<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=ruibaianode2@hotmail.com href="mailto:ruibaianode2@hotmail.com">rui dos
santos santana santana</A> </DIV>
<DIV><B>To:</B> <A title=adelino13@hotmail.com
href="mailto:adelino13@hotmail.com">adelino13@hotmail.com</A> </DIV>
<DIV>From: <A
href="mailto:sem_livros@hotmail.com">sem_livros@hotmail.com</A><BR><BR><BR>
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<BR><BR><FONT style="FONT-SIZE: 12pt" color=#00b050 size=3><EM>clique no
endereço abaixo:</EM></FONT><BR> <BR><A
href="http://semlivros.blogspot.com"><EM><FONT style="FONT-SIZE: 24pt"
face="Comic Sans MS" color=#ff0000
size=6>http://semlivros.blogspot.com</FONT></EM></A><BR><BR><BR><BR> <BR>
<HR id=EC_stopSpelling>
<BR></DIV></DIV>
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<DIV><A
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border=0></A><BR><BR><BR><BR><BR><BR>
<DIV align=justify><SPAN style="COLOR: #000000"><EM><STRONG>O Blog Semlivro vai
publicar artigos, livros </STRONG></EM><EM><STRONG>e a produção literária de
Carlos Marighella nesse ano que se completa 40 anos de seu
assassinato.</STRONG></EM></SPAN></DIV><BR><BR><BR><BR><BR><BR>
<DIV align=justify><EM><SPAN style="COLOR: #ff0000">Em seu enterro não havia
velas:<BR>Como acendê-las, sem a luz do dia?<BR><BR>Em seu enterro não havia
flores:<BR>Onde colhê-las, nessa manhã fria?<BR><BR>Em seu enterro não havia
povo?<BR>Como encontrá-lo, nesta rua vazia? <A
href="http://4.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/SlimJka3gKI/AAAAAAAAAx4/6KV2ti_cqq8/s1600-h/h.jpg"><IMG
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border=0></A></SPAN></EM></DIV><BR>
<DIV align=justify><EM><SPAN style="COLOR: #ff0000"></SPAN></EM></DIV><BR>
<DIV align=justify><EM><SPAN style="COLOR: #ff0000"><SPAN
style="FONT-FAMILY: lucida grande">Em seu enterro não havia gestos:<BR>Para e
inerte a minha mão jazia<BR><BR>Em seu enterro não havia vozes:<BR>Sobre censura
estava a salmodias<BR><BR>Mas a luz e flor e povo e gesto e canto<BR>Responderão
“presente”, chegada a primavera<BR>Mesmo que tardia!<BR><BR>Aninha Montenegro
(amiga de Marighella) </SPAN></SPAN></EM></DIV><BR><BR><BR>
<DIV align=justify><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">"Seu nome, como
muitos outros da história recente brasileira, ainda não saíram das sombras, a
que a elite insiste em relegar a nossa história. Carlos Marighella não
ambicionava o poder, mas um Brasil soberano, livre da submissão ao capital
estrangeiro. O momento exigia como ainda hoje, mudanças radicais na estrutura
social brasileira. Defensor da guerrilha urbana como forma de revolução social,
passou a ser o principal orientador da oposição armada no Brasil, <A
href="http://3.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/Slik_ZmbfcI/AAAAAAAAAxw/5OIQyTUKgXA/s1600-h/jjk.jpg"><IMG
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src="http://3.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/Slik_ZmbfcI/AAAAAAAAAxw/5OIQyTUKgXA/s320/jjk.jpg"
border=0></A>ao lado de outro companheiro, Carlos Lamarca, morto no sertão
baiano em 17 de setembro de 1971. Perseguido pelo regime militar e finalmente
assassinado em 4 de novembro de 1969, em São Paulo, Marighella foi vítima do
terrorismo estatal, sua morte exige muitas explicações das reais circunstâncias
em que foi emboscado e morto, inclusive dos frades
dominicanos.</SPAN></STRONG></EM>"</DIV><BR><BR><BR>
<DIV align=justify><EM><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 130%; COLOR: #ff0000">O
mulato Carlos Marighella</SPAN></STRONG></EM></DIV><BR>
<DIV align=justify><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">Era filho de um
imigrante italiano, o operário Augusto Marighella e Maria Rita do Nascimento,
negra e filha de escravos. Teve sete irmãos e irmãs.Fez os estudos iniciais no
Ginásio da Bahia, hoje Colégio Central. Contrariando as expectativas reservadas
a famílias de poucas posses, em 1929, Carlos começou a cursar engenharia civil
na Escola Politécnica da Bahia.Já nessa época, com 18 anos, Carlos despertou
para as lutas sociais e entrou no Partido Comunista. Aos 21 anos, em 1932, foi
preso pela primeira vez, por escrever e divulgar um poema com críticas ao
interventor da Bahia, Juracy Magalhães.Em 1936, abandonou o curso de engenharia
e mudou-se para São Paulo, com a tarefa da direção partidária de reorganizar o
Partido Comunista, que se encontrava esfacelado, após as lutas de 1935, na
chamada </SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">. Foi
novamente preso.No ano de 1937 aconteceu a anistia, assinada pelo então ministro
da Justiça, Macedo Soares e Marighella foi libertado, mas as perseguições não
cessaram, pois nesse mesmo ano </SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN
style="COLOR: #000000">deu o golpe instaurando o
</SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">que colocou o
Partido Comunista na clandestinidade. A militância de Carlos Marighella
incomodava o governo e é novamente preso em 1939, e desta vez, confinado em
Fernando de Noronha. Consta que neste presídio foi estabelecida, pelos próprios
prisioneiros, uma divisão igualitária de tarefas, independente do peso político
que o indivíduo tivesse fora da prisão. Criaram uma Universidade Popular e
ensinavam uns aos outros filosofia, história, matemática. Marighella deu aulas
de filosofia.Após três anos em Fernando de Noronha, Carlos e os companheiros
presos foram transferidos para o presídio da Ilha Grande, no litoral do Rio de
Janeiro. Fernando de Noronha, nessa época do conflito da Segunda Guerra Mundial,
passou a ser base de apoio das operações militares dos aliados no Atlântico
Sul.<BR>O início das divergênciasNo ano de 1943 aconteceu o polêmico apoio do
Partido Comunista ao governo ditatorial de Vargas, em razão da entrada do Brasil
na guerra. Marighella discordava dessa posição, mas mesmo preso é eleito para o
Comitê Central do partido.Com a vitória dos
</SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">, no ano de 1945,
aconteceu nova anistia no Brasil. O Partido Comunista voltou à legalidade e
Marighella foi eleito deputado constituinte.Com o fim do Estado Novo, venceu as
eleições o general </SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN
style="COLOR: #000000">, empossado em 31 de janeiro de 1946, que, aproximando-se
dos setores conservadores, desencadeou ferrenha perseguição ao Partido
Comunista, que foi posto novamente na ilegalidade, em 1947. Nessa época
Marighella dirigia a revista teórica do partido chamada Problemas. No início de
1948 foram caçados os mandato dos parlamentares comunistas e Marighella voltou à
clandestinidade. Ainda nesse ano nasceu o seu filho Carlos, fruto do
relacionamento que teve com Elza Sento Sé. Conheceu Clara Charf, que será sua
companheira até o fim da vida. Na clandestinidade, de 1949 a 1954, em São Paulo,
Marighella atuou na área sindical do partido, mas incomodava a direção
partidária, pois era considerado excessivamente esquerdista. Sua atuação
aproximou o partido da classe operária e juntos promoveram uma greve geral,
conhecida como a "Greve dos Cem Mil", em 1953. Também participou da campanha "O
petróleo é nosso". Ainda em 1953, foi à China e à União Soviética, retornando em
1954.No ano de 1954, depois da morte de Getúlio Vargas e no início do governo de
</SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">, os comunistas,
ainda na ilegalidade, começaram a atuar com mais visibilidade. Na política
internacional fatos relevantes marcaram esse período: em 1956, o XX Congresso do
PC da União Soviética denunciou os crimes de Stálin; em 1959, aconteceu a
revolução cubana. Vivia-se o auge da chamada "guerra fria", mas o Partido
Comunista Brasileiro adotou a "coexistência pacífica" pregada pela União
Soviética.Com o fim do governo de Juscelino Kubistchek,
</SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">assumiu a
presidência, para renunciar sete meses depois.
</SPAN></STRONG></EM><EM><STRONG><SPAN style="COLOR: #000000">, depois de uma
crise política, tomou posse e o Partido Comunista voltou à legalidade
aproximando-se do governo. Carlos Marighella passou a divergir da linha adotada
pelo partido, divergências que em 1962, deram origem ao Partido Comunista do
Brasil - PC do B.Em 1964, o golpe de estado, que estabeleceu a ditadura militar,
<SPAN style="COLOR: #000000">proporcionou uma nova perseguição </SPAN><SPAN
style="COLOR: #000000">aos comunistas. Marighella foi baleado e preso num cinema
da Tijuca, no Rio de Janeiro. </SPAN><A
href="http://2.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/SligxE-LvLI/AAAAAAAAAxQ/iv0rQ1W9L7c/s1600-h/w.jpg"><SPAN
style="COLOR: #000000"><IMG id=EC_EC_BLOGGER_PHOTO_ID_5357208521765797042
style="FLOAT: left; WIDTH: 64px; CURSOR: hand; HEIGHT: 95px" alt=""
src="http://2.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/SligxE-LvLI/AAAAAAAAAxQ/iv0rQ1W9L7c/s400/w.jpg"
border=0></SPAN></A><SPAN style="COLOR: #000000">C</SPAN> <SPAN
style="COLOR: #000000">on</SPAN><SPAN style="COLOR: #000000">seguiu sobreviver e
ficou encarcerado por 80 dias, e em seguida, foi solto pel</SPAN><A
href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u63.jhtm"><SPAN
style="COLOR: #000000">a atuação do advogado Sobral Pinto.Publicou Por que
resisti à prisão, em 1965 e em 1966, A Crise Brasileira onde discorreu sobre sua
opção por organizar os trabalhadores brasileiros contra a ditadura e a luta pelo
socialismo. Nesse livro pregava a luta armada, com base numa aliança entre
operários e camponeses.<BR>F</SPAN></SPAN><SPAN style="COLOR: #000000">undando a
</SPAN></STRONG></EM>brasil/ult1689u70.jhtm"><EM><STRONG><SPAN
style="COLOR: #000000"><SPAN style="COLOR: #000000">Carlos Marighella continuou
divergindo da linha oficial adotada pe</SPAN></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"><SPAN
style="COLOR: #000000">lo PCB e, em 1967, suas posições saíram vitoriosas na
Conferência Estadu</SPAN></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"><SPAN
style="COLOR: #000000">al de São Paulo, em confronto com Luiz Carlos Prestes.
Nessa época, preparava-se o VI Congresso do partido e aconteceu uma intervenção
da direção partidária nos diretórios dos estados, visando impedir o crescimento
das idéias defendidas por Marighella, que, rompeu com o partido logo após uma
viagem à Cuba, onde foi participar de uma reunião da Organização
Latino-Americana de Solidariedade-OLAS. Sua participação foi desautorizada pela
cúpula partidária. Retornando ao Brasil foi expulso do PCB e, em seguida, fundou
a Ação Libertadora Nacional-ALN, que preconizava a luta armada.1968 foi um ano
de atos radicais da ALN. Marighella participou de diversas ações armadas visando
adquirir fundos para a construção do partido, com diversos </SPAN><BR>
<BLOCKQUOTE></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"><SPAN
style="COLOR: #000000">assaltos a<BR>bancos que foram reinvidicados pela ALN.
A organização também teve fortes<BR>influências no meio estudantil. Nesse
período a ditadura aumentou a repressão<BR>aos g</SPAN></A><A
href="http://3.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/Slih5NkIJXI/AAAAAAAAAxY/jf5iIezYud0/s1600-h/et.jpg"><SPAN
style="COLOR: #000000"><IMG id=EC_EC_BLOGGER_PHOTO_ID_5357209761023010162
style="FLOAT: right; WIDTH: 81px; CURSOR: hand; HEIGHT: 118px" alt=""
src="http://3.bp.blogspot.com/_RgV-2iK9Wd4/Slih5NkIJXI/AAAAAAAAAxY/jf5iIezYud0/s400/et.jpg"
border=0></SPAN></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"><SPAN
style="COLOR: #000000">rupos de<BR>esquerda, entre eles, a Vanguarda Popular
Revolucionária, comandada pelo capitão<BR>Carlos Lamarca, que desviou um
carregamento de armas para a guerrilha que se<BR>instalava no Vale do Ribeira,
em São Paulo. Em setembro desse ano, o embaixador<BR>norte-americano foi feito
prisioneiro por integrantes da ALN e do MR-8, e foi<BR>trocado por quinze
presos políticos.Marighella era apontado como inimigo público<BR>número um.
Cartazes de "Procurados" foram espalhados por todo o Brasil e a
sua<BR>perseguição envolveu toda a estrutura da polícia política. Para
orientar as<BR>ações da ALN, Marighella escreveu o Mini-manual do Guerrilheiro
Urbano.A Aliança<BR>Libertadora Nacional tinha aproximações com os frades
dominicanos e alguns deles<BR>estavam presos. Montou-se uma emboscada, através
do contato desses frades, que<BR>agendaram, sobre tortura, um encontro na
alameda Casa Branca, em São Paulo. No<BR>dia 4 de novembro de 1969, às oito
horas da noite, Carlos Marighella caiu na<BR>emboscada armada pelo extinto
DOPS (Departamento de Ordem Pública e Social) de<BR>São Paulo. Cercado por 30
policiais, com o delegado Sérgio Paranhos Fleury, à<BR>frente, foi
assassinado. A ALN existiu até 1974.Sua situação de combatente<BR>contra a
ditadura foi reconhecida pelo governo brasileiro, em 1996 e sua
esposa<BR>Clara Charf passou a ser indenizada, a partir de 2008.</SPAN></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"></BLOCKQUOTE></A><A
href="http://educacao.uol.com.br/historia-brasil/ult1689u70.jhtm"><BR></DIV></SPAN></STRONG></EM></A><BR><BR><BR>
<DIV><SPAN style="COLOR: #3333ff">*Antônio do Amaral Rocha é jornalista, com
estudos de pós-graduação em Literatura Brasileira e Cinema. Trabalha como
editor, artista gráfico e resenhista, colaborador free-lance de diversas
publicações em São Paulo</SPAN>
</DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV></DIV><BR><BR>--<BR>Postado por Rui Baiano
Santana no <A
href="http://semlivros.blogspot.com/2009/07/carlos-marighella-0-escritor-poeta-e.html">SEMLIVROS</A>
em 7/11/2009 10:33:00 AM<BR>
<HR>
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