<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>.................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT size=1>----- Original Message ----- <o:p></o:p></FONT></DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=1> <</FONT><A
href="mailto:falista2@gmail.com"><FONT
size=1>falista2@gmail.com</FONT></A><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p></o:p></P><SPAN
style="mso-spacerun: yes"></SPAN><FONT face=Arial size=2></FONT>
<DIV><BR><BR><FONT size=5><STRONG><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>MST e laranjas<BR></STRONG></FONT><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST é detestado por todos: da direita
ruralista à esquerda chavista, passando por tucanos, petistas, psolentos,
verdes, azuis e amarelos. Mesmo os que fingem apoiar o MST o detestam.<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Isso porque há uma antipatia ancestral e
inata contra o MST, esse arquétipo de nosso inconsciente coletivo, esse cancro
irremovível que insiste em nos lembrar, mesmo nos períodos de bonança, que fomos
o<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>último país do mundo a abolir
a escravidão e continuamos sendo uma porcaria de nação que jamais fez a reforma
agrária.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST é o espelho que reflete o que não
queremos ver.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Há duas questões, na vida nacional, que
contradizem qualquer discurso político da boca pra fora e revelam qual é, mesmo,
de verdade, a tendência ideologica de cada um de nós, brasileiros: a violência
urbana<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>e o MST. Diante deles,
aqueles que até ontem pareciam ser os mais democráticos e politicamente
esclarecidos passam a defender que se toque fogo nas favelas, que se mate de vez
esse bando de baderneiros do campo, PORRA, CARAJO, MIERDA, MALDITOS DIREITOS
HUMANOS!<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST nos faz atentar para o fato de que
em cada um de nós há um Esteban de A Casa dos Espíritos; há o ditador, cuja
existência atravessa os séculos, de que nos fala Gabriel García Márquez em O
Outono do<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Patriarca; há os
traços irremovíveis de nossa patriarcalidade latinoamericana, que indistingue
sexo, raça, faixa etária ou classe social:<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST é o negro amarrado no tronco, que
chicoteamos com prazer e volúpia.<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST é Canudos redivivo e atomizado
<st1:PersonName ProductID="em pleno século XXI.  O MST" w:st="on">em pleno
século XXI.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O MST</st1:PersonName> é a Geni da música
do Chico Buarque - boa pra apanhar, feita pra cuspir – com a diferença de que,
para frustração de nossa maledicência, jamais se deita com o comandante do
zeppelin gigante.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>E, acima de tudo, O MST é um assassino de
laranjas!<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>E ainda que as laranjas fossem
transgênicas, corporativas, grilheiras, estivessem podres, com fungos,
corrimento, caspa e mau hálito, eles têm de pagar pela chacina cítrica! Chega de
impunidade! Como <st1:PersonName ProductID="o João" w:st="on">o
João</st1:PersonName> Dória<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Jr.,
cansei!<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Jornalismo pungente<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Afinal, foi tudo registrado em imagens –
e imagens, como sabemos, não mentem. Estas, por sua vez, foram exibidas numa
reportagem pungente do Jornal Nacional - mais um grande momento da mídia
brasileira -,<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>merecedora, no
mínimo, do prêmio Pulitzer. Categoria: manipulação jornalística. Fátima
Bernardes fez aquela cara de dominatrix indignada; seu marido soergueu uma das
sobrancelhas por sob a mecha branca e, além<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>dos litros de secreção vaginal a inundar
calcinhas em pleno sofá da sala, o gesto trouxe à tona a verdade inextricável:
os “agentes“ do MST são um bando de bárbaros.<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>(Para quem não viu a reportagem,
informo,a bem da verdade, que ela cumpriu à risca as regras do bom jornalismo:
após uns dez minutos de imagens e depoimentos acusando o MST, Fátima leu, com
cara de quem come <SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>jiló com banana verde, uma nota de 10
segundos do MST. Isso se chama, em globalês, ouvir o outro lado.)<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Desde então, setores da própria esquerda
cobram do MST sensatez, in<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>igência,
que não dirija seu exército nuclear assassino contra os pobres pés de laranja
indefesos justo agora, que os ruralistas tentam<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>instalar, pela 3ª vez, como se as leis
fossem uma questão de tanto bate até que fura, uma CPI contra o movimento
(afinal, é preciso investigar porque o governo “dá” R$155 milhões a “entidades
ligadas ao MST”, mesmo que ninguém nunca venha a público esclarecer como obteve
tal informação, como chegou a esse número, que entidades são essas nem qual o
grau de sua ligação com o MST: O Incra, por exemplo, está nessa lista como
ligado ao MST?).<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>A insensatez dos miseráveis<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Ora, o MST é um movimento social nascido
da miséria, da necessidade e do desespero. Eles estão em plena luta contra uma
estrutura agrária arcaica e concentradora. Não se pode esperar sensatez de
movimentos sociais da base da pirâmide social, que lutam por um direito básico
do ser humano. Pelo contrário: é justamente a insensatez, a ousadia, a coragem
de<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>desafiar convenções que faz
do MST um dos únicos movimentos sociais de fato transgressores na história
brasileira. Pois quem só protesta de acordo com os termos determinados pelo
Poder não está protestando de<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>fato, mas sendo manipulado. Se os
perigosos agentes vermelhos do MST tivessem sensatez, vestiriam um terno e iriam
para o Congresso fazer conchavos, não ficariam duelando com moinhos de vento,
digo, pés de laranja.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Mas é justamente por isso que o MST
incomoda a tantos: ele, ao contrário de nós, ousa desafiar as convenções: ele é
o membro rebelde de nossa sociedade que transgride o tabu e destroi o totem.
Portanto, para<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>restituição da
ordem capitalista/patriarcal e para aplacar nossa inveja reprimida, ele tem de
ser punido. Ele é o outro.Quantos de nós já se perguntaram como é viver sob
lonas e gravetos – em condições piores do<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>que nas piores favelas -, à beira das
estradas, em lugares ermos e remotos, sujeito a ataques noturnos repentinos dos
tanto que os detestam? Quantos já permaneceram num acampamento do MST por mais
do que<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>um dia, observando o que
comem (e, sobretudo, o que deixam de comer), o que lhes falta, como são suas
condições de vida?<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Poucos, muito poucos, não é mesmo? Até
porque nem a sobrancelha erótica do Bonner nem o olhar-chicote da Fátima jamais
se interessaram pelo desespero das mães procurando, aos gritos, pelos filhos
enquanto o<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>acampamento arde em
fogo às 3 da madrugada, nem pelas crianças de 3,4 anos que amanhecem coberta de
hematomas dos chutes desferidos pelos jagunços invasores, ao lado do corpo de
seus pais, assassinados<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>covardemente pelas costas e cujo sangue
avermelha o rio.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Para estes, resta, desde sempre, a mesma
cova ancestral, com palmos medidas, como a parte que lhes cabe neste
latifúndio.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Para a mídia, pés de laranja valem mais
do que a vida humana, quero dizer, a vida subumana de um miserável que cometeu a
ousadia suprema de lutar para reverter sua situação.<BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Mas os bárbaros, claro está, são o
MST.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Por isso, haja o que houver, o MST é o
culpado.<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN><BR><SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Postado por Maurício Caleiro às
02:18<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Quinta-feira, 8 de Outubro
de 2009<BR><SPAN style="mso-spacerun: yes"> <FONT face=Arial
size=2>=========================================================================================================</FONT></SPAN></DIV>
<DIV><SPAN style="mso-spacerun: yes"><FONT face=Arial size=2> </FONT>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O MST E OS
LARANJAS<o:p></o:p></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: right"
align=right><st1:PersonName w:st="on"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Laerte
Braga</SPAN></st1:PersonName><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Qualquer que seja a dimensão da
conjuntura e os fatos políticos que dela advêm o que permanece viva e presente
em cada momento da vida é a luta de classes. Vejo com freqüência se dizer que é
preciso deixar de lado conceitos da ortodoxia marxista e buscar enxergar a
realidade de um mundo novo.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">A leitura do Manifesto do Partido
Comunista, publicado pela primeira vez em 1848 dá a nítida sensação que foi
escrito hoje, poucos minutos atrás. Não há uma infirma mudança naquela
realidade. Nem tampouco necessidade de releitura de conceitos
marxistas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><A
href="http://www.ebooksbrasil.org/elLibris/manifestocomunista.html">http://www.ebooksbrasil.org/elLibris/manifestocomunista.html</A><o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">De um modo geral esse tipo de
argumento, como a “morte da História”, serve aos propósitos da classe dominante.
Nada além disso.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Se alguém disser que a realidade de
tempo e espaço é diversa, direi que apenas na sofisticação a que se permitem as
elites a partir de tecnologias geradoras de formas de dominação mais perversas e
brutais, ainda que não se consiga – muitos – deixar de olhar um letreiro da
cadeia Mcdonalds, de sintonizar a GLOBO, qualquer outra rede, no pressuposto de
um sanduíche ou do sucesso.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Criou-se de fato a “sociedade do
espetáculo”. Com linguagem própria e meios que transferiram a adoração feita nos
altares onde a reverência e a submissão se manifestavam no beijo do anel, para
as imensas lojas de shoppings e um “deus” chamado mercado.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Não existe progresso se esse for de
apenas uma classe. Aí é privilégio.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Eu não tenho dúvidas que os
apresentadores e comentaristas de telejornais no Brasil, como em nações onde a
luta de classes se mostra mais aguda, são atores. Dispõem-se a qualquer papel e
à diferença de atores/atores (digamos assim) está no fato que não voltam nunca a
ser pessoas. Bonner é Bonner em cada momento que representa a vida. William Haak
e William Haak em cada instante do papel que cumpre. Não têm
identidade.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Robôs? Numa certa medida sim.
Perderam almas, não sabem o significado de compromissos éticos com a verdade,
mas adaptam-se aos papéis que encenam com impressionante adoração pelo “deus”
que lhes paga.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O MST (Movimento dos Trabalhadores
Rurais sem Terra) ocupou uma “fazenda” da CUTRALE, plantadora de laranjas e
produtora de sucos. O INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária) informou que a “fazenda”, de nome Santo Henrique, pertence à União. São
terras públicas griladas por uma empresa. Estão numa área conhecida como Núcleo
Colonial Monção. O Estado depende de uma ordem judicial para recuperar a posse
dessas terras recebidas em 1909 como parte de pagamento de dívidas da Companhia
de Colonização São Paulo e Paraná.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Só contra a empresa CUTRALE o INCRA
tem pelo menos cinqüenta ações na Justiça no município de Ourinhos,
SP.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">As decisões judiciais contra o MST
saem em 48 horas via de regra. Contra empresas que grilam terras públicas só
Deus, esse o outro, não o mercado, sabe.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">A mídia vende a idéia de ato
criminoso por parte do MST. Não toca na grilagem de terras públicas pelas
empresas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Nem passa perto das dívidas dos
grandes latifúndios com o Banco do Brasil e agências de fomento da União. Nunca
foram pagas, são sempre roladas. Ignora os resultados obtidos nas pequenas
propriedades rurais e os benefícios gerados a partir daí. Nem pensa em mostrar
os resultados da pesquisa do IBGE que mostra a concentração crescente de terras
no Brasil em mãos de poucos proprietários (pessoas físicas ou
jurídicas)<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">É que esses pagam os salários dos
atores/apresentadores. Os donos.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Quando a senadora Kátia Abreu,
envolvida em desvio de verbas públicas para a agricultura e despejadas em sua
campanha eleitoral vocifera contra o MST encontra abrigo na
mídia.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Já os desvios, as dívidas da
senadora por conta dos financiamentos públicos... É desse dinheiro que sai o
esgar de ódio de gente como Bonner, Haack, Boechat, Miriam Leitão,
<st1:PersonName w:st="on">Alexandre</st1:PersonName> Garcia. Levam vantagem
sobre atores. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Marcelo Mastroiani não conseguia
dizer um não a contento do diretor, no caso Federico Felini. O gênio chamou-o a
um canto e lhe ensinou a “técnica”. “Trave a bunda, dê três pulos e diga não”.
Saiu como queria Felini. Mastroiani voltou ao normal nos sorrisos que se
seguiram à tomada.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Deixou o ator na película e saiu
gente.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Apresentadores/atores não conseguem
isso. Vivem em tempo integral o papel de veicular a mentira, o ódio, de servir à
classe dominante.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O MST não cometeu nenhum ato
criminoso. Criminosos são os grileiros, no caso a CUTRALE.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O distinto cidadão não sabe a
porcaria que come ou bebe no “milagre” dos transgênicos, ou dos produtos que
promovem “saúde”, emagrecimento rápido, que o colocam no mercado, dentro dos
padrões em que é consumido e consome segundo a vontade desse
“deus”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Toma A<st1:PersonName
w:st="on">CT</st1:PersonName>VIA todo dia e acredita piamente que o que é
veiculado pela tevê é “saúde”. Não faz a menor idéia do que seja essa
“saúde”.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Nem percebe que vai sendo
transformado em objeto num mundo cada vez mais brutal e violento. Seja na
decisão judicial que reintegra uma empresa na posse do que não é dela, ou que
pune trabalhadores. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Importante é prestar atenção no
JORNAL NACIONAL, no JORNAL DA BAND. Seguir a risca os ensinamentos de D.
<st1:PersonName ProductID="Ana Maria Braga" w:st="on">Ana Maria
Braga</st1:PersonName> e acreditar piamente que “milhões” de pessoas morreram no
mundo de gripe suína segundo outra dona, essa Dona Miriam
Leitão.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Nem sequer busca saber que a gripe
suína chegou aos seres supostamente humanos a partir do descuido, digamos assim,
de uma grande empresa criadora de porcos no México, as GRANJAS CARROL. E que o
lucro foi dos laboratórios fabricantes do medicamento curativo ou
salvador.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">É que recebe diariamente doses
cavalares de verdade absoluta e única da mídia. Nessa moeda só existe a cara
deles, não há coroa. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Há uma pequena confusão sobre o
artigo que deve preceder a palavra laranja, no plural ou no singular. Se
feminino, referindo-se à fruta, ou se masculino, se definindo o caráter dos que
veiculam tanta mentira pelos meios de comunicação. Tevê e rádio principalmente
pelo seu largo alcance. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Nada disso é do nada, assim da
cartola mágica da senadora Kátia Abreu.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Há dias o governo Lula prometeu que
seria assinado o decreto que atualiza os chamados índices de produtividade.
Aqueles que determinam, em última instância, o que é terra produtiva e o qual
não é. Ouriçaram-se os latifundiários. Não têm compromisso com produção que não
seja de transgênicos et por cause, dos financiamentos públicos que não vão pagar
nunca, como nunca pagaram. Conhecem trabalho escravo, sabem de cor e salteado,
de trás para a frente, é prática cotidiana deles. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Por largo período se impediu a
divulgação de uma cartilha explicando ao consumidor o que é produto orgânico,
produto que contenha orgânicos e produto não orgânico, transgênico, que, como
prevê a lei, todos terão selo identificador a partir de
2010.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Não interessa que o distinto público
saiba o que está ingerindo. O distinto público tem que assentar-se à frente da
telinha, jurar fidelidade a “santa” Miriam Leitão e entupir-se de saúde nos
potinhos de A<st1:PersonName w:st="on">CT</st1:PersonName>VIA, mesmo que
repletos de todas as podridões transformadas em sabor
morango.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">E achar que os criminosos são os
trabalhadores rurais. Os latifundiários são geradores de
progresso.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O deles.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Não existe alternativa de luta num
modelo falido. Num institucional podre e comido por dentro e por fora na sua
estrutura. No seu âmago. Alguém acredita num judiciário com Gilmar Mendes? Num
senado com Artur Virgílio, ou Tasso Jereissati? Ou José Sarney? Num funcionário
da Fundação Ford querendo ser presidente da República, falo do governador José
Serra de São Paulo (propriedade privada da FIESP/DASLU)?<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">É esse tipo de gente que forma e
representa a classe dominante, limpa, lavada com OMO e que usa COLGATE para
branquear os dentes.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O artigo que define laranja é
masculino. E no plural. São laranjas, mas não frutas. Tão somente criminosos que
servem à classe dominante.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">As pontas do crime organizado em
modelo político e econômico.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">O MST é uma resistência a todo esse
processo perverso. Tanto se manifesta nos noticiários das tevês, rádios ou nas
insinuações falsas de jornais marrons, como na borduna que oprime trabalhadores
aqui, ou em Honduras, em qualquer parte do mundo. Inclusive nos EUA, onde 90
milhões de pessoas vivem à margem dos “benefícios” do chamado Estado.
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Mais ou menos como aqueles navios
antigos que um timoneiro ia batendo o ponto marcado para os remadores, enquanto
os senhores se refestelavam nos festins do poder. Quando um remador/escravo se
rebelava era atirado ao mar. Quando morria à míngua e de tanto ser explorado
também jogado ao mar.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Neste momento estamos sendo jogados
ao mar. E tratam de primeiro jogar o MST. Transformá-lo naquilo que eles são:
criminosos. Classe dominante, logo a que explora.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">Em caso de depressão corra a uma
agência de turismo, compre uma passagem para Chicago. No dia 18 deste mês de
outubro vai ser leiloada por 12 mil dólares a mecha de cabelos de Elvis Presley.
Foi guardada por um amigo dos tempos em que o cantor prestou serviço militar na
Alemanha, no esquema Elvis canta para a democracia.</SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial">=====================================================================================================================</SPAN></P><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN></SPAN></DIV>
<DIV><SPAN style="mso-spacerun: yes"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN></SPAN>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face=Arial size=2></FONT><BR style="mso-special-character: line-break"><FONT
color=#000000><STRONG><FONT size=5>O lado do barão</FONT></STRONG><BR><BR>A
televisão tem mostrado repetidas vezes um breve vídeo feito desde um helicóptero
da Polícia Militar de São Paulo onde aparece um trator atropelando alguns pés de
laranjeira, no interior paulista. A ação é atribuída a militantes do MST, que
invadiram a propriedade de cinco hectares de laranjais e estavam limpando uma
área para fazer roças de milho e feijão, para subsistência do acampamento de
sem-terras, próximo dali, na região de Bauru, a cerca de 320 km de São
Paulo.<BR><BR>A área de laranjais de cinco hectares está localizada numa imensa
gleba de 10 mil hectares e pertence à União federal. Foi grilada (invadida) pela
empresa Sucocítrico Cutrale Ltda., de propriedade da família Cutrale, oriundos
da Sicília, sul da Itália, há muitos anos. O Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (Incra) já teria se manifestado em relação ao conhecimento de
que as terras são realmente da União, mas nenhuma providência legal foi tomada
pelo órgão federal.<BR><BR>Segundo a <SPAN
style="FONT-STYLE: italic">Folha</SPAN>, edição de hoje, "a Cutrale, defendida
com veemência por deputados e senadores depois de ter visto um de seus laranjais
destruído pelo MST, injetou R$ 2 milhões em campanhas de congressistas nas
eleições de 2006".<BR><BR>A revista <SPAN
style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN>, em maio de 2003, publicou matéria com
chamada de capa sobre a empresa Cutrale. Para a insuspeita revista da família
Civita, "o brasileiro José Luís Cutrale e sua família detêm 30% do nercado
global de suco de laranja, quase a mesma participação da Opep no negócio de
petróleo".<BR><BR>Assim, a Cutrale não é cachorro pequeno, como pode parecer a
quem não conhece a sua história, suas conquistas e seus feitos. É preciso, pois,
contar um pouco desses fatos, para que o senso comum não pré-julgue a partir das
imagens do vídeo da PM paulista (ou da própria Cutrale).<BR><BR>A partir deste
parágrafo, as informações que passaremos foram extraídas da <SPAN
style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN>, edição 1802 (14 de maio de 2003).
Ninguém desconhece a marca direitista e conservadora do semanário da Abril,
portanto, insuspeitos de estarem distorcendo informações sobre um <SPAN
style="FONT-STYLE: italic">player</SPAN> agressivo do nosso capitalismo
tupinambá, como veremos.<BR><BR>A produção mundial de laranjas e derivados se
reduz a duas regiões pontuais do globo terrestre, interior de São Paulo, no
Brasil, e interior da Flórida, nos Estados Unidos. Cerca de 70% do suco
consumido no mundo é plantado e industrializado por brasileiros (números
conservadores de 2003).<BR><BR>A Cutrale vende suco concentrado para mais de
vinte países, entre os quais os Estados Unidos, todos os da Europa e a China.
Seus clientes são grandes companhias do padrão da <SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Parmalat</SPAN>, da <SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Nestlé </SPAN>e da <SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Coca-Cola</SPAN>, dona de uma das marcas de suco de
laranja mais populares nos Estados Unidos. O principal segredo do negócio
consiste em adquirir fruta a um preço baixo – preço de banana, brincam os
fornecedores –, esmagá-la pelo menor custo possível e vender o suco a um valor
elevado - informa a <SPAN style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN>.<BR><BR>Em
2001, ainda no governo FHC, a Receita Federal se interessou pela questão
enigmática da altíssima lucratividade da Cutrale (nos anos 80, a empresa teve
taxas de retorno na ordem de 70%, um fenômeno raro) e teve dificuldade em
analisar as contas do grupo. Fiscais de Brasília e São Paulo procuraram entender
como a Cutrale ganha tanto dinheiro. Não localizaram nenhuma irregularidade. Uma
autoridade da Receita relatou a <SPAN style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN> que
a estratégia para elevar a lucratividade do grupo passa por contabilizar uma
parte dos resultados por intermédio de uma empresa sediada no paraíso fiscal das
<SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">Ilhas Cayman</SPAN>. Com isso, informa a
autoridade da Receita, a Cutrale conseguiria pagar menos imposto no Brasil.
Trata-se de um mecanismo legal. Foi o que a Receita descobriu ao escarafunchar
as contas da organização da família Cutrale.<BR><BR>A agressividade gerencial da
família Cutrale é uma lenda no interior paulista. Os plantadores de laranja no
Brasil têm poucas opções para escoar a produção. Há apenas cinco grandes
compradores da fruta e Cutrale é o maior deles. Por essa razão, acabam mantendo
com o rei da laranja uma relação que mistura temor e dependência. Por um lado,
precisam que ele compre a produção. Por outro, assustam-se com alguns métodos
adotados por Cutrale para convencê-los a negociar as laranjas por um preço mais
baixo. Produtores ouvidos por <SPAN style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN>
afirmam que a família Cutrale costuma fazer <SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">enorme pressão</SPAN> para conseguir preços melhores
na fruta ou mesmo adquirir fazendas. "Empregados deles nos visitavam e queriam
que a gente vendesse nossa propriedade. Do contrário diziam que seríamos
prejudicados na safra seguinte", afirmou um produtor que passou pela experiência
de negociar com os Cutrale. Outro fazendeiro relata história semelhante, pois
também foi procurado para vender sua fazenda de laranja. "Antes de eu ser
abordado, <SPAN style="FONT-WEIGHT: bold">minha fazenda foi sobrevoada algumas
vezes por um helicóptero da companhia</SPAN>", diz.<BR><BR>Outra reclamação
comum feita a <SPAN style="FONT-STYLE: italic">Veja</SPAN> por produtores diz
respeito aos termos de alguns contratos de compra de laranja. No ano 2000, 200
produtores acionaram em bloco a Cutrale. Acusavam-na na Justiça de descumprir um
contrato pelo qual a empresa se comprometia a receber 5 milhões de caixas de
laranjas. Segundo os produtores, nos dias em que eles tentaram fazer a entrega,
os portões estavam fechados e a laranja começou a estragar. Os produtores
quiseram ser ressarcidos pelo prejuízo, mas a Cutrale alegava que não lhes devia
nada, já que não havia recebido a fruta. Os produtores receberam uma liminar
para entregar o produto. Só depois disso a Cutrale aceitou a encomenda. "É
difícil conseguir bons preços tratando com alguém que pode dizer não até sua
laranja apodrecer", conta um produtor que por razões óbvias prefere não se
identificar.<BR><BR>Essa linha dura já rendeu à Cutrale discussões legais por
formação de cartel. De 1994 para cá [2003], Cutrale já foi alvo de cinco
processos no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o <SPAN
style="FONT-WEIGHT: bold">Cade</SPAN>, a autarquia encarregada de preservar a
concorrência. Ele não estava sozinho no caso. Foi investigado juntamente com
outras grandes indústrias do setor. Jamais sofreu uma punição. Num desses
processos, duas associações de produtores de laranja denunciaram ao Cade que
Cutrale e outras indústrias estavam se reunindo para combinar preços, o que
prejudicava os plantadores. O desfecho do caso foi amigável. As empresas
assinaram um "termo de compromisso de cessação das irregularidades" com os
fazendeiros, comprometendo-se a não se reunir para organizar preços. O Cade
decidiu que as empresas de suco de laranja não poderiam se organizar dessa
forma.<BR><BR>Em vários aspectos, a indústria de suco de laranja lembra as
empreiteiras. Além de ser um mercado concentrado nas mãos de poucos gigantes, os
dois setores mantêm uma longa história de dependência em relação aos
governos.<BR><BR><BR style="mso-special-character: line-break"></FONT></P></DIV>
<P></P></BODY></HTML>