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<HTML xmlns:o = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" xmlns:st1 =
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT> </P>
<P class=MsoNormal><FONT face=Arial color=navy><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: navy; FONT-FAMILY: Arial"><FONT
size=4><EM> Manifesto em homenagem ao grande revolucionário
Carlos Marighella, assassinado há 40 anos, em 4 de novembro de 69.
<o:p></o:p></EM></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal><FONT face=Arial color=navy><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: navy; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=4><EM>Para a
adesão, basta responder para </EM></FONT><A
href="mailto:marialmeid@uol.com.br"><FONT
size=4><EM>marialmeid@uol.com.br</EM></FONT></A><FONT size=4><EM>
colocando nome e profissão.<o:p></o:p></EM></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal><FONT face=Arial color=navy><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; COLOR: navy; FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=4><EM>O
manifesto será divulgado com a lista de assinaturas, no ato que vai acontecer
na Alameda Casabranca no dia 4 de
novembro.<o:p></o:p></EM></FONT></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=4><STRONG>EM MEMÓRIA
DE CARLOS MARIGHELLA</STRONG></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><BR> Carlos Marighella
tombou na noite de 4 de novembro de 1969, em São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, numa emboscada chefiada pelo mais notório
torturador do regime militar. Revolucionário destemido, morreu
lutando pela democracia, pela soberania nacional e pela justiça social.
<BR>Da juventude rebelde, como estudante de Engenharia, em Salvador, às brutais
torturas sofridas nos cárceres do Estado Novo; da militância partidária
disciplinada, às poesias exaltando a liberdade; da firme intervenção parlamentar
como deputado comunista na Constituinte de 1946, à convocação para a resistência
armada, toda a sua vida esteve pautada por um compromisso inabalável com as
lutas do nosso povo.<BR>Decorridos quarenta anos, deixamos para trás o período
do medo e do terror. A Constituição Cidadã de 1988 garantiu a plenitude do
sistema representativo, concluindo uma longa luta de resistência ao regime
ditatorial. Nesta caminhada histórica, os mais diferentes credos,
partidos, movimentos e instituições somaram forças. <BR><st1:PersonName
w:st="on" ProductID="O Brasil">O Brasil</st1:PersonName> rompeu o século 21
assumindo novos desafios. Prepara-se para realizar sua vocação histórica para a
soberania, para a liberdade e para a superação das inúmeras iniqüidades ainda
existentes. Por outros caminhos e novos calendários, abre-se a possibilidade
real do nosso País realizar o sonho que custou a vida de Marighella e de
inúmeros outros heróis da resistência. Garantida a nossa liberdade
institucional, agora precisamos conquistar a igualdade econômica e
social, verdadeiros pilares da democracia.<BR>A América Latina está superando um
longo e penoso ciclo histórico onde ocupou o lugar de quintal da superpotência
imperial. Mais uma vez, estratégias distintas se combinam e se
complementam para conquistar um mesmo anseio histórico: independência,
soberania, distribuição das riquezas, crescimento econômico, respeito aos
direitos indígenas, reforma agrária, ampla participação política da
cidadania. Os velhos coronéis do mandonismo, responsáveis pelas chacinas e
pelos massacres impunes em cada canto do nosso continente, estão sendo varridos
pela história e seu lugar está sendo ocupado por representantes da liberdade,
como Bolívar, Martí, Sandino, Guevara e Salvador Allende.<BR>E o nome de
Carlos Marighella está inscrito nessa honrosa galeria de libertadores. A
passagem dos quarenta anos do seu assassinato coincide com um momento
inteiramente novo da vida nacional. A secular submissão está sendo
substituída pelos sentimentos revolucionários de esperança, confiança no futuro,
determinação para enfrentar todos os privilégios e erradicar todas as formas de
dominação.<BR> O novo está emergindo, mas ainda enfrenta tenaz resistência
das forças reacionárias e conservadoras que não se deixam alijar do poder.
Presentes em todos os níveis dos três poderes da República, estas forças
conspiram contra os avanços democráticos. Votam contra os direitos sociais.
Criminalizam movimentos populares e garantem impunidade aos criminosos de
colarinho branco. Continuam chacinando lideranças indígenas e militantes da luta
pela terra. Desqualificam qualquer agenda ambiental. Atacam com virulência os
programas de combate à fome. Proferem sentenças eivadas de preconceito contra
segmentos sociais vulneráveis. Ressuscitam teses racistas para combater as ações
afirmativas. Usam os seus jornais, <st1:PersonName
w:st="on">tel</st1:PersonName>evisões e rádios para pregar o enfraquecimento do
Estado. Querem o retorno dos tempos em que o deus mercado era adorado como o
organizador supremo da Nação. <BR>Não admitimos retrocessos. Nem ao passado
recente do neoliberalismo e do alinhamento com a política externa
norte-americana, nem aos sombrios tempos da ditadura, que a duras penas
conseguimos superar.<BR>A homenagem que prestamos a Carlos Marighella soma-se à
nossa reivindicação de que sejam apuradas, com rigor, todas as violações dos
Direitos Humanos ocorridas nos vinte e um anos de ditadura. Já não é mais
possível interditar <st1:PersonName w:st="on" ProductID="o debate">o
debate</st1:PersonName> retardando o necessário ajuste dos brasileiros com a sua
história. Exigimos a abertura de todos os arquivos e a divulgação pública
de todas as informações sobre os crimes, bem como sobre a identidade dos
torturadores e assassinos, seus mandantes e seus financiadores.<BR>Precisamos
enfrentar as forças reacionárias e conservadoras que defendem como legítima uma
lei de auto-anistia que a ditadura impôs, em 1979, sob chantagens e ameaças.
Sustentando a legalidade de leis que foram impostas pela força das baionetas,
ignoram que um regime nascido da violação frontal da Constituição padece, desde
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="o nascimento">o
nascimento</st1:PersonName>, de qualquer legitimidade. E procuram encobrir que
eram ilegais todas as leis de um regime ilegal. <BR>Sentindo-se ameaçadas, estas
forças renegam as serenas formulações e sentenças da ONU e da OEA indicando que
as torturas constituem crime contra a própria humanidade, não sendo passíveis de
anistia, indulto ou prescrição. E se esforçam para encobrir que, no preâmbulo da
Declaração Universal que a ONU formulou, em 10 de dezembro de 1948, está
reafirmado <st1:PersonName w:st="on" ProductID="com todas as">com todas
as</st1:PersonName> letras o direito dos povos recorrerem à rebelião
contra a tirania e a opressão.<BR>Por tudo isso, celebrar a memória de Carlos
Marighella, nestes quarenta anos que nos separam da sua covarde execução, é
reafirmar o compromisso com a marcha do Brasil e da Nuestra America rumo à
realização da nossa vocação histórica para a liberdade, para a igualdade social
e para a solidariedade entre os povos.<BR>Celebrando a memória de Carlos
Marighella, abrimos o diálogo com as novas gerações garantindo-lhes o resgate da
verdade histórica. Reverenciando seu nome e sua luta, afirmamos nosso desejo de
que nunca mais a violência dos opressores possa se realimentar da impunidade.
Carlos Marighella está vivo na nossa memória e nas nossas lutas. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">
<BR>Brasil, 4 de novembro de 2009.<BR> <BR> <BR>Antonio Candido
<BR>Fabio konder Comparato, jurista, USP<BR>Fernando Morais, escritor<BR>João
Capibaribe, ex- governador do Amapá, e senador<BR>Emir Sader, sociólogo,
presidente da Clacso<BR>João Pedro Stedile, ativista do MST<BR>Heloisa
Fernandes, socióloga, <st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>a da
ENFF, e USP<BR>Frei Betto, escritor<BR><st1:PersonName
w:st="on">Leonardo</st1:PersonName> Boff, teólogo, escritor<BR>Clara
Charf<BR>Silvio Tendler, cineasta</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Fabiana Ferreira,
poeta<BR><st1:PersonName w:st="on">Ana</st1:PersonName> De Holanda, cantora e
compositora<BR><st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Vanucchi,
cientista político.<BR>Eliana Rolemberg, socióloga <BR>Sérgio Muniz -
cineasta<BR>Jair Krischke, militante dos direitos humanos.<BR>José Joffily.
cineasta<BR>Jorge Durán, cineasta<BR>Manfredo Caldas - Documentarista<BR>Carlos
Marés - Procurador Geral do Estado do Paraná, Professor PUCPR<BR>Marcio Curi -
cineasta e produtor DF<BR>Ronaldo Duque - cineasta<BR><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="Luiz Carlos">Luiz Carlos</st1:PersonName> Lacerda – cineasta<BR>Maria
Victoria Benevides , sociologa, <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName>a da USP<BR>Janete Capiberibe, deputada
federal PSB- Amapa<BR><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="Marcelo de Barros">Marcelo de Barros</st1:PersonName> Souza,
benedetino, teólogo e assessor de movimentos populares. <BR>Ivan Pinheiro,
secretario geral do PCB<BR><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="Beth Carvalho,">Beth Carvalho,</st1:PersonName> cantora e
compositora <BR>José Sérgio Gabrielle de Azevedo, presidente da
Petrobras<BR>Artur Henrique da Silva, presidente nacional da
CUT<BR><st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Betti, ator<BR>Hildegard
Angel, jornalista<BR>José Dirceu, advogado, ex Ministro-Chefe da Casa Civil do
governo Lula<BR><st1:PersonName w:st="on" ProductID="Vera de Fátima">Vera de
Fátima</st1:PersonName> Vieira - Jornalista<BR>Wagner Tiso, musico<BR>Eliseu
Gabriel - vereador PSB-SP<BR>Samuel Mac Dowell de Figueiredo, advogado<BR>Marco
Antônio Rodrigues Barbosa, advogado</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Pedro Casaldaliga, bispo emerito,
e poeta<BR>Chico de Oliveira, sociologo<BR>Rebeca de Souza e Silva,
<st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>a dra.da UNIFESP, campus
Vila Clementino<BR>Antonio Cechin, irmão marista, catequista<BR>Nilcéa Freire -
<st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>a da Universidade do Estado
do Rio de Janeiro e Ministra da Secretaria Especial de Políticas para as
Mulheres<BR>João Miguel, ator<BR>Jackson Lago , governador cassado do maranhao,
e PDT-MA<BR>Italo Cardoso, vereador PT-SP<BR>Maria Matilde Leone -
Jornalista<BR>Jun Nakabayashi - Sociólogo<BR><st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Cannabrava - Associação Brasileira da
Propriedade In<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>ectual dos
Jornalistas Profissionais<BR>Margarida Genevois - Socióloga</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Abrão , presidente da Comissão de Anistia</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Elza Ferreia Lobo, educadora
e jornalista<BR>Idibal de Almeida Pivetta, advogado de presos
politico<BR>Graciela Rodrigues, artista plástica</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Ausonia Favorido Donato
- Educadora</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Heleieth Iara Bongiovani Saffioti
- Socióloga</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Vanderley caixe - advogado - FALN
- Ribeirão Preto<BR> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p> </o:p></P></DIV></BODY></HTML>