<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML xmlns:st1 = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=luizsalv@terra.com.br href="mailto:luizsalv@terra.com.br">Luiz
Salvador</A> </DIV>
<DIV>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"><A
href="http://avancosocial.blogspot.com/" target=_blank><STRONG><SPAN
style="FONT-SIZE: 24pt; COLOR: #0000a0; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN></STRONG></A></SPAN></P><FONT
size=7>ROMPENDO O CERCO</FONT></DIV></DIV>
<P><FONT size=5>Noam Chomsky entusiasmado com as possibilidades de mudanças com
as perspectivas de resisência da América Latina</FONT></P>
<P><FONT face=Arial size=2></FONT> </P>
<P>(*) Luiz Salvador</P>
<P><FONT face="Times New Roman"><FONT size=4>Noam Chomsky, o festejado guru do
movimento anticapitalista, professor de linguística e filosofia no Massachusetts
Institute of Technology (MIT) e conhecido ativista político incansável pelas
propostas da construção de uma cidadania planeária de inclusão, em entrevista ao
<st1:personname w:st="on" ProductID="La Jornada">La Jornada faz uma análise das
ilusões por mudanças apregoadas pelo marketing Barack Obama, cuja eleição gerou
grandes expectativas de mudança para a América Latina,mas não passando tudo de
meras ilusões, já que as transformações não são feitas por indivíduos, mas
provém das instituições, que estão cada vez mais fortalecidas, pela política
Obama.Tem a aparência do bom moço e uma boa companhia para o jantar, mas
sua política na prática tem favorecido os interesses dos grupos econômicos que
financiaram sua campanha, das companhias petrolíferas, às seguradoras que
conseguiram manter a saúde dependente do interesse privado, ou seja a
lucratividade e não a defesa da saúde de sua
população.</st1:personname></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=4><st1:personname
w:st="on" ProductID="La Jornada">Todavia, está esperançoso com a América Latina,
numa visão de que se trata de </st1:personname>uma das únicas regiões do mundo
onde há uma resistência real ao poder do império, sendo que pela primeira
vez em 500 anos constata a existência de movimentos rumo a uma verdadeira
independência e separação do mundo imperial. Países que historicamente estiveram
separados estão começando a se integrar. Esta integração é um pré-requisito para
a independência. </FONT></P><FONT size=4>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
size=3></FONT> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><FONT
size=3>Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não
podem fazê-lo, esclarecendo que havia duas formas tradicionais pelas quais os
EUA controlavam a América Latina. Uma era o uso da violência; a outra, o
estrangulamento econômico. Ambas foram debilitadas. Mas apesar da mera aparência
de mudanças, os EUA apóiam a ditadura honrurenha e que para compensar a redução
de ajuda econômica a Honduras, o FMI acaba de aprovar substancioso e enorme
empréstimo aos ditadores hondurenhos. </FONT></P><FONT size=3>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify">Tira com uma
mão, mas dá com outra, na sua política de dominação. E os Estados Unidos
continuam reagindo na sua poítica de militarização para mantença dos seus
interesses no seu considerado "quintal" que é a América-Latina. Veja-se o caso
da Quarta Frota, dedicada à América Latina, que tinha sido desmantelada nos anos
1950, sendo de novo retomada. As bases militares negociadas na Colômbia, são
exemplo disso.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"></FONT></FONT></FONT><FONT
size=4></FONT> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=4>Leia
mais.</FONT></P>
<P><IMG src="cid:024e01ca3f8d$c460b050$0200a8c0@vcaixe" border=0></P>
<P>
<TABLE height=430 cellSpacing=0 cellPadding=7 border=0>
<TBODY>
<TR>
<TD style="BORDER-LEFT: #ebe9e4 1px solid" vAlign=top><FONT
class=swb></FONT>
<DIV class=htmlBody><DEFANGED_BODY style="BACKGROUND-COLOR: #ffffff"><SPAN
style="DISPLAY: none"> </SPAN> <!--//materia//-->
<DIV><IMG
src="http://200.169.228.51/arquivosCartaMaior/FOTO/51/foto_mat_23917.jpg">
</DIV>
<DIV><STRONG>Foto:Noam Chomsky</STRONG></DIV>
<P class=titulo><STRONG>"América Latina é hoje o lugar mais estimulante do
mundo" </STRONG></P>
<P class=linhafina>Em entrevista ao La Jornada, Noam Chomsky fala sobre a
América Latina, definindo-a como uma das únicas regiões do mundo onde há
uma resistência real ao poder do império. "Pela primeira vez em 500 anos
há movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo
imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a
se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência.
Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não
podem fazê-lo", diz Chomsky.</P>
<P class=headline-link>La Jornada</P>
<P class=texto>A América Latina é hoje o lugar mais estimulante do mundo,
diz Noam Chomsky. Há aqui uma resistência real ao império; não existem
muitas regiões das quais se possa dizer o mesmo. Entrevistado pelo <I>La
Jornada</I>, um dos intelectuais dissidentes mais relevantes de nossos
tempos assinala que a esperança e a mudança anunciada por Barack Obama é
uma ilusão, já que são as instituições e não os indivíduos que determinam
o rumo da política. Em última instância, o que Obama representa, para
Chomsky, é um giro da extrema direita rumo ao centro da política
tradicional dos Estados Unidos.<BR><BR>Presente no México para celebrar os
25 anos de <I>La Jornada</I>, o autor de mais de cem livros, lingüista,
crítico antiimperialista, analista do papel desempenhado pelos meios de
comunicação na fabricação do consenso, explica como a guerra às drogas
iniciou nos EUA como parte de uma ofensiva conservadora contra a revolução
cultural e a oposição à invasão do Vietnã. Apresentamos a seguir a íntegra
das declarações de Chomsky ao <I>La Jornada</I>:<BR><BR>A América Latina é
hoje o lugar mais estimulante do mundo. Pela primeira vez em 500 anos há
movimentos rumo a uma verdadeira independência e separação do mundo
imperial. Países que historicamente estiveram separados estão começando a
se integrar. Esta integração é um pré-requisito para a independência.
Historicamente, os EUA derrubaram um governo após outro; agora já não
podem fazê-lo.<BR><BR>O Brasil é um exemplo interessante. No princípio dos
anos 60, os programas de (João) Goulart não eram tão diferentes dos de
Lula. Naquele caso, o governo de Kennedy organizou um golpe de Estado
militar. Assim, o estado de segurança nacional se propagou por toda a
região como uma praga. Hoje em dia, Lula é o cara bom, ao qual procuram
tratar bem, em reação aos governos mais militantes na região. Nos EUA, não
se publicam os comentários favoráveis de Lula a Chavez ou a Evo Morales.
Eles silenciados porque não são o modelo.<BR><BR>Há um movimento em
direção à unificação regional. Começam a se formar instituições que, se
ainda não funcionam plenamente, começam a existir, como é o caso do
Mercosul e da Unasul.<BR><BR>Outro caso notável na região é o da Bolívia.
Depois do referendo, houve uma grande vitória e também uma sublevação
bastante violenta nas províncias da Meia Lua, onde estão os governadores
tradicionais, brancos. Dezenas de pessoas morreram. Houve uma reunião
regional em Santiago do Chile, onde se expressou um grande apoio a Morales
e uma firme condenação à violência, o que foi respondido pelo presidente
boliviano com uma declaração importante. Ele disse que era a primeira vez
na história da América Latina, desde a conquista européia, que os povos
tomaram o destino de seus países em suas próprias mãos sem o controle de
um poder estrangeiro, ou seja, Washington. Essa declaração não foi
publicada nos EUA.<BR><BR>A América Central está traumatizada pelo terror
da era Reagan. Não é muito o que ocorre nesta região. Os EUA seguem
tolerando o golpe militar em Honduras, ainda que seja significativo que
não possa apoiá-lo abertamente.<BR><BR>Outra mudança, ainda que
acidentada, é a superação da patologia na América Latina, provavelmente a
região mais desigual do mundo. É uma região muito rica, sempre governada
por uma pequena elite europeizada, que não assume nenhuma responsabilidade
com o resto de seus respectivos países. Isso pode ser visto em coisas
muito simples, como o fluxo internacional de bens e capitais. Na América
Latina a fuga de capitais é quase igual à dívida. O contraste com a Ásia
oriental é muito impactante. Aquela região, muito mais pobre, teve um
desenvolvimento econômico muito mais substantivo e os ricos estão
submetidos a mecanismos de controle. Não há fuga de capitais; na Coréia do
Sul, por exemplo, ele é castigado com a pena de morte. O desenvolvimento
econômico lá é relativamente igualitário.<BR><BR><B>O enfraquecimento do
controle dos EUA </B><BR>Havia duas formas tradicionais pelas quais os EUA
controlavam a América Latina. Uma era o uso da violência; a outra, o
estrangulamento econômico. Ambas foram debilitadas.<BR><BR>Os controles
econômicos são agora mais fracos. Vários países se liberaram do Fundo
Monetário Internacional através da colaboração. Também foram
diversificadas as ações entre os países do Sul, processo no qual a relação
do Brasil com a África do Sul e a China desempenhou um fator importante.
Esses países passaram a enfrentar alguns problemas internos sem a poderosa
intervenção dos Estados Unidos.<BR><BR>A violência não terminou. Ocorreram
três golpes de Estado neste início de século XXI. O venezuelano,
abertamente apoiado pelos EUA, foi revertido, e agora Washington tem que
recorrer a outros meios para subverter o governo, entre eles, ataques
midiáticos e apoio a grupos dissidentes. O segundo foi no Haiti, onde a
França e os EUA depuseram o governo e enviaram o presidente para a África
do Sul. O terceiro, em Honduras, foi de um tipo misto. A Organização dos
Estados Americanos (OEA) assumiu uma postura firme e a Casa Branca teve
que segui-la e proceder com muita cautela e lentidão. O FMI acaba de
aprovar um enorme empréstimo a Honduras, que substitui a redução da ajuda
do governo dos EUA. No passado, estes eram assuntos rotineiros. Agora,
essas medidas (a violência e o estrangulamento econômico) ficaram
debilitadas.<BR><BR>Os Estados Unidos estão reagindo e dando passos para
remilitarizar a região. A Quarta Frota, dedicada à América Latina, que
tinha sido desmantelada nos anos 1950, foi retomada, e as bases militares
na Colômbia são um tema importante.<BR><BR><B>A ilusão de Obama</B><BR>A
eleição de Barack Obama gerou grandes expectativas de mudança para a
América Latina. Mas são ilusões. Sim, há uma mudança, mas o giro é porque
o governo de Bush foi tão ao extremo do espectro político estadunidense
que qualquer coisa que se movesse iria para o centro. De fato, o próprio
Bush, em seu segundo período, foi menos extremista. Desfez-se de alguns de
seus colaboradores mais arrogantes e suas políticas foram mais
moderadamente centristas. E Obama, de maneira previsível, continua com
esta tendência.<BR><BR>Tivemos um giro rumo à posição tradicional. Mas
qual é essa tradição? Kennedy, por exemplo, foi um dos presidentes mais
violentos do pós-guerra. Woodrow Wilson foi o maior intervencionista do
século XX. O centro não é pacifista nem tolerante. De fato, Wilson foi
quem se apoderou da Venezuela, tirando os ingleses de lá, em função da
descoberta de petróleo. Apoiou um ditador brutal. E dali seguiu rumo ao
Haiti e à República Dominicana. Enviou os “marines” e praticamente
destruiu o Haiti. Deixou nestes países guardas nacionais e ditadores
brutais. Kennedy fez o mesmo. Obama é um regresso ao centro.<BR><BR>A
história se repete com o tema de Cuba, onde, por mais de meio século, os
EUA se envolveram em uma guerra, desde que a ilha ganhou sua
independência. No princípio, esta guerra foi bastante violenta,
especialmente com Kennedy, quando houve terrorismo e estrangulamento
econômico, ao qual a maioria da população estadunidense se opõe. Durante
décadas, quase dois terços da população tem estado a favor da normalização
das relações, mas isso não está na agenda política.<BR><BR>As manobras de
Obama rumaram em direção ao centro; suspendeu algumas das medidas mais
extremas do modelo de Bush, o que até foi apoiado por boa parte da
comunidade cubano-estadunidense. Moveu-se um pouco em direção ao centro,
mas deixou muito claro que não haverá maiores mudanças.<BR><BR><B>As
“reformas” de Obama</B><BR>O mesmo ocorre na política interna. Os
assessores de Obama durante a campanha foram muito cuidadosos em não
deixá-lo comprometer-se com nada. As consignas foram “a esperança” e “a
mudança, uma mudança na qual acreditar”. Qualquer agência de publicidade
teria feito com que essas fossem as consignas, pois 80% do país pensavam
que este andava por trilhos equivocados. McCain dizia coisas parecidas,
mas Obama era mais agradável, mais fácil de vender como produto. As
campanhas são só assuntos de técnica de mercado; assim entendem a si
mesmas. Estavam vendendo a “marca Obama” em oposição à “marca McCain”. É
dramático ver essas ilusões, tanto fora como dentro dos EUA.<BR><BR>Nos
Estados Unidos, quase todas as promessas feitas no âmbito de reforma
trabalhista, de saúde e energia ficaram quase anuladas. Por exemplo, o
sistema de saúde é uma catástrofe. É provavelmente o único país no mundo
onde não há uma garantia básica de atenção médica. Os custos são
astronômicos, quase o dobro de qualquer outro país industrializado.
Qualquer pessoa que tenha a cabeça no lugar sabe qual é a consequência de
um sistema de saúde privado. As empresas não procuram saúde, mas sim
lucro.<BR><BR>É um sistema altamente burocratizado, com muita supervisão,
altíssimos custos administrativos, onde as companhias de seguros têm
formas sofisticadas de evitar o pagamento de apólices, mas não há nada na
agenda de Obama para fazer algo a respeito. Houve algumas propostas
“light”, como, por exemplo, “a opção pública”, que acabou anulada. Se
alguém ler a imprensa de negócios, encontrará que a capa da Business Week
reportava que as seguradoras estavam celebrando a sua
vitória.<BR><BR>Foram realizadas campanhas muito exitosas contra esta
reforma, organizadas pelos meios de comunicação e pela indústria para
mobilizar segmentos extremistas da população. É um país onde é fácil
mobilizar as pessoas com o medo e colocar na cabeça delas todo tipo de
idéias loucas, como a de que Obama vai matar as suas avós. Assim,
conseguiram reverter propostas legislativas já por si débeis. Se, de fato,
tivesse ocorrido um compromisso real no Congresso e na Casa Branca, isso
não teria prosperado, mas os políticos estavam mais ou menos de
acordo.<BR><BR>Obama acaba de fazer um acordo secreto com as companhias
farmacêuticas para assegurar-lhes que não fará esforços governamentais
para regular o preço dos medicamentos. Os EUA são o único país no mundo
ocidental onde não se permite que o governo use seu poder de compra para
negociar o preço dos medicamentos. Cerca de 85% da população se opõem, mas
isso não significa diferença alguma, até que todos vejam que não são os
únicos que se opõem a estas medidas.<BR><BR>A indústria petroleira
anunciou que vai utilizar as mesmas táticas para derrotar qualquer projeto
legislativo de reforma energética. Se os Estados Unidos não implantarem
controles firmes sobre as emissões de dióxido de carbono, o aquecimento
global destruirá a civilização moderna.<BR><BR>O jornal <I>Financial
Times</I> assinalou com razão que se houvesse uma esperança de que Obama
pudesse ter mudado as coisas, agora seria surpreendente que cumprisse
minimamente suas promessas. A razão é que ele não queria mudar tanto assim
as coisas. É uma criatura daqueles que financiaram sua campanha: as
instituições financeiras, instituições de energia, empresas. Tem a
aparência do bom moço, seria uma boa companhia para o jantar, mas isso é
insuficiente para mudar a política; afeta-a muito pouco, na verdade. Sim,
há mudança, mas é de um tipo um pouco mais suave. A política provém das
instituições, não é feita por indivíduos. E as instituições são muito
estáveis e muito poderosas. Certamente, encontram a melhor maneira de
enfrentar os acontecimentos.<BR><BR><B>Mais do mesmo</B><BR>Os meios de
comunicação estão um pouco surpresos de que esteja regressando para o
ponto onde sempre esteve. Reportam, é difícil não fazê-lo, mas o fato é
que as instituições financeiras se pavoneiam de que tudo está ficando
igual a antes. Ganharam. Goldman Sachs nem sequer tenta esconder que
depois de ter arruinado a economia está entregando generosos bônus a seus
executivos. Creio que no trimestre passado reportou os lucros mais altos
de sua história. Se fossem um pouquinho mais inteligentes tentariam
esconder isso.<BR><BR>Isso se deve ao fato de que Obama está respondendo
aqueles que apoiaram sua campanha: o setor financeiro. Basta olhar quem
ele escolheu para sua equipe econômica. Seu primeiro assessor foi Robert
Rubin, responsável pela derrogação de uma lei que regulava o setor
financeiro, o que beneficiou muito a Goldman Sachs; assim mesmo, ele se
converteu em diretor do Citigroup, fez uma fortuna e saiu justo a tempo,
antes do desastre. Larry Summers, a principal figura responsável pelo
bloqueio de toda regulação dos instrumentos financeiros exóticos, agora é
o principal assessor econômico da Casa Branca. E Timothy Geithner, que
como presidente do Federal Reserve de Nova York, supervisionava o que
ocorre, é o secretário de Tesouro.<BR><BR>Uma reportagem recente examinou
alguns dos principais assessores econômicos de Obama. Concluiu-se que
grande parte deles não deveria estar na equipe de assessoria do
presidente, mas sim enfrentando demandas legais, pois estiveram envolvidos
em manejos irregulares de contabilidade e em outros assuntos que detonaram
a crise.<BR><BR>Por quanto tempo podem se manter as ilusões? Os bancos
estão agora melhor do que antes. Primeiro receberam um enorme resgate do
governo e dos contribuintes e utilizaram esses recursos para se
fortalecerem. São maiores do que nunca, pois absorveram os mais fracos. Ou
seja, está se assentando a base para a próxima crise. Os grandes bancos
estão se beneficiando com uma apólice de seguros do governo que se chama
“demasiado grande para quebrar”. Caso você seja um banco enorme ou uma
grande casa de investimentos, é demasiado importante para fracassar. Se
você é o Goldman Sachs ou o Citigroup, não pode fracassar porque isso
derrubaria toda a economia. Por isso podem fazer empréstimos de risco,
para ganhar muito dinheiro, e se algo dá errado, o governo se encarregará
do resgate.<BR><BR><B>A guerra contra o narcotráfico</B><BR>A guerra
contra a droga, que se espalha por vários países da América Latina, entre
eles o México, tem velhos antecedentes. Revitalizada por Nixon, foi um
esforço para superar os efeitos da guerra do Vietnã, nos EUA. A guerra foi
um fator que levou a uma importante revolução cultural nos anos 60, a qual
civilizou o país: direitos da mulher, direitos civis. Ou seja,
democratizou o território, aterrorizando as elites. A última coisa que
desejavam era a democracia, os direitos da população, etc., razão pela
qual lançaram uma enorme contraofensiva. Parte dela foi a guerra contra as
drogas.<BR><BR>Ela foi desenhada para transportar a concepção da guerra do
Vietnã: do que nós estávamos fazendo aos vietnamitas ao que eles não
estavam fazendo a nós. O grande tema no final dos anos 60 nos meios de
comunicação, inclusive os liberais, foi que a guerra do Vietnã foi uma
guerra contra os EUA. Os vietnamitas estavam destruindo nosso país com
drogas. Foi um mito fabricado pelos meios de comunicação nos filmes e na
imprensa. Inventou-se a história de um exército cheio de soldados viciados
em drogas que, ao regressar para casa, converteram-se em delinquentes,
aterrorizando nossas cidades. Sim, havia uso de drogas entre os militares,
mas não era muito diferente do que existia em outros setores da sociedade.
Foi um mito fabricado. É disso que se tratava a guerra contra as drogas.
Assim se mudou a concepção da guerra do Vietnã, transformando-a em uma
guerra na qual nós éramos as vítimas.<BR><BR>Isso se encaixou muito bem
com as campanhas em favor da lei e da ordem. Dizia-se que nossas cidades
se desgarravam por causa do movimento anti-guerra e dos rebeldes
culturais, e que por isso era preciso impor a lei e a ordem. Ali cabia a
guerra contra a droga.<BR><BR>Reagan ampliou-a de maneira significativa.
Nos primeiros anos de sua administração intensificou-se a campanha,
acusando os comunistas de promover o consumo de drogas. No início dos anos
80, os funcionários que levavam a sério a guerra contra as drogas
descobriram um incremento significativo e inexplicável de fundos em bancos
do sul da Flórida. Lançaram uma campanha para detê-lo. A Casa Branca
interveio e suspendeu a campanha. Quem o fez? George Bush pai, neste
período o encarregado da guerra contra as drogas. Foi quando a taxa de
prisões aumentou de maneira significativa, principalmente a prisão de
negros. Agora o número de prisioneiros per capita é o mais alto do mundo.
No entanto, a taxa de criminalidade é quase igual a dos outros países. É
um controle sobre parte da população. É um assunto de classe.<BR><BR>A
guerra contra as drogas, como outras políticas, promovidas tanto por
liberais como por conservadores, é uma tentativa para controlar a
democratização das forças sociais.<BR><BR>Há alguns dias, o Departamento
de Estado emitiu sua certificação de cooperação na luta contra as drogas.
Os três países que foram “descertificados” são Myamar, uma ditadura
militar – não importa, está apoiada por empresas petroleiras ocidentais -,
Venezuela e Bolívia, que são inimigos dos EUA. Nem México, nem Colômbia,
nem Estados Unidos, em todos os quais há narcotráfico. <BR><BR><B>Um lugar
interessante</B><BR>O elemento central do neoliberalismo é a liberalização
dos mercados financeiros, que torna vulneráveis os países que têm
investimentos estrangeiros. Se um país não pode controlar sua moeda e a
fuga de capitais, está sob o controle dos investidores estrangeiros. Eles
podem destruir uma economia se não gostarem de algo que esse país faz.
Essa é outra forma de controlar povos e forças sociais, como os movimentos
operários. São reações naturais de um empresariado muito concentrado, com
grande consciência de classe. Claro que há resistência, mas fragmentada e
pouco organizada e por isso podem seguir promovendo políticas às quais a
maioria da população se opõe. Às vezes isso chega ao extremo.<BR><BR>O
setor financeiro está o mesmo que antes; as seguradoras de saúde ganharam
com a reforma de saúde, as empresas de energia ganharam com a reforma do
setor, os sindicatos perderam com a reforma trabalhista e, certamente, a
população dos EUA e do mundo perde porque a destruição da economia é grave
por si mesma. Se o meio ambiente é destruído, os que mais sofrerão serão
os pobres. Os ricos sobreviverão aos efeitos do aquecimento
global.<BR><BR>Por isso a América Latina é um dos lugares no mundo hoje
verdadeiramente interessantes. É um dos lugares onde há uma verdadeira
resistência a tudo isso. Até onde chegará? Não se sabe. Não me
surpreenderia com um giro à direita nas próximas eleições na América
Latina. Mesmo assim, terá se conseguido um avanço que assenta as bases
para algo mais. Não há muitos lugares no mundo dos quais se possa dizer o
mesmo.<BR><BR><B><I>Tradução: Katarina Peixoto</I></B></P></DIV>
<DIV
class=htmlBody>Link:http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16160</DIV>
<DIV class=htmlBody> </DIV>
<DIV class=htmlBody><FONT face="Times New Roman">(*) Luiz Salvador é
Presidente da ABRAT (www.abrat.adv.br), Vice-Presidente da ALAL
(www.alal.la), Representante Brasileiro no Depto. de Saúde do Trabalhador
da JUTRA (www.jutra.org), assessor jurídico da AEPETRO e da ATIVA, membro
integrante do corpo técnico do Diap e Secretário Geral da CNDS do Conselho
Federal da OAB, e-mail: luizsalv@terra.com.br, site: </FONT><A
href="http://www.defesadotrabalhador.com.br/"><FONT
face="Times New Roman">www.defesadotrabalhador.com.br</FONT></A></DIV>
<DIV class=htmlBody> </DIV>
<DIV
class=htmlBody><BR> </DIV><!--~-|**|PrettyHtmlStartT|**|-~--></TD></TR></TBODY></TABLE><BR></P><PRE>ABRAT - Sempre ao lado do Advogado Trabalhista!
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