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<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=5>Carta O Berro<FONT
size=2>....................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=clau.cord@gmail.com href="mailto:clau.cord@gmail.com">Trilhas
Literárias</A> </DIV>
<DIV> </DIV></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=4><STRONG>(repeteco para não esquecer o dia e a
hora)</STRONG></FONT><BR></DIV>
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<P style="MARGIN-RIGHT: 25px" align=right><B><FONT face=Verdana
size=2>Caso não visualize adequadamente esta edição, </FONT><FONT
face=Verdana color=#000000 size=2><A
href="http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/2009urariano.html">clique
aqui!</A></FONT></B></P></TD></TR>
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href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenhaasp?nitem=2846153&sid=18981171711727693191494739&k5=17683692&uid="><FONT
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<P style="MARGIN-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: 0px; MARGIN-LEFT: 35px"
align=center><B><A href="http://urarianoms.blog.uol.com.br/"><FONT
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src="http://www.plataforma.paraapoesia.nom.br/09_news_26jul/trilhasmarca07a_small.gif"
width=200 align=left border=0><FONT face=Verdana>Dois Momentos de
</FONT></B>
<P style="MARGIN-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: 0px; MARGIN-LEFT: 35px"
align=center><FONT face=Verdana><B>SOLEDAD NO RECIFE</B></FONT>
<P style="MARGIN-TOP: 0px; MARGIN-BOTTOM: 0px; MARGIN-LEFT: 35px"
align=justify><BR><FONT size=2>(Primeira vez em que Urariano fala de
Soledad no livro)<BR><BR> <I><FONT
face=Verdana> Eu a vi primeiro numa noite de sexta-feira de
carnaval. Fossem outras circunstâncias, diria que a visão de
Soledad, naquela sexta-feira de 1972, dava na gente a vontade de
cantar. Mas eu a vi, como se fosse a primeira vez, quando saíamos do
Coliseu, o cinema de arte daqueles tempos no Recife. Vi-a, olhei-a e
voltei a olhá-la por impulso, porque a sua pessoa assim exigia, mas
logo depois tornei a mim mesmo, tonto que eu estava ainda com as
imagens do filme. Num lago que já não estava tranquilo, perturbado a
sua visão me deixou. Assim como muitos anos depois, quando saí de
uma exposição de gravuras de Goya, quando saí daqueles desenhos,
daquele homem metade tronco de árvore, metade gente, eu me
encontrava com dificuldade de voltar ao cotidiano, ao mundo normal,
“alienado”, como dizíamos então. Saíamos do cinema eu e Ivan, ao fim
do mal digerido O anjo exterminador. Imagens estranhas e invasoras
assaltavam a gente.<BR> A
vontade que dava de cantar retornou adiante, naquela mesma noite. No
Bar de Aroeira, no pátio de São Pedro, naquela sexta-feira gorda.
Como são pequenas as cidades para os que têm convicções semelhantes!
Estávamos eu e Ivan sentados em bancos rústicos de madeira, na
segunda batida de limão, quando irromperam Júlio, ela e um terceiro,
que eu não conhecia. Ela veio, Júlio veio, o terceiro veio, mas foi
como se ela se distanciasse à frente – diria mesmo, como se
existisse só ela, e de tal modo que eu baixei os
o</FONT></I></FONT><FONT face=Verdana><I>lhos. “</I><FONT
size=2><I>Como é bela”, eu me disse, quando na verdade eu traduzi
para beleza o que era graça, graça e terna
feminilidade.</I></FONT></FONT></P></TD></TR>
<TR>
<TD>
<P align=center><B><FONT face=Verdana size=2>Saiba mais sobre esse
lançamento. Visite o blog do escritor:
http://urarianoms.blog.uol.com.br/</FONT></B></P></TD></TR></TBODY></TABLE></DIV></TD></TR>
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href="http://www.trilhasliterarias.com/alberto_tributo_2009.html"><IMG
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