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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>...................................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Caros amigos,</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>estou , hoje, repassando pela <STRONG><FONT
color=#ff0000>Carta O Berro</FONT></STRONG>, as palavras de dois amigos e, que
reputo da maior responsabilidade demonstrada no tempo. Sem dúvida o cabo Anselmo
foi informante do Cenimar, do DOPS e da CIA. Desde 1963</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>ele vinha atuando como informante e agente
provocador para desestabilizar o governo de Jango Goulart. Usou a Associação dos
Marinheiros com esse objetivo, o que sem dúvida, tirando os aspéctos de
manipulação, a associação</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>foi um importante papel organizador da marujada
mesmo antes desse inescrupuloso agente.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>A TV Bandeirantes com a colaboração do ex-CCC
(comando caça comunista) Boris Casoy deve ter programado e agendado
estratégicamente a entrevista com o objetivo de descaracterizá-lo como
informante antes de 1964.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Para quem assistiu o programa deve ter percebido as
patetices dos entrevistadores, evitando inclusive que ele falasse a mais do que
estava previsto. Boris quase se "borrou" quando foi revelado os encontros
anteriores do o delator-assassino de sua própria companheira Soledad.Mas a
produção soube desvirtuar o assunto.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Bem, leiam abaixo o que falam os amigos Chuahy e
Argemiro e, ao final o texto que me enviou o historiador , dos mais respeitados,
Moniz Bandeira.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Estou repassando para + de 700.000 leitores da
<FONT color=#ff0000><STRONG>Carta O Berro</STRONG></FONT>.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Abraço.</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>Vanderley</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>==========================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV><STRONG><FONT size=3>Caro Vanderley</FONT></STRONG></DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=3>acompanhei o texto desde o começo. O Argemiro me
procurou e eu falei c/ o Juarez que lhe deu informações mais detalhadas. E tudo
verdade. Pode encaminha-lo ao Ministro e a Comissao de Anistia que o Cel Juarez
Motta e eu depoeremos se necessario. No incio dde Novembro de 1963 o Cmt
Corseuil me ralatou quem era o Ancelmo e seu grupo. Eu imediatamente falei ao
Raul Riff. </FONT></STRONG></DIV>
<DIV><STRONG><FONT size=3>Acho interessante transcrever so seu site - Carta O
Berro - o artigo do Argemiro. E tudo verdade.<BR>Abracos
Chuahy</FONT></STRONG></DIV></DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>======================================================================================================================</FONT><BR></DIV>
<DIV><FONT size=2><EM><FONT size=4>Caro Vanderley,<BR></FONT></EM><FONT
size=3> <BR></FONT><EM><FONT size=4>Estou certo de que vai interessar a
você o post que coloquei hoje no meu blog com algumas revelações sobre o cabo
Anselmo. O título é "O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo". O endereço do
blog é argemiroferreira.wordpress.com</FONT></EM><BR><EM><FONT
size=4></FONT></EM><FONT size=3> <BR></FONT><EM><FONT size=4>Se achar
interessante, peço que repasse ao pessoal da sua lista.</FONT></EM><BR><EM><FONT
size=4></FONT></EM><FONT size=3> <BR></FONT><EM><FONT size=4>Um abraço
do</FONT></EM><BR><EM><FONT size=4></FONT></EM><FONT
size=3> <BR></FONT><EM><FONT size=4>Argemiro</FONT></EM></FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>===================================================================================================================</FONT><BR></DIV>
<DIV>
<DIV id=rap>
<DIV id=header>
<H1><A href="http://argemiroferreira.wordpress.com/"><FONT color=#4d3b27>Blog do
Argemiro Ferreira</FONT></A></H1>
<H3 class=description>Mídia, jornalismo, política internacional &
mais</H3></DIV>
<DIV id=content>
<DIV class="post-3361 post hentry category-uncategorized">
<H2 class=storytitle id=post-3361><A
title="Permanent Link: O dia em que Jango prendeu o cabo Anselmo"
href="http://argemiroferreira.wordpress.com/2009/09/04/o-dia-em-que-jango-prendeu-o-cabo-anselmo/"
rel=bookmark><FONT color=#5b211a>O dia em que Jango prendeu o
cabo Anselmo</FONT></A></H2>
<DIV class=storycontent>
<DIV class=snap_preview>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT color=#5b211a></FONT><IMG
alt="" hspace=0 src="cid:033b01ca2e60$c28896f0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline
border=0>A veemência com que, na entrevista ao Canal Livre da Rede Bandeirantes,
o notório cabo Anselmo (José Anselmo dos Santos), de olho numa indenização como
“perseguido político”, tentou negar que já era agente infiltrado (e provocador)
da direita ANTES do golpe de 1964, não consegue contestar o depoimento enfático
do delegado Cecil Borer em 2001 – conforme o texto (talvez definitivo)
assinado por Mário Magalhães na <EM>Folha de S.Paulo</EM>, a 31 de agosto de
2009 (leia <A
href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3108200909.htm"><FONT
color=#5b211a>AQUI</FONT></A>).</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Estou me metendo nessa discussão
por ser assunto que me apaixona desde que participei, há pouco mais de três
décadas, de uma reportagem de investigação da revista <EM>Playboy</EM>,
conduzida pelo jornalista Marco Aurélio Borba, meu amigo (e editor nacional de
<EM>Opinião</EM> no período em que dirigi sua redação, 1975-76), que morreria
poucos anos depois, num acidente em Brasília. Ouvi depoimentos para a revista no
Rio, enquanto mais jornalistas faziam o mesmo em outros estados (não tenho
aquele número da revista, mas seria bom se alguém pudesse informar ao menos o
mês e o ano, entre 1977 e 1979, pois ainda acho que existem ali dados
relevantes).</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Na época entrevistei vários
militantes de partidos clandestinos e ex-presos políticos que tiveram contato
com Anselmo (alguns insistem ainda hoje no detalhe de que seria apenas
marinheiro de 1ª classe e não cabo). Eles relataram fatos e dúvidas. Ouvi ainda
pessoas que tinham servido no coração do governo João Goulart. A começar por meu
amigo pessoal Raul Ryff, ex-colega de trabalho no Departamento de Pesquisa do
<EM>Jornal do Brasil</EM>, que tinha sido secretário de imprensa de Jango.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Com a ajuda de Ryff, cheguei a
outros nomes de pessoas que tinham servido no Palácio durante o governo Jango.
Eduardo Chuahy, amigo dele, capitão do Exército até ser cassado em 1964, servira
como ajudante de ordens no gabinete militar da presidência, então chefiado pelo
general Assis Brasil, reconstituiu com riqueza de detalhes o clima existente no
setor militar do Palácio e as muitas trapalhadas de Assis Brasil, que garantia
existir o célebre – e ilusório – “dispositivo militar” capaz de impedir um
golpe.</P>
<H5>O aviso de Corseuil: “ele é espião”</H5>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:033c01ca2e60$c28896f0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0>Eu
estava particularmente interessado em falar com o comandante Ivo Acioly
Corseuil, o que foi possível na época graças ao aval de Ryff e Chuahy, que o
conheciam bem. De fato, Corseuil contou muita coisa, aprofundando relatos já
conhecidos. Mas o núcleo central do depoimento dele a mim foi a ratificação do
que já dissera a Moniz Bandeira e estava no livro (publicado em 1977) <EM>O
Governo João Goulart – as lutas sociais no Brasil, 1961-1964</EM> (capa na parte
inferior deste texto), sobre o qual escrevi minuciosa resenha para
<EM>IstoÉ</EM>, infelizmente publicada na época com alguns cortes.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Ele explicou que no governo de
Jango o chefe da Casa Militar (Assis Brasil) era também secretário do Conselho
de Segurança Nacional. Segundo a entrevista que Corseuil me deu, em 1962 ele era
chefe de gabinete do CSN e em 1963 passou a sub-chefe da Casa Militar. Entendi
então que era de 1962, no tempo em que estava no CSN, o informe (ele não
lembrava a data precisa) avisando que Anselmo era agente infiltrado, provocador
e trabalhava para a CIA.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Corseuil me disse que tinha
informações de várias fontes, segundo as quais havia gente infiltrada entre os
marinheiros. Até pessoas vestidas de marinheiros que, na verdade, não eram
marinheiros. Uma das fontes que lhe passaram tais informações era “um rapaz da
turma de Carlos Lacerda”, então governador da Guanabara. Julgou confiável o dado
porque o rapaz, que conhecia há algum tempo, ex-funcionário do ministério da
Marinha, trabalhava para Lacerda junto aos marinheiros (lacerdista, tinha saído
do emprego para trabalhar no Palácio Guanabara).</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:033d01ca2e60$c28896f0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0>A
informação de que Anselmo (que aparece acima, à direita, numa foto de 1964, e
aqui ao lado, à esquerda, em foto recente, de óculos escuros e sob o
logotipo da Globo) era agente da CIA não viera desse agente (identificado apenas
como “Tanahy”) e sim de um correspondente de jornal norte-americano – “pessoa
com muitos contatos, que falava com muita gente”. Ele sempre telefonava para dar
informações. Por exemplo, tinha passado imediatamente a informação sobre uma
reunião de Lacerda com correspondentes norte-americanos para conclamar os EUA a
derrubar Jango.</P>
<H5>Para a CIA, “útil por liderar”</H5>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Para Corseuil, Anselmo não era o
único agente infiltrado, mas pode ter sido escolhido pela CIA onde era visto
como capaz de liderar. Perguntado por que nada foi feito pelo governo de Jango,
apesar das muitas informações e avisos feitos, respondeu que as providências não
cabiam ao CSN. A Marinha é que teria de se aprofundar no caso, por estar na sua
área. A tarefa teria de ser especificamente do Cenimar, que era sempre avisado.
Corseuil enfatizou que também tomara a iniciativa de avisar pessoalmente o
Cenimar. “Aquela gente do Cenimar era toda do Lacerda. E o Lacerda fomentava a
rebelião”, disse-me ele.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Corseuil também explicou que
nenhuma providência foi tomada desde 1962, apesar de tantos avisos e informes,
em parte por causa do próprio temperamento de Jango, que “tinha um coração
grande demais”. Lembrou o episódio da revolta dos marinheiros, no Sindicato dos
Metalúrgicos, quando o presidente foi especificamente alertado para o papel de
Anselmo e nada fez – embora outras pessoas do governo também tenham alertado na
época para a necessidade de ação vigorosa para deter a conspiração.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Mas pelo menos dois oficiais que
serviam no Palácio recordam ainda hoje um episódio no qual Jango, pessoalmente,
agiu com firmeza, mostrando estar consciente do papel de Anselmo como provocador
e agente infiltrado. Chuahy, então capitão, pediu que Ryff alertasse Jango e
mostrasse ao presidente como a mídia, desde que começara o problema dos
sargentos, superdimensionava a questão (em busca de reações contra a
indisciplina), apostando ainda numa ação potencial de Anselmo que agravasse o
quadro e empurrasse até os moderados das Forças Armadas para o lado do complô
golpista em marcha.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">O episódio citado foi o da prisão
de Anselmo em março de 1964, quando tentava penetrar – e falar – na reunião do
Automóvel Clube. Tem sido praticamente ignorado até hoje, pois nunca interessou
à mídia, cúmplice do processo golpista desde o início. Quem me reviveu o
episódio agora, com detalhes preciosos que expõem o repúdio de Jango à
indisiciplina que enfraquecia o governo na área militar e encantava os golpistas
e a mídia, foi o coronel Juarez Mota – à época capitão e ajudante de ordens
(além de amigo) do presidente, hoje aposentado, com 75 anos, e vivendo em Porto
Alegre.</P>
<H5>“Preso por ordem do presidente”</H5>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Estava em andamento, claro, a
operação destinada a desestabilizar o governo, como parte do esforço para
superdimensionar os movimentos dos sargentos e dos marinheiros (ainda que
muitos, obviamente, tenham deles participado por desinformação ou ingenuidade).
Conforme o relato do coronel Juarez, o presidente não sabia que Anselmo
planejava falar no Automóvel Clube, mas tinha consciência de que ele era agente
infiltrado na esquerda.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">“Quem o viu chegar foi o coronel
Carlos Vilela, da Casa Militar”, conta o militar aposentado. “Como eu estava
mais à frente, acompanhando o presidente, ele me chamou: ‘Está chegando o cabo
Anselmo, o que faço?’ O próprio Jango antecipou-se e deu a ordem: ‘Prende!’
Quando Anselmo começava a entrar, voltei com Vilela, que o segurou pelo ombro,
enquanto eu punha a mão no pescoço. Os dois desviamos o cabo à força para outra
sala, onde havia um sofá de dois lugares. Vilela mandou que ele sentasse e
comunicou: ‘Por ordem do presidente, o senhor está preso’. Em seguida Vilela foi
chamar o coronel (Domingos) Ventura, comandante da Polícia do Exército. Ventura
veio com a escolta e levou Anselmo preso para o quartel da PE.”</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:033e01ca2e60$c28896f0$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0>Para
Juarez, aquela ordem firme de Jango deixou claro que não tinha dúvida sobre quem
era Anselmo. Podemos concluir que a avaliação coincidia com a descrição de Cecil
Borer, delegado e torturador que o usava no DOPS como informante (conforme
contou à <EM>Folha</EM> em 2001) juntamente com “a Marinha e os americanos”. O
relato de Juarez é reforçado por Chuahy, que à época já era veemente também na
crítica aos movimentos de sargentos e marinheiros, devido á manipulação oculta
da oposição direitista com apoio da mídia. Vilela morreu no ano passado (2008).
Tinha sido ajudante de ordens do general Zenóbio da Costa na II Guerra
Mundial.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">Juarez Mota continuou no Exército
(aposentou-se como tenente-coronel) e nunca deixou de ser amigo de Jango, que
conhecia praticamente desde criança. Natural de São Borja, também era parente do
presidente Getúlio Vargas: seu avô era primo-irmão de Getúlio e a bisavó Zulmira
Dorneles Mota era irmã de dona Cândida Dorneles Mota, mãe do presidente que se
matou em 1954.</P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify">No papel de ajudante de
ordens do presidente, o capitão Juarez aparece na capa do livro de Moniz
Bandeira, do lado direito da foto. É o militar uniformizado, em destaque
logo atrás de Jango. Ele próprio me confirmou essa identificação. E creio que é
também o que aparece na primeira foto, na abertura deste post, entre o
presidente e a primeira dama Maria Tereza Goulart.</P>
<P class=MsoNormal
style="TEXT-ALIGN: justify">==============================================================================================================</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">Prezado,<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">Pode repassar a informação para o
pessoal que quer evitar a anistia do Anselmo. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Calibri"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">A entrevista de Borer, publicada na
Folha, confirma o que demonstrei <st1:PersonName
ProductID="em meu livro O Governo" w:st="on">em meu livro <B>O
Governo</B></st1:PersonName><B> João Goulart – As lutas sociais no Brasil
(1961-1967)</B>, que foi <I>best seller</I>, lançado no Brasil, em 1977, quando
eu estava em Paris e muitas vezes nos encontramos. A primeira edição esgotou em
48 e a obra ficou seis meses no primeiro lugar na lista de <B>best sellers</B>
da <B>Veja</B>. Mais de 40.000 exemplares foram vendidos e a 8ª edição revista e
ampliada pretendo lançar em março de 2010.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">Nessa obra, demonstrei, com base em
diversas informações de militares, e outras evidências, que o Cabo Anselmo era
um agente provocador, infiltrado pelo CENIMAR/CIA. Isto tudo me foi contado
pelos comandantes <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Werneck
e Ivo Acioly Corseuil, assim como coronel Pinto Guedes. Eram todos do serviço de
in<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>igencia - Serviço de Informações
e Contra-Informações (SFICI), então dirigido por oficiais nacionalistas,
que rechaçaram a colaboração da CIA, aceita pelo CENIMAR.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-family: Arial"><o:p><FONT
face=Arial> </FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Aí está o que escrevi no livro, documentadamente. i. e., citando as
respectivas fontes, como faço em todos os meus livros..
<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>“O drama estava preparado. Naturalmente, com a exaltação da marujada
e a intransigência do Almirantado, a radicaalização política propiciava a
eclosão de atos de rebeldia daaquele tipo, insuflados, em grande parte, por
agentes provocadores, com o objetivo de polarizar a oficialidade das Forças
Armadas contra o governo.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>O comandante Ivo Acioly Corseuil, subchefe da Casa Militar da
presidência da República avisou a Goulart e ao almirante Sílvio Mota que o líder
do movimento José Anselmo dos Santos, marinheiro de 1a classe e não cabo como se
celebrizou, era agente do serviço secreto, provocador, trabalhando para a CIA.
Não se tratava de conjectura e sim de informação, oriunda da própria Marinha. E
Goulart, ao receber essa denúncia, preveniu as lideranças sindicais contra a
infiltração de elementos da direita e provocadores existente na Associação dos
Marinheiros . Os acontecimentos posteriores iriam confirmá-la. Não
era de estranhar, aliás, que Anselmo estivesse a promover uma provocação contra
o governo. A CIA, já àquele tempo, dava assistência ao Centro de Informações da
Marinha (CENIMAR) e à policia de Carlos Lacerda, cujos elementos também se
infiltraram entre os marinheiros, usando uniformes, para fazer badernas,
conforme o SFICI comprovara. Por outro lado, muitos almirantes, em franca
agitação contra o governo, desejavam alimentar um motivo para o golpe de estado.
O almirante Sílvio Mota, deliberadamente ou não, contribuiu para que isto
ocorresse, ao criar o caso com a Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais,
e exonerou-se do cargo em meio da crise”.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Talvez, encomendando em uma livraria, você possa encontrar um
exemplar da 7ª edição. Ou solicitar a Renato Guimarães, diretor da Revan, que
lançou a 7ª edição.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Mas há muitos fatos que talvez você desconheça. <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Schilling, assessor de Brizola, tinha uma
secretária, Marlene, muito ligada ao sargento Prestes de Paula, que liderou a
revolta dos sargentos em 1963 (e ninguém ouviu falar nele), confessou à revista
<B>Veja</B>, faz alguns passados, que trabalhava para o Centro de Informações do
Exército (CIE) e o SNI. Chama-se Marlene. Sempre desconfiei dessa mulher, que
depois do golpe apareceu no Uruguai, que me procurou em S. <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> em 1974, quando em saí da prisão, e
posteriormente a vi em Portugal. <o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Aliás, nos documentos da CIA desclassificados e que pesquisei para
meu livro, aparecem informes sobre conversas reservadas de <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName> Schilling, que podiam ser transmitidas por quem
estava ao seu lado.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>O sargento Guerra, muito radical antes do golpe de 1964, depois
apareceu no Uruguai, quando lá estávamos exilados, e por volta de 1972 procurou
entrar em contacto com o ALN. Foi morto a tiros e o militante que o matou
disse-me que encontrou em seu bolso carteiras do SNI e do
CIE.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Abaixo você pode ver o que Argemiro publicou no blog que ele mantém.
É mais amplo que o texto publicado no blog de
Nassif.<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2> </FONT></o:p></P>
<P class=MsoPlainText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=2><FONT
face=Arial>Com um abraço, Moniz<o:p></o:p></FONT></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="TEXT-ALIGN: justify"><FONT face=Arial
size=2></FONT> </P></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></BODY></HTML>