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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=chapeu>.txt</P>
<P class=titulo>Livro elucida paradeiro de desaparecidos políticos</P>
<P class=linhafina><I>Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?</I> é o
primeiro livro do jornalista Aluízio Palmar, ex-líder da VPR e MR-8.</P>
<P class=headline-link>Agência Carta Maior</P>
<P class=texto><BR><BR>Após três décadas de mistério, chega às livrarias a
revelação dos últimos passos de seis guerrilheiros que estavam na Argentina e
desapareceram ao ingressar no Brasil para promover ações armadas no Sul do país.
O paradeiro do grupo está elucidado em <I>Onde foi que vocês enterraram nossos
mortos?</I>, do jornalista Aluízio Palmar.<BR>A obra é o resultado de 26 anos de
investigação jornalística e verdadeira obstinação em busca das circunstâncias
das mortes e da localização da cova onde foram enterrados cinco brasileiros e um
argentino que insistiram em continuar a luta armada contra a ditadura militar
mesmo após a derrota das organizações guerrilheiras em meados de 1974.<BR>O
livro expõe detalhes inéditos da cilada armada pela repressão para atrair os
remanescentes. A denúncia traz nova versão sobre o emblemático ex-sargento
Alberi Vieira dos Santos, cuja participação na emboscada está evidenciada em
documentos pesquisados pelo autor em arquivos empoeirados e em entrevistas com
pessoas contemporâneas do agente. O jornalista traz ao público como prova cabal
o depoimento de uma testemunha ocular do crime encontrada depois do cruzamento
das linhas de investigação.<BR>Buscar Onofre Pinto, os irmãos Daniel José de
Carvalho e Joel José de Carvalho, José Lavéchia, Víctor Carlos Ramos e o
argentino Enrique Ernesto Ruggia virou obsessão do jornalista desde seu retorno
do exílio em 1979. “Às vezes, penso que essa idéia fixa era movida pela
curiosidade de saber como teria sido minha morte caso eu tivesse aceitado o
convite do ex-sargento Alberi Vieira dos Santos para me integrar àquele grupo”,
descreve Palmar.<BR>O livro não está limitado a elucidar o destino dos
remanescentes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Ele amplia o debate
sobre o mais obscuro capítulo da história recente do Brasil e da América ao
lançar novas informações em torno da formação de focos da guerrilha armada na
Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), ao comprovar a participação
da Itaipu Binacional na Operação Condor, apontar o destino de parte dos US$ 2,6
milhões expropriados do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros
enriquecido por anos e anos de corrupção.<BR>Palmar também conta com riqueza de
detalhes parte da sua trajetória como ex-líder da Vanguarda Popular
Revolucionária (VPR) e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). Ele leva
o leitor para o tenso ambiente vivido pela VPR até sua dissolução. O título
reconstrói o clima de suspeita em relação a possíveis agentes infiltrados, a
angústia quanto aos companheiros que caíram nas mãos dos militares e o tom de
despedida da luta armada nos últimos comunicados da organização.<BR>Em seu
primeiro livro, ele conta a história do Brasil mesclando com suas memórias das
noites horrores no cárcere, tortura nas mãos de militares, da sua libertação no
grupo de setenta políticos presos trocados pelo embaixador suíço Giovanni Enrico
Bucher e os tropeços com a morte, entre outros momentos conturbados desde o
início da sua militância política no Rio de Janeiro. <BR><I>Onde foi que vocês
enterraram nossos mortos?</I> apresenta-se como um livro fundamental para a
reconstituição da história dos movimentos armados no país durante o regime
militar, escreve o jornalista Fábio Campana no texto de apresentação da obra:
“As sociedades não podem prescindir de sua história para evitar a repetição de
seus erros e desvarios. Palmar nos ajuda nessa tarefa angustiante, ao fazer
história e ao mesmo tempo buscar os lugares onde enterraram nossos
mortos”.<BR><B>Aluízio Ferreira Palmar</B> nasceu em 1943 em São Fidélis, no Rio
de Janeiro. Em sua juventude, estudou Ciências Sociais na Universidade Federal
Fluminense e, devido à sua militância revolucionária, foi preso e banido do
país. Com a anistia voltou ao Brasil e se radicou em Foz do Iguaçu (PR), onde
começou suas atividades como jornalista profissional trabalhando no semanário
<I>Hoje Foz</I>.<BR>Em 1980, criou o semanário <I.NOSSO Tempo< i>, conhecido por
sua linha editorial rebelde e alternativa. Atuou ainda em outros meios de
comunicação do Paraná e exerceu cargos de secretário de Comunicação e de Meio
Ambiente na Prefeitura de Foz do Iguaçu. Atualmente, ocupa cargo de chefe de
gabinete da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu.<BR><B>Onde foi que vocês
enterraram nossos mortos?</B><BR><BR>Travessa dos Editores<BR><BR>366
páginas<BR><BR>Valor: R$ 30,00<BR></P></DIV></BODY></HTML>