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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=beatrice.lista@gmail.com
href="mailto:beatrice.lista@gmail.com">beatrice.lista</A> </DIV>
<DIV>----- Original Message ----- </DIV></DIV>
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<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=dalvasarmento@gmail.com href="mailto:dalvasarmento@gmail.com">dalva
oliveira</A> </DIV>
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<H1>Exposição no antigo Deops mostra luta política na ditadura</H1>No ano em que
se comemora os 30 anos da Lei da Anistia, Memorial da Resistência relembra anos
de chumbo<BR></DIV>
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<P><FONT face=Arial size=2></FONT> </P>
<P>Carolina Spillari, do <A href="http://xn--estado-7ta.com.br"
target=_blank>estadão.com.br</A> </P></DIV>
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<DIV>SÃO PAULO - Até 18 de outubro, o Memorial da Resistência, no
antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Deops), na região
central de São Paulo, expõe a mostra "A luta pela Anistia - 1964 - ?". A
interrogação representa três lacunas que ainda persistem, passados 30 anos da
anistia política: os arquivos da ditadura ainda não foram abertos, os corpos de
ex-presos e perseguidos políticos continuam na obscuridade, sem identificação e
sem serem devolvidos às famílias e, ao contrário de Argentina e Chile, não houve
punição dos responsáveis por torturas, prisões não autorizadas, sequestros,
assassinatos, ocultação de cadáveres, entre outros crimes. <BR>As
reflexões, com fotografias, textos e até celas (na exposição permanente do
Memorial da Resistência) reconstituídas tal como eram no período, relembram a
anistia, marcada por um acordo que pôs fim às perseguições políticas e ao
cerceamento da liberdade.<BR> <BR>Na mostra, podem ser vistos materiais de
imprensa como jornais, folhetos, cartazes, cartilhas, livros, fotos e documentos
gerados pelos órgãos de repressão política que mostram como se deu a perseguição
a todo cidadão que insinuasse algum tipo de ameaça àquele regime.<BR> <BR>A
seleção dos materiais foi feita pelo curador da mostra, o jornalista e ex-preso
político, Alipio Freire. De acordo com ele, apesar de passados 24 anos que a
ditadura acabou, com a eleição do primeiro presidente civil, o Brasil ainda hoje
não conta com uma democracia legítima, já que sem a abertura de todos os
arquivos da ditadura, a entrega de todos os corpos de desaparecidos e a punição
dos responsáveis, a sociedade ainda continua respaldando uma era em que o uso da
força foi a prática mais comum.<BR> <BR>Durante os cinco anos em que esteve
preso em presídios como o Tiradentes e o Carandiru, ambos extintos, o próprio
Deops, e DOI-Codi na Rua Tutóia, Freire sofreu todo o tipo de tortura. Além
disso, havia aqueles torturadores que sentiam prazer e eram estimulados pelos
superiores a usar técnicas de tortura. "As atrocidades continuam sendo
praticadas, só nos resta lutar por um mundo mais justo e humano", diz, em
referência ao fato de os presos comuns continuarem sendo torturados nas prisões
brasileiras.<BR> <BR>O poder dado a cada militar, irrestritamente, pode ter
ocasionado o enfraquecimento do regime, afirma o professor de Ética da USP,
Renato Janine Ribeiro. "O Jornalista Elio Gaspari, autor de uma série de livros
sobre o regime, defende a tese da anarquia militar, na qual cada torturador,
sargento ou coronel fazia o que queria", diz. Com isso, o controle do poder
central sobre esses grupos ficava fragilizado. "Cada um interpretava do seu
jeito. Ninguém prestava contas dos seus atos", reforça. Desaparecer com um
desafeto era o mais comum.<BR> <BR><STRONG>Celas
reconstituídas</STRONG><BR> <BR>O período militar também pode ser conhecido
ou relembrado na mostra permanente do Memorial da Resistência. O prédio, hoje
reformado, que foi construído por Ramos de Azevedo, inaugurado em 1914, abrigou
o antigo Deops, reformado na década de 90. Com as modificações na construção, as
condições em que os presos eram mantidos não podem ser conhecidas em sua
totalidade.<BR> <BR>Para aproximar o visitante à realidade do período
militar, uma das celas reproduz o espaço físico tal como foi na época. O
presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe) e ex-preso
político, Ivan Seixas, conta que a peça foi reformada para retratar ao máximo o
cárcere original, já que as condições originais do edifício não foram
preservadas, a fim de manter a história do local. Uma maquete do antigo prédio
no Memorial mostra como os espaços foram modificados. <BR> <BR>Ivan foi
preso aos 16 anos e permaneceu 6 anos detido, sem existir legalmente na relação
dos presos. O pai, Joaquim Seixas, operário e membro do Movimento Revolucionário
Tiradentes, foi morto ao ser torturado. "Vivíamos um período que vigoravam três
leis em que qualquer cidadão podia ser enquadrado: a de greve, de imprensa e a
eleitoral", relembra.<BR> <BR>Na linha do tempo - um espaço do Memorial que
já abrigou celas - constam os principais acontecimentos do século XX e começo do
XXI. Lá é possível observar as datas e as propostas dos Atos Institucionais que
começaram a ditar o tom militar, a começar pelo primeiro - que previa eleições
indiretas, suspensão de funcionamento de estabelecimentos públicos e imunidade
parlamentar - e culminou com o número cinco - o AI-5, de 1968, que suspendeu as
garantias constitucionais e foi considerado o maior ato repressivo do governo da
época, dirigido pelo general Garrastazu Médici.<BR> <BR>Recursos
audiovisuais também são utilizados para reavivar a memória dos que viveram à
época, e mostrar aos que não viveram um pouco da coerção pela força praticada
pelo regime. <BR> <BR>A exposição custa R$ 6 e R$ 3 para estudantes. A
entrada é gratuita a grupos escolares. O agendamento de visita é feito pelo
(011) 3324-0943 e 3324-0944. Para aproximar os alunos daquela realidade os
monitores criam hipóteses e situações para os estudantes entenderem como se dava
a limitação de ação e comunicação dos perseguidos. De sábado a entrada é
gratuita para todos. O horário de funcionamento é das (10h às 17h30), de
terça-feira a domingo.<BR></DIV><BR></DIV></DIV></BODY></HTML>