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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Forte color=#ff0000
size=6><STRONG>Carta O Berro</STRONG><FONT
size=3>..............................................................................................................................................repassem</FONT></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT
size=5><STRONG></STRONG></FONT> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=5><STRONG>UMA VEZ
GENERAL GOLPISTA, SEMPRE GENERAL GOLPISTA</STRONG></FONT><BR><BR>Laerte
Braga<BR><BR>Os cinco principais generais das forças armadas de Honduras
resolveram dar explicações de público num programa de tevê hondurenho sobre a
participação dos militares no golpe que depôs o presidente constitucional do
país Manuel Zelaya.<BR><BR>Script montado, papéis definidos, o programa tinha o
objetivo de exibir a "face democrática" dos militares golpistas e mostrar ao
povo que não tinham nada a ver com nada, foram apenas "patriotas" em cumprimento
à constituição e a lei.<BR><BR>Não houve dificuldades em decorar esse script, é
antigo, mudam uma ou outra palavra, mas não conseguem escapar do lugar comum. O
tal do "patriotismo" e a preocupação em aparecer como homens de origens
humildes, mas capazes de "salvar a pátria".<BR><BR>Se fosse para enumerar aqui
os inúmeros de golpes de estado dados por militares na América Latina ficaríamos
uma eternidade. Imagine se fosse para relatar cada golpe, cada momento
"patriótico" desse na Bolívia, por exemplo. Era comum um general dar um golpe às
seis da manhã, ser golpeado ao meio dia por outro, até que as seis da tarde um
terceiro viesse com suas tropas para promover o bem geral e caísse à meia noite
para um tipo general lobisomem governar até o que iria golpear às seis da manhã
e assim sucessivamente.<BR><BR>A grande preocupação dos militares hondurenhos
foi a de tentar desvincular-<WBR>se das elites do país. Buscar apagar a imagem
que são cúmplices ou parceiros, sócios dessas elites nos "negócios". Mas a maior
dificuldade foi querer mostrar que não são paus mandados de Washington e
obedecem diretamente ao embaixador dos EUA em Tegucigalpa.<BR><BR>Em 1964 no
Brasil a coisa funcionou exatamente assim. Os norte-americanos começaram a abrir
as portas para o golpe <?xml:namespace prefix = st1 ns =
"urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" /><st1:PersonName w:st="on"
ProductID="com um programa">com um programa</st1:PersonName> chamado Aliança
para o Progresso. Chegava aqui um monte de coisas com outro monte de agentes da
CIA. Doações para o bem do Brasil. Em 1962 derramaram dinheiro nas eleições
através de um instituto que chamaram de IBAD - INSTITUTO BRASILEIRO DE AÇÃO
DEMOCRÁTICA -. Em 1963 designaram um comandante para as forças armadas
brasileiras, o general Vernon Walthers que havia sido comandante de
Cas<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>lo Branco na IIª Grande Guerra
e falava português fluentemente e o embaixador Lincoln Gordon para ajustar os
esquemas financeiros, comprar deputados e senadores, etc.<BR><BR>Em 1964
promoveram todo o processo golpista, uma peça montada e dirigida por Washington,
em nome da democracia. Marcharam pelo país montados na fé de um povo iludido por
usurpadores dessa fé - fé é uma questão de foro íntimo, mas espertalhões da fé
não - e falo do padre Patrick Payton. O cardeal de Honduras, dono de grandes
extensões de terra e outros "negócios" apóia o golpe <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em nome de Deus.Refor">em nome de
Deus.<BR><BR>Refor</st1:PersonName>ma agrária, melhores condições para os
trabalhadores da cidade, projetos habitacionais, democratização da comunicação,
saúde, universidades públicas, esse esquema não interessava aos donos do país,
patrões dos militares e principais acionistas das nossas elites, o esquema
FIESP/DASLU.<BR><BR>Um pequeno exemplo da vocação democrática dessas elites. O
governador de São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> era Ademar de
Barros. Pilantra sem qualquer escrúpulo. Ademar decidia abrir uma estrada
digamos ligando o ponto A ao ponto B, uma cidade a outra. Aí, em parceria com as
empreiteiras compravam as terras às margens da futura rodovia a preço de banana
e depois ficavam senhores de grandes extensões de terra supervalorizadas pela
estrada. <BR><BR>Nos tempos de John Wayne era a mesma coisa quando as ferrovias
iam chegando ao Oeste e levando progresso.<BR><BR>Jango decidiu no dia 13 de
março de 1964 que as terras às margens de rodovias, ferrovias, rios, lagos e
açudes seriam desapropriadas na extensão de oito quilômetros para fins de
reforma agrária. Aquele monte de terra que quando a gente viaja não vê nada
aproveitado, digamos assim. Aí, Ademar de Barros, o banqueiro/trambique<WBR>iro
Magalhães Pinto, o alucinado Carlos Lacerda treparam nas tamancas e dispararam
que "a democracia e as liberdades individuais estão ameaçadas, o povo brasileiro
está debaixo da ameaça do comunismo internacional"<WBR>. <BR><BR>Junte-se a isso
a estatização do petróleo em todos os níveis (Lula está leiloando o pré-sal),
dos serviços de energia elétrica e <st1:PersonName
w:st="on">tel</st1:PersonName>efonia e medidas que contrariavam laboratórios
internacionais como a compra de ácidoacetilsalicí<WBR>lico da China e não da
Bayer - uma das financiadoras do golpe -. O da Bayer custava o triplo do preço,
está no livro "O governo João Goulart" do <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName> Moniz Bandeira, mas a Bayer era legitima
representante da democracia. Você tem que tomar a aspirina da Bayer mesmo que
ela seja mais cara e lógico, para os caras lá de cima, os "patriotas", tinha um
extra que vinha custo para a turma cá embaixo.<BR><BR>Pronto. Derrubaram o
presidente, tomaram o poder, suprimiram as liberdades e começaram o processo de
venda e entrega do país, completado bem mais tarde por FHC, uma espécie de cabo
Anselmo com patente mais alta, afinal foi presidente da
República.<BR><BR>Prenderam opositores, cassaram, torturaram, seqüestraram,
mataram, estupraram mulheres militantes e de famílias de opositores, tudo em
nome da pátria. Censuraram a imprensa, sempre pela democracia.<BR><BR>Falavam em
Brasil grande enquanto íamos ficando cada vez menor.<BR><BR>Em Honduras os
generais golpistas não variaram no script. Segundo eles, cinco, as forças
armadas cumpriram a lei, não são responsáveis pela determinação de depor o
presidente Zelaya (não explicaram que a lei mandava se quisessem de fato tirá-lo
por "ilegalidades" seguir o caminho de um processo natural de impedimento, foi
na marra), lamentam que tenham tido que matar alguns opositores, mas a culpa foi
deles por não aceitar essa "lei", essa vocação "patriótica", até aí tudo como
manda o figurino golpista, até que...<BR><BR>No filme Doutor Fantástico de
Stanley Kubrick, entre muitos personagens que mostram a boçalidade de militares
de extrema direita - a maioria - nos EUA, há um cientista alemão que foi
cooptado ao final da IIª Grande Guerra. No ápice do filme, o tal cientista
aparece numa cadeira de rodas como conselheiro do presidente norte-americano e
surge segurando com a mão esquerda a mão direita. Quando se distrai e se empolga
na destruição da União Soviética, solta a esquerda a direita automaticamente
levanta-se e proclama "herr Hitler".<BR><BR>Os generais de Honduras vieram
gravando as cenas da farsa até o momento que a mão direita escapou. Foi quando
disseram que Zelaya estava levando o país para o "comunismo" representado por
Hugo Chávez, "disfarçado de socialismo," afastando-se da
democracia.<BR><BR>Democracia para eles é Washington e a grana que chega por
fora no final do mês. São generais golpistas, em qualquer lugar, em todos os
tempos, aqui, lá, no Chile e, lógico, venais e corruptos.<BR><BR>Segundo o
jornal NEW YORK TIMES, norte-americano a fala final foi assim:<BR><BR>"Como se
seguisse um manual da Guerra Fria, o general Miguel Ángel García Padget disse
que as forças armadas impediram os planos de Chávez de espalhar o socialismo
pela região. "A América Central não era o objetivo desse comunismo disfarçado de
democracia", ele disse. "Este socialismo, comunismo, chavismo, chame como
quiser, visa o coração dos Estados Unidos."<BR><BR>"... Visa o coração dos
Estados Unidos". É a pátria verdadeira desse general golpista e corrupto,
traidor. Não conseguiu segurar e teve que dedicar essa ode aos patrões, quem
sabe na esperança de ganhar um extra.<BR><BR>Não são patriotas, são canalhas
como afirma Samuel Johnson ao definir patriotismo como "último refúgio dos
canalhas". O povo de Honduras? Dane-se o povo, vão continuar matando se
necessário for para os dólares abençoados do capitalismo.<BR><BR>.E contando com
a mídia, pronta a receber também propagandas extras. GLOBO, VEJA, as rádios que
Chávez fechou por falarem mentiras e distribuiu concessões entre as comunidades
para se fazerem ouvir. <BR><BR>No meio disso tudo Barak Obama. Um refinado
ventríloquo dos verdadeiros donos da Casa Branca e do presidente dos EUA. Um
garçom numa espécie de pub inglês nos EUA. A Casa Branca. <BR><BR>O resultado do
"patriotismo" dos generais que defendem o "coração dos Estados
Unidos"<BR><BR>Segundo Roberto Michelletti, presidente de fancaria golpista de
Honduras, Obama é "el negrito no conoce donde se queda Tegucigalpa"<WBR>. O que
Obama fez até hoje foi perguntar a marca de cerveja que Michelletti, ligado ao
tráfico de drogas, prefere. E se o filé é ao ponto ou mal passado. A cozinheira
é Hilary Clinton, que também serve de primeira dançarina desse can can
democrático.</P></DIV></BODY></HTML>