No lado belga, os partidários de Lumumba seguiam lutando
contra a ditadura e os acontecimentos na parte francesa acendem esperanças
de verdadeira libertação, até então não acontecida. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Em
1964, a região era um caldeirão explosivo. Mercenários brancos chegavam ao
Congo belga com o apoio dos Estados Unidos e regressa ao poder Moises
Tshombe, um conhecido anticomunista que ajudara na captura e no
assassinato de Patrice Lumumba. É quando o governo do Congo francês pede
ajuda a Cuba para que mande alguém capaz de treinar o exército local, uma
vez que se aproximava a possibilidade de uma guerra entre os dois Congos.
<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quem
vai à África, em janeiro de 1965 é o próprio Che Guevara, que se encontra
com Debat e com o então presidente do Movimento Popular de Libertação de
Angola, Agostinho Neto, para ouvir dos dois comandantes como estava a
situação. Assim, em abril do mesmo ano, Che retorna com um pelotão de 14
soldados cubanos – que semanas depois seriam 120 - chamado de Coluna Um, e
entra na África pela Tanzânia. A proposta é treinar os lumumbistas e
também os combatentes da Frente de Libertação de Moçambique. Meses depois,
era a vez de embarcar para África a Coluna Dois, esta dirigida por Jorge
Risquet, com mais 250 homens. “Nós fomos ajudar militarmente na
integridade territorial, na luta contra o colonialismo, contra o racismo,
contra o <I style="mso-bidi-font-style: normal">apartheid</I>. Era uma
obrigação histórica visto que daquele continente saíram mais de um milhão
e 300 mil homens e mulheres, levados para Cuba como escravos. Em Cuba,
estávamos começando a organizar nossa própria casa, mas não podíamos
deixar de ajudar”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Poucos
anos depois da vitória cubana, o internacionalismo já aparecia como uma
marca do novo governo. E foi muito em função desta participação de Cuba
nas lutas de libertação africana que o processo revolucionário naquele
continente cresceu.. Desde aqueles dias dos anos 60, 380<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>mil soldados cubanos passaram
pela África, além de 100 mil outros colaboradores nas áreas da saúde e
educação e outras. Dois mil e setenta e sete cubanos caíram em combate no
solo africano e são considerados heróis nacionais. “Nós, em Cuba, não
damos o que nos sobra. Compartilhamos o que temos, e assim foi com a
África.” Também neste período, mais de 35 mil jovens africanos foram a
Cuba estudar, sem qualquer custo. “Nossa contribuição também se dá na
formação e assim vamos caminhando junto com a África que está a 10 mil
quilômetros de Cuba, mas também está no nosso sangue”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet lembra que o internacionalismo é algo que faz parte da consciência
do cubano, e não é coisa que ocorre só depois da revolução dos anos 50.
Martí já ensinara que “pátria es humanidad”. Por conta disso vão-se
encontrar cubanos lutando com Lincoln, pela libertação dos Estados Unidos,
com Benito Juarez, pela libertação do México, com Simón Bolívar. “Na
guerra do Vietnã mais de 400 mil cubanos se inscreveram, por livre
vontade, para lutar junto ao povo daquele país. Só não foram porque os
vietnamitas não quiseram. O internacionalismo é uma razão ética e
política. Se nós em Cuba logramos ter assistência médica perfeita e
educação de altíssima qualidade, por exemplo,<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>é nosso dever levar isso aos
irmãos que ainda não têm”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
participação cubana na África se estendeu do Congo para Angola, onde
também foram treinar jovens soldados e ajudar Agostinho Neto na luta
contra o domínio português e os mercenários. Depois, nos anos 70, lá
estavam outra vez os cubanos, sob o comando de Risquet, com instrutores
militares, médicos e professores. “Passado meio século, a gente vê que
Cuba esteve esse tempo todo na solidariedade com a África, desde o golpe
contra Argélia em 1963, quando mandamos para lá todas as armas apreendida
dos estadunidenses durante a fracassada invasão de Playa Girón, e
retornamos com 100 crianças órfãs de guerra. Estivemos peleando com o
fuzil na mão, mas também com a presença civil de médicos, professores e
engenheiros”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
Cuba de hoje <o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">O
povo cubano segue fielmente a lição de Martí, e considera toda humanidade
como pátria. Por isso se desdobra em levar seus avanços na ciência e na
educação para aqueles que ainda não lograram as vitórias que Cuba já
conquistou. Atualmente existem 27 mil cubanos na Venezuela, e outros
milhares espalhados por vários países, principalmente no campo da
saúde.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Seguem três mil em
Angola, sendo que 900 são médicos, fazendo a diferença. Não foi à toa que
Jorge Risquet recebeu a grata surpresa de ouvir, no auditório da
Universidade Federal em Santa Catarina, o depoimento de dois angolanos
sobre como haviam sido operados por médicos cubanos e alfabetizados por
professores, também de Cuba. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Desde
a revolução de 59, mais de 100 mil estudantes de vários países de África,
<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>América Latina e Ásia<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>fizeram sua graduação em Cuba,
todos com bolsa integral. “Quando tivemos um tempo bem ruim (a partir de
1991 com o desaparecimento da União Soviética e do campo socialista da
Europa) nós perguntamos a eles se queriam ficar e dividir a pobreza
conosco. Nunca os abandonamos”. Risquet conta que dos 55 países africanos,
54 têm relações com Cuba. Em Havana existem 20 embaixadas de países
africanos e Cuba está em 30 deles. Todos estes países sempre votaram
contra o bloqueio criminoso que os Estados Unidos tem contra Cuba e há
comitês de apoio a Cuba em quase todos os países africanos. A Namíbia,
recentemente, enviou dois milhões de dólares em ajuda a Cuba e até o Timor
Leste ajudou, depois da passagem de um furacão. “A África sabe o tanto que
Cuba lutou pela sua libertação e reconhece isso. Na Etiópia existe um
monumento ao soldado cubano e na África do Sul, num outro monumento que
recorda os mortos das lutas libertadoras, estão gravados os nomes dos
2.077 cubanos que deram seu sangue pela pátria africana. Outro dia, na
Namíbia, o presidente Raul Castro foi recebido pelo povo, que cantava
Guantamera (em espanhol). Isso mostra o quanto África ama
Cuba”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet, que foi o homem de Cuba em toda a campanha militar africana tem
agora 79 anos de idade. Desde aqueles dias em que dava aula para os
meninos pobres do solar, onde vivia em um quarto apertado, já se vão 68
anos. É tempo demais. Mas, o garoto que correu o mundo a organizar a
juventude comunista, que comandou batalhões na grande África, que fundou
escolas e jornais, que foi Ministro do Trabalho, Deputado<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>e Membro do Comitê Central do
Partido Comunista Cubano, (desde sua criação há 44 anos) segue tão animado
quanto naqueles dias gloriosos dos anos 60. Diariamente ele sai cedinho de
casa e vai para o trabalho, no gabinete do presidente Raul Castro. É que
há tantas coisas ainda para conquistar. Ele olha para a América Latina e
vê tantas mudanças, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, os povos em luta. E
se emociona. “Cuba esteve um tempo sozinha por aqui, mas resistiu. Cuba
resistiu a Bush. E vamos seguir acreditando na capacidade do povo de se
organizar e conquistar sua liberdade. Veja a América Latina agora, nunca
se viu um movimento como este. Mas, sabemos que o inimigo atua, o
imperialismo tem planos e pode haver retrocesso. Aí está Honduras, a IV
Frota, as sete bases militares ianques na Colômbia. Há que ver o perigo,
mas há também que ser otimistas. Cada país, com seu povo, há de encontrar
o rumo seguro para uma vida soberana”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"><o:p> </o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><o:p><FONT size=3
face=Calibri> </FONT></o:p>
<DIV></DIV><BR><BR>Existe vida no Jornalismo<BR>Blog da Elaine:
www.eteia.blogspot.com<BR>América Latina Livre -
www.iela.ufsc.br<BR>Desacato - www.desacato.info<BR>Pobres & Nojentas
- www.pobresenojentas.blogspot.com<BR>Agencia Contestado de Noticias
Populares - www.agecon.org.br</TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
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<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=4 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=urda@flynet.com.br href="mailto:urda@flynet.com.br">Urda Alice Klueger</A>
</DIV>
<DIV>----- Original Message ----- </DIV></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=eteiaufsc@yahoo.com.br href="mailto:eteiaufsc@yahoo.com.br">elaine
tavares</A> </DIV>
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<TABLE border=0 cellSpacing=0 cellPadding=0>
<TBODY>
<TR>
<TD vAlign=top>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"><FONT face=Calibri>Jorge
Risquet – A África é uma dívida histórica <o:p></o:p></FONT></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="LINE-HEIGHT: 115%; FONT-SIZE: 12pt"><FONT face=Calibri>Por Elaine
Tavares – jornalista no IELA<o:p></o:p></FONT></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Fazia
um calor sufocante no solar onde viviam Jorge, os pais e quatro irmãos -
outros três já tinham morrido de doenças infantis hoje já desaparecidas em
Cuba e perfeitamente curáveis - em Havana.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>A grande casa tinha 24 quartos e
em cada um deles, sem banheiro, vivia uma família. Era gente demais, todos
muito pobres, a maioria trabalhadores de diversos ofícios, alguns
informais. O pai de Jorge trabalhava<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>numa “tabaquera”, empresa de
fabricação do charuto cubano. Mas foi essa babel que possibilitou ao
menino de 11 anos começar a vida de professor, ganhando, inclusive, o
suficiente para pagar o quarto onde morava a família toda. “Nós estávamos
sempre nos mudando porque meus pais não conseguiam pagar os aluguéis”.
Então, para ajudar nas despesas Jorge e a irmã improvisaram uma lousa no
pequeno quarto onde viviam e ensinavam os demais garotos do solar que não
podiam ir à escola, porque era longe e eles não tinha sequer um sapato
para usar. Cobravam alguns trocados, mas com isso garantiam o
aluguel.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">O
menino era Jorge Risquet Valdés, que mais tarde veio a ser um dos
organizadores da educação na guerrilha cubana e um dos comandantes da
campanha de Cuba na África, nos anos 60. Naqueles dias, ele, que era um
dos melhores alunos da escola fundamental, já estava apto para passar ao
ensino médio. Mas, para estudar na Cuba pré-revolucionária, era preciso
ter dinheiro. Sem chance, ele, então com 13 anos, foi buscar os cursos
oferecidos gratuitamente pela Juventude Revolucionária
Cubana.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Apesar
da pouca idade Jorge não era um analfabeto político. Os pais,
trabalhadores do tabaco, tinham profunda consciência de classe. É que em
Cuba, na produção de charuto era assim: as pessoas ficavam ali, enrolando
as folhas, no mais completo silêncio. Por conta disso, os trabalhadores
inventaram um bom jeito de se instruir e ficar por dentro da literatura
revolucionária. Faziam uma “vaquinha” e contratavam um leitor, alguém que
ficava ali, lendo, enquanto todos trabalhavam. “O leitor trazia uma lista
de títulos e os trabalhadores escolhiam. Liam Gorki, Vitor Hugo, Cervantes
Martí, Tolstoi e muitos outros”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Pois
foi por conta destas leituras que a família Risquet sempre esteve em dia
com os temas do mundo. O irmão mais velho de Jorge, inclusive, alistou-se
para ir à Espanha lutar contra a ditadura de Franco. Cerca de mil cubanos
foram. Então, durante a segunda guerra e o horror nazista, Jorge já estava
envolvido até os dentes na organização da juventude revolucionária. Quando
em 1944 funda-se em Cuba a Juventude Socialista, Jorge está lá e toma para
si a tarefa de organizar os jovens num grande bairro de Havana. No ano
seguinte, durante o Congresso Nacional Constituinte da Juventude, ele, com
15 anos, é eleito<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>membro do
Comitê Central.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Aos
16 anos de idade<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>Jorge comanda
o jornal quinzenal “Mella”, que levava o nome de um grande comunista
cubano, e ali ficou até os 20 anos. “Os trabalhadores cubanos sempre foram
muito politizados. Para se ter uma idéia, quando Lênin morreu, as
tabaqueiras pararam em sua homenagem, e nas guerras de independência do
século XIX entregavam dinheiro – um dia de salário por semana – para
comprar armas, tarefa que realizava o partido Revolucionário Cubano,
fundado por José Martí, para preparar a terceira e última guerra de
independência de Cuba. Em 1951, quando acontece o golpe de estado que
eleva Batista ao poder, Jorge é um dos que se manifesta contra pelo rádio,
na região de Matanzas onde encabeçava a Juventude Socialista<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> e </B>a polícia o persegue. Meses
mais tarde vai para o exterior como representante da Juventude Socialista
cubana na <SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Federação Mundial
da Juventude Democrática. Nesta função ele circula pela América Latina,
Europa central e Leste europeu. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">É
em 1952, em Viena, na Conferência Mundial pelos Direitos da Juventude que
Jorge conhece o jovem Raul Castro, então com 21 anos e representando a
delegação cubana no evento.<SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN>Dali eles atravessam a cortina de ferro e seguem para Bucareste,
onde iriam organizar o Comitê Preparatório do Festival Mundial da
Juventude. Lá ficam de dezembro de 52 a abril de 53. Raul segue para Paris
de onde embarca para Cuba com dois guatemaltecos. Mas, o fato de os dois
companheiros terem desembarcado cheios de livros “subversivos” fez com
todos acabassem presos. Os guatemaltecos logo saíram por intervenção da
embaixada do seu país, ainda sob o comando de Jacob Arbenz. Mas Raul
ficou. Foi um brilhante jovem advogado quem entrou com um <I
style="mso-bidi-font-style: normal">habeas corpus </I>que tirou Raul da
cadeia pouco menos de um mês do ataque ao quartel Moncada, que desataria a
revolução cubana. O advogado bom de conversa era Fidel Castro. “Por pouco
Raul não perde a ação de Moncada”. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quando
acontece Moncada Risquet está Bucareste, justamente nos dias do IV
Festival Mundial e já começa a articular uma campanha internacional pela
libertação dos prisioneiros, afinal Raul era um membro da juventude e
organizador do festival. Foi por aqueles dias de organização de campanhas
e festivais que Jorge conhece, em Bucareste, o jovem estudante de medicina
Agostinho Neto que mais tarde viria a ser uma das mais importantes
lideranças de libertação da África negra. Junto com ele, freqüentando os
alojamentos latino-americanos – embora representassem Portugal – iam
também a Marcelino dos Santos.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Em
1954 Jorge embarca para Guatemala, onde ia organizar um festival regional
de apoio ao processo revolucionário,<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>mas o golpe e a queda de Jacob
Arbenz, impede que o mesmo aconteça. É naqueles dias que Risquet conhece
Che Guevara, então vivendo no país.<SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN>“A ditadura na Guatemala foi uma das mais ferozes. Foram 30 anos
matando gente, mais de duzentos mil mortos”. Risquet logo sai da Guatemala
em setembro de volta para Europa e Che segue para o México, onde
encontraria Fidel.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR; mso-ansi-language: PT"
lang=PT>Nos primeiros meses de 1955</SPAN><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">
Jorge veio para o Brasil, onde tentou organizar um encontro de estudantes
no Rio de Janeiro, mas foi espinafrado por Carlos Lacerda. Foi Jânio
Quadro, então governador de São Paulo, quem permitiu o festival, que
acabou sendo bem pequeno, mas cumprindo com os
objetivos.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
guerrilha em Cuba<o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Todo
este trabalho organizativo na juventude comunista desde os 13 anos de
idade acabou sendo a porta de entrada de Jorge Risquet para a atuação na
luta que se forjava em Cuba. No ano de 1955 ele volta para a ilha
clandestinamente e passa a comandar a Juventude de Havana. Por conta de
sua atuação acaba preso em dezembro de 56 e chega a ser dado como
desaparecido. Nestes dias é brutalmente torturado, tendo as unhas
arrancadas, mas não lhe arrancam qualquer informação. Quando consegue
sair, volta a atuar clandestinamente organizando a juventude. Depois sai
de Cuba, disfarçado, para organizar reuniões com os partidos comunistas no
México, Caribe e Venezuela. “A idéia era dar a conhecer sobre Fidel, quem
ele era, o que pretendia, e buscar apoio para a luta em
Cuba”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quando
a guerrilha é instalada na Sierra Maestra, logo começa a expandir-se para
outras regiões do país. Raul funda então a “segunda frente” e manda buscar
Risquet para coordenar a criação de uma Escola de formação. A proposta era
tornar os rebeldes sujeitos conscientes sobre contra o quê estavam
lutando. “A gente trabalhava no sentido de fazer compreender que o combate
era contra o imperialismo. E, naqueles dias, sob o comando da “segunda
frente” tínhamos mais de 11 mil quilômetros quadrados de território
liberado. As escolas proliferaram”..<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet fez-se então o primeiro formador político do exército rebelde no
Oriente<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>e quando a revolução
triunfou ocupou o cargo de chefe do Departamento de Cultura do Exército do
Oriente<B style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>publicando revistas e
preparando quadros para o governo revolucionário. E assim foi até 1965,
organizando, na região oriental, o novo Partido Unido da Revolução, hoje
chamado Partido Comunista. Mas, no mês de junho, ele recebe um chamado de
Fidel. Diz o comandante que Che Guevara está no Congo, ajudando na luta
por libertação, e que precisa de mais uma coluna de combatentes por lá. É
quando começa a se formar o batalhão Patrício Lumumba, que seria comandado
por Risquet.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
gesta africana<o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Enquanto
Cuba encerrava a luta heróica contra a ditadura de Batista, lá do outro
lado do mundo outro povo vivia a tarefa de se libertar das colônias
européias. Em 1960, o Congo belga logrou sua independência sob o comando
de um jovem negro, Patrice Lumumba. Mas, pouco depois de ser eleito
primeiro-ministro e iniciar uma mudança radical no país em busca de
melhorias para o povo, Lumumba foi preso, torturado e assassinado depois
de um golpe de estado promovido com a ajuda da CIA, dos Estados Unidos.
Também em 60 a França concede a independência ao outro lado do Congo,
chamado de Congo francês. Mas quem fica na presidência é um vassalo,
Folbert Youlou, que governa com mão de ferro até 1963, quando com revolta
popular, o governo cai e acontecem eleições. Massemba Debat é eleito
presidente. No lado belga, os partidários de Lumumba seguiam lutando
contra a ditadura e os acontecimentos na parte francesa acendem esperanças
de verdadeira libertação, até então não acontecida. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Em
1964, a região era um caldeirão explosivo. Mercenários brancos chegavam ao
Congo belga com o apoio dos Estados Unidos e regressa ao poder Moises
Tshombe, um conhecido anticomunista que ajudara na captura e no
assassinato de Patrice Lumumba. É quando o governo do Congo francês pede
ajuda a Cuba para que mande alguém capaz de treinar o exército local, uma
vez que se aproximava a possibilidade de uma guerra entre os dois Congos.
<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Quem
vai à África, em janeiro de 1965 é o próprio Che Guevara, que se encontra
com Debat e com o então presidente do Movimento Popular de Libertação de
Angola, Agostinho Neto, para ouvir dos dois comandantes como estava a
situação. Assim, em abril do mesmo ano, Che retorna com um pelotão de 14
soldados cubanos – que semanas depois seriam 120 - chamado de Coluna Um, e
entra na África pela Tanzânia. A proposta é treinar os lumumbistas e
também os combatentes da Frente de Libertação de Moçambique. Meses depois,
era a vez de embarcar para África a Coluna Dois, esta dirigida por Jorge
Risquet, com mais 250 homens. “Nós fomos ajudar militarmente na
integridade territorial, na luta contra o colonialismo, contra o racismo,
contra o <I style="mso-bidi-font-style: normal">apartheid</I>. Era uma
obrigação histórica visto que daquele continente saíram mais de um milhão
e 300 mil homens e mulheres, levados para Cuba como escravos. Em Cuba,
estávamos começando a organizar nossa própria casa, mas não podíamos
deixar de ajudar”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Poucos
anos depois da vitória cubana, o internacionalismo já aparecia como uma
marca do novo governo. E foi muito em função desta participação de Cuba
nas lutas de libertação africana que o processo revolucionário naquele
continente cresceu.. Desde aqueles dias dos anos 60, 380<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>mil soldados cubanos passaram
pela África, além de 100 mil outros colaboradores nas áreas da saúde e
educação e outras. Dois mil e setenta e sete cubanos caíram em combate no
solo africano e são considerados heróis nacionais. “Nós, em Cuba, não
damos o que nos sobra. Compartilhamos o que temos, e assim foi com a
África.” Também neste período, mais de 35 mil jovens africanos foram a
Cuba estudar, sem qualquer custo. “Nossa contribuição também se dá na
formação e assim vamos caminhando junto com a África que está a 10 mil
quilômetros de Cuba, mas também está no nosso sangue”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet lembra que o internacionalismo é algo que faz parte da consciência
do cubano, e não é coisa que ocorre só depois da revolução dos anos 50.
Martí já ensinara que “pátria es humanidad”. Por conta disso vão-se
encontrar cubanos lutando com Lincoln, pela libertação dos Estados Unidos,
com Benito Juarez, pela libertação do México, com Simón Bolívar. “Na
guerra do Vietnã mais de 400 mil cubanos se inscreveram, por livre
vontade, para lutar junto ao povo daquele país. Só não foram porque os
vietnamitas não quiseram. O internacionalismo é uma razão ética e
política. Se nós em Cuba logramos ter assistência médica perfeita e
educação de altíssima qualidade, por exemplo,<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>é nosso dever levar isso aos
irmãos que ainda não têm”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
participação cubana na África se estendeu do Congo para Angola, onde
também foram treinar jovens soldados e ajudar Agostinho Neto na luta
contra o domínio português e os mercenários. Depois, nos anos 70, lá
estavam outra vez os cubanos, sob o comando de Risquet, com instrutores
militares, médicos e professores. “Passado meio século, a gente vê que
Cuba esteve esse tempo todo na solidariedade com a África, desde o golpe
contra Argélia em 1963, quando mandamos para lá todas as armas apreendida
dos estadunidenses durante a fracassada invasão de Playa Girón, e
retornamos com 100 crianças órfãs de guerra. Estivemos peleando com o
fuzil na mão, mas também com a presença civil de médicos, professores e
engenheiros”.<o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">A
Cuba de hoje <o:p></o:p></SPAN></B>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">O
povo cubano segue fielmente a lição de Martí, e considera toda humanidade
como pátria. Por isso se desdobra em levar seus avanços na ciência e na
educação para aqueles que ainda não lograram as vitórias que Cuba já
conquistou. Atualmente existem 27 mil cubanos na Venezuela, e outros
milhares espalhados por vários países, principalmente no campo da
saúde.<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Seguem três mil em
Angola, sendo que 900 são médicos, fazendo a diferença. Não foi à toa que
Jorge Risquet recebeu a grata surpresa de ouvir, no auditório da
Universidade Federal em Santa Catarina, o depoimento de dois angolanos
sobre como haviam sido operados por médicos cubanos e alfabetizados por
professores, também de Cuba. <o:p></o:p></SPAN>
<DIV></DIV>
<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Desde
a revolução de 59, mais de 100 mil estudantes de vários países de África,
<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>América Latina e Ásia<B
style="mso-bidi-font-weight: normal"> </B>fizeram sua graduação em Cuba,
todos com bolsa integral. “Quando tivemos um tempo bem ruim (a partir de
1991 com o desaparecimento da União Soviética e do campo socialista da
Europa) nós perguntamos a eles se queriam ficar e dividir a pobreza
conosco. Nunca os abandonamos”. Risquet conta que dos 55 países africanos,
54 têm relações com Cuba. Em Havana existem 20 embaixadas de países
africanos e Cuba está em 30 deles. Todos estes países sempre votaram
contra o bloqueio criminoso que os Estados Unidos tem contra Cuba e há
comitês de apoio a Cuba em quase todos os países africanos. A Namíbia,
recentemente, enviou dois milhões de dólares em ajuda a Cuba e até o Timor
Leste ajudou, depois da passagem de um furacão. “A África sabe o tanto que
Cuba lutou pela sua libertação e reconhece isso. Na Etiópia existe um
monumento ao soldado cubano e na África do Sul, num outro monumento que
recorda os mortos das lutas libertadoras, estão gravados os nomes dos
2.077 cubanos que deram seu sangue pela pátria africana. Outro dia, na
Namíbia, o presidente Raul Castro foi recebido pelo povo, que cantava
Guantamera (em espanhol). Isso mostra o quanto África ama
Cuba”.<o:p></o:p></SPAN>
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<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
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style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR">Jorge
Risquet, que foi o homem de Cuba em toda a campanha militar africana tem
agora 79 anos de idade. Desde aqueles dias em que dava aula para os
meninos pobres do solar, onde vivia em um quarto apertado, já se vão 68
anos. É tempo demais. Mas, o garoto que correu o mundo a organizar a
juventude comunista, que comandou batalhões na grande África, que fundou
escolas e jornais, que foi Ministro do Trabalho, Deputado<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>e Membro do Comitê Central do
Partido Comunista Cubano, (desde sua criação há 44 anos) segue tão animado
quanto naqueles dias gloriosos dos anos 60. Diariamente ele sai cedinho de
casa e vai para o trabalho, no gabinete do presidente Raul Castro. É que
há tantas coisas ainda para conquistar. Ele olha para a América Latina e
vê tantas mudanças, a Venezuela, o Equador, a Bolívia, os povos em luta. E
se emociona. “Cuba esteve um tempo sozinha por aqui, mas resistiu. Cuba
resistiu a Bush. E vamos seguir acreditando na capacidade do povo de se
organizar e conquistar sua liberdade. Veja a América Latina agora, nunca
se viu um movimento como este. Mas, sabemos que o inimigo atua, o
imperialismo tem planos e pode haver retrocesso. Aí está Honduras, a IV
Frota, as sete bases militares ianques na Colômbia. Há que ver o perigo,
mas há também que ser otimistas. Cada país, com seu povo, há de encontrar
o rumo seguro para uma vida soberana”.<o:p></o:p></SPAN>
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<P style="TEXT-ALIGN: justify; LINE-HEIGHT: normal; MARGIN: 0cm 0cm 10pt"
class=MsoNormal><SPAN
style="FONT-FAMILY: 'Times New Roman','serif'; FONT-SIZE: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR"><o:p> </o:p></SPAN>
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<P style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class=MsoNormal><o:p><FONT size=3
face=Calibri> </FONT></o:p>
<DIV></DIV><BR><BR>Existe vida no Jornalismo<BR>Blog da Elaine:
www.eteia.blogspot.com<BR>América Latina Livre -
www.iela.ufsc.br<BR>Desacato - www.desacato.info<BR>Pobres & Nojentas
- www.pobresenojentas.blogspot.com<BR>Agencia Contestado de Noticias
Populares - www.agecon.org.br</TD></TR></TBODY></TABLE><BR>
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