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<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT
size=3>...........................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT> </DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=soniaugusto@uol.com.br href="mailto:soniaugusto@uol.com.br">Augusto
Buonicore</A> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2>
<H1>Morte de Paula Beiguelman enlutece mundo acadêmico e político </H1>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef"
align=left>Faleceu nesta sexta-feira (5), em São Paulo, a professora
universitária e pensadora de esquerda Paula Beiguelman, aos 83 anos, vítima de
câncer. O mundo acadêmico e político progressista perdem uma colaboradora de
primeira linha, que nunca abandonou ou traiu seus ideais e suas bandeiras. Que
sua trajetória sirva de exemplo para as novas gerações de acadêmicos e
militantes de esquerda.</DIV><BR>
<DIV id=imagem><IMG
src="http://www.vermelho.org.br/ctt/img_upload/paqulabeiguelman.jpg"><BR><I>PAULA
BEIGUELMAN (1926-2009)</I> </DIV>
<DIV id=artigo>
<P>Paula Beiguelman licenciou-se em Ciências sociais pela Faculdade de
filosofia, Letras e ciências Humanas, da Universidade de São Paulo. Doutorou-se
em Política com a tese ''Teoria e ação no Pensamento Abolicionista''. Tornou-se
livre-docente do Departamento de Ciências Sociais defendendo a tese
''Contribuição à teoria da organização política brasileira''. Obteve nova
livre-docência com a aprovação da tese ''A Formação do povo no complexo
cafeeiro; aspectos políticos''. Colaboradora do saudoso professor Lourival Gomes
Machado, dirigiu a cadeira de Política por alguns anos, tempo em que o titular
se encontrava na Europa, a serviço da Unesco. Além de ocupar-se dos cursos
regulares de graduação, orientou vários outros de pós-graduação. </P>
<P>A professora foi uma das 219 acadêmicas que tiveram aposentadoria forçada
pelo regime militar. Como tantos outros professores -a lista incluía nomes como
Florestan Fernandes e Fernando Henrique Cardoso-, Paula se viu afastada da vida
universitária naquele abril de 1969, devido a um ato institucional. </P>
<P>Quando os anos de chumbo se foram, voltou a dar aulas na USP. Atualmente, era
professora emérita da USP, título que lhe foi concedido recentemente pela
congregação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) daquela
universidade. </P>
<P>''A vida dela era a universidade'', lembra o irmão, o geneticista Bernardo
Beiguelman. </P>
<P>Paula também exercia o cargo de vice-presidente do Sindicato de Escritores do
Estado de SP. </P>
<P>Dona de um texto ''enxutíssimo'', como lembra o irmão, publicou várias obras.
</P>
<P>''Ela sempre foi do essencial. Enquanto os outros escreviam em três,
quatro volumes, ela fazia em um só.'' É autora, entre outros, de ''A Formação do
Povo no Complexo Cafeeiro: Aspectos Políticos'', ''Os Companheiros de São Paulo:
Ontem e Hoje'' e ''O Pingo de Azeite: A Instauração da Ditadura''. </P>
<P>Natural de Santos, começou cedo a colaborar com a seção literária do jornal
''A Tribuna''. Também exerceu crítica literária nos livros ''Viagem Sentimental
a Dona Guidinha do Poço'' e ''Por que Lima Barreto?''. </P>
<P><BR><STRONG>Colaboradora do Vermelho</STRONG></P>
<P>Desde 2006, a professora Paula Beiguelman colaborava assiduamente com textos
para o <STRONG>Vermelho</STRONG>, do qual era colunista. Seus últimos textos
versavam sobre temas diversos da conjuntura econômica e política do Brasil.
Também colaborou com diversos artigos para publicações marxistas como a revista
Princípios.</P>
<P>Defensora incansável das causas justas e internacionalistas, Paula integrava
ainda o Conselho Consultivo do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade aos
Povos e Luta pela Paz).</P>
<P>Neste sábado, durante reunião do Comitê Central do
PCdoB, o secretário nacional de Organização do partido, Walter
Sorrentino, manifestou pesar pelo falecimento da eminente companheira e
intelectual Paula Beiguelman. "Ela soube aliar, em toda sua atuação, o
rigor acadêmico com sólidos compromissos com os trabalhadores, a nação e a luta
pelo socialismo. Foi, além disso, um exemplo de pessoa simples e honrada,
dedicada e leal, pelo que seus companheiros do PCdoB a terão sempre na memória",
afirmou o dirigente comunista.</P>
<P>Paula era viúva e não deixa filhos. O enterro foi ontem, no cemitério
Israelita do Butantã, em São Paulo.</P>
<P><BR> </P></DIV></FONT></DIV></BODY></HTML>