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<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><BR></DIV>
<DIV><FONT size=6>Os dez estragos de FHC na Petrobras</FONT></DIV>
<DIV><IMG alt="" hspace=0 src="cid:099701c9dd85$bf5ea6d0$0200a8c0@vcaixe" 
align=baseline border=0><BR><BR>Atualizado em 24 de maio de 2009 às 11:56 | 
Publicado em 24 de maio de 2009 às 11:27<BR>do site da Associação dos 
Engenheiros da Petrobras (AEPET) <A 
href="http://www.aepet.org.br/">www.aepet.org.br/</A> <BR><BR>Para refrescar a 
memória do senador Sérgio Guerra (PE) e demais entusiastas da CPI da Petrobrás, 
o presidente da AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras), Fernando Leite 
Siqueira, selecionou dez estragos produzidos pelo Governo FHC no Sistema 
Petrobrás, que seguem:<BR><BR>1993 - Como ministro da Fazenda, Fernando Henrique 
Cardoso fez um corte de 52% no orçamento da Petrobrás previsto para o ano de 
1994, sem nenhuma fundamentação ou justificativa técnica. Ele teria 
inviabilizado a empresa se não tivesse estourado o escândalo do orçamento, 
envolvendo vários parlamentares apelidados de `anões do orçamento`, no Congresso 
Nacional, assunto que desviou a atenção do País, fazendo com que se esquecessem 
da Petrobrás. Todavia, isto causou um atraso de cerca de 6 meses na programação 
da empresa, que teve de mobilizar as suas melhores equipes para rever e 
repriorizar os projetos integrantes daquele orçamento;<BR><BR>1994 - ainda como 
ministro da Fazenda, com a ajuda do diretor do Departamento Nacional dos 
Combustíveis, manipulou a estrutura de preços dos derivados do petróleo, de 
forma que, nos 6 últimos meses que antecederam o Plano Real, a Petrobrás teve 
aumentos mensais na sua parcela dos combustíveis em valores 8% abaixo da 
inflação. Por outro lado, o cartel internacional das distribuidoras derivados 
teve aumentos de 32%, acima da inflação, nas suas parcelas.<BR><BR>Isto 
significou uma transferência anual, permanente, de cerca de US$ 3 bilhões do 
faturamento da Petrobrás, para o cartel dessas distribuidoras.<BR><BR>A forma de 
fazer isto foi através dos 2 aumentos mensais que eram concedidos aos derivados, 
pelo fato de a Petrobrás comprar o petróleo em dólares, no exterior, e vender no 
mercado em moeda nacional. Havia uma inflação alta e uma desvalorização diária 
da nossa moeda. Os dois aumentos repunham parte das perdas que a Petrobrás 
sofria devido a essa desvalorização.<BR><BR>Mais incrível: a Petrobrás vendia os 
derivados para o cartel e este, além de pagá-la só 30 a 50 dias depois, ainda 
aplicava esses valores e o valor dos tributos retidos para posterior repasse ao 
tesouro no mercado financeiro, obtendo daí vultosos ganhos financeiros em face 
da inflação galopante então presente. Quando o plano Real começou a ser 
implantado com o objetivo de acabar com a inflação, o cartel reivindicou uma 
parcela maior nos aumentos porque iria perder aquele duplo e absurdo 
lucro.<BR><BR>1995 - Em fevereiro, já como presidente, FHC proibiu a ida de 
funcionários de estatais ao Congresso Nacional para prestar informações aos 
parlamentares e ajudá-los a exercer seus mandatos com respaldo de informações 
corretas. Assim, os parlamentares ficaram reféns das manipulações da imprensa 
comprometida. As informações dadas aos parlamentares no governo de Itamar 
Franco, como dito acima, haviam impedido a revisão com um claro viés neoliberal 
da Constituição Federal.<BR><BR>Emitiu um decreto, 1403/95 que instituía um 
órgão de inteligência, o SIAL, Serviço de Informação e apoio Legislativo, com o 
objetivo de espionar os funcionários de estatais que fossem a Brasília falar com 
parlamentares. Se descobertos, seriam demitidos.<BR><BR>Assim, tendo tempo para 
me aposentar, solicitei a aposentadoria e fui para Brasília por conta da 
Associação. Tendo recursos bem menores que a Petrobrás (que, no governo Itamar 
Franco enviava 15 empregados semanalmente ao Congresso), eu só podia levar mais 
um aposentado para ajudar no contato com os parlamentares. Um dos nossos 
dirigentes, Argemiro Pertence, mudou-se para Brasília, às suas expensas, para 
ajudar nesse trabalho;<BR><BR>Também em 1995, FHC deflagrou o contrato e a 
construção do Gasoduto Bolívia-Brasil, que foi o pior contrato que a Petrobrás 
assinou em sua história. FHC, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, 
funcionou como lobista em favor do gasoduto. Como presidente, suspendeu 15 
projetos de hidrelétricas em diversas fases, para tornar o gasoduto 
irreversível. Este fato, mais tarde, acarretaria o `apagão` no setor elétrico 
brasileiro.<BR><BR>As empresas estrangeiras, comandadas pela Enron e Repsol, 
donas das reservas de gás naquele país só tinham como mercado o Brasil. Mas a 
construção do gasoduto era economicamente inviável. A taxa de retorno era de 10% 
ao ano, enquanto o custo financeiro era de 12% ao ano. Por isto pressionaram o 
Governo a determinar que Petrobrás assumisse a construção. A empresa foi 
obrigada a destinar recursos da Bacia de Campos, onde a Taxa de Retorno era de 
80%, para investir nesse empreendimento. O contrato foi ruim para o Brasil pelas 
seguintes razões: mudança da matriz energética para pior, mais suja, ficar 
dependente de insumo externo dominado por corporações internacionais, com o 
preço atrelado ao do petróleo e valorada em moeda forte; foi ruim para a Bolívia 
que só recebia 18% pela entrega de uma de suas últimas riquezas, a mais 
significativa. Evo Morales elevou essa participação para 80% (a média mundial de 
participação dos países exportadores é de 84%) e todas as empresas aceitaram de 
bom grado. E foi péssimo para a Petrobrás que, além de tudo, foi obrigada a 
assinar uma cláusula de `Take or Pay`, ou seja, comprando ou não a quantidade 
contratada, ela pagaria por ela. Assim, por mais de 10 anos, pagou por cerca de 
10 milhões de metros cúbicos sem conseguir vender o gás no mercado 
nacional.<BR><BR>Em 1995, o governo, faltando com o compromisso assinado com a 
categoria, levou os petroleiros à greve, com o firme propósito de fragilizar o 
sindicalismo brasileiro e a sua resistência às privatizações que pretendia 
fazer. Havia sido assinado um acordo de aumento de salário de 13%, que foi 
cancelado sob a alegação de que o presidente da Petrobrás não o havia assinado. 
Mas o acordo foi assinado pelo então Ministro das Minas e Energia, Delcídio 
Amaral, pelo representante do presidente da Petrobrás e pelo Ministro da 
Fazenda, Ciro Gomes.<BR><BR>Além disto, o acordo foi assinado a partir de uma 
proposta apresentada pelo presidente da Petrobrás. Enfim, foi deflagrada a 
greve, após muita provocação, inclusive do Ministro do TST, Almir Pazzianoto, 
que disse que os petroleiros estavam sendo feitos de palhaços. FHC reprimiu a 
greve fortemente, com tropas do exercito nas refinarias, para acirrar os ânimos. 
Mas deixou as distribuidoras multinacionais de gás e combustíveis sonegarem os 
produtos, pondo a culpa da escassez deles nos petroleiros. No fim, elas levaram 
28% de aumento, enquanto os petroleiros perderam até o aumento de 13% já 
pactuado e assinado.<BR><BR>Durante a greve, uma viatura da Rede Globo de 
Televisão foi apreendida nas proximidades de uma refinaria, com explosivos. 
Provavelmente, pretendendo uma ação sabotagem que objetivava incriminar os 
petroleiros. No balanço final da greve, que durou mais de 30 dias, o TST 
estabeleceu uma multa pesada que inviabilizou a luta dos sindicatos. Por ser o 
segundo maior e mais forte sindicato de trabalhadores brasileiros, esse desfecho 
arrasador inibiu todos os demais sindicatos do país a lutar por seus direitos. E 
muito menos por qualquer causa em defesa da Soberania Nacional. Era a estratégia 
de Fernando Henrique para obter caminho livre e sangrar gravemente o patrimônio 
brasileiro.<BR><BR>1995 – O mesmo Fernando Henrique comandou o processo de 
mudança constitucional para efetivar cinco alterações profundas na Constituição 
Federal de 1988, na sua Ordem Econômica, incluindo a quebra do monopólio Estatal 
do Petróleo, através de pressões, liberação de emendas dos parlamentares, 
barganhas e chantagens com os parlamentares (o começo do `mensalão` – compra de 
votos de parlamentares com dinheiro desviado do erário público). Manteve o 
presidente da Petrobrás, Joel Rennó que, no governo Itamar Franco, chegou a 
fazer carta ao Congresso Nacional defendendo a manutenção do monopólio estatal 
do petróleo, mas que, no governo FHC, passou a defensor empedernido da sua 
quebra.<BR><BR>AS CINCO MUDANÇAS CONSTITUCIONAIS PROMOVIDAS POR FHC:<BR><BR>1) 
Mudou o conceito de empresa nacional. A Constituição de 1988 havia estabelecido 
uma distinção entre empresa brasileira de capital nacional e empresa brasileira 
de capital estrangeiro. As empresas de capital estrangeiro só poderiam explorar 
o subsolo brasileiro (minérios) com até 49% das ações das companhias 
mineradoras. A mudança enquadrou todas as empresas como brasileiras. A partir 
dessa mudança, as estrangeiras passaram a poder possuir 100% das ações. Ou seja, 
foi escancarado o subsolo brasileiro para as multinacionais, muito mais 
poderosas financeiramente do que as empresas nacionais. A Companhia Brasileira 
de Recursos Minerais havia estimado o patrimônio de minérios estratégicos 
brasileiros em US$ 13 trilhões. Apenas a companhia Vale do Rio Doce detinha 
direitos minerários de US$ 3 trilhões. FHC vendeu essa companhia por um valor 
inferior a que um milésimo do valor real estimado.<BR><BR>2) Quebrou o monopólio 
da navegação de cabotagem, permitindo que navios estrangeiros navegassem pelos 
rios brasileiros, transportando os minérios sem qualquer controle;<BR><BR>3) 
Quebrou o monopólio das telecomunicaçõ<WBR>es, para privatizar a Telebrás por um 
preço abaixo da metade do que havia gastado na sua melhoria nos últimos 3 anos, 
ao prepará-la para ser desnacionalizada. Recebeu pagamento em títulos podres e 
privatizou um sistema estratégico de transmissão de informações. Desmontou o 
Centro de Pesquisas da empresa e abortou vários projetos estratégicos em 
andamento como capacitor ótico, fibra ótica e TV digital;<BR><BR>4) Quebrou o 
monopólio do gás canalizado e entregou a distribuição a empresas estrangeiras. 
Um exemplo é a estratégica Companhia de Gás de São Paulo, a COMGÁS, que foi 
vendida a preço vil para a British Gas e para a Shell. Não deixou a Petrobrás 
participar do leilão através da sua empresa distribuidora. Mais tarde, abriu 
parte do gasoduto Bolívia-Brasil para essa empresa e para a Enron, com ambas 
pagando menos da metade da tarifa paga pela Petrobrás, uma tarifa baseada na 
construção do Gasoduto, enquanto que as outras pagam uma tarifa baseada na taxa 
de ampliação.<BR><BR>5) Quebrou o Monopólio Estatal do Petróleo, através de uma 
emenda à Constituição de 1988, retirando o parágrafo primeiro, elaborado pelo 
diretor da AEPET, Guaracy Correa Porto, que estudava direito e contou com a 
ajuda de seus professores na elaboração. O parágrafo extinto era um salvaguarda 
que impedia que o governo cedesse o petróleo como garantia da dívida externa do 
Brasil. FHC substituiu esse parágrafo por outro, permitindo que as atividades de 
exploração, produção, transporte, refino e importação fossem feitas por empresas 
estatais ou privadas. Ou seja, o monopólio poderia ser executado por várias 
empresas, mormente pelo cartel internacional;<BR><BR>1996 - Fernando Henrique 
enviou o Projeto de Lei que, sob as mesmas manobras citadas, se transformou na 
Lei 9478/97. Esta Lei contem artigos conflitantes entre si e com a Constituição 
Brasileira. Os artigos 3º, 4º e 21, seguindo a Constituição, estabelecem que as 
jazidas de petróleo e o produto da sua lavra, em todo o território Nacional 
(parte terrestre e marítima, incluído o mar territorial de 200 milhas e a zona 
economicamente exclusiva) pertencem à União Federal. Ocorre que, pelo seu artigo 
26 -- fruto da atuação do lobbysobre uma brecha deixada pelo Projeto de Lei de 
FHC -- efetivou a quebra do Monopólio, ferindo os artigos acima citados, além do 
artigo 177 da Constituição Federal que, embora alterada, manteve o monopólio da 
União sobre o petróleo. Esse artigo 26 confere a propriedade do petróleo a quem 
o produzir.<BR></DIV></BODY></HTML>