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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">
<DIV><FONT face=Arial size=2><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT size=3><FONT
face=Forte size=6><FONT color=#ff0000>Carta O Berro<FONT
size=3>..................................................................repassem</FONT></FONT></FONT></DIV></DIV>
<DIV>
<DIV>
<H1 style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif">
<H3 style="COLOR: red"><FONT color=#000000>PM transforma USP em praça de
guerra</FONT></H3>
<DIV style="COLOR: red"><IMG alt="" hspace=0
src="cid:023901c9ea1e$cd5bbe30$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0></DIV>
<P><STRONG>Por Lúcia Rodrigues</STRONG><BR><BR>A USP foi transformada em uma
verdadeira praça de guerra pela Polícia Militar, no final da tarde de ontem, dia
09. Policiais da Força Tática, munidos de armas do choque, partiram para cima de
estudantes e funcionários que retornavam da manifestação realizada em frente ao
portão central da universidade, em protesto contra a presença da PM na
universidade.<BR><BR>Os manifestantes foram perseguidos pelos policiais a partir
da Faculdade de Educação. A rua lateral à reitoria e o gramado que dá acesso aos
prédios da História e Ciências Sociais viraram palco de um bombardeio. O som das
bombas de efeito moral, dos tiros de borracha e dos helicópteros que sobrevoavam
o campus era ensurdecedor. O cheiro do gás lacrimogêneo e spray de pimenta,
insuportável.<BR><BR>Ninguém estava a salvo no território do medo. Os policiais
arremessaram granadas de efeito moral, inclusive, sobre um grupo de professores,
que tentava dialogar com o comandante da operação, tenente-coronel Claudio
Miguel Marques Longo, para evitar mais violência. <BR><BR>A imprensa também foi
alvo da repressão policial. O fotógrafo da Folha de São Paulo Danilo Verpa foi
atingido por cassetetes quando registrava o ataque da PM. A reportagem da Caros
Amigos e um fotógrafo do Estadão ficaram sob a mira de
escopetas.<BR><BR><STRONG>Diretora critica</STRONG><BR><BR>A diretora da FFLCH
(Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas), Sandra Margarida Nitrini,
também tentou intermediar uma negociação com o comandante Longo. “Essa é uma
medida da reitoria, eu respondo pela FFLCH.” <BR><BR>Ela conta que disse ao
tenente-coronel que a situação estava se acirrando, com a iniciativa dos
policiais avançarem em direção à Faculdade. “Queremos impedir que isso ocorra em
nossa unidade, queremos garantir a integridade”, frisa.<BR><BR>No momento em que
a diretora conversava com o comandante, bombas explodiam em frente à reitoria. A
justificativa apresentada pelo tenente-coronel Longo foi a de que se tratava de
explosivos lançados, mas que não haviam sido detonados. “Algumas bombas ficaram
com os pinos soltos e estamos explodindo agora.”<BR>Pelo menos um estudante foi
atendido no Hospital Universitário. O aluno, que não teve o nome revelado, foi
atingindo na perna por um tiro de borracha. “Eu nunca vi a polícia entrar desse
jeito no campus. Isto aqui virou uma guerra campal. Atacaram, inclusive, os
professores que tentavam negociar”, protestou a funcionária Rosana Bullara.
<BR><BR><STRONG>Prisões</STRONG><BR><BR>A PM prendeu dois trabalhadores e um
estudante no campus. Os três tiveram as mãos algemadas para trás e foram
conduzidos ao 93 DP. Permaneceram no local por volta de duas horas e meia.
<BR><BR>Após lavrar um termo circunstanciado, um espécie de boletim de
ocorrência mais elaborado, o delegado de plantão Percival de Moura Alcântara Jr.
liberou os presos. “É um crime de menor potencial ofensivo. Não tem flagrante
nesse caso”, explica o delegado. <BR><BR>Segundo Alcântara Jr., o termo será
enviado para a justiça criminal e os três serão julgados pelos crimes de
desacato a autoridade, resistência a prisão e danos ao patrimônio. Ele acredita
que o julgamento ocorra no prazo de 30 dias.<BR><BR>O diretor do Sintusp
(Sindicato dos Trabalhadores da USP), Claudionor Brandão, um dos detidos,
recebeu a informação de que dois diretores do sindicato haviam sido presos. Como
ele não participou do protesto em frente ao portão central, tentou obter
informações sobre os colegas.<BR><BR>“Eu estava ligando para a Adusp (Associação
dos Professores da USP) para pedir ajuda quando vi o Celso (Luciano Alves da
Silva), do comando de greve e funcionário do IEB (Instituto de Estudos
Brasileiros) ser preso.” Brandão tentou convencer os policiais a soltarem o
companheiro. Além de não conseguir demovê-los da ação, acabou sendo preso pelo
comandante da operação, Cláudio Longo. <BR><BR>Segundo Brandão, as algemas que
foram colocadas em seus braços foram posicionadas de uma forma que apertavam
seus pulsos. “Eles (policiais) retorceram as algemas e prenderam minhas mãos
para trás, isso fez com que pressionasse ainda mais”, ressalta ao exibir os
pulsos com marcas profundas na pele.<BR>O estudante de história José Ailton
Dutra Junior, outro preso, estudava em seu apartamento no Crusp (Conjunto
Residencial da USP), quando recebeu um telefonema informando que a PM estava
atacando funcionários e alunos em frente à reitoria.<BR><BR>“Fui ver o que
estava acontecendo e me prenderam. Os policiais vieram para cima, me arrastaram,
jogaram spray de pimenta (nos olhos) e deram várias cassetadas”,
frisa.<BR><BR><STRONG>Abaixo a repressão</STRONG><BR><BR>Para o presidente da
Adusp, Otaviano Helene, o ataque da PM à comunidade acadêmica é gravíssimo.
“Infelizmente chegamos a esse ponto. Isso (ataque policial) é responsabilidade
da administração da USP e do governo do Estado. Não se toma uma atitude desse
tipo sem o conhecimento do governador”, ressalta o dirigente dos
professores.<BR><BR><BR><STRONG>Greve continua</STRONG><BR><BR>Professores,
funcionários e estudantes permanecem em greve. A Adusp realiza assembléia pela
manhã. Ontem, a reunião dos professores foi interrompida no momento em que a
tropa deflagrou o ataque. <BR>Os estudantes realizam passeata no início da tarde
até a avenida Paulista, para protestar contra a violência policial no campus. Um
grupo de aproximadamente 50 estudantes permaneceu em vigília em frente ao prédio
da História durante a madrugada. <BR><BR>Pela manhã dois helicópteros da polícia
faziam vôos rasantes no campus. As viaturas da PM continuam perfiladas nos
fundos da reitoria.<BR><BR>Os funcionários também realizam assembléia hoje. Eles
reivindicam 16% de reajuste, incorporação de R$ 200 ao salário, a reintegração
de <A
href="http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=materia&id=105"
target=_blank rel=nofollow><FONT color=#800080>Brandão</FONT></A> , demitido em
dezembro pela reitora, em função da atuação destacada à frente do
Sintusp,<SPAN style="TEXT-DECORATION: underline"> </SPAN><A
href="http://carosamigos.terra.com.br/index_site.php?pag=materia&id=105"
target=_blank rel=nofollow><FONT color=#800080>(click aqui e leia a notícia da
demissão)</FONT></A>, além da retirada dos processos contra dirigentes
sindicais e estudantis. </P></H1>
<DIV style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif"><FONT
size=2>========================================================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: arial, helvetica, sans-serif">
<LI><A href="http://educacao.uol.com.br/album/2009_06_10_usp_album.jhtm">Veja
imagens da USP nesta manhã de quarta <IMG
src="http://img.uol.com.br/ico_verfotos.gif" border=0></A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8202.jhtm">Estudantes
marcam ato para esta quarta</A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8194.jhtm">Polícia e
estudantes entram em confronto no campus da USP</A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/album/20090609-usp-protesto_album.jhtm?abrefoto=7">Veja
imagens do conflito <IMG src="http://img.uol.com.br/ico_verfotos.gif"
border=0></A>
<LI><A href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8199.jhtm">Em
nota oficial, reitoria da USP "lamenta o confronto"</A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8201.jhtm">Vice-reitor
garante à comissão que PM vai sair do campus</A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8200.jhtm">Manifestantes
detidos querem exame de corpo de delito</A>
<LI><A href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8197.jhtm">"Não
há outra alternativa a não ser manter a PM lá", diz Serra</A>
<LI><A
href="http://educacao.uol.com.br/ultnot/2009/06/09/ult105u8196.jhtm">Entenda as
manifestações na USP e a presença da PM no campus</A> </LI></DIV>
<H1 style="MARGIN: auto 0cm"><BR></H1></FONT></SPAN>
<H1 style="MARGIN: auto 0cm"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial"><FONT
size=3>====================================================================================================================================</FONT></SPAN></H1>
<H1 style="MARGIN: auto 0cm"><SPAN style="FONT-FAMILY: Arial">Em assembléia,
<st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>es da USP pedem renúncia da
reitora<o:p></o:p></SPAN></H1>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial"></SPAN> </P><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">
<DIV>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">DECLARAÇÃO
DA ASSEMBLÉIA DA ADUSP DE 10/06/2009</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">A
Universidade de São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> tem
desrespeitado, há anos, no seu cotidiano e nas<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">suas
instâncias de decisão, o Artigo 206 da Constituição Federal que define o
princípio da gestão<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">democrática
do ensino público</SPAN><I><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPS-ItalicMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPS-ItalicMT">.
</SPAN></I><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">O
desrespeito fica evidenciado pela ausência de diálogo sempre
que<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">deliberações
de Conselhos de Departamentos, Congregações e do Conselho
Universitário<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">acontecem
sem a devida participação de alunos, docentes e funcionários. Nos últimos
meses<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">testemunhamos
algumas dessas deliberações que, no lugar do diálogo, impõem de
maneira<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">autoritária
suas decisões, gerando conflitos e desgastes desnecessários entre as partes
envolvidas:<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">demissão
política de um dirigente sindical, o ingresso da USP na Univesp, a reforma
estatutária da<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">carreira,
as mudanças no exame vestibular, entre outras. As três últimas, aliás, foram
tomadas sem<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">razões
acadêmicas que as sustentem.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">A
crise atual vivenciada pela USP, originada pela negociação de data-base,
como<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">vem
acontecendo nas negociações dos últimos anos, a ausência de diálogo exacerbada
pela ruptura<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">por
parte do Cruesp da continuidade da negociação, culminou com a solicitação, por
parte da<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">reitoria
da USP, da presença da Polícia Militar, provocando a violenta repressão que
vivenciamos na<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">tarde
de ontem no campus Butantã da USP.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">Em
função dessa sucessão de acontecimentos:<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">“Os
<st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>es da Universidade de São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, reunidos em Assembléia no dia
10<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">de
junho de 2009, em face dos graves acontecimentos envolvendo a ação violenta da
Polícia Militar<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">no
campus Butantã, vêm a público exigir:</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><st1:metricconverter
w:st="on" ProductID="1. a"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">1.
a</SPAN></st1:metricconverter><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">
renúncia imediata da <st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>a Suely
Vilela como reitora da Universidade<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">de
São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>; </SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><st1:metricconverter
w:st="on" ProductID="2. a"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">2.
a</SPAN></st1:metricconverter><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">
retirada imediata da Polícia Militar do campus;</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">3.
que a nova administração adote uma medida firme para impedir que
as<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">chefias
e direções assediem moralmente os funcionários que exercem o direito de greve,
de modo a<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">criar
condições objetivas para que os funcionários possam suspender os
piquetes;</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">4.
que se inicie também imediatamente um processo estatuinte
democrático.</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 10 de junho de
2.009.</SPAN></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><o:p></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; mso-layout-grid-align: none"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">Adusp-S.Sind.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT">Associação
dos Docentes da Universidade de São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><st1:PersonName
w:st="on">================================================================</st1:PersonName></SPAN></P><SPAN
style="FONT-FAMILY: TimesNewRomanPSMT; mso-bidi-font-family: TimesNewRomanPSMT"><st1:PersonName
w:st="on">
<P class=tituloamarelo1 style="TEXT-ALIGN: center">Boletim Eletrônico • 10 de
junho de 2009 • Nº 137</P>
<P class=titulocomum> </P>
<P class=titulocomum>Deliberações da Assembléia da Adusp de 10/06</P>
<P>1- Pela continuidade da greve, tendo como pauta:</P>
<UL>
<LI>Imediata retirada da Polícia Militar da USP;
<LI>Renúncia da reitora Suely Vilela - “Fora Suely”;
<LI>Reabertura imediata de negociações entre o Cruesp e o Fórum das Seis –
mantida a pauta de reivindicação inicial;
<LI>Anulação da resolução do Conselho Universitária que autoriza a reitoria a
solicitar a entrada da PM no campus;
<LI>Estatuinte Livre, Democrática e Soberana;
<LI>Eleições diretas para Reitor. </LI></UL>
<P>2- Protocolar uma manifestação na reitoria incluindo os 4 pontos
abaixo(*):</P>
<UL>
<LI>exigência da imediata renúncia da professora Suely Vilela como reitora da
USP;
<LI>saída imediata da polícia militar do campus;
<LI>que seja adotada medida firme para impedir que as chefias e direções
assediem moralmente os funcionários que exercem o direito de greve, de modo a
criar condições objetivas para que os funcionários possam suspender os
piquetes;
<LI>que se inicie, também imediatamente, um processo estatuinte democrático.
</LI></UL>
<P>3- Ato público em defesa da universidade livre e democrática a ser realizado
no Largo São Francisco, conjunto com o Fórum das Seis, a ser organizado para a
próxima semana, com a presença de representantes de partidos políticos, centrais
sindicais e personalidades;</P>
<P>4- Próxima assembléia, 15/6, 2a-feira, 16h, no anfiteatro da Geografia,
recomendando que haja assembléias ou reuniões conjuntas nas unidades pela manhã.
(Fiquem atentos, pois pode haver mudança de dia e hora da assembléia em função
de eventos inesperados. Acompanhem no site www.adusp.org.br.)</P>
<P class=tituloamarelo1 style="COLOR: #ff0000" align=center>Colegas, indignação
não basta, resistir é preciso. Venham ajudar na panfletagem<BR>nessa
segunda-feira, 15/6, a partir das 7h00, nos portões 1 e 3.</P>
<P class=tituloamarelo1 style="COLOR: #ff0000"
align=center>=========================================================================================================================</P>
<P class=tituloamarelo1 style="COLOR: #ff0000" align=center>
<TABLE cellSpacing=0 cellPadding=0 width="100%" border=0>
<TBODY>
<TR>
<TD vAlign=top width=751>
<P class=titulocomum>Moção de Repúdio dos professores da USP campus de
Ribeirão Preto à Entrada da PM na USP </P>
<P class=textocomum>Nós, professores da USP-RP, reunidos em assembleia no
dia 09 de junho de 2009, aprovamos a presente moção de repúdio contra a
entrada da Tropa de Choque na USP, a pedido da Reitora Suely Vilela.</P>
<P class=textocomum>Com o uso da força, a Reitora tenta cercear
manifestações pacíficas e legítimas, colocando em risco o maior patrimônio
da universidade, qual seja, seus alunos, funcionários e professores.</P>
<P class=textocomum>Atitudes como esta, que remetem à ditadura militar,
não serão aceitas, pois violam o direito à livre expressão, entre outros
tão duramente conquistados.<BR></P>
<P class=textocomum align=right>Assembleia Geral dos Docentes</P>
<P class=textocomum align=right>Campus da USP de Ribeirão
Preto<BR>9/junho/2009</P>
<P class=textocomum align=right> </P></TD>
<TD
width=9> </TD></TR></TBODY></TABLE></P></st1:PersonName></SPAN></DIV></SPAN>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">Os <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName>es pretendem, ainda na tarde de hoje,
entregar as deliberações da assembléia à reitoria da USP.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">De acordo com Otaviano
Helene, presidente da Associação de Docentes da Universidade de São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName> (Adusp), a mobilização cresceu
após os conflitos de ontem entre PMs, <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName>es, alunos e funcionários.
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">"Assinaram hoje presença na
nossa assembléia, mais de 200 <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName>es, o que não ocorria aqui há muito tempo.
Estamos indignados com o que houve ontem. É intolerável", afirmou o presidente
da Adusp. Otaviano afirmou ainda que para a abertura das negociações é
indispensável vontade política. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">"A polícia não entrou aqui
sem autorização da reitora, assim como do governador. A nossa situação hoje é
inaceitável. Nos reuniremos novamente na próxima segunda e esperamos que até lá
exista alguma abertura para diálogo", completou.<o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">A nova assembléia dos
<st1:PersonName w:st="on">professor</st1:PersonName>es está marcada para
segunda-feira, dia 15, às 16 horas. Em função da chuva forte que cai na capital
paulista desde as 10 horas desta quarta-feira, a manifestação que estava marcada
para a tarde foi transferida para a próxima semana. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt; FONT-FAMILY: Arial">Funcionários da instituição
permaneciam em assembléia paralela à dos <st1:PersonName
w:st="on">professor</st1:PersonName>es, às 14 horas. <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Times New Roman"
size=3> </FONT></o:p></P></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>====================================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2><FONT face=Arial color=#292526 size=5>
<P align=left><STRONG>Sindicato dos Trabalhadores da USP</STRONG></P>
<P align=left></FONT><B><FONT face=Arial size=1>Boletim nº 64 (37º dia em greve)
- SP 10/06/2009 - </B></FONT><FONT face="Arial Black" color=#292526
size=7>USP</P></FONT><FONT face="Arial Black" size=7>
<P align=left>16% Já</P></FONT><FONT face=Impact size=7>
<P align=left>UM CAMPO DE GUERRA</P></FONT><FONT face=Arial>
<P align=left>É difícil de acreditar no que ocorreu ontem na Universidade de São
Paulo.</P>
<P align=left>A partir das 12 horas, houve o Ato do Fórum das Seis, com mais de
2.000 funcionários, estudantes e</P>
<P align=left>professores da USP, Unesp e Unicamp, em frente à reitoria da USP,
exigindo a retirada da PM do</P>
<P align=left>campus e abertura de negociação com o Cruesp.</P>
<P align=left>Em seguida, funcionários e estudantes da USP, convocados pelo
Comando de Greve Unifcado</P>
<P align=left>(funcionários e estudantes), dirigiram-se, em passeata, ao portão
1 da Universidade. A tropa de choque</P>
<P align=left>tentou impedir a saída da passeata da universidade, mas em virtude
do grande número de manifestantes</P>
<P align=left>foi obrigada a recuar até fora da Universidade. Houve então um
grande Ato, denominado de trancaço,</P>
<P align=left>que ocorreu sob muita tensão, pois os manifestantes ficaram por
mais de 2 horas frente à frente com</P>
<P align=left>a tropa de choque.</P>
<P align=left>Ao término do Ato, quando manifestantes voltavam rumo à reitoria,
ao passar em frente de alguns PMs</P>
<P align=left>que provocaram 3 companheiras, todos começaram a gritar:
</FONT><B><FONT face=Arial>FORA PM!</P></B></FONT><FONT face=Arial>
<P align=left>Um dos policiais, nesse momento, requisitou reforços através do
rádio. Logo, um enorme contingente</P>
<P align=left>da tropa de choque entra na Universidade atirando bombas de efeito
moral, gás lacrimogênio, tiros de</P>
<P align=left>escopeta calibre 12 com balas de borracha. Houve uma grande
perseguição e ataques a todos os</P>
<P align=left>manifestantes, por mais de 1 hora, dentro da USP.</P>
<P align=left>Mais de 1.000 manifestantes recuaram até a FFLCH, onde foram
isolados pela tropa de choque.</P>
<P align=left>Uma comissão de professores da Adusp acorreu ao local, com
objetivo de negociar com o Comando</P>
<P align=left>da Tropa a suspensão da violência e, foi atacada com várias
bombas.</P>
<P align=left>Muitos companheiros foram feridos, inclusive alguns
hospitalizados. O comandante da PM, Cláudio</P>
<P align=left>Longo, em entrevista à CBN, declarou haver mandato de prisão para
Claudionor Brandão, Magno de</P>
<P align=left>Carvalho e o estudante Caio, por incitar os manifestantes ao
confronto. Em seguida, Brandão, Caio e</P>
<P align=left>Celso (funcionário do IEB) são presos e condizidos à 93ª DP, sendo
liberados horas depois. O</P>
<P align=left>companheiro Zelito também chegou a ser detido. Entretanto,
conseguiu escapar.</P>
<P align=left>Os estudantes, que já tinham assembleia marcada para as 18 horas,
em frente à reitoria, acabaram</P>
<P align=left>realizando uma grande assembleia na Av. Prof. Luciano Gualberto,
onde estavam sendo discutidas as</P>
<P align=left>ações em resposta à bárbarie que houve na USP.</P>
<P align=left>A responsabilidade do confronto ocorrido na USP é da reitora
Suely. Entretanto, sabemos que uma</P>
<P align=left>ação como essa não ocorre sem ordem do Secretário de Segurança
Pública e o aval do governador</P>
<P align=left>José Serra.</P>
<P align=left>Muitos professores, dentre os quais alguns diretores de unidade
acorreram ao local, comentando que</P>
<P align=left>depois do que houve a </FONT><B><FONT face=Arial>reitora Suely não
tem mais condições morais de permancer no cargo.</P></FONT></B></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face=Arial
size=2>========================================================================================================================================================================</FONT></DIV>
<DIV>Nota pública da Associação dos Pós-Graduandos da Usp (campus da Capital).
</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>A Universidade de São Paulo, campus Butantã, desde o início desta semana,
vem servindo de cenário para insólitas operações da Polícia Militar. Por pelo
menos três dias, contingentes de policiais armados, colocaram-se a entrada de
prédios de seus órgãos administrativos, faculdades, institutos, museus e
bibliotecas. Essas operações seguem a execução de um pedido de reintegração de
posse por parte da Reitoria da USP. Em nota, a medida é justificada sob o
argumento de que o “funcionamento da universidade” teria sido transtornado por
ações “isoladas”, “tumultuosas” e “violentas” de obstrução do acesso a prédios
da universidade por “piquetes”, atribuídas a um “grupo de servidores”. A
Reitoria, então, reivindica a sua responsabilidade em manter a regularidade do
funcionamento da universidade.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>O Sindicato dos Trabalhadores da USP, em comunicado publicado no mesmo dia,
respondeu à nota da Reitoria contestando as descrições e qualificações dadas às
manifestações de seu movimento que, atualmente, encontra-se em greve,
conjuntamente com os funcionários da UNICAMP, em prol de uma lista de
reivindicações que eles não julgam contempladas pelas propostas do Cruesp. O
SINTUSP afirma que nos acessos aos prédios citados só havia faixas com os
dizeres “Estamos em Greve” e, em algum deles, encontravam- se também “Comissões
de Orientação e Esclarecimentos”, compostas por funcionários das respectivas
unidades que lá estavam por deliberação da assembléia dos funcionários da USP.
As ações do movimento teriam sido todas baseadas em “decisões legitimadas em
reuniões de unidades e assembléias gerais da categoria”.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Fotos de batalhões policiais armados na USP colocam, agora, de maneira
emblemática e à vista de todos, a cultura política vigente na atual estrutura de
poder da USP diante das reivindicações da comunidade acadêmica. Emblemáticas
porque condensam em imagem uma série de outras medidas que compõem um movimento
mais amplo de avanço de forças reacionárias às demandas de democratização da
universidade. Nesse sentido, basta lembrar que das últimas nove reuniões do
Conselho Universitário (Co), cinco foram realizadas em área militar (IPEN), sob
forte esquema de segurança. Some-se a isso, que tais reuniões foram marcadas por
graves problemas na convocação da representação discente e de servidores, além
de violações a normas regimentais, principalmente no tocante ao procedimento das
votações. A recorrência desses fatos e as suas conseqüências extremamente
anti-democráticas levaram a APG-USP/Capital a recorrer à Justiça, impetrando um
mandado de segurança pedindo a anulação da reunião em que foi aprovado o
orçamento da universidade para 2009.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Há ainda de se elencar o novo plano de segurança da USP, orçado em mais de
2,5 milhões de reais, tocado pelo ex-prefeito do campus, prof. Adilson Carvalho.
Em reportagem de uma revista semanal, em que é fotografado ao lado de uma
central de monitores de televisão com imagens da universidade e apelidado de o
“xerifão do campus”, ele declara: "Apesar de muitos estudantes afirmarem o
contrário, a polícia entra na USP sempre que é chamada". Em outra reportagem,
esta publicada no Jornal do Campus, instado a comentar a suspeita de um
estudante de que o sistema de câmeras de segurança pudesse se reverter em “uma
forma de vigiar o movimento estudantil", o Prefeito nega, mas relativiza: "Elas
vão ser usadas, claro; para identificação quando houver excessos." As recentes
políticas de segurança da USP precisavam de um esclarecimento: a presença da
polícia no campus são necessários diante dos problemas enfrentados pelos
freqüentadores da Cidade Universitária ou são instrumento de investigação e
perseguição política? Contudo, infelizmente, não foi nos dada a oportunidade de
ouvir as razões da Prefeitura do Campus, que negou o pedido de audiência pública
feito formalmente pela APG-USP/Capital, em Conselho Universitário realizado no
dia 30 de setembro de 2008.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Podemos ressaltar, ainda, as sindicâncias sofridas por alunos que
participaram da ocupação da reitoria de 2007; as diversas restrições, por parte
dos órgãos administrativos da universidade, ao uso dos espaços do campus pelos
estudantes e suas diversas entidades; a invasão da Faculdade de Direito do Largo
São Francisco pela Tropa de Choque em agosto de 2007; a implantação de catracas;
a censura realizada diretamente pela reitoria ao STOA (fórum digital da USP); as
demissões sumárias de servidores e diretores de sindicato dentro da
universidade. Poderíamos continuar listando inúmeras outras manifestações da
atual política vigente na USP, porém preferimos voltar nossa atenção ao
movimento mais amplo a que todas elas remetem.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Em 2007, começou a transcorrer nos Conselhos Centrais da USP a discussão
sobre a reforma do Estatuto da USP. As forças do movimento pela democratização
da universidade –representadas pelo movimento de estudantes, professores e
servidores técnico-administrativos– encontrava-se, então, completamente alijado
do processo de discussão da reforma do Estatuto. A principal conquista do
movimento de ocupação da reitoria de 2007 foi o compromisso, por parte da
reitoria, de realização do V Congresso da USP, que acabou sendo agendado para
maio de 2008. Esse movimento voltou para o V Congresso as suas esperanças de se
articular em torno de um projeto concebido democraticamente por todos os
segmentos da universidade, conseguindo, assim, disputar o processo de reforma do
estatuto da USP, já em curso naquele momento. Na melhor das hipóteses, ganharia
força o projeto de uma estatuinte democrática. Como bem se sabe, o V Congresso
não se realizou porque a reitoria não liberou, em sua totalidade, o segmento dos
funcionários. A não-realização do V Congresso foi a senha para que os grupos
descontentes com as conquistas do movimento de ocupação da reitoria e, mais
particularmente, com a idéia de se ampliar a discussão da reforma do estatuto,
avançasse para estabelecer a sua hegemonia política dentro da universidade. O
marco –não só simbólico, mas também jurídico– desse acontecimento foi o Conselho
Universitário extraordinário do dia 28.05.08, o primeiro a ser realizado no
IPEN, com graves problemas na convocação da representação discente e dos
funcionários.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>A pauta se resumia à discussão de um parecer elaborado pela Comissão de
Legislação e Recursos (CLR) do Co respondendo a uma consulta, a posteriori,
sobre um pedido da Reitoria da USP pela entrada da polícia militar no campus. O
prédio da reitoria encontrava-se, naquele momento, obstruída por manifestantes
que reivindicavam o agendamento de uma nova data para a realização do V
Congresso, desta vez, com a previsão expressa de liberação dos funcionários. A
relatoria do parecer foi feita pelo presidente da CLR, prof. João Grandino
Rodas. O parecer não só respaldava a medida da Reitoria, como insinuava que
houve etapas desnecessárias para se chegar a ela, como a do diálogo: “...houve
um pedido escrito e oficial de desobstrução, entretanto, essa desobstrução
(acredito que aqui a referência seja na verdade ao pedido de desobstrução) não
se fez antes de possibilitar o diálogo, coisa que nem seria necessária – um
diálogo nas circunstâncias, justamente porque a obstrução não tem fundamento, em
absoluto, ela é ilegal por natureza”. Havia também o diagnóstico de que vigeria
na universidade uma “tradição de uma benevolência exagerada”, remontando talvez
“algumas décadas”, que comprometia o funcionamento da universidade. Na parcela
mais jurídica do parecer, ponderava-se que a necessidade da constância no
funcionamento da universidade estava prevista em lei e que a prerrogativa de
assegurá-la era função da reitora. O argumento chega a soar, ao menos para quem
lê a ata da reunião, quase como uma ameaça: “deve existir, sob forma de
responsabilização, um rigor no cumprimento do calendário, ou seja, da não
obstrução dos órgãos centrais da Universidade”. A responsável, neste caso, seria
a Reitora que por ser “a autoridade administrativa máxima... é responsável
legalmente pelo que faz e pelo que deixa de fazer....”..</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Mesmo professores com uma história recente de fortes atritos com o
movimento estudantil e dos servidores, mas minimamente zelosos pela tradição
democrática dentro da universidade, diante do precedente que estava prestes a
ser a aberto – cuja conseqüência não era outra que a legitimação da entrada da
polícia no campus – fizeram falas no sentido de tentar adiar a votação do
parecer da CLR. No entanto, o parecer foi colocado em votação e aprovado por
ampla vantagem. Desde então, a cultura universitária do diálogo, da crítica, da
manifestação e da discussão está em xeque, podendo ser suspensa quando,
oportunamente, forem verificados “excessos”, bastando um chamado para o uso da
força e da intimidação armadas. Os episódios desta semana são prova disso.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Na já mencionada nota da reitoria a respeito da ocupação militar desta
segunda, a referência ao parecer de março do ano passado da CLR é patente, ao
invocar a “responsabilidade de garantir o funcionamento da universidade”.
Queremos deixar claro que não estamos fazendo, aqui, a insinuação de que a
reitora esteja agindo como está agindo por estar sendo pressionada a tomar esta
atitude. Afinal, se o constrangimento for efetivo há sempre a possibilidade de
se renunciar ao cargo. Contudo, a forma como a reitora rifou as forças mais
democráticas que lhe ajudaram na eleição, depois de se julgar assegurada no
cargo, apontam que dificilmente há qualquer crise de consciência nas medidas que
vêm sendo tomadas.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Para nós da APG-USP/Capital, somente uma idéia bastante prejudicada de
universidade pode levar a acreditar que seja possível assegurar o seu
“funcionamento” através do medo e do constrangimento, físico ou moral, imposto
por uma força policial armada nas suas dependências. Um juízo desses chega ao
mínimo possível da escalada em que foi reduzindo vertiginosamente o âmbito do
que é o “funcionamento da universidade”. Essa idéia é a expressão mais dramática
do patamar medíocre em que se encontra, para alguns, a discussão sobre o que
significa o “funcionamento da universidade”. Para os que prezavam o sentido de
uma cultura universitária, está claro que nos últimos anos abriu-se mão da
interação com a comunidade a sua volta, da convivência em seus espaços, , do seu
lugar como espaço público e cultural da cidade em nome do “funcionamento da
universidade”. No momento, vemos aonde chega esta concepção: o “funcionamento da
universidade” seria a mera conservação vegetativa de seu metabolismo
burocrático; uma estrutura de poder que só se mantém em pé porque se assenta
sobre um pesado jogo de interesses, que se fosse minimamente legitimado pela
comunidade uspiana não precisaria fazer a USP amanhecer tomada, em seus
diferentes institutos, por centenas de policiais armados.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Também é nossa convicção que a principal carência para garantir o
funcionamento da nossa Universidade – pensado aqui em uma chave que faça jus à
pluralidade de manifestações políticas, artísticas e culturais que, aliada à
prática científica, deve definir uma instituição universitária – não é a tropa
de choque, mas uma radicalização da democracia na sua estrutura de poder. </DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>Coordenadoria da APG-USP/Capital, 4 de junho de
2009</DIV><BR></DIV></BODY></HTML>