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<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT><BR></DIV>
<DIV>
<DIV class=article>
<H2><A href="http://www.adital.com.br/freitito/esp/irmao_teatro_tito.html#">Ao
meu irmão Frei Tito</A></H2>
<H2><IMG alt="" hspace=0 src="cid:010101ca4c58$9b0a58a0$0200a8c0@vcaixe"
align=baseline border=0><BR>Colaboração de amigos</H2>
<P class=article><STRONG>PEÇA DE TEATRO<BR>"TITO", de Solange
Dias<BR></STRONG><SPAN class=pequeno><STRONG><FONT face=Verdana size=2>Dezembro
de 2005/Janeiro de 2006<BR>[ </FONT><A
href="http://www.adital.com.br/freitito/esp/tito.pdf"><FONT face=Verdana
size=2>DOWNLOAD DA PEÇA COMPLETA EM ARQUIVO PDF </FONT></A><FONT face=Verdana
size=2>] <BR><BR></FONT></STRONG></SPAN></P>
<P><STRONG>PERSONAGENS</STRONG></P>
<UL>
<LI>Tito
<LI>Fleury
<LI>Coro de Fleurys
<LI>Dr. Rolland
<LI>Rabotti
<LI>Companheiros do Presídio
<LI>Carcereiro
<LI>Anjo da Morte
<LI>Médico – Hospital Militar
<LI>Dominicano
<LI>Frei Oswaldo
<LI>Passageiros do Metrô e Passantes nas ruas de Paris
<LI>Xavier
<LI>Enfermeira
<LI>Médico – Paris
<LI>Nildes </LI></UL>
<P> </P>
<P><STRONG>Cena 1 – O Início no Fim</STRONG></P>
<P><EM>Tito ao pé de uma árvore. Parece lúcido. Ao seu lado está Dr. Rolland,
seu médico.</EM></P>
<P><STRONG>TITO</STRONG> – Quando cheguei a São Paulo, chovia, chovia. O mundo
parecia que estava desabando. Imagina, um cearense como eu... sabia o quanto a
chuva é abençoada. A chuva... coisa rara na minha terra.. Não vivi na seca, mas
aprendi a amar a chuva. Não me deixei molhar nela de vergonha. Bobo! Perdi a
oportunidade de ficar com alma lavada e o coração em paz na minha chegada. Seria
uma espécie de batismo. Pensei... é um sinal de que estou no caminho certo. A
chuva ia limpar meu chão para começar a semear. Semear a justiça e a paz que
faltavam no meu país. Vim pra São Paulo por que o preceito dos dominicanos é dar
abrigo, é ajudar ao próximo, é sair dos conventos e ir à rua ajudar o irmão. A
cidade fervilhava. Em 67, a ditadura militar endurecia cada vez mais, e eu um
dominicano, estudante de Filosofia, no meio daquela multidão, passeatas,
correria, palavras de ordem. Ah! Liberdade! Liberdade! Liberdade! Era o lugar
onde eu precisava estar! Precisavam de mim! Eu adorava aquilo, eu fervilhava
também. Cada grito de luta, cada brado exigindo liberdade e justiça, era envolto
de uma energia, de uma luz. Me sentia inteiro, íntegro, completo. Sabia o que
dizer, sabia o que ser, sabia procurar pessoas que me ajudassem a ajudar outras
pessoas. O sítio para reunião clandestina da UNE? Eu fui atrás e consegui.
Quando todos fomos presos, íamos de cabeça erguida. Íamos seguros de que
estávamos certos. Aquela era minha vida, era aquilo o que eu queria... A cidade
de São Paulo era tão grande, tão vasta. Assim como esse campo em
Villefranchesur-Saône... A diferença é que quando cheguei a São Paulo, eu ainda
não estava preso dentro de mim... </P>
<P class=pequeno><STRONG>[ <A
href="http://www.adital.com.br/freitito/esp/tito.pdf">DOWNLOAD DA PEÇA COMPLETA
EM ARQUIVO PDF </A>] </STRONG></P></DIV></DIV></BODY></HTML>