<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD>
<META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252">
<META content="MSHTML 6.00.2900.3132" name=GENERATOR>
<STYLE></STYLE>
</HEAD>
<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>..................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><IMG alt="" hspace=0 src="cid:096801ca365b$c36bdbb0$0200a8c0@vcaixe"
align=baseline border=0></DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><A class=headline>Matéria da Editoria:</A><FONT face=Arial
size=2> </FONT><A class=titulo-grande>Internacional</A><BR><BR><A
class=textoChamadasLateral>15/09/2009</A> </DIV><BR><BR>
<DIV id=titulo-print>
<P class=titulo><FONT size=6>Estados Unidos fascistas: Já chegamos lá?</FONT>
</P>
<P class=linhafina>As elites conservadoras dos Estados Unidos jogaram
abertamente seu futuro com o das legiões de descontentes da extrema-direita.
Elas deram apoio explícito e poder às legiões para que ajam como um braço
político nas ruas americanas, apoiando ameaças físicas e a intimidação de
trabalhadores, liberais e autoridades que se neguem a defender seus [das elites]
interesses políticos e econômicos. Chegamos. Estamos estacionados exatamente no
lugar onde nossos melhores especialistas dizem que o fascismo nasce. O artigo é
de Sara Robinson, do blog For Our Future.</P>
<P class=headline-link>Sara Robinson - Blog For Our Future</P><A
class=textoChamadasLateral>Data: 09/09/2009</A> </DIV>
<DIV id=texto-print>
<P class=texto><I>Artigo publicado em português no site <A
href="http://http://www.viomundo.com.br" target=_blank>Vi o Mundo, de Luiz
Carlos Azenha</A>.</I><BR><BR><I>Clique aqui para conhecer o <A
href="http://http://www.ourfuture.org/" target=_blank>blog For our
Future</A></I><BR><BR>Através da escuridão dos anos do governo Bush, os
progressistas assistiram horrorizados ao sumiço das proteções constitucionais, à
retórica nativista, ao uso do discurso de ódio transformado em intimidação e
violência e a um presidente dos Estados Unidos que assumiu poderes só exigidos
pelos piores ditadores da história. Com cada novo ultraje, o punhado de nós que
tinha se tornado expert na cultura e na política da extrema-direita ouvia de
novos leitores preocupados: Chegamos lá? Já nos tornamos um estado fascista?
Quando vamos chegar lá?<BR><BR>E cada vez que essa pergunta era feita, gente
como Chip Berlet e Dave Neiwert e Fred Clarkson e eu mesma olhava para o mapa
como o pai que faz uma longa viagem e respondia com um sorriso confortador.
"Bem... estamos numa estrada ruim, se não mudarmos de caminho poderíamos acabar
lá em breve. Mas há muito tempo e oportunidades para voltar. Fique de olho, mas
não se preocupe. Pode parecer ruim, mas não, ainda não chegamos lá".<BR><BR>Ao
investigar a quilometragem nesse caminho para a perdição, muitos de nós nos
baseávamos no trabalho do historiador Robert Paxton, que é provavelmente o
estudioso mais importante na questão de como os países adotam o fascismo. Em um
trabalho publicado em 1998 no Jornal da História Moderna, Paxton argumentou que
a melhor forma de reconhecer a emergência de movimentos fascistas não é pela
retórica, pela política ou pela estética. Em vez disso, ele afirmou, as
democracias se tornam fascistas por um processo reconhecível, um grupo de cinco
estágios que identificam toda a família de "fascismos" do século 20. De acordo
com nossa leitura de Paxton, ainda não estávamos lá. Havia certos sinais -- um,
em particular -- em que estávamos de olho, e ainda não o reconhecíamos.<BR><BR>E
agora o reconhecemos. Na verdade, se você sabe o que procura, repentinamente vê
isso em todo lugar. É estranho que eu não tenha ouvido a pergunta por um bom
tempo; mas se você me fizer a pergunta hoje, eu diria que ainda não chegamos,
mas que já entramos no estacionamento e estamos procurando uma vaga. De qualquer
forma, o futuro fascista dos Estados Unidos aparece bem grande diante do vidro
do automóvel -- e os que dão valor à democracia dos Estados Unidos precisam
entender como chegamos aqui, o que está mudando e o que está em jogo no futuro
próximo se permitirmos a essa gente vencer -- ou mesmo manter o
território.<BR><BR><B>O que é fascismo?</B><BR><BR>A palavra tem sido usada por
tanta gente, tão erroneamente, por tanto tempo que, como disse Paxton, "todo
mundo é o fascista de alguém". Dado isso, sempre gosto de começar a conversa
revisitando a definição essencial de Paxton:<BR><BR><I>"Fascismo é um sistema de
autoridade política e ordem social que tem o objetivo de reforçar a unidade, a
energia e a pureza de comunidades nas quais a democracia liberal é acusada de
produzir divisão e declínio".</I><BR><BR>Em outro lugar, ele refina o termo como
"uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o
declínio da comunidade, com a humilhação e a vitimização e pelo culto
compensatório da unidade, energia e pureza, na qual um partido de massas de
militantes nacionalistas, trabalhando em colaboração desconfortável mas efetiva
com as elites tradicionais, abandona as liberdades democráticas e busca através
de violência redentora e sem controles éticos ou legais objetivos de limpeza
interna e expansão externa".<BR><BR>Não considerando Jonah Goldberg, é uma
definição básica com a qual a maioria dos estudiosos concorda e é a que usarei
como referência<BR><BR><B>Do proto-fascismo ao momento-chave</B><BR><BR>De
acordo com Paxton, o fascismo surge em cinco estágios. Os dois primeiros estão
solidamente atrás de nós - e o terceiro deveria ser de particular interesse para
os progressistas nesse momento.<BR><BR>No primeiro estágio, um movimento rural
emerge em busca de algum tipo de renovação nacionalista (o que Roger Griffin
chama de palingenesis, o renascimento das cinzas, como a de fênix). Eles se
reúnem para restaurar uma ordem social rompida, como sempre usando temas como
unidade, ordem e pureza. A razão é rejeitada em favor da emoção passional. A
maneira como a história é contada muda de país para país; mas ela sempre tem
raiz na restauração do orgulho nacional perdido pela ressureição dos mitos e
valores tradicionais da cultura e na purificação da sociedade das influências
tóxicas de estrangeiros e de intelectuais, aos quais cabe o papel de culpados
pela miséria atual.<BR><BR>O fascismo somente cresce no solo revolto de uma
democracia madura em crise. Paxton sugere que a Ku Klux Klan, que se formou em
reação à Restauração pós-Guerra Civil, pode ser o primeiro movimento
autenticamente fascista dos tempos modernos. Quase todo país da Europa teve um
movimento proto-fascista nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial (quando o
Klan experimentou um ressurgimento nos Estados Unidos), mas a maior parte deles
empacou no primeiro estágio -- ou no próximo.<BR><BR>Como Rick Perlstein
documentou em seus dois livros sobre Barry Goldwater e Richard Nixon, o
conservadorismo moderno dos Estados Unidos foi construído sobre esses mesmos
temas. Do "Despertar nos Estados Unidos" [tema de campanha de Ronald Reagan] aos
grupos religiosos prontos para a Ruptura [os milenaristas], ao nacionalismo
branco promovido pelo Partido Republicano através de grupos racistas de vários
graus, é fácil identificar como o proto-fascismo americano ofereceu a redenção
dos turbulentos anos 60 ao promover a restauração da inocência dos Estados
Unidos tradicionais, brancos, cristãos e patriarcais.<BR><BR>Essa visão foi
abraçada tão completamente que todo o Partido Republicano agora se define nessa
linha. Nesse estágio, é abertamente racista, sexista, repressor, excludente e
permanentemente viciado na política do medo e do ódio. Pior: não se envergonha
disso. Não se desculpa para ninguém. Essas linhas se teceram em todo movimento
fascista da História.<BR><BR>Em um segundo estágio, os movimentos fascistas
ganham raízes, se tornam partidos políticos reais e ganham um lugar na mesa do
poder.<BR><BR>Interessantemente, em todo caso citado por Paxton a base política
veio do mundo rural, das partes menos educadas do país; e quase todos chegaram
ao poder se oferecendo especificamente como esquadrões informais organizados
para intimidar pequenos proprietários em nome dos latifundiários.<BR><BR>A KKK
lutava contra os pequenos agricultores negros [do sul dos Estados Unidos] e se
organizou como o braço armado de Jim Crow. Os "squadristi" italianos e os
camisas-marrom da Alemanha reprimiam greves rurais. E nos dias de hoje os grupos
anti-imigração apoiados pelo Partido Republicano tornam a vida dos trabalhadores
rurais hispânicos nos Estados Unidos um inferno. Enquanto a violência contra
hispânicos aumenta (cidadãos americanos ou não), os esquadrões da direita estão
obtendo treinamento básico que, se o padrão se confirmar, poderão eventualmente
usar para nos intimidar.<BR><BR>Paxton escreveu que o sucesso no segundo estágio
"depende de certas condições relativamente precisas: a fraqueza do estado
liberal, cujas inadequações condenam a nação à desordem, declínio ou humilhação;
e a falta de consenso político, quando a direita, herdeira do poder mas incapaz
de usá-lo sozinha, se nega a aceitar a esquerda como parceira
legítima".<BR><BR>Paxton notou que Hitler e Mussolini assumiram o poder sob
essas mesmas circunstâncias: "Paralisia do governo constitucional (produzida em
parte pela polarização promovida pelos fascistas); líderes conservadores que se
sentiram ameaçados pela perda de capacidade para manter a população sob controle
num momento de mobilização popular maciça; o avanço da esquerda; e líderes
conservadores que se negaram a trabalhar com a esquerda e que se sentiram
incapazes de continuar no governo contra a esquerda sem um reforço de seus
poderes".<BR><BR>E, mais perigosamente: "A variável mais importante é aceitação,
pela elite conservadora, de trabalhar com os fascistas (com uma flexibilidade
recríproca dos líderes fascistas) e a profundidade da crise que os induz a
cooperar".<BR><BR>Essa descrição parece muito com a situação difícil em que os
congressistas republicanos estão nesse momento. Apesar do partido ter sido
humilhado, rejeitado e reduzido a um status terminal por uma série de
catástrofes nacionais, a maior parte produzida pelo próprio partido, sua
liderança não pode nem imaginar governar cooperativamente com os democratas em
ascensão. Sem rotas legítimas para voltar ao poder, sua última esperança é
investir no que restou de sua "base dura", dando a ela uma legitimidade que não
tem, recrutá-la como tropa de choque e derrubar a democracia americana pela
força. Se eles não podem vencer eleições, estão dispostos a levar a disputa
política para as ruas e assumir o poder intimidando os americanos a se manterem
silenciosos e cúmplices.<BR><BR>Quanto esta aliança "não santa" é feita, o
terceiro estágio -- a transição para um governo abertamente fascista --
começa.<BR><BR><B>O terceiro estágio: chegando lá</B><BR><BR>Durante os anos do
governo Bush, os analistas progressistas da direita se negaram a chamar o que
viam de "fascismo" porque, apesar de estarmos de olho, nunca vimos sinais claros
e deliberados de uma parceria institucional comprometida entre as elites
conservadoras dos Estados Unidos e a horda nacional de camisas-marrom. Vimos
sinais de flertes breves - algumas alianças políticas, apoio financeiro,
palavras-de-ordem doidas da direita na boca de líderes conservadores
tradicionais. Mas era tudo circunstancial e transitório. Os dois lados
mantiveram uma distância discreta um do outro, pelo menos em público. O que
acontecia por trás das portas, só dá para imaginar. Eles com certeza não agiam
como um casal.<BR><BR>Agora, o jogo de advinhação acabou. Nós sabemos sem
qualquer dúvida que o movimento do Teabag foi criado por grupos como o
FreedomWorks do Dick Armey e o Americans for Prosperity do Tim Phillips, com
ajuda maciça de mídia da Fox News [a TV de Rupert Murdoch, o magnata da mídia, é
porta-voz da extrema-direita dos Estados Unidos].<BR><BR><I><A
href="http://http://www.freedomworks.org/" target=_blank>Site da
FreedomWorks</A></I><BR><BR><I><A
href="http://http://www.americansforprosperity.org/national-site"
target=_blank>Site do Americans For Prosperity</A></I><BR><BR><I>[Nota do
Viomundo: O movimento do Teabag foi um protesto em escala nacional, organizado
pelos republicanos, com ampla cobertura da Fox, em que eleitores protestaram
contra a cobrança de impostos e o tamanho do governo federal. Uma tentativa de
trazer de volta a rebelião contra a cobrança de impostos que esteve na origem do
movimento de independência dos Estados Unidos. Ver Boston Tea
Party]</I><BR><BR>Vimos a questão dos birther [aqueles que acreditam que Barack
Obama não nasceu nos Estados Unidos, mas no Quênia] -- o tipo de lenda urbana
que nunca deveria ter saído da capa do [jornal sensacionalista] National
Enquirer -- sendo ratificada por congressistas republicanos. <BR><BR>Vimos os
manuais produzidos profissionalmente por Armey que instruem grupos de eleitores
republicanos na arte de causar distúrbios no processo de governo democrático - e
as imagens de autoridades públicas aterrorizadas e ameaçadas a ponto de
requererem guarda-costas armados para sair de prédios [os protestos aconteceram
durante audiências públicas para debater o novo sistema de saúde].<BR><BR><I><A
href="http://http://www.youtube.com/watch?v=CwgzYkTDsmQ&eurl=http%3A%2F%2Fwww.dailykos.com%2Fstoryonly%2F2009%2F9%2F5%2F777180%2F-Just-call-him-a-N!s-what-you-mean&feature=player_embedded"
target=_blank>Um dos protestos aparece aqui</A></I><BR><BR>Vimos o líder da
minoria republicana John Boehner aplaudindo e promovendo um vídeo de
manifestantes e esperando por "um longo e quente agosto para os democratas no
Congresso".<BR><BR>Este é o sinal pelo qual estávamos esperando -- o que nos
diria que sim, crianças, chegamos. As elites conservadoras dos Estados Unidos
jogaram abertamente seu futuro com o das legiões de descontentes da
extrema-direita. Elas deram apoio explícito e poder às legiões para que ajam
como um braço político nas ruas americanas, apoiando ameaças físicas e a
intimidação de trabalhadores, liberais e autoridades que se neguem a defender
seus [das elites] interesses políticos e econômicos.<BR><BR>Este é o momento
catalisador em que o fascismo honesto, de Hitler, começa. É nossa última chance
de brecá-lo.<BR><BR><B>O ponto decisivo</B><BR><BR>De acordo com Paxton, esse
momento da aliança do terceiro estágio é decisivo - e o pior é que quando se
chega a esse ponto, é provavelmente tarde para pará-lo. Daqui, há uma escalada,
quando pequenos protestos se tornam espancamentos, mortes e a aplicação de
rótulos em certos grupos para eliminação, tudo dirigido por pessoas no topo da
estrutura de poder. Depois do Dia do Trabalho [Labor Day], quando senadores e
deputados democratas voltarem a Washington, grupos organizados para intimidá-los
vão permanecer na cidade e usar a mesma tática - aumentada e aperfeiçoada a cada
uso - contra qualquer pessoa cuja cor, religião ou inclinação política eles não
aceitem. Em alguns lugares, eles já estão tomando nota e preparando listas de
nomes.<BR><BR>Qual é a linha do perigo? Paxton oferece três rápidas perguntas
que nos ajudam a identificar:<BR><BR>1. Estão os neo ou proto-fascistas se
tornando arraigados em partidos que representam grandes interesses e sentimentos
e conseguem ampla influência na cena política?<BR><BR>2. O sistema econômico ou
constitucional está congestionado, de forma aparentemente insuperável, pelas
autoridades atuais?<BR><BR>3. A mobilização política rápida está ameaçando sair
do controle das elites tradicionais, ao ponto que elas poderiam buscar ajuda
para manter o controle?<BR><BR>Pela minha avaliação, a resposta é sim. Estamos
muito perto. Muito perto.<BR><BR><B>O caminho adiante</B><BR>A História nos diz
que uma vez essa aliança [entre a elite e a tropa de choque] é formada,
catalisada e tem sucesso em busca do poder, não há mais como pará-la. Como Dave
Neiwert escreveu em seu livro recente, <I>The Eliminationists</I>, "se apenas
podemos identificar o fascismo em sua forma madura - os camisas-marrom com
passos de ganso, o uso de táticas de intimidação e violência, os comícios de
massa - então será muito tarde para enfrentá-lo".<BR><BR>Paxton (que anteviu que
"um autêntico fascismo popular nos Estados Unidos será crente e anti-negros")
concorda que se uma aliança entre as corporações e os camisas-marrom tiver uma
conquista - como a nossa aliança tenta agora [barrando a reforma do sistema de
saúde proposta por Barack Obama] - pode rapidamente ascender ao poder e destruir
os últimos vestígios de um governo democrático. Assim que ela conseguir algumas
vitórias, o país estará condenado a fazer a feia viagem através dos dois últimos
estágios, sem saída ou paradas entre agora e o fim.<BR><BR>O que nos espera? No
estágio quatro, quando o dueto assumir o controle completo do país, lutas
políticas vão emergir entre os crentes do partido - os camisas-marrom e as
instituições da elite conservadora - igreja, militares, profissionais e
empresários. O caráter do regime será determinado por quem vencer a disputa. Se
os membros do partido (que chegaram ao poder através da força bruta) vencerem,
um estado policial autoritário seguirá. Se os conservadores conseguirem
controlá-los, um teocracia tradicional, uma corporocracia ou um regime militar
podem emergir com o tempo. Mas em nenhum caso o resultado lembrará a democracia
que a aliança derrubou.<BR><BR>Paxton caracteriza o estágio cinco como
"radicalização ou entropia". Radicalização é provável se o novo regime conseguir
um grande vitória militar <I>[Nota do Azenha: sobre a Venezuela, por
exemplo]</I>, o que consolida seu poder e dá apetite para expansão e uma
reengenharia social em grande escala (Veja a Alemanha). Na ausência do evento
radicalizador, podemos ter a entropia, com a perda pelo estado de seus
objetivos, o que degenera em incoerência política (Ver a Itália).<BR><BR>É fácil
neste momento olhar para a confusão na direita e dizer que é puro teatro
político do tipo mais absurdamente ridículo. Que é um show patético de
marionetes. Que esse povo não pode ser levado a sério. Com certeza, eles estão
com raiva -- mas eles são minoria, fora do poder e reduzida a ataques de nervos.
Os crescidos devem se preocupar com eles tanto quanto se preocupam com uma
menina de cinco anos, furiosa, que ameaça segurar a respiração até ficar
azul.<BR><BR>Infelizmente, todo o barulho e as ameaças obscurecem o perigo. Essa
gente é tão séria quanto uma multidão linchadora e eles já deram os primeiros
passos para se tornar uma. Eles vão se sentir mais altos e mais orgulhosos agora
que suas tentativas de desobediência civil estão contando com apoio integral das
pessoas mais poderosas do país, que cinicamente os usam numa última tentativa de
garantir suas posições de lucro e prestígio.<BR><BR>Chegamos. Estamos
estacionados exatamente no lugar onde nossos melhores especialistas dizem que o
fascismo nasce. Todos os dias que os conservadores no Congresso, os
comentaristas de extrema-direita e seus barulhentos seguidores conseguem segurar
nossa capacidade de governar o país, é mais um dia em que caminhamos em direção
à linha final, da qual nenhum país, mostra a História, conseguiu
retornar.</P></DIV></DIV></BODY></HTML>