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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=data align=left> JUNHO DE 2009 - 20h51</P>
<H1><FONT color=#ff0000>Nara: o pássaro e o leão </H1><BR><FONT
color=#000000><B>por Augusto Buonicore*</B><BR><BR>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef"
align=left>No último dia 7 de junho completaram-se vinte anos da morte da
cantora Nara Leão. Ela foi uma das pessoas mais importantes na configuração do
que conhecemos hoje como Música Popular Brasileira (MPB). Participou da criação
da Bossa Nova, da “música de protesto”, do tropicalismo etc. Foi também uma
artista engajada nas lutas do seu tempo pela liberdade e pelos direitos do povo.
Era um bichinho estranho: meio pássaro e meio leão.</DIV><BR>
<DIV id=imagem><IMG
src="http://www.vermelho.org.br/ctt/img_upload/naraopiniao.jpg"><BR><I>Capa do
disco do Show Opinião (1965)</I> </DIV></DIV>
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<P><STRONG>Chico e Nara cantam Dueto</STRONG></P>
<P><A href="http://www.youtube.com/watch?v=6Fx5CHMwWDU&feature=related"
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rel=nofollow><FONT color=#0033cc><STRONG>DUETO</STRONG></FONT></A></DIV></DIV>
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<DIV class=video-username><A href="http://www.youtube.com/user/braxbrax"><FONT
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href="http://www.youtube.com/watch?v=6Fx5CHMwWDU">http://www.youtube.com/watch?v=6Fx5CHMwWDU</A></FONT></EMBED></DIV></DIV></DIV>
<P>Nara nasceu no Espírito Santo em 19 de janeiro de 1942, mas com apenas um ano
de idade mudou-se para o Rio de Janeiro. Era filha de uma família relativamente
avançada para época. “Não havia em nossa casa os valores tradicionais da classe
média nem normas de conduta. Não comemorávamos natal, nem aniversários, nem
réveillon”, afirmou ela. Menina extremamente tímida e insegura quanto a sua
beleza e possíveis talentos. </P>
<P>Aos 12 anos começou a aprender tocar violão com Patrício Teixeira. Cantor e
instrumentista, companheiro de Pixinguinha, havia criado um novo método que,
ironicamente, batizou “O Capadócio”. Esse era o nome ofensivo dado aos tocadores
de violão no início do século 20. Patrício, como negro capadócio, havia sentido
na carne o preconceito da sociedade carioca de sua época. </P>
<P>Amiga e namorada de Roberto Menescal, e depois de Ronaldo Bôscoli, teve o seu
apartamento em Copacabana transformado num dos pontos de encontro dos jovens
músicos que criariam um novo estilo musical: a Bossa Nova. Lá se reuniam Carlos
Lyra, João Gilberto, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Ronaldo Bôscoli, Roberto
Menescal, Silvia Telles etc. Nara não era somente uma anfitriã amável – ou a
musa daqueles rapazes talentosos – mas também uma das cabeças daquele movimento
cultural que surgia. <BR>Em 1958 o grupo foi convidado para cantar no Clube
Universitário Hebraico. Como a única figura de certa expressão era Silvia
Telles, o funcionário colocou um cartaz “Silvia Telles e um grupo bossa nova”.
Sem planejar, o movimento já tinha conseguido um nome. O poeta Manoel Bandeira
se referiu a ele como “uma música intimista mais apropriada para apartamentos”.
Era isso e um pouco mais. </P>
<P>Nara subiu ao palco pela primeira vez em 13 de dezembro de 1959. Em pânico,
cantou quase de costa para o público as músicas “Se é tarde, me perdoa” e “Fim
de Noite”. Nascia, assim, uma estrela ainda que um pouco gauche. </P>
<P><STRONG>Nara se politiza</STRONG></P>
<P>A primeira experiência de Nara com uma grande gravadora – a Columbia - não
foi das mais felizes. No teste cantou “Insensatez” de Vinícius e Tom. Acharam a
música chata e longa demais. Sugeriram que cantasse boleros. Ela não gostou da
proposta, pegou seu violão e foi embora. </P>
<P>Estranhamente, a “musa da bossa nova” não estrearia em disco cantando o
estilo que havia contribuído para criar. Naqueles anos o Brasil estava mudando e
Nara também.<BR></P>
<P>Separada de Bôscoli, começou um namoro com o cineasta Cacá Diegues. Através
dele se aproximou do pessoal do Cinema Novo e dos intelectuais que organizavam o
Centro Popular de Cultura da UNE. Naquele ambiente efervescente ela foi se
politizando e aderindo às idéias da esquerda e ao projeto cultural
nacional-popular. Saíamos dos “anos JK” e entravamos na “era Jango”. A grande
bandeira do momento eram as reformas de base. <BR>Além de Cacá, Carlos Lyra
também influenciou Nara. Ele, ao lado de Sérgio Ricardo e Geraldo Vandré,
propunham uma mudança de rumo na Bossa Nova. Uma das características desse grupo
era a busca de uma aproximação maior com os compositores de extração popular,
como Cartola, Nelson Cavaquinho, Zé Kéti, João do Valle etc. Buscava uma fusão
entre a moderna música urbana – produzida pelas camadas médias – e a música de
morro e do sertão. </P>
<P>O movimento da Bossa Nova acabou rachando em duas partes: uma chamada de
“alienada” e outra mais politizada. O conflito foi bastante acirrado. Nara
entrou na briga ao lado da arte engajada contra a alienação bossanovista. Numa
entrevista à revista “O Cruzeiro” afirmou: “A bossa nova, que se apresentava
como um movimento renovador – e foi até determinado momento – tornou-se caduca e
acadêmica”. Um pouco antes do golpe militar ela ainda afirmaria: “os letristas
da bossa nova escreveram letras sem o menor sentido. Então fui procurar os
compositores que dizem o que querem e encontrei o samba tradicional, que contém
a verdadeira essência da música popular brasileira”. </P>
<P>Foi dentro desse espírito que gravou o seu primeiro disco. Houve muita
resistência quanto ao repertório sugerido pela garota. Dele constavam nomes como
Cartola, Nelson Cavaquinho e Zé Ketti. Onde já se viu, mocinha de Copacabana
cantando música de morro? Depois de muita luta convenceu os produtores que
aquele era o caminho certo. Além dos compositores populares havia Carlos Lyra,
Vinícius de Moraes, Gianfracesco Guarnieri, Baden Powell, Ruy Guerra. Muitos
afirmam que esse disco iria cimentar o caminho daquilo que seria chamado de MPB.
</P>
<P>O disco se destacava pela forte presença da crítica social. Muitas das
canções poderiam ser enquadradas na rubrica de “música de protesto”. Um estilo
que vinha ganhando força em todo mundo, inclusive nos Estados Unidos.
Destacava-se no LP as músicas “O morro (feio não é bonito)”, “Canção da terra”,
“Berimbau”, “Maria Moita” e “Marcha da quarta-feira de cinzas”. Definitivamente,
Nara era a nossa Joan Baez.</P>
<P>Em 1963 ela aderiu ao Comando dos Trabalhadores Intelectuais (CTI), uma
versão artístico-intelectual do Comando Geral dos Trabalhadores (CGT). Os seus
membros pretendiam “participar da formação de uma frente única nacionalista e
democrática com as demais forças populares arregimentadas na marcha por uma
estruturação melhor da sociedade brasileira”. </P>
<P>O golpe militar de março de 1964 iria obstaculizar as mudanças que já se
anunciavam nas ruas. A música lançada alguns meses antes “Marcha de
quarta-feira de cinzas” se tornou uma profecia realizada e uma conclamação à
luta pela liberdade: “Acabou nosso carnaval/ Ninguém ouve cantar canções/
Ninguém passa mais brincando feliz/ E nos corações/ Saudades e cinzas foi o que
restou / .../ E, no entanto, é preciso cantar/ Mais que nunca é preciso cantar/
É preciso cantar e alegrar a cidade”. Foi o primeiro hino da resistência
democrática no país. </P>
<P>Provocada por um jornalista que perguntou se ela era “subversiva”, respondeu:
“Se cantar músicas que falam dos dramas do povo, dos seus problemas e das suas
tristezas, angústias e alegrias é ser subversiva, acho que não escapo dessa
classificação primária. Prefiro, porém, ser chamada de apaixonada pela alma
brasileira, de procurar as raízes da verdadeira música do Brasil”. Com esse
objetivo, viajou por todo país. Pesquisou culturas populares regionais em busca
de novos repertórios. Na Bahia conheceu Gil, Caetano, Maria Bethânia. Esse
encontro teria conseqüências para a música brasileira alguns anos depois. </P>
<P>Nara também esteve por trás da primeira resposta do mundo artístico ao golpe
militar. Em novembro de 1964 lançou o LP “Opinião de Nara”. A música que dava
título ao disco havia sido escrita por Zé Ketti e começava assim: “Pode me
prender, pode me bater que eu não mudo de opinião”. Uma clara referência ao
difícil momento no qual o Brasil estava vivendo. O disco seguia o mesmo esquema
do disco anterior, articulando o moderno e estilos de raiz. Trazia músicas
de Zé Ketti, João do Valle, Edu Lobo, Baden Powell, Sérgio Ricardo, Tom Jobim,
Vinícius de Moraes, Ruy Guerra. Sua marca era a crítica ao regime militar e às
injustiças sociais.</P>
<P>O LP chegou ao segundo lugar nas paradas de sucesso e empolgou alguns
artistas que vinham do CPC, destruído pela ditadura, e procuravam outros
caminhos. Oduvaldo Vianna Filho (Vianinha) propôs transformar o disco num show.
O elenco escolhido procurava traduzir a necessária aliança entre os operários
favelados, representado por Zé Ketti, os camponeses nordestinos, representado
por João do Valle, e as classes média urbanas, espelhada em Nara Leão. A frente
popular sonhada pela esquerda nacional. O texto foi escrito por Vianinha,
Armando Costa e Paulo Pontes. A direção ficou por conta de Augusto Boal. O show
Opinião estreou em dezembro e obteve um estrondoso sucesso de público e
crítica.</P>
<P>A reação não tardou. Grupos de direita picharam a fachada do Teatro de Arena
com slogans anticomunistas. Durante o show, Nara era obrigada a bater boca com
provocadores infiltrados na platéia. O ritmo extenuante acabou sendo demais para
ela. Tendo que se afastar, indicou para substituí-la uma menina que conhecera na
Bahia de nome Maria Bethânia. A garota estrearia fazendo um grande sucesso,
especialmente pela sua performance em “Carcará” de João do Valle.</P>
<P>Nara voltaria ao palco no espetáculo “Liberdade, liberdade”, escrito por
Flávio Rangel e Millôr Fernandes. Mais uma resposta dos artistas ao arbítrio que
se implantara no país. O texto era uma coletânea de citações de inúmeras
personalidades defendendo a liberdade em todos os campos de atuação humana. Como
a ditadura poderia censurar as palavras de Cristo, Lincoln, Kennedy ou mesmo
trecho da Declaração de Independência dos Estados Unidos? Simbolicamente,
estreou no dia 21 de abril de 1965. Um novo sucesso de público e uma nova
derrota da ditadura. A direita realizou novas provocações, ameaçando a
integridade física e moral dos atores. </P>
<P>As coisas ficaram ainda mais quentes quando Nara, numa entrevista ao “Diário
de Notícias”, defendeu a saída dos militares do poder, pois eles “podiam
entender de canhão ou de metralhadoras, mas nada pescavam de política”. Advogou
o retorno de um governo civil que “nacionaliza-se as empresas e possibilita-se
(...) a melhora do nível de vida do operariado e o desenvolvimento econômico do
país”. Empolgada, foi ainda mais longe afirmando que “numa guerrilha moderna, o
nosso exército não serviria para nada” e, concluiu, “quem está mandando é que
deveria ser cassado”. O título provocativo da matéria era “Nara é de opinião:
Esse Exército não vale nada”. </P>
<P>A direita militar enfurecida pediu a cassação e prisão da cantora. Os
intelectuais e artistas se organizaram para defendê-la e elaboraram um
abaixo-assinado endereçado ao marechal-presidente Castelo Branco. Em sua defesa
o poeta Carlos Drummond de Andrade publicou um poema-manifesto: “Meu honrado
marechal/ dirigente da nação,/ venho fazer-lhe um apelo: /não prenda Nara Leão
(...)/ A menina disse coisas/ de causar estremeção?/ Pois a voz de uma garota/
abala a Revolução?/ / Será que ela tem na fala,/ mais do que charme, canhão?/ Ou
pensam que, pelo nome,/ em vez de Nara, é leão? (...)/ Que disse a mocinha,
enfim,/ De inspirado pelo Cão? (...)/ Deu seu palpite em política,/ favorável à
eleição/ de um bom paisano – isso é crime,/ acaso, de alta traição?/
(...)/ Nara é pássaro, sabia?/ E nem adianta prisão/ para a voz que, pelos
ares,/ espalha sua canção./ Meu ilustre marechal/ dirigente da nação,/ não
deixe, nem de brinquedo,/ que prendam Nara Leão.” </P>
<P><STRONG>Nara e os festivais</STRONG></P>
<P>O auge do prestigio de Nara ainda estaria por vir. Em 1966 foi convidada para
defender a música “A Banda” de Chico Buarque de Holanda no II Festival da Música
Popular da TV Record. Curiosamente, sem planejar, ele concorreria com
“Disparada” de Vandré e Téo de Barros. Um dos melhores exemplares da música
engajada. A Banda venceu, mas por exigência de Chico, o prêmio foi dividido.
</P>
<P>A marchinha foi um fenômeno musical. Chico e Nara foram, subitamente,
lançados ao estrelado. As solicitações de shows multiplicavam e eles não podiam
mais sair nas ruas. Era um verdadeiro tormento para a introvertida Nara. A TV
Record chegou a criar um programa especial: “Pra ver a banda passar”. A dupla de
apresentadores foi chamada jocosamente de “desanimadores de auditório” por sua
timidez e constrangimento diante das câmeras. Para alívio dos dois, o programa
teve curta duração. Em 1967 interpretaria, ao lado de Sidney Miller, a bela
canção “A estrada e o violeiro”. </P>
<P>Defensora da música popular não assumiu posições nacionalistas estreitas. Ela
e Chico, por exemplo, se recusaram a participar da passeata realizada em julho
de 1967 contra a introdução das guitarras elétricas na música brasileira. Aquela
era uma jogada de marketing muito perigosa. Nara teria dito “Isso mete medo.
Parece uma passeata do Partido Integralista”. Não chegava a tanto. A
maioria dos artistas se arrependeria daquela atitude.</P>
<P>Dentro do seu espírito desbravador, Nara causaria mais uma polêmica. Rompendo
com as barreiras existentes entre o pessoal da MPB tradicional e a nova onda
tropicalista, chegou a participar do disco “Tropicália” cantando “Lindonéia” de
Caetano e Gil. Isso causou indignação dos seus camaradas da música engajada e de
raiz. Ela apoiou, mas não podia ser definida como uma tropicalista, pois jamais
se rendeu aos seus arroubos mais radicais daquele movimento cultural.</P>
<P>Quando do assassinato do estudante Edson Luís, em março de 1968, ela escreveu
um longo texto de protesto intitulado “É preciso não cantar”: “Um estudante de
16 anos morreu porque queria instalações sanitárias e comida para melhor cumprir
sua função de estudante. (...) Fizemos uma greve de teatro contra a censura. E
voltamos a cantar. Mas é impossível cantar, sabendo que os estudantes estão
sendo assassinados nas ruas (...) Por isso, é preciso não cantar. Participou, ao
lado de outros artistas, da Passeata dos 100 mil. </P>
<P>A decretação do AI-5, em dezembro de 1968, iria eliminar o pouco espaço que
ainda havia para expressão político-cultural. Iniciava-se o período mais sombrio
da ditadura. Prisões, torturas e exílio se multiplicavam. Em agosto de 1969, ela
declarou ao Pasquim: “No Brasil, no momento, não há condições de trabalho, não
há estímulo, não dá vontade de cantar. Acho que se não houver liberdade de
criação, vai acabar tudo”. Chico Buarque, no exílio, disse a Cacá Diegues que
“Nara era um dos nomes mais citados pelos militares durante vários
interrogatórios a que era submetido”. As ameaças sobre o casal aumentaram e ele
teve que seguir o triste caminho do exílio. </P>
<P>Na Europa, saudosa do Brasil, ela fez as pazes com a Bossa Nova e, pela
primeira vez, gravou um disco somente com músicas de seus ex-companheiros.
Nascia assim o LP “Dez anos depois”. Esse seria um reencontro definitivo com
suas origens musicais. Em 1971, voltou ao Brasil.</P>
<P>No ano seguinte foi indicada para presidir o júri da etapa nacional do 7º
Festival Internacional da Canção da rede Globo. Pressionada pelo regime, a
direção da emissora destituiu todo o júri brasileiro e o substituiu pelo júri da
fase internacional. Nara protestou e o psicanalista Roberto Freire tentou fazer
um protesto em pleno festival, mas foi espancado e preso por agentes da
repressão. Era o fim definitivo da “era dos festivais”. </P>
<P>Como alternativa ao fechamento dos espaços para divulgação da cultura
nacional e popular foi criado o Circuito Universitário. Os artistas passariam a
se apresentar em universidades de todo o país. Nara, Chico, Toquinho, Vinícius,
Milton Nascimento, Paulinho da Viola, MPB-4, Sérgio Ricardo, Paulo César
Pinheiro, Paulinho Tapajós entre outros entrariam nessa aventura cultural. As
condições, muitas vezes, eram precárias, mas isso era amplamente compensado pelo
calor das platéias estudantis. Se apresentar e assistir esses shows eram formas
de participar da resistência democrática naqueles anos de chumbo. </P>
<P>Uma tragédia se imporia na vida da artista. Em 1979 Nara desmaiou e foi
levada ao hospital. Constatou-se que tinha um tumor no cérebro numa área de
difícil acesso. A partir daí iniciou-se uma luta titânica da vida contra a
morte. Uma luta desigual que ela conseguiu muitas vezes vencer. <BR>Apesar da
doença, continuou sua atividade política a favor da democratização do país.
Envolveu-se na campanha dos candidatos da oposição em 1982. Assinou manifesto
contra as prisões e desaparecimentos de presos políticos na Argentina.
Participou ativamente da Campanha das Diretas em 1984. Até o fim defendeu as
causas mais sentidas do nosso povo.</P>
<P>As perdas de memória eram mais constantes. Shows tiveram que ser
interrompidos e cancelados. Ela lutava minuto a minuto contra a doença. Nos dez
últimos anos de sua vida trabalhou incansavelmente e produziu quase uma dezena
de discos. Nara morreu em 7 de junho de 1989. Mas, o seu canto de ave pequena e
o seu rugido de leão continuam ecoando através das obras que nos legou. </P>
<P>Nota</P>
<P>As principais referências para esse artigo foram extraídas do livro Nara
Leão: uma biografia de Sérgio Cabral, publicado pelas editoras Companhia Editora
Nacional e Lazul. </P>
<P><STRONG>Mais no Youtube:</STRONG></P>
<P><SPAN class=description>Trechos do DVD Ensaio Nara Leão</SPAN></P>
<P><A href="http://www.youtube.com/watch?v=d6So1y6AluM&feature=related"
target=_blank>http://www.youtube.com/watch?v=d6So1y6AluM&feature=related</A></P>
<P><SPAN class=description>Musica do espetáculo Opinião. </SPAN></P>
<P><SPAN class=description></SPAN><A
href="http://www.youtube.com/watch?v=sRpcc65lQZE"
target=_blank>http://www.youtube.com/watch?v=sRpcc65lQZE</A></P>
<P>Nara e Sidney Miller cantam Estrada e o violeiro no 3º Festival da Record
(1967)<BR><A href="http://www.youtube.com/watch?v=MsY0QsgTQyQ"
target=_blank>http://www.youtube.com/watch?v=MsY0QsgTQyQ</A></P>
<P>Chico, Nara e MPB-4 cantam Noite dos mascarados – Record (1967)<BR><A
href="http://www.youtube.com/watch?v=n72vD9Wtt8Y&feature=related"
target=_blank>http://www.youtube.com/watch?v=n72vD9Wtt8Y&feature=related</A></P></DIV><BR>
<DIV id=fonte><BR>
<HR SIZE=1>
<DIV id=autor><IMG src="http://www.vermelho.org.br/ctt/img_upload/aut_51.jpg"
align=left>
<P><STRONG>*Augusto Buonicore</STRONG>, Historiador, mestre em ciência política
pela Unicamp</P></DIV><BR clear=all>
<HR noShade SIZE=1>
<FONT size=1><B>*</B> Opiniões aqui expressas não refletem, necessariamente, a
opinião do site.</FONT> <BR>
<HR noShade SIZE=1>
<BR></DIV></DIV></FONT></FONT></DIV></BODY></HTML>