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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt"><SPAN
style="mso-list: Ignore"><B style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt"><SPAN
style="mso-list: Ignore"><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Forte
color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>................................................................................................repassem.</FONT></FONT></o:p></SPAN></DIV>
<DIV>
<DIV>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2></FONT></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>Este é um dos
trabalhos do professor Emílio Gennari, estudioso em sociologia e história.
Escolhemos esse texto, embora longo, apresentado todas as terças-feira, por
parte, tem ,hoje, na parte v o seu final.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>Trata-se de uma
análise de leve leitura que permite ir ao fundo dos problemas que as pessoas
enfrentam e que o sistema capitalista na sua ilógica reproduz na sociedade,
tratando-a mais como doença do que um problema
</STRONG></FONT></o:p></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2><STRONG>que advém do modo em que estão estabelecidas as relações de
produção, e se projetam na conduta das pessoas em sociedade: os seus desejos, as
suas ilusões e mesmo do relacionamento humano.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>As leis do
capitalismo não somente mantém o indivíduo em alienação permanente mas se
reproduz perversamente na vida em sociedade.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>O nome dado a este
trabalho, <U>"Da Alienação à Depressão: caminhos capitalistas da exploração do
sofrimento"</U>. Diz o que vamos conhecer, conhecendo os meandros que nos impõem
essa sociedade.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>Imprima as partes
que vamos lhe enviando e estude. Um mundo novo vai lhe clarear com pistas para
entendê-la e, para a desalienação.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>Um
abraço.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2><STRONG>Vanderley</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2><STRONG></STRONG></FONT></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial size=2><STRONG>ps.agradecemos a
professora Urda Alice Klueger , a professora Nádia e ao professor Emílio Gennari
por permitir a divulgação pela <FONT color=#ff0000><EM>Carta O
Berro</EM></FONT>.</STRONG></FONT></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2></FONT></o:p></SPAN> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt"><o:p><FONT face=Arial
size=2></FONT></o:p></SPAN> <FONT face=Arial size=4><U>Parte 5
(final)</U></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt; mso-bidi-font-size: 22.0pt"></SPAN></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 18pt; mso-bidi-font-size: 22.0pt">Emilio<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>Gennari</SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: center"
align=center><SPAN style="FONT-SIZE: 18pt; mso-bidi-font-size: 22.0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana">professor</SPAN><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"> Emílio Gennari atua como Educador
popular e é Monitor de<BR>Formação Política do Núcleo de Educação Popular 13 de
Maio<BR>(NEP-13). É autor de vários livros nas áreas de Educação, Sociologia e
História.</SPAN><o:p></o:p></SPAN></P></DIV></SPAN></SPAN></B></SPAN></SPAN></B>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 53.4pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt"><SPAN
style="mso-list: Ignore"></SPAN></SPAN></B> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt 53.4pt; TEXT-INDENT: -18pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l0 level1 lfo1; tab-stops: list 53.4pt"><B
style="mso-bidi-font-weight: normal"><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt"><SPAN
style="mso-list: Ignore">5.<SPAN
style="FONT: 7pt 'Times New Roman'">
</SPAN></SPAN></SPAN></B><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt">Entre o prego e o
mar<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>o.</SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p> </o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “É pra
ter... medo... ou... esperança?!?”, indaga desconfiado o homem ao apoiar o rosto
na palma da mão.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Nem uma
coisa nem outra – responde imediatamente a coruja.<SPAN
style="mso-spacerun: yes"> </SPAN>De início, trata-se de entender e
trabalhar os estreitos espaços deixados vazios pela lógica dominante na medida
em que o mundo por ela projetado entra em contradição com a realidade do
trabalhador, com suas expectativas, suas razões de sofrimento, enfim, com tudo
aquilo que aumenta nele a sensação de incerteza. Exatamente por isso, não
podemos esperar grandes aberturas para a agitação e a mobilização, mas apenas a
chance apertada de ocupar o incômodo espaço entre o prego das idéias e o duro
mar<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>o de um sistema explorador.
Neste sentido, somos chamados a transformar a esperança em projeto concreto, em
instrumento de intervenção cotidiana, em tentativas que podem abrir brechas na
mata fechada da realidade que o capitalismo contemporâneo entrega à história. Só
assim a esperança não se transforma em ilusão e começa a ganhar cor e
forma”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Então,
que instrumentos você apontaria para começar a alterar os rumos dos
acontecimentos?”, insiste o secretário ao não se dar por vencido.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Passo a
passo, Nádia se aproxima do seu ajudante, envolve seu ombro esquerdo com o calor
da asa e, com voz pausada, sugere:</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Aos
homens e mulheres que buscam organizar o local de trabalho como base fundamental
de um processo de mudança social podemos dar apenas algumas dicas vindas ora de
reflexões, ora de experiências que tentam reverter o clima de servidão coletiva
no âmbito do qual se dá o aniquilamento do indivíduo como ser humano. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Como quem
procura uma vacina capaz de neutralizar as investidas de um vírus poderoso, a
fase em que nos encontramos como movimento não permite sugerir fórmulas
testadas, mas somente indicações de por onde é possível criar e alimentar
dúvidas nas certezas do senso comum.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Entre os
primeiros passos, está a necessidade de desenvolvermos nossa capacidade de ouvir
os sons do silêncio e captar a carga de sofrimento que eles expressam através
das posturas, dos gestos e das expressões dos colegas. Trata-se, por exemplo, de
mapear os momentos em que nos deparamos mais freqüentemente com atitudes
agressivas ou com a ansiedade acentuada por situações de espera prolongada, as
respostas individuais diante de tarefas particularmente penosas ou perigosas, o
desaparecimento das ocasiões informais de confraternização ou de sua utilização
e desvirtuamento pela empresa a ponto de alterar o sentido e o clima das
relações entre as pessoas.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Além
disso, precisamos detectar e detalhar os fatores que introduzem ou alimentam o
medo, a desconfiança recíproca, o desânimo e a resignação ao lado dos que
provocam reações instintivas e adversas quando do não-reconhecimento dos
próprios méritos ou dos esforços despendidos, as razões de tensão e conflito
entre indivíduo e equipes, o que destrói o sentimento de confiança recíproca e a
capacidade de se indignar diante da injustiça. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Se a
análise do individualismo e do isolamento do sujeito no âmbito do trabalhador
coletivo que apresentamos acima como elementos que levam a um fechamento de cada
um em sua esfera privada pode oferecer um ponto de partida suficiente, a
possibilidade de mudar a realidade vai depender da sensibilidade com a qual
fazemos a leitura do que é próprio de cada ambiente de trabalho, de como cada
patrão (público ou privado, pouco importa) desorganiza o nosso time e leva cada
empregado a procurar suas válvulas de segurança diante do sofrimento físico e
psíquico ao qual está sendo submetido. Trata-se, enfim, de conhecer
profundamente a cobra para poder desenvolver um soro apropriado.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Colocar-se
em posição de ouvir, porém, não significa apenas mapear silenciosamente os
sinais com os quais os colegas expressam suas sensações, medos e expectativas,
mas também se preparar para um longo processo de reconstrução das relações de
amizade, confiança e solidariedade sem as quais será impossível consolidar um
mínimo de identidade coletiva capaz de criar vínculos, fortalecer cumplicidades
e preparar o terreno para a vivência de novos valores, idéias e formas de
comportamentos com as quais estimular o sentimento de indignação e rebeldia.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Ouvir o
sofrimento com esta postura é ter consciência de que quem o expressa nutre a
expectativa de um alívio ou, pelo menos, de uma mudança ainda que inicialmente
confusa, incipiente e contraditória. Isso exige desprendimento, paciência,
capacidade de penetrar na visão de mundo do outro sem julgamentos
pré-concebidos, mas com a acuidade de quem procura abrir canais de comunicação
que permitam entrar em sintonia e se fazer entender pelo colega, ganhar sua
confiança e, em seguida, levá-lo a refletir sobre suas percepções e vivências, a
questionar o que havia sido interiorizado como normal ou natural e a adotar
novas atitudes e novos valores.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Paralelamente
a isso, sempre e quando a situação o tornar oportuno, a militância deve começar
a dar voz ao silêncio, ou seja, a colocar em palavras <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="o que o">o que o</st1:PersonName> conjunto das pressões dentro e fora
dos locais de trabalho procura calar. Longe de fazer discursos, assumir posturas
radicais (que se revelam tão ridículas quanto incapazes de esconder a falta de
meios para serem transformadas em realidade) ou até mesmo de expressar o que
seria imediatamente necessário sem que haja a menor condição para implementá-lo
(o que faz as pessoas se retraírem como ouriços ou concordarem com o que é dito
só para serem deixadas em paz), a palavra tem que expressar prioritariamente o
longo e silencioso trabalho pelo qual a nova interpretação do cotidiano abre seu
caminho entre as resistências do senso comum. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">A fala tem
que ser tão sincera e aberta quanto basta para sugerir, alertar, questionar
compreensões não como quem ensina de cima pra baixo, mas como quem também está
procurando, e, na medida do possível, deve introduzir o colega na possibilidade
de olhar para o próprio sofrimento, de se reconhecer no que está sendo dito; e
tão respeitosa da individualidade do outro e da insegurança que nasce nele ao se
ver descoberto no que cobria com seu silêncio a ponto deste não fugir diante
dela, não se esconder automaticamente em suas formas de defesa, mas de começar a
ouvir o que soa incomum num ambiente no qual toda manifestação de sofrimento
tende a ser recebida como estranha, indesejada, símbolo de fraqueza ou de falta
de vontade de se superar”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “E que
aspectos você acha que podem ser trabalhados com a postura que está sugerindo?”,
pergunta o secretário entre a incerteza e a desconfiança.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Apoiado o
queixo na ponta da asa, a ave permanece pensativa por alguns instantes. Em
seguida, emite um longo suspiro e, sem alterar o tom de voz, responde:</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Talvez,
a primeira coisa a fazer seja a de proceder de forma sistemática e rigorosa à
desconstrução do discurso da empresa e das formas pelas quais esta se aproveita
das percepções do senso comum para afirmar como natural e verdadeiro algo que
não o é. Mais do que costurar longas e detalhadas intervenções, é bom que
organizadores e organizadoras se capacitem a captar a realidade que é
dissimulada e a devolvê-la aos colegas através de perguntas simples e diretas.
Isso significa que se faz necessário tanto um aprofundamento da análise e um
levantamento dos métodos utilizados na distorção da comunicação interna, como a
coleta de testemunhos e acontecimentos que, ao serem lembrados na forma de
indagações levam a colocar sob suspeita a visão de mundo com a qual os demais
interpretam a realidade.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Na mesma
linha, faz-se necessário ajudar as pessoas a tocarem a inversão de valores da
qual falamos nas páginas anteriores, a constatarem a que interesses reais ela
responde e como estes se escondem nas atitudes que a introduzem no trabalhador
coletivo. Neste âmbito, não só é possível mostrar a diferença entre a coragem e
a virilidade, mas como a segunda é irmã gêmea da covardia para consigo próprio e
com os demais. Ao resgatar que a coragem se dispõe a lutar contra a correnteza e
que a virilidade é uma artimanha sutil para levar as pessoas à servidão
coletiva, não vai ser difícil colocar em evidência que só crescemos como seres
humanos quando ao menos tentamos enfrentar o nosso medo. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Por esse
caminho, precisamos construir não só relações de amizade e confiança que
reabilitem a reflexão aberta sobre o medo e o sofrimento no trabalho, mas
podemos fazer com que nossa ação comece a combater o cinismo e as expressões
pelas quais a inversão de valores e posturas éticas permite a banalização do
mal, o adormecimento do sentimento de indignação e a desmobilização da ação
política. Além de dar o nome aos bois e de evidenciar as conseqüências reais da
aceleração dos ritmos, das demissões, do envolvimento nas metas, da assimilação
dos supostos processos de auto-realização oferecidos pelas empresas, trata-se de
levar as pessoas a vivenciarem pequenos gestos de coragem destituídos de
virilidade, ou seja, de assumir pequenas rebeldias que, ao serem praticadas,
começam a resgatar condutas que, sem alarde, introduzem questionamentos reais no
ambiente de normalidade servil instalado nos locais de trabalho. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Neste
contexto, até mesmo as expressões com as quais os colegas sublinham seus anseios
de um trabalho melhor, menos penoso, não-repetitivo, do qual seja afastada toda
insalubridade e periculosidade podem começar a ser tratadas apontando que toda
mudança no sentido de atender a estes anseios depende de uma conquista coletiva
a ser viabilizada e não de uma dádiva que, um dia, virá pela compreensão
amistosa dos patrões. Por progressista e modernizante que seja, toda medida
empresarial tem por objetivo aumentar o controle do capital sobre o trabalho,
elevar a produtividade e reestruturar as relações tanto quanto basta para
garantir a continuidade e o aprofundamento da exploração. Neste processo,
empregado ou parceiro, peão ou colaborador, pouco importa qual é o nome pelo
qual são chamados os trabalhadores, eles vão continuar sendo um prolongamento da
máquina que, por mais forte, criativo e servilmente dedicado que seja, não
deixará de ter sua criatividade sugada, sua energia dilapidada e seu corpo
danificado até ser definitivamente afastado do processo produtivo para o qual
acreditava ser um elemento insubstituível.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Um
trabalho de base que acompanhe as formas sugeridas tem boas chances de
questionar também as razões pelas quais as pessoas adotam a servidão voluntária
como caminho para o reconhecimento social. Sem ter a pretensão de dar lições de
moral, é possível mostrar como a lógica que orienta as posturas adotadas na
empresa torna-se base para fortalecer o cotidiano fora dela numa reação em
cadeia que alimenta a submissão na<SPAN style="mso-spacerun: yes">
</SPAN>mesma medida em que o desejo de reconhecimento alheio, via realização de
sonhos de consumo, é tida como etapa fundamental na construção da própria
identidade e realização pessoal. A busca incessante das que chamamos de
‘próteses do prazer’ inverte nossa relação com as coisas que nos rodeiam. Na
medida em que a identidade do indivíduo, e, portanto, o seu equilíbrio mental,
deita raízes no ter o maior número de coisas possíveis, não é o sujeito a
possuir as coisas, mas sim são elas que o possuem e o transformam em objeto que
destina a vida inteira a seu serviço. Sempre que as mercadorias são parte do seu
ser a ponto de ‘não poder mais viver sem isso’, a possibilidade de perder o que
foi adquirido leva o indivíduo a se tornar prisioneiro da preocupação de não vir
a ter o que possui, a se cercar do desnecessário para se sentir mais protegido
contra a frustração e a reafirmar inconscientemente os fatores que reforçam sua
servidão voluntária ao que a sociedade capitalista oferece como vacina contra a
solidão e caminho para o sucesso. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">A
percepção dessa realidade pode deixar um gosto amargo na boca, a sensação de ver
desmoronar os cas<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>os de areia
pacientemente construídos ou até mesmo uma profunda insegurança oriunda do vazio
que fica quando as convicções anteriores desabam diante das contradições em que
estão inseridas. O problema está no fato de que é quase impossível alterar o
rumo geral dos acontecimentos se a luta pelas questões específicas do trabalho
não se aliar e se inserir no esforço para questionar e equilibrar o peso das
relações entre as coisas e as pessoas pelo menos na vida daqueles que partilham
momentos prolongados e preciosos de um mesmo cotidiano. Do contrário, será
sempre necessário trabalhar mais para ter mais. Será impossível manter vínculos
que não impliquem <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em ganhos imediatos. E">em ganhos imediatos. E</st1:PersonName>
ninguém vai ser capaz de renunciar a nada pessoal para vivenciar com gratuidade
momentos coletivos por simples e abertos que sejam”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Puxa...
Isso é bem complicado!”, afirma o secretário ao adiantar a justificativa de sua
possível falta de envolvimento.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Você
não deixa de ter razão – reconhece a coruja ao balançar a cabeça. E o problema
aqui não está no fato de que, para nós trabalhadores, nada é fácil e tudo deve
ser pacientemente construído e conquistado. As relações que o capital foi
construindo são de tamanha profundidade que, em plena crise econômica, a
confiança das pessoas nas grandes empresas e na possibilidade destas atenderem
às demandas sociais, aos sonhos de consumo e realização, passou de 61%, em 2008,
para 67%, em janeiro de 2009.<A title="" style="mso-footnote-id: ftn1"
href="mhtml:mid://00001045/#_ftn1" name=_ftnref1><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN style="mso-special-character: footnote"><SPAN
class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A>
Parece um paradoxo, mas tudo não passa de uma amostra bem simples de que quando
as mudanças necessárias para garantir a vida coletiva são tão profundas a ponto
de fazerem os indivíduos suspeitarem que o nível de satisfação já alcançado pode
sofrer algum desgaste, o homem-massa costuma preferir a catástrofe futura aos
sacrifícios imediatos para conseguir viabilizá-las. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">A
insegurança da crise acaba alimentando o medo do desconhecido que, por sua vez,
se transforma em carrasco do novo, de tudo aquilo que sugere algo diferente em
relação ao patamar consolidado, por baixo e precário que seja. Em breves
palavras, é como se além da dificuldade de vencer a inércia na hora de empurrar
o carro, tivéssemos que lidar com um motorista que, inseguro e desconfiado,
pisasse seguidamente no freio desgastando assim as energias de quem procura
tirá-lo do sufoco. Por isso, além de muita paciência, insistência,
transparência, honestidade e autenticidade, a ação da militância não pode se
restringir à denúncia de algumas peças soltas do mundo do trabalho, mas deve, na
medida do possível, conectar sua crítica real aos aspectos da totalidade nos
quais o trabalhador coletivo precisa visualizar a possibilidade de buscar sua
nova identidade, de exercer sua capacidade de indignação e de construir novas
perspectivas de futuro”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Mas
será que o aprofundamento da exploração não vai ajudar nem um pouquinho a
acordar as pessoas e a facilitar a ação dos sindicatos?”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Seria
bom se fosse, mas infelizmente, as respostas à altura de uma crise econômica não
podem ser improvisadas, nem aparecem espontaneamente nas inquietações da massa
ou no súbito emergir de uma suposta consciência de classe que tenha como ponto
de partida apenas a piora das condições de vida e de trabalho. De imediato, um
maior grau de exploração tende a fazer <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="com que as">com que as</st1:PersonName> pessoas se dobrem ainda mais
sobre si próprias, embarquem no salve-se-quem-puder, se agarrem a todas as
possibilidades individuais de manter o próprio nível de vida e nem o
embrutecimento dos setores mais empobrecidos, nem uma atuação mais contundente
do crime organizado são, por si só, suficientes para fazê-las sair do marasmo e
iniciar um processo de profundas mudanças sociais. Se na fase de crescimento da
economia há um renovar-se da confiança nas possibilidades do sistema, o pipocar
das contradições no bojo da crise precisa de um longo trabalho de organização já
acumulado para tornar-se o momento-chave de uma ruptura. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">No final
deste primeiro semestre de 2009, já é possível vislumbrar a eclosão de espasmos
de dor, ou seja, de momentos em que o sofrimento atinge um grau tão levado que a
sobrevivência pode levar a efetuar saques, protestos, movimentos no sentido de
garantir maior atendimento social por parte do Estado, mas nada que o próprio
sistema não consiga incorporar e superar. A falta de inserção e organização de
base, aliada à ação centrada em aspectos econômico-corporativos têm gerado
tamanho atraso em relação às possibilidades abertas pela conjuntura a ponto de
não ver colocado sequer um questionamento sério aos lucros consolidados pelas
empresas ou à suposta função social por elas desempenhada e à qual sempre se
alude toda vez que os patrões procuram extrair do Estado novas benesses e novas
possibilidades de acumulação. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Longe de
questionar os lucros no exato momento em que estes condenam ao desemprego
centenas de milhares de trabalhadores, o centro das preocupações é a manutenção
do posto em nome da qual se cede bem mais do que pode ser garantido pelos
patrões. A esperança de que as coisas não piorem ainda mais, típica desta
postura, não deixa sequer perceber que a elevação da produtividade sob o impacto
do medo da demissão, que atormenta os que continuam empregados, vai proporcionar
novos cortes e fazer com que a crise seja vista como algo do qual precisa se
proteger e não como algo que precisamos pilotar para virar o jogo. Para que a
dor e o sofrimento se tornem base de uma nova resposta coletiva eles precisam
ser conhecidos e organizados, e isso não ocorre por decreto ou pela ação de
forças estranhas à história.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Ainda que
estejamos em atraso nesta corrida contra o tempo, há espaços de sobra para que
os sindicatos fortaleçam a percepção da injustiça que ameaça a vida em sociedade
com força redobrada. Mas, para mobilizar uma ação coletiva contra ela, não basta
que as pessoas compreendam as situações dramáticas nas quais milhões de famílias
vão mergulhar. É necessário que esta percepção atinja a compreensão de quem
ainda trabalha despertando nele sentimentos de compaixão (ou seja, de sofrer
com, de sentir na própria pele a dor da injustiça infligida ao outro), não de
comiseração que, via de regra, deixam a consciência em paz com pequenos gestos
de solidariedade ou frases que resumem no ‘coitadinho dele’ o máximo de
participação no sofrimento alheio.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Apesar de
aparentemente pequenos, estes são elementos essenciais para levar as pessoas a
agir e não apenas a se comoverem. E para atingir a sensibilidade de quem tem um
sentimento de indignação anestesiado não basta uma exposição racional da
situação e de suas causas. Este caminho costuma ser brecado pelo senso comum
cujas mudanças ocorrem antes pela via do sentimento do que da razão. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Por isso,
mais do que repetir chavões aparentemente auto-explicativos, trata-se de
encontrar uma linguagem que seja capaz de falar ao coração as idéias que se
destinam à cabeça. Longe de apostar no sentimentalismo barato, faz-se necessária
a utilização de meios que sejam capazes de furar a barreira da racionalidade
capitalista, amplamente assumida até mesmo nas relações afetivas vivenciadas no
âmbito familiar, entrando pelo único caminho que, a meu ver, ainda permanece
aberto: o dos sentimentos contraditórios com os quais o sujeito se depara em sua
vida cotidiana e onde se vê constantemente preso na tensão entre os sonhos de
afirmação e as frustrações que a eles se seguem, entre o medo e a busca de
segurança, entre o desejo de realização pessoal e a realidade material que
derrete sob os seus pés o que considerava sólido e inabalável.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Nada
impede que a nova linguagem lance mão do teatro, da encenação, da poesia, de
testemunhos, do vídeo, do cinema, da internet e dos recursos que a modernidade
coloca ao nosso alcance. O importante é que faça as pessoas se reconhecerem no
drama do outro, perceberem que as coisas são o que são porque deixamos de agir
ou porque só atuamos numa determinada direção, que a sociedade não é uma nau sem
rumo, mas sim um transatlântico com comandantes, oficiais, tripulação,
passageiros. Nele, trabalhadores e trabalhadoras são mantidos no porão da casa
de máquinas, alegrados com pequenos prazeres pelos quais acreditam estar
desfrutando do que a vida pode oferecer, mas que impedem ao seu descontentamento
de se transformar em vontade de assumir o controle do navio e dirigir a proa
rumo a uma sociedade onde haja tudo para todos.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Nada está
perdido. O sofrimento, a depressão, a angústia, a solidão em suas mais variadas
formas e graus são apenas a renovação de um apelo a resgatarmos o que de mais
autenticamente humano ficou esquecido nas asas do tempo”.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Eu
ainda acho que se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!”, reafirma o
secretário incrédulo.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">- “Mas se
juntar o bicho foge!”, arremata Nádia antes de mergulhar na escuridão da noite.
</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Sem
palavras diante do tamanho da tarefa que se faz necessária para vencer a
alienação, o secretário tira os óculos e arruma os papéis do relato que
transformam a mesa em berço de idéias e debates. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Lá fora, a
cidade dorme na esperança de que alguém faça o que só a classe trabalhadora pode
fazer.</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify">Na parede
da sala, o relógio marca os primeiros minutos do novo dia. É 1º de maio de 2009,
dia que convida à reflexão e à ação, a construir nas trevas da noite os passos
de um novo amanhecer...</P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p> </o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p> </o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt; mso-bidi-font-size: 12.0pt"> Bibliografia:</SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p> </o:p></P>
<OL style="MARGIN-TOP: 0cm" type=1>
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt"><SPAN
style="TEXT-TRANSFORM: uppercase">Baker</SPAN>, Roger. <B>Ataques de pânico e
medo – mitos, verdades e tratamento</B>, Ed. Vozes, Petrópolis, 2007, 3ª
Edição;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt"><SPAN
style="TEXT-TRANSFORM: uppercase">Barcellos</SPAN>, Gustavo. <I>A alma do
consumo</I>, em: <B>Le Monde Diplomatique Brasil</B>, Ano 2, Nº 17, dezembro
de 2008;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">COSTA,
Jurandir Freire. <B>O vestígio e a aura: corpo e consumismo na moral do
espetáculo</B>, Ed. Garamond, Rio de Janeiro, 2004;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">DEJOURS,
Christophe. <B>A banalização da injustiça social</B>, Ed. FGV, São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2007, 7ª Edição;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">­­­­­­­­­­­­­­____________.
<B>A Loucura do Trabalho: estudo de psicopatologia do trabalho</B>, Ed.
Cortez/Oboré, São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 1987;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">____________.
<B>O fator humano</B>. Ed. FGV, Rio de janeiro, 2007, 5ª Edição;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt"><SPAN
lang=EN-US style="mso-ansi-language: EN-US">DEJOURS, Christophe, ABDOUCHELI,
Elisabeth e JAYET, Christian. </SPAN><B>Psicodinâmica do trabalho: uma
contribuição da escola dejouriana à análise da relação prazer, sofrimento e
trabalho</B>, Ed. Atlas, São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>,
2007;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">ENRIQUEZ,
Eugéne. <B>A organização <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em an£lise, Ed. Vozes">em análise<SPAN
style="FONT-WEIGHT: normal">, Ed. Vozes</SPAN></st1:PersonName><SPAN
style="FONT-WEIGHT: normal">, Petrópolis, 1997;</SPAN></B>
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">GANZ,
Lúcio Clemente. <I>Desemprego à vista</I>, em: <B>Le Monde Diplomatique
Brasil</B>, Ano 2, Nº 17, dezembro de 2008;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">GENNARI,
Emilio. <B>Automação, terceirização e programas de qualidade total – os fatos
e a lógica das mudanças nos processos de trabalho</B>, Ed. CPV, São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 1997;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">____________.
<I>Senso Comum e Bom Senso: o que fazer para lidar com eles? - Uma abordagem
do senso comum a partir dos textos de Antonio Gramsci</I>, em: <B>Cadernos do
Centro de Estudos e Ação Social</B>, Salvador, Nº 201 e 202 setembro/outubro e
novembro/dezembro de 2002.
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">____________.
<B>Sindicato e Organização de Base: histórias, dilemas e desafios</B>. Mímeo,
São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, maio de 2008.
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">____________.
<B>Sindicatos e Organização de Base – passos e tropeços de ontem e de
hoje</B>, Ed. CPV, São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 1999;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">HELOANI,
Roberto. <B>Gestão e organização no capitalismo globalizado: história da
manipulação psicológica do trabalho</B>, Ed. Atlas, São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2003;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">HORNSTEIN,
Luis. <B>As depressões: afetos e humores do viver</B>, Ed. Via Lettera/CEP,
São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2008;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">IASI,
<st1:PersonName w:st="on">Mauro</st1:PersonName> Luis. <B>As metamorfoses da
consciência de classe – <st1:PersonName w:st="on" ProductID="o PT">o
PT</st1:PersonName> entre a negação e o consentimento</B>, Ed. Expressão
Popular, São <st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2006;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">LANCMAN,
Selma e Sznelwar, Laerte Idal. <B>Cristophe Dejours: da psicopatologia à
psicodinâmica do trabalho</B>, Ed. Fiocruz/Paralelo 15, Rio de Janeiro e
Brasília, 2008, 2ª Edição;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">LIPOVETSKY,
Gilles. <B>O império do efêmero</B>, Ed. Companhia das Letras, São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2006;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">MENDES,
<st1:PersonName w:st="on">Ana</st1:PersonName> Magnólia, LIMA, Suzana Canez da
Cruz e FOCAS, Emilio Peres (Org.), <B>Diálogos em psicodinâmica do
trabalho</B>, Ed. Paralelo 15, Brasília, 2007;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">SILVA,
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="Ana Beatriz Barbosa"><st1:PersonName
w:st="on">Ana</st1:PersonName> Beatriz Barbosa</st1:PersonName> da. <B>Mentes
com medo – da compreensão à superação</B>, Ed. Integrare, São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2006, 9ª Edição;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">SILVA,
Edith Seligmann, STEINER, Maria Helena C. de Figueiredo e SILVA, Moacir Carlos
da. <B>Crise, trabalho e saúde mental no Brasil</B>, Ed. Traço, São
<st1:PersonName w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 1986;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">SIQUEIRA,
Marcus. <B>Gestão de pessoas e discurso organizacional</B>. <SPAN lang=EN-US
style="mso-ansi-language: EN-US">Ed. UCG, Goiânia, 2006;<o:p></o:p></SPAN>
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">SOLOMON,
Andrew. <B>O demônio do meio-dia: uma anatomia da depressão</B>, Ed. Objetiva,
Rio de Janeiro, 2002;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt">STIGLITZ,
Joseph. <B>Os exuberantes anos 90: uma interpretação da década mais próspera
da história</B>. Ed. Companhia das Letras, São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName>, 2003;
<LI class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-list: l1 level1 lfo2; tab-stops: list 36.0pt"><SPAN
lang=ES-TRAD style="mso-ansi-language: ES-TRAD">TAILLE, Yves de la.
</SPAN><B>Formação ética: do tédio ao respeito de si</B>, Ed. Artmed, Porto
Alegre, 2008.</LI></OL>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><o:p> </o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p> </o:p></P>
<DIV style="mso-element: footnote-list"><BR clear=all>
<HR align=left width="33%" SIZE=1>
<DIV id=ftn1 style="mso-element: footnote">
<P class=MsoFootnoteText style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"><A
title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="mhtml:mid://00001045/#_ftnref1"
name=_ftn1><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="mso-special-character: footnote"><SPAN class=MsoFootnoteReference><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA">[1]</SPAN></SPAN></SPAN></SPAN></A><FONT
size=2> Dados extraídos de MELO, Clayton, <I>Brasileiro confia mais nas
empresas</I>, em <B>Gazeta Mercantil</B>, 30 de janeiro de
2009.</FONT></P></DIV></DIV></DIV></BODY></HTML>