<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>.......................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=jdblinder@yahoo.com.br href="mailto:jdblinder@yahoo.com.br">Jacob
Blinder</A> </DIV>
<DIV><BR> </DIV></DIV>
<TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 border=0>
<TBODY>
<TR>
<TD vAlign=top>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt">A Guerra no Século XXI</SPAN><SPAN>
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>ou </STRONG></FONT></SPAN>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt">A terceirização da guerra</SPAN><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"></SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt">Entrevista a Dario Azzelini, pesquisador italiano
das “novas guerras”</SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><FONT
size=4><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt"> </SPAN>
</FONT></FONT></STRONG></FONT>
<DIV><FONT size=4></FONT></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT
color=#00007f><SPAN><FONT size=4>“A guerra não é mais para instalar outro
modelo econômico: ela é o modelo”</FONT></SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: center" align=center><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif" color=#00007f><STRONG></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">Natália Aruguete e Walter Isaía</SPAN>
</FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif" color=#00007f><STRONG></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT
color=#00007f> </FONT></STRONG></FONT><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>A idéia do conflito permanente cria condições para o
surgimento de um modelo econômico que seria impossível de instalar em
condições de paz. Ao mesmo tempo, é cada vez mais importante a intervenção
de Companhias Militares Privadas (CMPs) em todo o mundo, do Iraque até a
Colômbia. </STRONG></FONT></SPAN>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: right" align=right><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"></SPAN><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Que significa a denominação de “novas guerras”
que o senhor usa no livro <I>O Negócio da Guerra</I>?
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT
color=#00007f> <SPAN style="FONT-SIZE: 11pt">− No debate
acadêmico e − em parte − o político, a expressão “novas guerras” foi
introduzida para denominar o fato que mais e mais guerras não se dão entre
países mas no interior dos países ou, pelo menos, entre um exército
regular e um irregular. A expressão, porém poderia se ampliada porque com
as modificações de estratégias de sua condução, vemos que até os países
com exércitos regulares estão transferindo a violência para empresas
privadas ou estruturas paramilitares: atores que não são os tradicionais
nas guerras “comuns”. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Acabaram as guerras entre
Estados? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Não é que tenham acabado. Pelo contrário, na
última década também houve um aumento das guerras entre países, mas se
apresentaram de outra maneira. Os ataques ao Afeganistão ou Iraque foram
guerras entre países, mas a porcentagem das guerras irregulares em
comparação com as regulares está aumentando.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Isso obedece à lógica neoliberal?
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Dizemos que obedece a certas lógicas do
neoliberalismo no sentido de aumentar lucros. O sentido da guerra mudou.
Tradicionalmente era para trocar as elites e o controle das economias, ou
introduzir outro modelo de domínio econômico ou político. Agora, em muitos
casos as guerras são permanentes. Não se faz a guerra para implementar
outro modelo econômico, mas a guerra mesmo é o mecanismo de lucros.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#7f007f>− Por exemplo?</FONT>
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Por exemplo, Colômbia. Muito dos lucros nesse
país são porque − praticamente − é um país em guerra. Durante os últimos
20 anos, a passagem da pequena e média agricultura para a agroindústria se
fez com uma guerra. Se não fosse assim, não teria sido possível expropriar
as terras de milhões de camponeses e fazer uma reforma agrária ao
contrário, na qual os latifundiários e paramilitares se apropriaram de 6
milhões de hectares de terra. </SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Neste cenário, como fica o
lugar do Estado?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Em todo o discurso liberal se diz que o Estado
está supostamente perdendo o controle desses atores armados.
Fundamentalmente, no caso da Colômbia. Creio que os Estados não perdem o
controle e, se o perdem, é em pequenos pontos. Simplesmente estão
terceirizando as funções repressivas ou de guerra, criando mais confusão.
Os grupos paramilitares colombianos foram criados pelas dificuldades
do Estado em conseguir financiamento internacional nos anos 80, pela
responsabilidade do exército ou da polícia em delitos contra os direitos
humanos. Logo se montou o show da suposta desmobilização dos
paramilitares, mas já no final dos 90 era de conhecimento público que o
paramilitarismo estava coordenado, fomentado e controlado pelo
exército e as autoridades colombianas. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>Em 2000, a Human Right Watch publicou uma análise da
Colômbia cujo título era <I>Paramilitarismo, a sexta divisão do exército
colombiano</I> (o exército colombiano tinha cinco divisões). Nesse informe
esclarecem que o paramilitarismo é parte integral da situação do exército
colombiano e que o processo de desarmamento é uma farsa. Os supostos
paramilitares desmobilizados aparecem em outras zonas da Colômbia onde
ainda se necessita o paramilitarismo como estratégia ou como supostos
grupos rearmados. </STRONG></FONT></SPAN>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Como e quando nascem as
Companhias Militares Privadas (CMPs)?</FONT>
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− As primeiras nascem imediatamente depois da II
Guerra Mundial, porque o exército dos Estados Unidos tinha grande
capacidade de transporte que já não necessita manter e começou a
privatizar parte do transporte. Porém o verdadeiro boom dessas empresas
começou em fins dos anos 80 e foi reforçado de forma maciça nos 90. Na
primeira guerra dos Estados Unidos contra o Iraque, a relação entre os
empregados das CMPs e os soldados era de 1 para 100. No Afeganistão, de 1
para 50/40. Agora, no Iraque há 180 mil empregados das CMPs, segundo dados
do próprio exército norte-americano. Quantidade maior do que a dos
soldados do exército. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Que atividades exercem estas
companhias?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Todas as que alguém possa imaginar. O emprego de
armas sofisticadas (como aviões não tripulados, radares ou mísseis de
navios estadunidenses) na primeira onda de ataques ao Iraque foi realizado
por especialistas de empresas privadas. Além disso distribuem a
correspondência, cozinham ou lavam a roupa dos soldados, montam os
acampamentos militares, as prisões. No caso da prisão de Abu Ghraib houve
julgamentos e investigações contra menos de 10 soldados dos Estados
Unidos, quando deveria haver muitos mais implicados. A verdade é que
a prisão era administrada em todas as suas funções por duas empresas
privadas: CACI e Titan. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Quais são as vantagens de terceirizar esse tipo
de tarefas para as CMPs?</SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Como formalmente são civis, não podem, portanto,
ser julgados pela Justiça militar. Ao mesmo tempo, em seus contratos lhes
é assegurado que não podem ser submetidos à Justiça civil dos países em
que eles atuam. Praticamente se criou um campo de impunidade. E a única
via para fazer algo contra esses crimes é iniciar processos nos Estados
Unidos contra essas empresas. Quantas vítimas têm a possibilidade de fazer
isso. Quase ninguém. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Cria-se uma espécie de marco normativo para
acionar estas empresas? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Sim. Legaliza-se todo o negócio dos mercenários
com esse marco de impunidade. Além disso, terceiriza-se a
responsabilidade. Milles Frechette, ex-embaixador dos Estados Unidos na
Colômbia, disse que é muito cômodo trabalhar com essas empresas porque se
morrem, não são soldados dos Estados Unidos e, se fazem algo errado, a
responsabilidade tampouco recai sobre os Estados Unidos. No caso da
DinCorp que faz as fumigações de supostas culturas de amapola e coca, na
Colômbia há um processo internacional porque fumigaram parte do Equador.
Mas a empresa alega que eles não podem dizer nada porque parte de seu
contrato é não dar informação a terceiros. O contrato vem do Pentágono.
Então, se um congressista lhe solicita prestação de contas, o Pentágono
apresenta o contrato e diz: eles fazem estas tarefas. Se faz algo mais não
podemos controlá-la porque é uma empresa privada.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Estas empresas, geralmente estadunidenses, são
contratadas pelo Pentágono? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− A maioria. De fato, a maior parte do
financiamento vem dos Estados Unidos. Do gasto militar no âmbito
mundial os Estados Unidos executa a metade. Há empresas também na Europa,
empresas russas, na Ásia. Mas as dos Estados Unidos só trabalham sob o
consenso do Pentágono. Pode ser que treinem o exército da Coréia do Sul,
mas com o de acordo do Pentágono. As empresas russas ou outras de países
do Leste, contrata-as quem tem
dinheiro. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Como convive o exército norte-americano com as
CMPs? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Depende de que setores do exército falemos. No
campo concreto provavelmente haja conflitos, já que os empregados dessas
empresas de segurança costumam ganhar mais do que os soldados. Trabalham
em assuntos de maior risco com menos segurança. Porém trabalhar juntos
funciona muito bem porque as empresas de segurança são fundadas e
organizadas por ex-membros do exército dos Estados Unidos. Também muitos
políticos são donos ou copartícipes dessas empresas. Há empresas como a
MPRI, fundada por generais dos Estados Unidos da primeira guerra contra o
Iraque, que estiveram durante um tempo nas reuniões do Pentágono. Há
ligações pessoais muito estreitas. A Eagle Aviation Services and
Technology (EAST), que prestou serviços à CIA nos anos 80, é a encarregada
do transporte de maquinaria no marco do Plano Colômbia e do Plano
anti-drogas na América do Sul. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Quanto dinheiro movimentam
estas empresas?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− É um negócio que deve estar movimentando ao
redor de 150 a 200 bilhões de dólares por ano no mundo. As pequenas foram
compradas pelas maiores, movimentam muito dinheiro, várias têm
cotação na Bolsa. Tornou-se um mega negócio no qual participam empresas
que trabalham em outros campos. Mas também há ligações entre empresas
transnacionais de recursos naturais como petrolíferas e mineradoras.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Pode nos dar um
exemplo?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Na guerra no Congo, antes que Laurent Cabila
ganhasse, havia mineradoras transnacionais que pagavam a mercenários ou a
empresas militares privadas para acompanhar as diferentes facções. Uma vez
liberado um território mineiro, já havia engenheiros e as CMPs com as
mineradoras tinham o controle do território e faziam um acordo com a
facção ganhadora para explorar a jazida. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Como é a contratação das
CMPs?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− São contratadas para fazer trabalhos. E esse
também é outro assunto para escapar do controle. A lei norte-americana
estabelece que todos os contratos que superem 50 milhões de dólares têm
que ser aprovados pelo Congresso. Normalmente fracionam-se os contratos
para que sejam inferiores e o Congresso nem se intera desses contratos ou
do que estejam fazendo essas missões. É a possibilidade de os Estados
Unidos fazer intervenções militares em outros países sem que apareçam como
tais, porque não são seus soldados que atuam. Todos sabemos o impacto
público que causa a imagem dos soldados mortos com a bandeira yankee que
regressam aos Estados Unidos. Isso não acontece se morre um empregado de
uma empresa privada: não causa indignação pública porque é como se
morresse um empregado da IBM em Cingapura. Ninguém se importa com isso. No
Iraque pode-se estimar que haja morrido, no mínimo, 2 mil empregados das
CMPs. Isso ajuda a manter o número de baixas num nível baixo.
</SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Contratam empregados na
América Latina?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− O recrutamento na América Latina cresceu muito
nos últimos quatro anos. Antes recrutavam muito nas Filipinas, Nepal,
Fiji, Estados Unidos, Inglaterra, França. Mais acostumados a trabalhar com
certa modalidade. No Nepal, os gurkas têm uma tradição de 150 anos de
mercenários e os de Fiji obtiveram muita formação em missões da ONU.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Como essas empresas aparecem
nos meios de comunicação?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Um caso que passou muito pela imprensa foi em
2004 em Falluja, onde houve imagens fortes de uns supostos civis − como
explicou em princípio a imprensa − que foram cercados pela população
iraquiana , assassinados e seus corpos queimados e pendurados em uma
ponte. A imprensa disse que esse pessoal acompanhava um comboio.
Formalmente eram civis, mas eram empregados da Blackwater, uma das maiores
empresas no campo militar. Estavam protegendo um comboio de soldados
norte-americanos, uma tarefa militar. O problema é qual informação é
obtida e é apresentada pela imprensa. Toda a informação que se tem do
conflito do Iraque passa pelo departamento de relações de imprensa do
exército dos Estados Unidos. São repórteres de imprensa militares. Eles só
relatam ações nas quais participam os soldados do exército
norte-americano, porém, como há mais empregados das empresas militares do
que soldados, não temos nenhuma informação sobre muitas ações. Houve
empregados de empresas privadas que repeliram o ataque das forças rebeldes
iraquianas quando a cidade de Falluja esteve tomada pela resistência. As
forças da empresa Blackwater se infiltraram para fazer atentados e pôr
bombas. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Os empregados das CMPs são os contratistas que a
cadeia CNN menciona, por exemplo? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Sim. São os empregados destas empresas. O
exército contrata as empresas e a as empresas a estas pessoas. Porém não
apenas o exército. No Iraque todas as embaixadas e empresas contratam CMPs
para custódia e segurança. Na Colômbia, a colombiana Ecopetrol, que
explora campos petrolíferos junto com a OXI dos Estados Unidos, contrata a
CMP AirScan da Flórida para fazer sobrevôos e obter informação de tropas
insurgentes que estejam perto dos campos e o oleoduto desde Caño Limon até
o porto onde se exporta petróleo para os Estados Unidos. Em 1998, a vila
de Santo Domingo foi bombardeada por helicópteros do exército colombiano e
causaram quase 20 mortos. Fez-se uma investigação, julgaram os
pilotos do exército colombiano que disseram que bombardearam,
mas somente seguindo ordens. A AirScan passou informação ao exército de
que nessa vila havia uma coluna guerrilheira , por isso a bombardearam.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#7f007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Então cuidam dos negócios das empresas e brindam
serviços ao exército. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− É parte do trabalho. No caso do campo
petrolífero de Cano Limon é uma cooperação bem organizada e partilhada. A
empresa de segurança é paga pelas empresas e apoiada pelo exército
colombiano e pelos Estados Unidos com tecnologia. É um conjunto de
empresas públicas e privadas, exércitos, CMPs e polícias que formam uma
rede que garante a saída do petróleo da Colômbia para os Estados Unidos.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Nessa trama, as CMPs têm relação direta com os
Estados e os exércitos? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− A operacionalização é a seguinte: os Estados
Unidos faz o Plano Colômbia e grande parte do dinheiro nunca chega à
Colômbia, só atravessa a rua do Pentágono, já que em frente estão as sedes
de muitas das empresas militares privadas que vão “trabalhar” na Colômbia.
Há que destacar que enquanto nas guerras clássicas os soldados tinham o
interesse de terminar a guerra, estas empresas não, porque só ganham se há
conflito. Provavelmente não agem com o espírito de terminar com esses
conflitos porque perderiam seu ganha-pão. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Há vínculos comprovados com o narcotráfico
na Colômbia? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Houve casos de vários empregados de empresas que
estiveram implicados em casos de narcotráfico. É muito difícil averiguar,
mas pode-se supor que haja alguns contatos entre algumas empresas e o
narcotráfico. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Dentro das tarefas das CMPs na Colômbia,
inclui-se agir contra dirigentes sindicais? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Sim. A British Petróleo contratou uma empresa
que fazia trabalhos de inteligência com movimentos sociais e indígenas que
estavam na zona. Os paramilitares assassinaram líderes sociais e se sabe
que as CMPs passavam informação ao exército. Os militares dizem que não os
mataram, que foram os paramilitares, mas a ligação fica clara.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Como atuam estas companhias
no México?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Há alguns mercenários israelenses que apoiaram o
treinamento para a formação de grupos paramilitares em Chiapas. Mas é
pouco claro. A construção do paramilitarismo no México é diferente do
colombiano. Na Colômbia organizaram-se tropas irregulares que se
apropriaram das terras, casas, etc. No México criaram-se comunidades
paramilitares. Elas são infiltradas, preparadas e se tornam comunidades
paramilitares. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Como se vincula a ação destas companhias com a
violência sexual na Guatemala? </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− O caso da Guatemala é anterior ao das
construções paramilitares como as autodefesas civis, pagas para apoiar o
exército em seu trabalho genocida. A violência sexual se encaixa porque é
parte integral da guerra desde sempre. Assassinavam os homens e violavam e
ficavam com as mulheres. Isso rompe o tecido social de toda a comunidade.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#7f007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">-<FONT color=#40007f> Estas estruturas
paramilitares, com as CMPs e os Estados, formam modos de controle social e
paraestatalidades? </FONT></SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Sim, paraestatalidades porque têm território ou
representam o Estado. Salvador Mancuso, ex-chefe paramilitar colombiano –
que foi extraditado em 15 de maio último para ser julgado nos Estados
Unidos − disse em uma entrevista à RCN que controlavam congressistas e
que, para chegar ao cargo, tinham que concordar com eles, se não, não
recebiam votos. A Colômbia é claramente um narco-Estado paramilitar. Não
controlam zonas senão as que estejam no Estado. Isso também explica as
ligações com as empresas privadas. No norte da Colômbia, empresas
bananicultoras pagavam uma porcentagem por cacho de bananas aos
paramilitares para a segurança. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"><FONT color=#40007f>− Há empregados das CMPs
reféns das FARC?</FONT> </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Há três (*), mas é um caso complicado. Um avião
pequeno, emprestado pelo Pentágono a uma empresa, sobrevoava as zonas
guerrilheiras para transmitir informação sobre as colunas e os chefes
guerrilheiros e foi abatida. Supunha-se que os estadunidenses em
mãos das FARC eram da empresa, mas logo se soube que eram da CIA e que se
usava a empresa como véu. </SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">[(*) Devem ser os três americanos libertados junto
com Ingrid Betencourt]</SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#40007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Existe alguma estratégia dos Estados Unidos para
a América Latina na qual participem as CMPs em médio ou longo prazo?
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">− Há dois elementos, um é a grande base de dados
de ex-militares formados que participaram de ditaduras e foram adaptados
às novas formas de atuação do exército dos Estados Unidos para trabalhar
no Iraque. Há milhares de empregados latino-americanos trabalhando
para as CMPs: ex-militares da Argentina, Chile, Honduras, El Salvador e
polícias especiais do Brasil e Peru. Neskowin tinha sua sede em Montevidéu
e recrutava ex-militares argentinos e uruguaios para a Blackwater no
Iraque. A segunda é a ampliação maciça do paramilitarismo em alguns
países da América Latina. Na Venezuela começa a haver contatos com grupos
da oposição. Na Bolívia também com os autonomistas de Santa Cruz. E no
Equador, para formar como uma espécie de contra (revolução) reserva
(stand by) a médio prazo. Na Venezuela pode-se traduzir em uma combinação
entre as estruturas paramilitares e o pessoal contratado que monte algo
similar a contra (revolução) como foi na Nicarágua.
</SPAN></FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"> </SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">.......................................................................................................................................................</SPAN>
</FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT
face="arial, helvetica, sans-serif"><STRONG><FONT color=#00007f><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt"> </SPAN> </FONT></STRONG></FONT>
<DIV></DIV>
<OL type=1>
<LI class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>Organização Paramilitar =
Milícia</STRONG></FONT></SPAN>
<LI class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>A Companhia das Letras editou <I>Blackwater, a
ascensão do exército mercenário mais poderoso do mundo, </I>de Jeremy
Scahill (R$ 41,00), com a história da CMP que, em menos de dez anos, tem
contratos oficiais de US$ 600 milhões só com o governo dos EUA.
</STRONG></FONT></SPAN>
<LI class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt"><FONT face="arial, helvetica, sans-serif"
color=#00007f><STRONG>A Blackwater comprou da Embraer um Super Tucano,
avião para treinamento militar avançado, e que foi entregue em 22 de
fevereiro de 2008. Segundo a revista <I>ASAS</I> de abril/maio de 2008,
a empresa norte-americana é a primeira operadora “civil” do Super
Tucano.</STRONG></FONT></SPAN></LI></OL></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></BODY></HTML>