<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><STRONG>
<DIV> </DIV>
<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>
<IMG alt="" hspace=0 src="cid:007901ca4b58$f7609e30$0200a8c0@vcaixe"
align=baseline border=0>(clique)</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=4><A
href="http://www.youtube.com/confiancabrasil?gl=BR&hl=pt">http://www.youtube.com/confiancabrasil?gl=BR&hl=pt</A></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV></STRONG></DIV>
<DIV><STRONG></STRONG> </DIV>
<DIV><STRONG></STRONG> </DIV>
<DIV><STRONG>Companheiros (as) segue materia com ELZITA SANTA CRUZ, veiculada no
Jornal do Commercio, referente ao seu 96º aniversário, que será um ato político
pela abertura dos arquivos da ditadura conforme a própria Elzita noticiou na
entrevista<BR></DIV></STRONG>
<DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><STRONG>Marcelo Santa
Cruz</STRONG><BR> </P></DIV>
<DIV><A
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350332.php"><STRONG><FONT
face=Arial
size=2>http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350332.php</FONT></STRONG></A><BR></DIV>
<DIV>
<HR>
</DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG><FONT face=Verdana color=#ff3333
size=1>MEMÓRIA POLÍTICA<BR></FONT><FONT face=Verdana color=#0000ff size=5>O
presente que Elzita espera<BR></FONT></STRONG><FONT face=Verdana
size=1>Publicado em 11.10.2009</FONT>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><FONT size=2>
<DIV style="FONT-SIZE: 90%" align=right><STRONG><FONT size=4><I>Sem perder o
humor, Dona Elzita Santa Cruz completa 96 anos na próxima quarta. Homenagens
devem virar ato pela abertura dos arquivos da
ditadura</B></I></I><BR></FONT></STRONG><BR><I><STRONG>Gilvan Oliveira</STRONG>
</DIV>
<P style="FONT-SIZE: 90%"></I><A
href="mailto:goliveira@jc.com.br">goliveira@jc.com.br</A></FONT></FONT></FONT></FONT></P></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2><STRONG>Na próxima quarta-feira (14), Elzita
Santa Cruz Oliveira comemora seu 96º aniversário, mas seu maior desejo não será
atendido: a abertura de todos os arquivos militares do período da ditadura
(1964/1985). Nada que tire seu habitual bom humor. “Vou aproveitar e pedir ao
presidente Lula de novo. Queria que ele abrisse os arquivos, senão eu não vou
ver. Não é possível que eu vá fazer 100 anos, né?”, brinca. Ela já havia feito o
pedido ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva há dois anos, no Palácio do
Planalto, numa cerimônia em homenagem às vítimas de violência durante a
repressão. Dona Elzita ficou conhecida por ser mãe do funcionário público
Fernando Santa Cruz, ex-militante da Ação Popular Marxista-Leninista (APML),
vítima de um dos mais intrigantes desaparecimentos operados pela repressão, em
1973, então com 26 anos. Depois disso, ela se acostumou a ser um símbolo e viver
uma vida sem fronteiras entre a vida privada e a política. A comemoração pelo
seu aniversário que o diga. </STRONG></DIV>
<P><STRONG>Na quarta, em Olinda, a festa pelo aniversário de Dona Elzita vai
além das homenagens de parentes, amigos e admiradores. Ganhará feições de ato
político. Será celebrada uma missa, às 19h, na capela de São Joaquim, no bairro
de Jardim Atlântico. Logo em seguida, será servido um coquetel. Vítimas e
parentes de vítimas da repressão e militantes de direitos humanos devem
aproveitar o evento e reforçar o coro pela abertura total dos arquivos da
ditadura. Uma das presenças mais significativas será a da viúva do fundador da
Aliança Libertadora Nacional (ALN), Carlos Marighella, Clara Charf, de 85 anos.
A secretária de Direitos Humanos do Recife, Amparo Araújo, viúva de Luiz José da
Cunha, o comandante Crioulo, militante da ALN, confirmou presença. O ministro da
Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, foi convidado, mas não tinha
confirmado sua vinda até a última sexta-feira. </STRONG>
<P><STRONG>O pedido de abertura sem restrições vem em contraposição à postura
adotada pelo governo brasileiro. Em maio, o presidente Lula enviou ao Congresso
projeto de lei para regular a divulgação de documentos públicos. Ele mantém o
sigilo para os documentos que tratam de informações que coloquem em risco a
defesa à soberania ou à integridade do território nacional, que tratem de
negociações ou relações internacionais, planos e operações estratégicas das
Forças Armadas, autoridades nacionais, estrangeiras e familiares e atividades de
inteligência. Nesse bojo, a família Santa Cruz acredita que podem permenecer
secretos dados sobre o que aconteceu a Fernando. No próprio governo, há
divergências. O ministro Paulo Vannuchi já se pronunciou a favor da divulgação
de documentos que tratem de desaparecidos políticos, seja qual for sua condição.
</STRONG>
<P><STRONG>Em 1973, dona Elzita morava em Olinda e seu filho Fernando, em São
Paulo (SP). Ele, a esposa, Ana Lúcia Valente, e o filho de dois anos de idade,
Felipe, foram passar o Carnaval no Rio de Janeiro. O casal militava na APML e lá
iria se reunir com outros integrantes do grupo. Em 23 de fevereiro daquele ano,
Fernando junto com o amigo e companheiro da APML, Eduardo Collier, foram detidos
por agentes do DOI/Codi e nunca mais vistos. Em 14 de março de 1974, buscando
saber do paradeiro de Fernando e Eduardo, as duas famílias foram ao DOI-Codi em
São Paulo. O carcereiro de plantão, conhecido como Marechal, confirmou que eles
estavam presos ali, só podendo receber visitas no domingo, dia 17. Foram
deixados, então, para eles, objetos de uso pessoal. Mas, no domingo, esses
objetos foram devolvidos e as famílias foram informadas que se tratava de um
engano: os dois não estavam lá detidos. E nesses 35 anos, não há qualquer
indício do paradeiro da dupla nem dos seus corpos, o que transformou Fernando
Santa Cruz em um dos principais símbolos de vítima da violência na ditadura.
</STRONG>
<P><STRONG>Dona Elzita escreveu cartas ao então ministro da Justiça, Armando
Falcão, noticiando o ocorrido com o filho. Sem respostas. Levou o caso então à
Organização dos Estados Americanos (OEA). O governo respondeu à OEA, em 1975,
que não havia registros oficiais da detenção de Fernando. Tudo que lhe chegou de
informação do filho até hoje foi o comentário que um médico do Exército – ela
não disse o nome – fez ao seu marido, o médico-sanitarista Lincoln de Santa Cruz
Oliveira, pai de Fernando, falecido em 1986. “Ele era amigo de (Lincoln) Santa
Cruz e disse o seguinte: ‘tu não tens esperança na volta do teu filho porque
eles (agentes da repressão) estão colocando os presos num avião e jogando no
mar...’ E eu acho que é a verdade mesmo”, se resigna. Por esse motivo, Dona
Elzita diz, sem amargura, não crer que encontrem o corpo do filho. Mas afirma,
com esperança, acreditar que vai encontrar em documentos oficiais a verdade do
que foi feito com Fernando naquele sábado de Carnaval, 23 de fevereiro de
1973.</STRONG>
<DIV>
<HR>
</DIV>
<P></P>
<P><STRONG><FONT color=#ff0000 size=4>Quando ela mentiu para tirar o
título<BR></FONT></STRONG><FONT face=Verdana size=1>Publicado em
11.10.2009</FONT></P>
<P><STRONG><FONT color=#000080>Elzita Santa Cruz ganhou notoriedade com o
desaparecimento do filho Fernando Santa Cruz. E se orgulha disso. Mas sua
inserção na política não pode ser creditada só a esse fato. Dona Elzita revela
que sempre gostou da militância. Só não imaginava que ela iria ganhar tamanha
repercussão. “Não imaginava tanta política na minha vida. Mas toda a vida eu
gostei dela”, afirma. É tanto que ela fala com orgulho de suas façanhas e
precocidade. </FONT></STRONG></P>
<P><STRONG><FONT color=#000080>Nascida em Palmares (Mata Sul), Dona Elzita,
filha de um senhor de engenho, lembra que na adolescência admirava o líder
comunista Luís Carlos Prestes. Lia os jornais da época com especial interesse
por política. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde tirou o primeiro título de
eleitor. “Foi através da Igreja. Na época, o padre falou que iria ajudar a quem
quisesse tirar o título. Mas, antes, ele perguntava em quem a gente ia votar,
porque ele não iria tirar título de quem votasse em comunista. Eu menti só para
tirar o documento”, conta. Além de se orgulhar da façanha, Dona Elzita também se
orgulha de ter sido a primeira mulher de sua família a votar, em 1945.
</FONT></STRONG>
<P><STRONG><FONT color=#000080>Com a ditadura, dona Elzita experimentou o lado
amargo da repressão. Apesar de ficar conhecida pela morte do filho Fernando, seu
primeiro revés veio pela militância estudantil do filho Marcelo Santa Cruz, hoje
vereador de Olinda pelo PT. Ele teve o diploma de Direito cassado em 1969 e
chegou a ser detido. Em seguida, veio um revés maior: a filha Rosalina Santa
Cruz, hoje assistente social em São Paulo. Em 1972, ela foi presa por militar na
Val-Palmares, grupo armado que lutava contra a ditadura. “Não tive notícias dela
por quatro meses. Quando foi visitá-la na prisão, estava com 38 quilos e tinha
sofrido um aborto”, afirma dona Elzita, que teve 10 filhos do casamento com o
médico Lincoln Santa Cruz. </FONT></STRONG>
<P><STRONG><FONT color=#000080>Com a redemocratização, dona Elzita passou ela
mesma a militar. Foi uma das fundadoras do PT no Estado, em 1984. Ainda hoje
coordena as campanhas do filho Marcelo em Olinda. Pelo conjunto da obra dela e
dos filhos, foi uma das três personagens das inserções na TV do programa
Memórias Reveladas, do governo federal, exibidas desde o último dia 27. O
objetivo é estimular pessoas a repassarem informações ao governo sobre
militantes políticos desaparecidos na ditadura.</FONT></STRONG></P></FONT>
<DIV><FONT face=Arial size=2><A
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350333.php"><STRONG>http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350333.php</STRONG></A><A
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php"></A></DIV>
<DIV>
<HR>
</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=4><FONT color=#0000ff>Homenageada como símbolo da luta
pela Paz</FONT><BR></FONT></STRONG><FONT face=Verdana size=1>Publicado em
11.10.2009</FONT>
<P><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=2><FONT
face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1><FONT size=2>
<DIV id=corpo style="FONT-SIZE: 90%"><FONT face=Arial><STRONG>Na mesma semana em
que Elzita Santa Cruz comemora 96 anos de vida, o Ministério da Cultura (Minc)
lança, no Recife, uma exposição fotográfica que vem como uma homenagem a ela.
Intitulada 1000 Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo, a exposição traz fotos das
mulheres de 150 países que serviram como personagens do livro homônimo lançado
em 2005 para concorrer ao Prêmio Nobel da Paz. Estão presentes no grupo 52
brasileiras, sendo cinco pernambucanas. E entre elas, dona Elzita.
</STRONG></FONT>
<P><FONT face=Arial><STRONG>A obra foi organizada pela associação suíça Mulheres
pela Paz ao Redor do Mundo, com o apoio da Unesco. O objetivo era agraciar as
1000 mulheres em um único ano por suas lutas contra a violência e a
discriminação, a opressão e a miséria. O comitê do Nobel não as premiou. Mas o
projeto ganhou desdobramentos. Entre eles o da exposição de fotos, que
acontecerá de 15 a 25 de outubro na representação regional Nordeste do Minc, na
Rua Bom Jesus, no Recife Antigo. As outras pernambucanas fotografadas na
exposição são: Givânia Maria da Silva, líder quilombola em Conceição das
Crioulas, em Salgueiro, Lenira Maria de Carvalho, presidente de honra do
sindicato estadual das trabalhadoras domésticas, Zenilda Maria de Araújo, viúva
do cacique Chicão, assassinado em 1998 em Pesqueira, e Vanete Almeida,
coordenadora da Rede de Mulheres Rurais. </STRONG></FONT>
<P><FONT face=Arial><STRONG>Outra homenagem à dona Elzita está sendo preparada
pela família, coordenada pelo vereador Marcelo Santa Cruz. Ele tenta reeditar o
livro Onde Está Meu Filho? Escrita pela jornalista e ex-deputada Cristina
Tavares, pelos jornalistas Gilvandro Filho e Jodeval Duarte, Glória Brandão e
pelo sociólogo e ex-preso político Francisco de Assis, com colaboração do
jornalista Nagib Jorge Neto, a obra foi lançado em 1984 pela editora Paz e Terra
em edição única, que rapidamente se esgotou. A editora encerrou suas atividades.
Marcelo informou que negocia junto à Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), do
governo do Estado, uma publicação da obra ampliada e revisada. O livro relata o
drama dos familiares e amigos com o desaparecimento de Fernando Santa Cruz.
Marcelo acredita que até o fim do ano terá uma definição sobre esse
projeto.</STRONG></FONT></P></DIV></FONT></FONT></FONT></DIV></FONT>
<DIV><FONT face=Arial size=2><A
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php"><STRONG>http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php</STRONG></A></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>
<TABLE cellSpacing=1 cellPadding=2 width="100%" bgColor=#cccccc border=0>
<TBODY>
<TR bgColor=#e8ecf0>
<TD width="49%">
<DIV align=left><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=2><B><FONT color=#6e8294 size=1> MATÉRIAS
VINCULADAS</FONT></B></FONT></DIV></TD></TR></TR>
<TR bgColor=#f0f0f0>
<TD width="49%"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=1><A class=lista
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350333.php"><STRONG>
Quando ela mentiu para tirar o título</STRONG></A></FONT></TD></TR></TR>
<TR bgColor=#f0f0f0>
<TD width="49%"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"
size=1><A class=lista
href="http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/10/11/not_350334.php"><STRONG>
Homenageada como símbolo da luta pela
Paz</STRONG></A></FONT></TD></TR></TBODY></TABLE></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV></BODY></HTML>