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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P><BASE
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<DIV><FONT size=2></FONT><BR></DIV>
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<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message -----
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A
title=beatrice.lista@gmail.com
href="mailto:beatrice.lista@gmail.com">beatrice.lista</A> </DIV>
<DIV><B>From:</B> <A title=alydasauer@yahoo.com.br
href="mailto:alydasauer@yahoo.com.br">Alyda [yahoo]</A> </DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
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<DIV class=data>15 de maio de 2009 </DIV>
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<H3>MEMÓRIA
<H3>
<H2 class=comentario>Falecimento da Companheira Guta (<FONT face=Verdana>Maria
Augusta Carneiro Ribeiro)</FONT><BR></H2></DIV><BR>
<DIV class=blogImg> <IMG alt="" hspace=0
src="cid:016101c9d644$9af53090$0200a8c0@vcaixe" border=0></DIV>
<DIV class=int>
<P><FONT face=verdana,arial,helvetica,sans-serif size=2>Aos 62 anos,
morreu ontem de manhã no Rio de <PERSONNAME w:st="on" />Jane</PERSONNAME
/>iro Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a única mulher entre os treze presos
políticos trocados pelo embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado em
1969 pelo MR-8.</FONT></P>
<P><FONT face=verdana,arial,helvetica,sans-serif size=2>Ela está na célebre foto
em que o grupo - que incluía José Dirceu, Vladmir Palmeira e Flávio Tavares
- aparece em frente ao avião da FAB que o levou para o México. </FONT></P>
<P><FONT face=verdana,arial,helvetica,sans-serif size=2>Dez anos depois, com a
anistia, voltou ao Brasil. Desde 2003, trabalhava como Ouvidora
da Petrobras. </FONT></P>
<P><FONT face=verdana,arial,helvetica,sans-serif size=2>Guta, como era
conhecida, sofreu um acidente em Búzios (RJ) há cerca de um mês e desde então
estava internada no hospital Copa d'Or.</FONT></P></DIV></H3></H3></DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>
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<TBODY>
<TR>
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<DIV><IMG alt="Renato Velasco" hspace=0
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<TD width=10> </TD></TR></TBODY></TABLE>Numa foto que correu mundo em
setembro de 1969, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, então com 22 anos, era a única
mulher entre o grupo de guerrilheiros trocados pelo embaixador americano Charles
Elbrick, que incluía o deputado José Dirceu (<EM>na foto à esquerda, o segundo
em pé a partir da esquerda</EM>). Na imagem histórica, Guta, como prefere ser
chamada, não esboçava uma de suas marcas mais fortes: o sorriso franco e aberto.
O momento era de extrema tensão. Naquela altura, a polícia política já havia
localizado o cativeiro no qual um comando do Movimento Revolucionário 8 de
Outubro, o MR-8, mantinha o embaixador, no Rio de Janeiro. Corriam rumores de
que, se conseguisse resgatar o americano antes de os prisioneiros políticos
chegarem ao exílio, no México, eles seriam atirados do avião em alto-mar. Outro
detalhe crucial é que os belos dentes de Guta haviam sido quebrados a murros por
um torturador. <BR><BR>Guta, 58 anos, prefere não lembrar esses detalhes. Mas se
emociona até as lágrimas ao contar os reflexos de seu trabalho nos grotões do
País. No comando da Ouvidoria da Petrobras, ela colocou em prática uma política
que prioriza os direitos humanos. “Embora com armas diferentes, continuo fazendo
a mesma coisa, lutando por um Brasil melhor”, compara. A reviravolta começou na
própria empresa, onde, durante 49 anos, as mulheres eram identificadas no
masculino. As geólogas assinavam, portanto, como geólogos. As secretárias
exibiam crachá como secretários e por aí afora. As mudanças mais emblemáticas,
porém, acontecem nas comunidades nas quais a Petrobras atua, numa perspectiva de
empresa extratora que assume responsabilidades. Tudo sob o olhar atento de Guta
e o apoio de um voluntariado corporativo que reúne mais de 1.200 pessoas e
envolve 66 municípios. E ela ainda encontra energia e tempo para se dedicar aos
três filhos, o mais velho, 28 anos, nascido com uma lesão cerebral grave, na
Suécia, nos tempos de exilada.</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV>***</DIV>
<DIV> </DIV>
<DIV><FONT size=2></FONT> </DIV>
<DIV><FONT face="Times New Roman">-original mensagem-<BR>Carlos R. S. Moreira (
Beto )<BR> 16/05/09<BR><BR><STRONG><FONT size=4>Obituário - Maria Augusta
Carneiro, a Guta, aos 62</FONT></STRONG><BR></FONT></DIV>
<DIV><FONT face="Times New Roman"><STRONG>Filha de um engenheiro e uma dona de
casa, Maria Augusta Carneiro Ribeiro, a <BR>Guta, dizia brincando que nascera à
beira da estrada, em 25 de fevereiro de <BR>1947, mais precisamente em Montes
Claros (MG). Ali, o pai construía a <BR>estrada de ferro Minas-Bahia.<BR><BR>De
família baiana, a convivência com a política já era forte desde a <BR>infância,
pois a bisavó e o avô foram militantes de causas sociais.<BR><BR>O pai,
<st1:PersonName w:st="on">Raimundo</st1:PersonName> Carneiro Ribeiro, comunista
quando estudante, deixou a <BR>militância ao se casar. Já o envolvimento de Guta
com a militância política <BR>começou no secundário, quando veio com a família
da Bahia para o Rio, no fim <BR>dos anos 50, e foi matriculada no Colégio
Anglo-Brasileiro. Guta achava a <BR>rotina escolar uma chatice, como contou
<st1:PersonName w:st="on" ProductID="em entrevista ao Projeto Memória">em
entrevista ao Projeto Memória</st1:PersonName> do <BR>Movimento Estudantil, em
2005. Os pais descobriram que ela não estava se <BR>esforçando nos estudos e a
transferiram para a Santa Úrsula.<BR><BR>No novo colégio, ela foi eleita para o
grêmio. Passou a fazer parte da <BR>Juventude Estudantil Católica. Em 1964, com
o golpe, Guta conta ter sido <BR>"mandada embora" pelas freiras, por ser
considerada comunista. Foi enviada <BR>pelos pais aos Estados Unidos, onde ficou
um ano.<BR><BR>De volta, entrou para a Dissidência Comunista. Levou a militância
para a <BR>Faculdade de Direito, da UFRJ, onde foi estudar e assumiu o posto de
<BR>presidente do centro acadêmico.<BR><BR>Acabou presa durante o congresso da
União Nacional dos Estudantes (UNE) em <BR>1968, <st1:PersonName w:st="on"
ProductID="em Ibiúna (São Paulo">em Ibiúna (São <st1:PersonName
w:st="on">Paulo</st1:PersonName></st1:PersonName>).<BR><BR>Guta esteve duas
vezes na cadeia. Sofreu torturas aos 22 anos e foi banida <BR>do país pela
ditadura militar, com outras 14 pessoas, em 1969, em troca da <BR>libertação do
embaixador americano Charles Elbrick.<BR><BR>Ela aparece na foto histórica,
algemada, ao lado, entre outros, do <BR>ex-ministro José Dirceu, de Vladimir
Palmeira e Flávio Tavares. Passou pelo <BR>México e vivou dois anos em Cuba,
onde fez treinamento militar - a ideia era <BR>retornar ao Brasil para continuar
o combate. Não conseguiu e rumou para o <BR>exílio no Chile.<BR><BR>Guta voltou
ao Brasil com a anistia, em 1979, e custou a arrumar emprego. <BR>Segundo ela,
era vetada por causa do passado.<BR><BR>Até que conseguiu ingressar na
<st1:PersonName w:st="on">Val</st1:PersonName>e do Rio Doce, por concurso, onde
montou o <BR>trabalho de comunicação interna da empresa. Em fevereiro de 2003,
assumiu o <BR>cargo de ouvidorageral da Petrobras. A atuação dela como
guerrilheira na <BR>luta contra o regime militar está contada no livro "Exílio,
entre raízes e <BR>radares", de Denise Rollemberg.<BR><BR>Guta, de 62 anos,
sofreu um acidente de carro em 25 de abril, em Búzios. <BR>Morreu ontem, de
infecção sistêmica, no Hospital Copa D'Or. A Petrobras <BR>divulgou ontem nota
lamentando a morte da ouvidorageral: "Maria Augusta <BR>transformou a Ouvidoria
Geral numa importante ferramenta para a garantia da <BR>transparência,
valorização dos princípios éticos e respeito aos direitos <BR>humanos e ao Pacto
Global da ONU".<BR><BR>O presidente Lula divulgou a seguinte nota: "Maria
Augusta dedicou sua vida <BR>à luta pela justiça social e a
democracia.<BR><BR>Foi um símbolo de bravura na resistência à
ditadura.<BR><BR>Nos últimos anos, como ouvidora da Petrobrás, teve uma atuação
<BR>reconhecidamente inovadora, empenhandose em construir na empresa um espaço
<BR>de transparência e diálogo. A seus familiares e amigos, minhas mais sinceras
<BR>condolências"<WBR>.<BR><BR>O velório acontece hoje na capela 7 do Cemitério
São João Batista, das 9h às <BR>15h. O corpo será cremado, mas ainda sem horário
marcado.<BR><BR>Guta morava no Flamengo e deixa três
filhos.</STRONG></FONT></DIV></BODY></HTML>