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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><FONT face=Helvetica><FONT size=5>Venha celebrar o centenário dos
militantes <STRONG><FONT color=#cc0000>Fúlvio Abramo</FONT> </STRONG>e<STRONG>
<FONT color=#cc0000>Hermínio Sacchetta</FONT></STRONG> e o 75º aniversário da
Batalha da Praça da Sé em um ato-homenagem à sua memória e história de dedicação
à luta revolucionária internacionalista.</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Helvetica><FONT size=5><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN><STRONG><FONT color=#000000>SEGUNDA-FEIRA, DIA 19 DE
OUTUBRO<BR>A PARTIR DAS 19H30</FONT></STRONG></SPAN></P><SPAN><FONT
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt; COLOR: black; FONT-FAMILY: Helvetica">Auditório Vladimir
Herzog,<BR>Sindicato dos Jornalistas<BR>Rua Rego Freitas, 530,
sobreloja</SPAN><SPAN style="COLOR: black"><o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><BR> </P></FONT></SPAN></SPAN></FONT><STRONG><FONT size=4>com
Antonio Candido e Dainis Karepovs<BR></FONT></STRONG></DIV></FONT>
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<DIV><FONT face=Helvetica><STRONG>FÚLVIO ABRAMO</STRONG> (1909-1993) foi
jornalista, agrônomo e militante trotskista. Interessou-se pela luta social a
partir da relação com o avô Bôrtolo Scarmagnan, que permitiu-lhe o primeiro
contato com o pensamento anarquista. Antes de cumprir vinte anos (1928)
conformou, com a irmã, Lélia, e o Azis Simão, um grupo marxista independente do
PCB. Pouco tempo depois, fundou, junto com Mário Pedrosa, Lívio Xavier,
Aristides Lobo, Hilcar Leite, Rodoldo Coutinho, Rudolf Josip Lauff e João da
Costa Pimenta, a Liga Comunista Internacionalista, seção brasileira da Oposição
de Esquerda trotskista, chegando a formar parte da sua Comissão Executiva.
Fúlvio haveria de permanecer fiel ao trotskismo até o momento da sua morte. Em
1933-34, quando a LCI empenhou-se na luta antifascista, foi diretor do jornal O
Homem Livre, porta-voz do antintegralismo, e, depois, foi eleito diretor da
Coligação das Organizações Operárias que conformavam a base da Frente Única
Antifascista, que conseguiu dispersar os integralistas na histórica
"Batalha da Praça da Sé," contra-manifestaçã<WBR>o armada na Praça da Sé, em São
Paulo, no dia 7 de outubro de 1934. Preso em duas ocasiões (1934 e 1935) pelo
Estado Novo, viu-se obrigado a fugir para a Bolívia junto com mais três
camaradas. Permaneceu na Bolívia até 1946, trabalhando como motorista, cobrador
de impostos e professor de Botânica Aplicada. A militância não se deteve no
exílio. Com o nome de Marcelo de Abiamo, participou na fundação do Partido
Obrero Revolucionario na Bolívia. Em 1961 liderou a greve do Sindicato dos
Jornalistas, que conseguiu histórica vitória. Após o golpe, trabalhou
provisóriamente como agrônomo numa fazenda de Barretos, SP. Em 1965 conseguiu
finalmente voltar à imprensa, com um emprego de redator e repórter na revista
Realidade, da Editora Abril; anos depois, trabalhou como redator no Diário do
Commércio e na Gazeta de Pinheiros. Nos anos 1980 esteve junto ao movimento de
construção do PT e retoma sua militância trotskista participando da Direção
Nacional da Corrente O Trabalho do PT, seção brasileira da 4ª Internacional.
Dedica seus últimos anos de militância no trabalho de preservação da memória da
classe operária como impulsionador do Centro de Documentação do Movimento
Operário Mário Pedrosa (CEMAP), hoje sob guarda do CEDEM-Unesp.
<BR></FONT><BR><BR></DIV>
<DIV align=center><IMG height=209 alt=""
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<DIV><BR><FONT face="Helvetica, Arial, sans-serif"><B>HERMÍNIO SACCHETTA
</B>(1909 – 1982) foi jornalista e militante trotskysta. Iniciou sua carreria
profissional em 1928, como revisor do Correio Paulistano, passando depois por
importantes jornais daquela época como a Folha da Manhã, a Folha da Noite, os
Diários Associados e O Tempo. Para a militância política entrou em 1932, no
Partido Comunista onde se tornou editor do Jornal A Classe Operária, secretário
do Comitê Regional São Paulo e membro do Bureau Político. Foi um dos
articuladores da greve dos Correios e Telégrafos em dezembro de 1934, caindo a
partir daí na clandestinidade. Nesse mesmo ano sob pressão da juventude
comunista, entra conflito com a linha do PCB, que não participa da Frente Única
Antifascista, e orienta os militantes a participarem da "Batalha da Praça da
Sé". Em novembro de 1937, Hermínio, codinome Paulo, em meio a uma luta interna
no partido, é acusado de fracionismo trotskista e expulso do PCB. Constitui com
o Comitê Regional de São Paulo a Dissidência Pró-Reagrupamento da Vanguarda
Revolucionária. É delatado pelo stalinismo ao vivo pela rádio Moscou e preso e
quase dois anos depois, quando sai da cadeia torna-se dirigente do recém-fundado
Partido Socialista Revolucionário (PSR), então seção brasileira da 4ª
Internacional junto com inúmeros camaradas como Febus Gikovate, Alberto da Rocha
Barros, Vítor Azevedo, Patricia Galvão (Pagu), Florestan Fernandes, Maurício
Tragtenberg entre outros. Ao longo de toda sua vida dedicou-se à militância e ao
jornalismo.<BR>Cláudio Abramo, seu companheiro de redação no Jornal de São
Paulo, recordaria: “<I>Sacchetta foi durante muitos e muitos anos um dos
melhores e mais importantes chefes de redação que o jornalismo de São Paulo
produziu. Homem de princípios rígidos, (...) travou sempre com a profissão de
jornalista uma batalha árdua e difícil, enfrentando ao mesmo tempo os
empregadores e a redação, que ele tentou incansavelmente moldar e
domar</I>”</FONT><BR><BR><BR><FONT face="Helvetica, Arial, sans-serif"><B>A
BATALHA DA PRAÇA DA SÉ - FRENTE ÙNICA ANTIFASCISTA (7 DE OUTUBRO DE 1934) -
</B></FONT><FONT face="Helvetica, Arial, sans-serif">Também conhecida como
"Revoada dos galinhas-verdes" foi o confronto que teve lugar na Praça da Sé, em
São Paulo, em 7 de Outubro de 1934. Nesse confronto trotskistas,
anarquistas, socialistas, comunistas, sindicalistas organizados na Frente Única
Antifascista, se posicionaram contra a realização de uma marcha organizada pela
Ação Integralista, organização que congregava correntes reacionárias e
fascistas, dirigida por Plínio Salgado. Nesse confronto armado morreu o
militante da juventude comunista, Décio Pinto de Oliveira, estudante da
Faculdade de Direito de São Paulo, Largo de São Francisco. Décio foi alvejado na
cabeça enquanto discursava. Ele passou a ser o símbolo do movimento antifascista
brasileiro daqueles anos. Também ferido foi o militante trotskista Mário
Pedrosa, enquanto tentava socorrer o jovem militante comunista atingido. Como
narrou Lélia Abramo "<I>Enfrentamos, com armas nas mãos ou sem elas, a
organização fascista integralista, comandada por Plínio Salgado. Os
integralistas estavam todos fardados, bem armados, enquadrados e prontos para
uma demonstração de força, protegidos pelas instituições político-militares
getulistas e dispostos a tomar o poder. Nós, espalhados ao longo da praça e nas
ruas adjacentes, esperamos pacientemente que desfilassem primeiro as crianças,
também fardadas, e as mulheres integralistas. Depois disso, quando os asseclas
de Plínio iniciaram seu desfile, nós todos avançamos e começou a luta
aberta.</I>"</FONT> </DIV></BODY></HTML>