<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
<META content="text/html; charset=iso-8859-1" http-equiv=Content-Type>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702">
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV> </DIV>
<P align=left><B><FONT color=#ff0000 size=5 face=forte>
<MARQUEE width=322 scrollAmount=20 scrollDelay=200>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META name=GENERATOR content="MSHTML 8.00.6001.18702">
<STYLE></STYLE>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT size=2 face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><!-- /FRAME -->
<DIV class=colunas><VAR><IMG border=0 hspace=0 alt="" align=baseline
src="cid:B1FEFB228E764797A5503ADBD1B9C44A@vcaixe"></VAR></DIV>
<DIV class=colunas><VAR></VAR> </DIV>
<DIV class=colunas><VAR>4 de Novembro de 2009 - 23h06</VAR> </DIV>
<H1 class=colunas>Carlos Marighella: Quando é preciso não ter medo. </H1>
<DIV class=colunas>
<ADDRESS>Augusto Buonicore *</ADDRESS></DIV>
<H2 class=colunas> “Ei Brasil-africano!<BR>Minha avó era negra
haussá,<BR>ela veio da África,<BR>num navio negreiro.<BR>Meu pai veio da
Itália,<BR>operário imigrante.<BR>O Brasil é mestiço,<BR>mistura de índio, de
negro, de branco”<BR>(De Canto para Atabaque - Carlos Marighella)</H2>
<DIV class=colunas><SPAN>Carlos Marighella nasceu em 5 de novembro de 1911 na
cidade de Salvador, Bahia. Seu pai era imigrante italiano, sua mãe uma bela
negra, filha de escravos. Nas sua veias corria o sangue haussá, aqueles escravos
islamizados que colocaram a Bahia em pé de guerra com suas inúmeras rebeliões no
início do século XIX.<BR><BR>Seguindo o espírito contestador de seus
antepassados, em 1932, Carlos ingressou na juventude comunista. O Brasil estava
agitado naqueles dias. A Revolução de 1930 mal completara dois anos e o
descontentamento com os caminhos que ela estava tomando se espalhava por vários
setores sociais. No mesmo ano em que aderiu ao comunismo foi preso e espancado
pela polícia do interventor Juracy Magalhães. Seu crime: participar de uma
manifestação estudantil que pedia a constitucionalização do país. <BR><BR>Antes
de terminar o curso de engenharia civil, atendendo ao pedido da direção do
Partido Comunista do Brasil (PCB), mudou-se para São Paulo. Partiu sem
contestação ou arrependimento. Muitos anos depois diria: “Um sentimento profundo
de revolta ante a injustiça social não me permitia prosseguir em busca de um
diploma (...) num país onde as crianças são obrigadas a trabalhar para comer”.
<BR><BR>Marighella chegou a capital paulista numa má hora. Estava em andamento
uma grande caçada aos dirigentes comunistas e, por isso, logo caiu nas garras da
temida Polícia Especial, comandada por Felinto Miller. Torturado por 23 dias,
nada revelou sobre o Partido. Saiu da prisão em julho de 1937, durante um breve
período de liberalização do regime. Contudo, quatro meses depois, foi decretado
o Estado Novo. O Brasil mergulhava numa ditadura sem máscaras. <BR><BR>Em maio
de 1939, Marighella foi preso pela terceira vez. As torturas foram ainda piores
que das vezes anterior. Bravamente continuou a não dar informação alguma aos
seus algozes. Ficou aprisionado cerca de seis anos. Enquanto estava no cárcere,
um grupo de abnegados camaradas procurava reorganizar o Partido Comunista. À
frente desse trabalho encontravam-se Maurício Grabóis, Diógenes Arruda, João
Amazonas, Pedro Pomar e Amarilio Vasconcelos. <BR><BR>Esse esforço culminou na
realização da Conferência da Mantiqueira em agosto de 1943. Entre os eleitos
para o novo Comitê Central estavam os nomes de dois prisioneiros, dois símbolos
da resistência democrática e popular: Carlos Marighella e Luís Carlos Prestes.
<BR><BR>No início de 1945 foi decretada a anistia. Vivia-se uma nova época. O
Partido Comunista do Brasil, agora na legalidade, prestigiado pela sua ação
decisiva na luta contra o fascismo, crescia num ritmo acelerado, se
transformando numa importante força política nacional. Seus comícios reuniam
dezenas de milhares de pessoas e Prestes era um mito entre os trabalhadores.
<BR><BR>Na eleição para a Assembléia Nacional Constituinte, Marighella se
candidatou pela Bahia e foi eleito. A bancada comunista era composta por 14
deputados federais e um senador. O combativo baiano esteve, ao lado de seus
camaradas, na linha de frente dos grandes debates nacionais. Destaque especial
merece sua corajosa defesa da separação da Igreja e do Estado e do divórcio.
Enquanto ainda era deputado, se enamoraria pela jovem Clara Charf que trabalhava
na assessoria da bancada comunista. Ela seria sua companheira por toda vida.
<BR>A partir de 1947 a conjuntura internacional começou mudar. A grande aliança
entre URSS e as potências capitalistas ocidentais, forjada durante a guerra
contra o eixo nazi-fascista, desfazia-se e transformava-se num conflito aberto.
Era o início da Guerra Fria. A bandeira do anticomunismo voltou a ser levantada
com redobrada energia pelas classes dominantes de todo mundo. No Brasil as
coisas não foram diferentes. <BR><BR>Sintonizado com os novos interesses do
imperialismo, o presidente Dutra reiniciou a dura repressão ao PC do Brasil. As
manifestações públicas foram proibidas e dispersadas com violência. Os
sindicatos sofreram intervenção. Jornais comunistas começaram a ser empastelados
pela polícia. Preparava-se febrilmente o terreno para a cassação do registro do
Partido Comunista e de seus parlamentares. O que acabou acontecendo alguns meses
depois. <BR><BR>Marighella, novamente, foi obrigado a mergulhar na
clandestinidade e passou dirigir o Partido no estado de São Paulo. Nesse período
os comunistas paulistas, enraizados dentro das fábricas paulistas, dirigiram
importantes manifestações operárias, como a greve geral de 1953 – uma das
maiores da história brasileira até então. <BR><BR>Desde 1950 o PC do Brasil
vinha defendendo a constituição de uma Frente Democrática de Libertação Nacional
e a luta armada para derrubar o regime vigente – uma linha política marcada pelo
sectarismo e o esquerdismo. A deposição e o suicídio do presidente Getúlio
Vargas, em agosto de 1954, levaram-no a mudar de posição e defender uma aliança
prioritária com os trabalhistas. A vitória de JK trouxe dias mais tranqüilos
para os dirigentes comunistas, que tiveram os pedidos de prisão preventiva
anulados e puderam, finalmente, sair da clandestinidade. A democracia brasileira
parecia começar desabrochar. <BR><BR>Contudo, a paz interna foi abalada por
notícias vindas de muito longe. Em fevereiro de 1956, numa sessão secreta do 20º
Congresso do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), Krushov leu seu famoso
relatório no qual denunciava os crimes de Stalin. O que era para ser secreto,
rapidamente, se espalhou pelo mundo, através das agências noticiosas
estadunidenses. A primeira reação dos comunistas foi negar as informações dadas
pela imprensa burguesa. <BR><BR>O delegado brasileiro presente àquele congresso,
e que poderia elucidar as dúvidas surgidas, demorou em voltar para o país. Mas,
quando chegou, confirmou grande parte do que havia sido divulgado. Abriu-se uma
profunda crise no interior do Partido Comunista. Numa das reuniões do Comitê
Central, convocadas para discutir o documento soviético, Carlos Marighella não
conteve as lágrimas e chorou compulsivamente. Foram dias de agonia para ele.
Piores do que aqueles vividos na prisão. Afinal, Stalin era o seu grande ídolo.
Aquele que, em meio a enormes dificuldades, havia comandado a construção do
socialismo na URSS e derrotado as potências nazi-fascistas. Agora ele era
apresentado como um monstro pelo seu próprio partido. <BR><BR>Na verdade, por
trás das denúncias ao “culto à personalidade” de Stalin estava a tentativa de
mudar a linha política do PCUS e do movimento comunista internacional. Desde
aquele congresso os soviéticos passaram defender a coexistência pacífica com o
imperialismo estadunidense e a possibilidade de transição pacífica para um novo
regime social, rumo ao socialismo, na maior parte dos países do mundo.
<BR><BR>Num primeiro momento, Marighella aliou-se à Prestes para implantar a
nova política que acabou se consubstanciando na “Declaração de Março” de 1958.
Com esse documento o PCB incorporou as teses do PCUS, passando defender a
transição pacífica, a tendência irreversível da democracia e o caráter
democrático das forças armadas no país. Essa linha, com pequenos ajustes, foi
ratificada no 5º Congresso, realizado em 1960. Os principais opositores, que
mais tarde reorganizariam o PCdoB, foram excluídos ou mantidos na condição de
suplentes no Comitê Central. <BR><BR>No mês de agosto de 1961 o presidente Jango
renunciou abrindo uma grave crise política. Os ministros militares se recusaram
dar posse ao vice-presidente João Goulart, que se encontrava em viagem oficial à
China. No Rio Grande do Sul, o governador Leonel Brizola, com apoio do
comandante do 3º Exército, resolveu resistir ao golpe e garantir à posse do
sucessor legal. Formaram-se batalhões populares e o país chegou à beira de uma
guerra civil.<BR><BR>A saída encontrada foi aceitar a posse de Jango, mas sob um
regime parlamentarista. Marighella ficou descontente com a forma encontrada para
solucionar a crise. Mais alguns dias, afirmava ele, os golpistas teriam que se
render sem a necessidade de concessões. O preocupou o fato do partido de sido
pego completamente de surpresa e não ter conseguido elaborar uma resposta à
altura, a exceção do Rio Grande do Sul. <BR><BR>Numa conferência partidária,
realizada em 1962, iriam se revelar as diferenças de opinião existentes no
interior do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Marighella, por exemplo, não
aceitava a via pacífica como único meio de derrotar o imperialismo e o
latifúndio. Acreditava que havia possibilidade de um golpe militar e que era
preciso estar preparado para resistir a ele. Não era possível depositar todas as
esperanças no esquema militar de Jango nem sobre um possível papel progressista
a ser desempenhado pela burguesia brasileira numa eventual crise. Ele, então,
passou a compor uma espécie de ala esquerda do Partido. Contudo, a cisão ainda
não estava colocada no horizonte e continuou, publicamente, defendendo as
posições oficiais da direção do Partido. <BR><BR>No entanto, o golpe militar de
1º de abril de 1964 precipitou a crise interna do PCB. Ele, novamente, havia
pegado a direção comunista desprevenida. Muitas de suas teses mostraram-se
equivocadas. Marighella foi o primeiro a exigir uma mudança de rumos. O
imobilismo o incomodava profundamente. O conflito entre os comunistas
brasileiros se agravou. <BR>No dia 9 de maio de 1964, num sábado, os órgãos de
repressão tentaram prendê-lo. Ele refugiou-se num cinema, mas foi descoberto.
Policiais cercaram e invadiram o prédio. Diante da resistência inusitada imposta
pelo antigo líder comunista, eles atiraram. Uma bala atingiu-lhe o peito. Mesmo
assim, não se entregou. Entrou num corpo a corpo renhido com os agentes da
repressão. Precisou que uma coronhada na cabeça o pusesse a pique. Tudo foi
documentado por um fotógrafo do “Correio da Manhã”. O ato de Marighella
tornou-se um dos símbolos da resistência ativa à ditadura militar.
<BR><BR>Alguns meses depois descreveria essa experiência e colocaria suas
opiniões sobre a tática a ser adotada contra a ditadura no livro “Como resisti à
prisão”. Ali escreveu: “Os brasileiros estão diante de uma alternativa. Ou
resistem à situação criada com o golpe de 1º de abril ou se conformam com ela. O
conformismo é a morte”. Continuou: “A grande falha deste caminho (trilhado pelo
PCB) era a crença na capacidade de direção da burguesia, a dependência da
liderança proletária à política efetuada pelo governo de então”. O autor, pela
primeira vez, advogava a necessidade de se utilizar da violência revolucionária
contra os generais no poder: “A ditadura surgiu da violência empregada pelos
golpistas contra a nação, e não pode esperar menos que a violência por parte do
povo para enfrentar os crimes cometidos pelo governo e os militares (...)”.
<BR><BR>No ano seguinte, radicalizou mais suas posições, e publicou “A crise
brasileira”. O proletariado, afirmou, “não tem outro recurso senão adotar uma
estratégia revolucionária (...) Trata-se da revolução, da preparação da
insurgência armada popular”. E, concluiu, “o trabalho mais importante, aquele
que tem caráter prioritário é a ação no campo, o deslocamento das lutas para o
interior do país”. <BR><BR>Apesar de suas divergências públicas, em 1966, ele
foi eleito secretário do Partido no estado de São Paulo. Logo depois se desligou
da Comissão Executiva Nacional do PCB. “Solicitando demissão da atual Executiva,
declarou, desejo tornar público que minha disposição é lutar revolucionariamente
junto às massas e jamais ficar à espera das regras do jogo político,
<BR>burocrático e convencional que impera na liderança”. Na tradição comunista
esse era um ato de insubordinação. <BR><BR>A luta agora passou a ser pela
direção central do Partido que, acreditava-se, teria como palco o VI Congresso.
Na Conferência regional Marighella conseguiu 33 votos dos 36 delegados
presentes. A linha política oficial também foi derrotada no Rio de Janeiro e no
Rio Grande do Sul. Diante da possibilidade de perder o controle partidário, a
direção interveio nesses estados e iniciou o afastamento dos militantes
descontentes, acusados de divisionismo. <BR><BR>Marighella foi o único membro do
PCB que participou da 1ª Conferência da Organização Latino-Americana de
Solidariedade (OLAS), realizada em Cuba. Nesse conclave buscou-se, contra a
vontade dos soviéticos, articular uma espécie de Internacional revolucionária
latino-americana. Um dos seus lemas era “Criar um, dois, três Vietnãs!”.
Procurando novos caminhos, ele empolgou-se com as teses pouco ortodoxas ali
aprovadas. Antes de ser expulso, apresenta sua carta de afastamento do Comitê
Central. Escreveu: “não tenho que pedir licença para praticar atos
revolucionários”. Permaneceu vários meses da ilha e foi firmando suas convicções
sobre os caminhos da revolução brasileira. Redigiu “Algumas questões sobre a
guerrilha no Brasil”, dedicado a Che Guevara. Agora a guerrilha era reconhecida
como “o caminho fundamental, e mesmo único, para expulsar o imperialismo e
destruir as oligarquias”. <BR><BR>Voltando ao país, fundou o Agrupamento
Comunista de São Paulo e, depois, através de uma articulação envolvendo
militantes de vários estados, criou a Ação Libertadora Nacional (ALN). Uma das
características dessa nova organização era subestimação – ou mesmo negação – do
papel do Partido de Vanguarda (comunista) no processo revolucionário. O seu lema
era “a ação faz a vanguarda”. Uma posição, influenciada por Regis Debray, que
não se enquadrava na tradição marxista e leninista. Esse foi um dos aspectos
mais polêmicos de seu pensamento. <BR><BR>Apesar de advogar a importância do
trabalho no campo, a ALN acabou ficando presa às atividades guerrilheiras nas
grandes cidades. Entre os seus primeiros atos estavam os assaltos a casas
bancárias e outros estabelecimentos, visando levantar fundos para montagem da
guerrilha. No começo, a ditadura não imaginava que essas ações estavam sendo
praticadas por organizações da esquerda armada. O segredo apenas foi descoberto
em novembro de 1968 quando da prisão de um militante. Desde então, Marighella
tornou-se o inimigo público número 1. <BR><BR>Ele, no entanto, foi pego de
surpresa quando, em setembro de 1969, um comando do MR-8 e da própria ALN
capturou o embaixador norte-americano e o soltou em troca da libertação de
vários presos políticos. Queixou-se por não ter sido informado com antecedência
de uma operação tão decisiva. Os autores do seqüestro responderam usando uma
tese do próprio Marighella: “ninguém precisa pedir autorização para realizar um
ato revolucionário”. <BR><BR>O experiente combatente tinha consciência que a
ditadura, humilhada pelo seqüestro, partiria para o contra-ataque. Ele estava
certo. Naqueles dias começou uma verdadeira operação de cerco e aniquilamento.
Poucos dias depois a quase totalidade dos que haviam participado daquela ação
arrojada estava presa ou morta. O Grupo Tático Armado da ALN foi praticamente
desbaratado pela repressão que se seguiu. <BR><BR>Faltava pegar Carlos
Marighella. Essa passou a ser uma verdadeira obsessão dos órgãos de segurança.
Através de informações extraídas de militantes barbaramente torturados, a
polícia localizou-o e montou uma emboscada. No dia 4 de novembro – menos de dois
meses da captura do embaixador americano – o Marighella foi executado em plena
Alameda Casa Branca na cidade de São Paulo. <BR><BR>O medo dos policiais era
tanto que mesmo a vítima estando sozinha e desarmada, eles se embaralharam e
acabaram matando e ferindo seus próprios comparsas. Um delegado levou um tiro na
perna e uma investigadora morreu baleada na cabeça. Envergonhados, os bandidos
do regime disseram que foram atacados por seguranças do líder da ALN. A farsa
logo foi desmascarada. <BR><BR>Talvez o poema Rondó da Liberdade, escrito pelo
próprio Marighella, descreva com precisão o espírito libertário daquele que
nunca se curvou diante às intempéries. Nas câmaras de tortura do Estado Novo,
resistindo sozinho e baleado num cinema carioca ou diante de seus algozes numa
alameda escura de São Paulo, ele parece sempre querer nos dizer: “É preciso não
ter medo,/ é preciso ter a coragem de dizer./ Há os que têm vocação para
escravo,/ mas há os escravos que se revoltam contra a escravidão./ Não ficar de
joelhos,/ que não é racional renunciar a ser livre./ Mesmo os escravos por
vocação/ devem ser obrigados a ser livres,/quando as algemas forem quebradas”.
As algemas da ditadura militar já foram quebradas. Outras ainda estão aí para
serem partidas e o serão pelas mãos, sem medo, de outros milhares de
marighellas.<BR><BR>Uma nota: Quando uma amiga perguntou: quem é você
Marighella? Ele respondeu faceiro: “sou apenas um mulato
baiano”.<BR><BR>Bibliografia<BR><BR>Betto, Frei – Batismo de Sangue, Ed. Casa
Amarela, 2000<BR>José, Emiliano – Marighella: o inimigo público número um da
ditadura militar, Ed. Sol e Chuva, 1997<BR>Marighella, Carlos – Por que resisti
à prisão, Ed. Brasiliense/Edufba, 1994<BR>---------------------- - Escritos de
Marighella, Ed. Livramento, 1979<BR>---------------------- - Poemas – Rondó da
Liberdade, Ed. Brasiliense, 1994<BR>Nóvoa, Jorge (org.) – Carlos Marighella: o
homem por trás do mito, Ed. Unesp, 1999<BR>Sacchetta, V. & Camargos, M – A
imagem e o gesto: fotobiografia de Carlos Marighella, Ed. Fundação Perseu
Abramo, 1999. <BR><BR>Filmografia<BR><BR>Marighella: Retrato falado do
guerrilheiro – documentário de Silvio Tendler<BR>Hercules 56 – documentário de
Silvio Da-Rin.<BR>Batismo de Sangue – filme dirigido por Helvécio
Ratton.<BR></DIV></SPAN>
<DIV class=colunas align=right><BR><!-- visualizações | --><A
onclick="popup('coluna_comentar.php?id_coluna_texto=2635', 'comentar', 420, 630, 1);"
href="javascript:void(0);">3 comentários</A></DIV>
<DIV class=assinatura><IMG
src="http://admin.paginaoficial1.tempsite.ws/admin/arquivos/biblioteca/augusto_buonicore159.jpg"
width=55 height=60>
<P>* Historiador, mestre em ciência política pela Unicamp</P></DIV></DIV>
<P>
<HR>
<P></P><BR>Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.<BR>Verificado por
AVG - www.avgbrasil.com.br <BR>Versão: 8.5.424 / Banco de dados de vírus:
270.14.49/2480 - Data de Lançamento: 11/04/09 07:37:00<BR>
<P>
<HR>
<P></P><BR>Nenhum vírus encontrado nessa mensagem recebida.<BR>Verificado por
AVG - www.avgbrasil.com.br <BR>Versão: 8.5.424 / Banco de dados de vírus:
270.14.49/2480 - Data de Lançamento: 11/04/09 07:37:00<BR></BODY></HTML>