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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR">Diario da
Palestina (1)<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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</SPAN><STRONG>A RESISTENCIA CULTURAL PALESTINA </STRONG></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR"><o:p> </o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR"><SPAN
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</SPAN>Uma ocupação colonial não é apenas uma ocupação militar. Ela precisa
tentar impedir a sobrevivência da cultura, da memória do povo ocupado. Mais
ainda se se trata da ocupação de um povo com uma das mais antigas histórias e
mais ricas culturas.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>Como era impossível que a Capital da Cultura Árabe pudesse ser Bagdá,
pela ocupação das tropas norte-americanas, foi decidido que Jerusalem (que eles
chamam de Al-Quds) fosse a Capital da Cultura Árabe de 2009. As comemorações tem
sido vitimas das mais violentas e odiosas repressões das tropas israelenses de
ocupação. Organizar lindas atividades em torno da cultura árabe passaram a ser
um imenso desafio para o Comitê Palestino de Organização, por dificuldades de
recursos, de convidar pessoas – poetas, músicos, cantores, artistas do mundo
árabe e de outras regiões do mundo - para vir a uma região cercada e ocupada,
que deveriam realizar-se nas ruas e praças de Jerusalém.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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</SPAN><SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>O ato de apresentação do
logotipo dos eventos, programada para ser dar no Teatro Nacional de Jerusalém,
em abril do ano passado,<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>foi
proibida por Israel, declarado ilegal e reprimido brutalmente por forças
militares para tentar impedir sua realização. Foram três dos membros do grupo
organizador.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>Apesar de todas as dificuldades, deu-se inicio às comemorações no dia 21
de março deste ano, com atividades populares nas ruas de Jerusalém, que
terminaram com uma noite de fala em Bethlehem. Israel enviou tropas contra
crianças que carregavam balões com as cores da bandeira palestina – vermelhas,
brancas, verdes e pretas. As tropas de ocupação atacaram os jovens que iam
realizar<SPAN style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>danças tradicionais
palestinas, com suas roupas típicas, produzindo cenas de pânico e
desespero.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
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style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>Como reação, todas as escolas, universidades, centros culturais,<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>prefeituras de dentro ou de fora da
Palestina, decidiram assumir a celebração organizando atividades sobre a
bandeira e o logotipo de Jerusalém Capital da Cultura Árabe de 2009. Centenas de
eventos aconteceram em muitos países como mostra de solidariedade e de protesto
contra a repressão israelense. Fica claro, cada vez mais, que não se trata da
ocupação e da ação militar contra “forças terroristas”, como alegam os
ocupantes, mas contra a resistência da cultura palestina.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR"><SPAN
style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>Os palestinos adotaram o lema: “Jerusalém nos une e não deve
dividir-nos”, reforçando a necessidade de união de todos os palestinos para
derrotar a ocupação e pela conquista do direito de um Estado palestino,
reconhecido pelas Nações Unidas, mas impedida pelos EUA e por
Israel.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR"><SPAN
style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>“Uma vez liberada, Jerusalém não será apenas a inquestionável capital da
cultura árabe, mas será a cidade da diversidade cultural e religiosa, da
tolerância e do respeito pelos outros. Uma cidade aberta para a paz cujos
tesouros históricos e religiosos serão desfrutados por todos, do leste e do
oeste. O único muro que a cercará será o muro histórico de sua Cidade Velha e
suas 12 portas, incluindo a Porta de Ouro, que uma vez aberta, levará todos os
povos do bem para o céu.”<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR"><SPAN
style="mso-tab-count: 1">
</SPAN>As palavras são de Ragiq Husseini, presidente do Conselho Administrativo
do Comitê Nacional pela Celebração de Jerusalém como Capital da Cultura Arabe em
2009. Estar aqui, chegar a Ramallah revela, com toda força, como este é um
território ocupado, cruzado por muros que dividem aos próprios palestinos,
povoado de tropas e de carros militares, submetendo a este heróico povo à
ocupação, à opressão, à humilhação, na mais grave situação de violação dos
direitos humanos – políticos, sociais, econômicos, culturais – no mundo de
hoje.</SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 10pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR">========================================================================================================</SPAN></P><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; LINE-HEIGHT: 115%; mso-ansi-language: PT-BR">
<P class=data>24/06/2009</P>
<P class=titulo>Diário da Palestina (2)</P>
<P
class=titulo>
</P>
<P class=titulo><STRONG><FONT
size=4>
Ocupação, colonialismo e apartheid</FONT></STRONG></P>
<P class=corpo><BR><I>Direto de Ramallah, Palestina</I><BR><BR>Uma coisa é ouvir
falar, ler, falar de ocupação. Outra é ver o que significa. Ramallah, uma cidade
pacífica, sem violência, sem problemas de segurança, onde se pode andar por
qualquer bairro a qualquer hora do dia ou da noite, uma cidade sem população de
rua, sem crianças abandonadas. <BR><BR>A ocupação israelense significa a
brutalidade de cortar a cidade com muros, que separam palestinos de palestinos.
Há uma grande avenida que o muro corta um lado do outro da rua. Os muros
separam, segregam, colocam entre palestinos e palestinos os controles,
comandados por soldados israelenses armados até os dentes, que exercem
sistematicamente seu poder armado, com arbitrariedade e discriminação. Não na
lógica nos muros, é um exercício conscientemente arbitrário, para demonstrar –
como faz o torturador diante da sua vitima – que o ocupante pode fazer o que bem
entender, sem qualquer lógica, só como exercício do poder armado de que
dispõe.<BR><BR>Muros para lacerar na carne o orgulho, a auto-estima, para tentar
desmoralizar aos palestinos, levá-los ao dilema entre a passividade, a
resignação, ou o desespero das ações armadas. Esta seria a atitude espontânea de
qualquer ser humano, diante das humilhações a que são submetidos os palestinos,
diante da demonstração brutal de força. Parece que os ocupantes querem provocar
reações violentas, que justificariam novas ofensivas violentas.<BR><BR>Os
palestinos gastam várias horas por dia nas filas dos controles. Para ir de
Ramallah a Jerusalém pode-se tomar 10 minutos ou três horas, na dependência do
arbítrio das tropas de ocupação. Os palestinos tem que elaborar guias de
sobrevivência para sobreviver com os 630 pontos de controle na Palestina
atualmente.<BR><BR>Trata-se de uma ocupação ilegal, injusta, de discriminação
racial, do tipo do apartheid sul-africano. Os israelenses querem impedir aos
palestinos de ter um Estado como foi reconhecido a Israel no fim da Segunda
Guerra Mundial. Julgar-se um “povo escolhido” – também isto eles tem em comum
com os norte-americanos. Como disse Edward Said, os palestinos são as “as
vítimas das vítimas”. Os israelenses se consideram vitimas, mas passaram a ser
verdugos, colonialistas, imperialistas, racistas.<BR><BR>Ver os muros, sua
violência, sua brutalidade, a frieza da sua desumanidade, diante das casas
humildes, das oliveiras – tantas casas e oliveiras destruídas para a construção
dos muros – dos palestinos, permite sentir no mais profundo de cada um os dois
mundos que se contrapõe aqui. A neutralidade, a passividade, se tornam
impossíveis, cúmplices, diante de tanta injustiça e violência.<BR><BR>Um Estado
terrorista, um Exército do terror, tropas de ocupação coloniais, ações imperiais
– essa a ocupação israelense do que deveria ser território palestino. Do que
deverá ser território de uma Palestina livre, democrática e soberna.<BR></P>
<DIV><o:p>======================================================================================================</o:p></DIV>
<DIV><o:p></o:p></SPAN> </DIV></BODY></HTML>