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<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=4 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=titulo><FONT size=5></FONT>&nbsp;</P>
<P class=titulo><FONT size=5><IMG border=0 hspace=0 alt="" align=baseline 
src="cid:85BDB54C75584B66A917D2B65CBEAD1B@vcaixe"></FONT></P>
<P class=titulo><FONT size=5>“Berlusconi transformou Battisti em um troféu 
político” </FONT></P>
<P class=linhafina><STRONG>Em entrevista à Carta Maior, o advogado de Cesare 
Battisti, Luis Roberto Barroso, manifesta confiança na decisão do presidente da 
República contra a extradição de seu cliente. Na sua avaliação, o presidente tem 
bons fundamentos jurídicos para negar a extradição, entre eles, a existência de 
um ambiente político fortemente desfavorável a Battisti na Itália. Barroso 
critica a transformação de Battisti, pelo governo Berlusconi, em um troféu 
político. "No momento em que esse governo vive um grande desgaste interno, essa 
é a vitória que Berlusconi tem a oferecer", afirma o advogado. </STRONG></P>
<P class=headline-link><STRONG>Marco Aurélio Weissheimer </STRONG></P>
<P class=texto><STRONG>O advogado de Cesare Battisti, Luis Roberto Barroso, 
acredita que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidirá pela não extradição 
de seu cliente para a Itália. Professor de Direito Constitucional da 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Barroso diz que o presidente 
tem bons fundamentos jurídicos para negar a extradição, entre eles, a existência 
de um ambiente político fortemente desfavorável a Battisti na Itália. <BR><BR>Em 
entrevista à <I>Carta Maior</I> o advogado afirma que o governo Berlusconi 
transformou Battisti em um troféu político. <I>“No momento em que esse governo 
vive um grande desgaste interno, essa é a vitória que Berlusconi tem a oferecer. 
É quase inacreditável a quantidade de energia política que a Itália tem 
investido nisso, contratando advogados e ex-ministros do Supremo e obtendo 
imensos espaços na mídia. Está na hora de viverem a vida olhando de 
frente”.</I><BR><BR>Carta Maior: <I>Qual a sua avaliação sobre o resultado do 
julgamento do Supremo Tribunal Federal?</I><BR><BR>Luis Roberto Barroso: No 
julgamento retomado ontem (18), quando a votação estava 4 a 4, a defesa postulou 
que o presidente do STF proclamasse o empate como resultado final. Mas o 
presidente decidiu proclamar seu voto no sentido de que, embora a motivação dos 
crimes atribuídos a Battisti fosse política, haveria uma predominância dos 
aspectos de crime comum, votando assim pela extradição. Na minha opinião, foi um 
atípico voto de minerva que, tradicionalmente, é favorável à defesa.<BR><BR>Em 
seguida, houve uma discussão sobre se a palavra final deveria ser do próprio STF 
ou do presidente da República. Aí, novamente o tribunal se dividiu, vencendo por 
5 a 4 a tese de que a decisão final cabe ao chefe do Executivo.<BR><BR>Cabe 
observar que o tratado existente entre o Brasil e a Itália em matéria de 
extradição permite que o presidente da República decida pela não extradição por 
uma série de fundamentos, incluindo aí a existência de um ambiente político 
fortemente desfavorável. Portanto, existem mecanismos jurídicos próprios para o 
presidente da República ratificar a decisão de seu governo e não entregar 
Battisti a Itália.<BR><BR>A tese moral central da defesa é que Cesare Battisti 
não participou de nenhum daqueles homicídios de que é acusado e que ele havia 
sido julgado e absolvido em um primeiro julgamento. Somente em um segundo 
julgamento, quando se evadiu da Itália, ele foi condenado, sem defesa, com base 
na delação premiada feita com acusados pelos crimes. <BR><BR>O que mais 
impressiona um observador atento e imparcial é que, passados mais de 30 anos, a 
Itália não consegue fazer o acerto de contas com seu passado e olhar para a 
frente. É quase inacreditável a quantidade de energia política que a Itália tem 
investido nisso, contratando advogados e ex-ministros do Supremo e obtendo 
imensos espaços na mídia. Está na hora de viverem a vida olhando de 
frente.<BR><BR>Carta Maior: <I>Na sua avaliação, a que se deve essa dificuldade 
de fazer um acerto de contas com o passado?</I><BR><BR>Luis Roberto Barroso: O 
governo Berlusconi transformou Battisti em um troféu político. No momento em que 
esse governo vive um grande desgaste interno, essa é a vitória que Berlusconi 
tem a oferecer. O que mais impressiona, mas nem tanto, é a posição da esquerda 
italiana. Esses movimentos armados atrasaram a chegada da esquerda tradicional 
ao poder. E ela não perdoa isso.<BR><BR>Battisti viveu quase 14 anos na França, 
com uma vida produtiva como escritor publicado pelas principais editoras. Ele 
recebeu abrigo político com base na Doutrina Miterrand, que acolhia ativistas de 
esquerda que tivessem abandonado a luta armada. Em 1991, a França recusou um 
pedido de extradição. Somente em 2004, com a chegada de Chirac ao poder, é que o 
pedido de extradição foi renovado e Berlusconi transformou o caso em uma 
bandeira política.<BR><BR>No Brasil já se concedeu anistia de longa data a 
militantes de um lado e de outro do espectro político. Estamos vivendo a vida 
numa sociedade pacificada e que olha para o futuro. É muito ruim viver a vida 
com rancor do passado.<BR><BR>Tudo o que disse, no entanto, abre exceção para 
respeitar, de maneira muito sincera e solidária, aqueles que sofreram perdas ou 
que foram vítimas da violência. A violência é sempre um mau momento no processo 
civilizatório. Mas não se deve vive a vida em busca de uma vingança da 
história.<BR><BR>Carta Maior: <I>Qual sua expectativa sobre a decisão que deverá 
ser tomada pelo presidente da República? Há um prazo determinado para essa 
decisão?</I><BR><BR>Luis Roberto Barroso: O presidente da República não tem um 
prazo legal definido. A expectativa da defesa é que o presidente Lula, a quem 
foi atribuído o papel de fazer uma valoração política da questão, reitere a 
decisão de Estado que tomou. Há inúmeros fundamentos jurídicos que podem embasar 
a decisão do presidente. Quem conhece a trajetória do presidente Lula 
dificilmente verá nela o perfil para “entregar alguém”.<BR><BR>Carta Maior: 
<I>Como Battisti recebeu a decisão do STF? Ele pretende continuar a greve de 
fome?</I><BR><BR>Luis Roberto Barroso: Vou visitá-lo agora e ainda não sei. A 
greve de fome foi uma decisão pessoal dele, da qual não fui consultado ou 
comunicado. Se tivesse me ouvido, teria dito para não fazer. Mas respeito as 
condições psicológicas adversas de um homem que está sendo perseguido 
politicamente há muitos anos e que, neste momento, está preso no país que o 
acolheu.</STRONG></P>
<P 
class=texto><STRONG>-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------</STRONG></P>
<H4><B>Legislação dá a Lula poder de negar extradição de Battisti.</B></H4>
<P class=texto><FONT size=4>Comentário de Giovanni : Diante das afirmações do 
ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa, em relação à pessoa de Cesare 
Battisti, como confiarmos em um tratamento justo, imparcial e humano a ser 
dispensado ao preso político italiano Cesare Battisti, caso venha a ser 
extraditado&nbsp; para a Itália???<BR><BR>Outro detalhe: Quando as autoridades 
brasileiras solicitaram a extradição do quadrilheiro e mafioso italiano 
Cacciola, qual foi a reação do governo italiano?<BR><BR>Simplesmente negou-a! 
Não interessa se ele é italiano ou não. O fato é que Cacciola e seus comparsas 
como Daniel Dantas , estes sim, são delinquentes comuns, causaram grandes 
prejuizos ao&nbsp; Brasil.<BR><BR>Outro detalhe: Cesare Battisti tem filhos 
brasileiros.<BR><BR>Além disso, Cesare Battisti é preso político, como o 
reconheceram 4 ministros do SupremoTribunal Federal do Brasil.<BR><BR>Quanto à 
Cacciola e seu bando, incluindo o bandido brasileiro Daniel Dantas, a única 
política que conhecem e sabem praticar com maestria é de roubar e praticar 
outros atos de vigarice e trampolinagem contra o país.<BR><BR>A título de 
refrescar a memória da direita tupiniquim, o Brasil concedeu asilo político aos 
ditadores torturadores e assassinos, general Strossner( Paraguai) e general 
Oviedo ( Bolívia).<BR><BR>Portanto,liberdade para o preso político italiano 
Cesare Battisti, 
JÁ!!!<BR><BR>Ciao,<BR><BR>Giovanni<BR><BR>--------------------------------X------------------------------------<BR><BR>&nbsp;<BR><BR>O 
tratado de extradição entre Brasil e Itália permite ao presidente Luiz Inácio 
Lula da Silva negar a entrega do ex-ativista italiano Cesare Battisti ao seu 
país de origem, basta demonstrar que ele poderá correr o risco de ser submetido 
a "atos de perseguição e discriminação por motivo de opinião política", o que de 
fato acontece. O tratado foi assinado em Roma em 1989 e ratificado pelo 
Congresso em 1993.<BR>O entendimento representa uma derrota do relator do caso, 
ministro Cezar Peluso, do presidente do tribunal, Gilmar Mendes, e de Ricardo 
Lewandowski e Ellen Gracie, para os quais o tratado obrigaria Lula a respeitar a 
decisão do STF. Eles argumentaram que nunca na história do Brasil um presidente 
da República deixou de extraditar alguém após decisão neste sentido do Supremo 
Tribunal Federal. Mas também não mostraram em quais circunstâncias isso 
aconteceu.<BR><BR>Por 5 votos a 4, porém, o STF afirmou que cabe a Lula a 
decisão final do caso. Como existe um tratado bilateral sobre processo de 
extradição assinado com a Itália ele deverá ser observado, segundo afirmaram 
alguns ministros ontem. Esse tratado afirma que o presidente pode "recusar" a 
entrega de um extraditando, mas essa recusa deve ser "motivada", ou seja, 
justificada.<BR><BR>Em seu artigo 3º, o tratado aponta sete opções para "casos 
de recusa de extradição". Apenas uma delas cabe ao caso de Cesare Battisti, que 
diz: "se a parte requerida tiver razões ponderáveis para supor que a pessoa 
reclamada será submetida a atos de perseguição e discriminação por motivo de 
raça, religião, sexo, nacionalidade, língua, opinião política, condição social 
ou pessoal; ou que sua situação possa ser agravada por um dos elementos antes 
mencionados".<BR><BR><B>Concordância<BR><BR></B>A discussão sobre o tema 
esquentou ao final da sessão de ontem, que terminou depois das 20h. Os ministros 
que optaram por deixar o presidente Lula livre para decidir foram Cármen Lúcia, 
Eros Grau, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio Mello. Eles 
argumentaram que a competência de manter as relações internacionais entre os 
países, segundo a Constituição Federal, é do presidente da República e não do 
STF e por isso, Lula pode fazer o que bem entender, até mesmo desrespeitar o 
tratado. A discussão ocorreu porque os ministros vencidos argumentaram que o 
Supremo deveria já na decisão de ontem afirmar que Lula precisa necessariamente 
cumprir o tratado e as leis que tratam sobre o tema.<BR>Os cinco ministros que 
saíram vencedores, porém, argumentavam que não cabe ao tribunal dizer isso neste 
momento a Lula. "O Judiciário aparece como um rito de passagem, uma passagem 
necessária como um rito. O processo extraditório começa e termina no Executivo", 
disse Carlos Ayres Britto.<BR><BR>Segundo Cármen Lúcia, o presidente da 
República tem respaldo constitucional para fechar a questão. "O governo poderá 
entregar o extraditando e o governo não é o Supremo. Ainda que o extraditando 
responda a outro processo ou esteja condenado por outra infração, a competência 
da entrega, em última instancia, é do presidente da República", disse.<BR><BR>A 
decisão dos ministros do STF segue a posição do procurador-geral da República, 
Roberto Gurgel, que defendeu que Lula, como chefe de Estado e de governo, seria 
responsável pela condução das relações internacionais brasileiras e, portanto, 
teria o direito de escolher se envia ou não Battisti para a Itália. "Eu não 
posso prever se o presidente vai ou não vai cumprir o tratado, porque isso não 
está em jogo", afirmou Eros Grau. "O que estamos dizendo é que Lula não precisa 
seguir o que disse o Supremo", disse Marco Aurélio Mello.<BR><BR>Até mesmo a 
ministra Ellen Gracie, que votou pela imediata extradição, argumentou a favor do 
presidente. "É criar uma polêmica onde ela não há. O que se procura agora é 
criar uma situação de constrangimento de ordem política ao presidente da 
República", afirmou Ellen Gracie.<BR><BR><B>Defesa espera apoio de 
Lula<BR><BR></B>A defesa de Battisti espera que o presidente Lula mantenha o 
italiano no Brasil. Segundo o advogado Luís Roberto Barroso, o presidente não 
deve seguir o entendimento do STF devido ao tratamento que o ex-ativista deve 
ser submetido na Itália.<BR><BR>"Acho que diante de um tribunal dividido, diante 
das circunstâncias pessoais pelas quais esse homem [Battisti] vai ser submetido 
na Itália onde o ministro da Defesa [Ignazio La Russa] declarou sem reservas que 
se pudesse iria torturá-lo, quero confiar que o presidente da República vai 
decidir no sentido de não entregar Cesare [Battisti]. Não corresponde ao perfil 
do presidente Lula entregar uma pessoa a outro país para cumprir pena nessas 
condições, depois de um julgamento à revelia", afirmou 
Barroso.<BR><BR></FONT></P></DIV>
<P>
<HR>

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