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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<H1 class=documentFirstHeading>
<H1 class=documentFirstHeading><FONT size=5>A América pelo fim da escola de
assassinos</FONT></H1>
<DIV>
<DIV class=documentByLine><SPAN class=documentAuthor><FONT size=3>por </FONT><A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/author/michelle"><FONT color=#77929f
size=3>Michelle Amaral da Silva</FONT></A></SPAN><FONT size=3> <SPAN
class=documentModified><SPAN>última modificação</SPAN> 14/05/2009 16:40
</SPAN></FONT>
<DIV class=reviewHistory></DIV></DIV></DIV>
<P class=documentDescription><FONT size=3>Formadora de torturadores das
ditaduras que se espalharam há décadas pelo continente, Escola das Américas
mudou de nome, mas continua existindo</FONT></P>
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title="Formadora de torturadores das ditaduras que se espalharam há décadas pelo continente, Escola das Américas mudou de nome, mas continua existindo"
alt="Formadora de torturadores das ditaduras que se espalharam há décadas pelo continente, Escola das Américas mudou de nome, mas continua existindo"
src="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/internacional/a-america-pelo-fim-da-escola-de-assassinos/image_mini"> </FONT><I><FONT
size=3>14/05/2009 </FONT></I><I><FONT size=3>Cristiano Navarro</FONT></I></DIV>
<DIV class=plain>
<P class=western><I><FONT size=3>da Redação </FONT></I></P>
<P class=western><FONT size=3>No dia 25 de fevereiro de 1982, o povo chileno
recebeu a notícia de um dos mais brutais crimes cometidos pelo Estado. Tucapel
Jiménez, dirigente sindical e militante do Partido Radical, foi barbaramente
assassinado, com cinco tiros na cabeça e três cortes na garganta, por membros da
Central Nacional de Informação (serviço policial de inteligência durante a
ditadura do General Augusto Pinochet). O impacto do crime expôs a crueldade do
regime e forçou o debate sobre a redemocratização do país.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Em outubro de 2000 – dez anos depois do fim da
ditadura –, Carlos Herrera Jiménez, então major do exército, confessou, em júri,
ser o comandante da operação que levou ao assassinato do sindicalista. As
técnicas aplicadas por ele lhes haviam sido ensinadas no Panamá durante sua
formação na Escola das Américas.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>O treinamento do militar e o contexto em que
ocorreu a trágica morte do militante não era exclusividade do Chile. A ditadura
no país fez parte de uma aliança político-militar entre regimes militares de
Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai que recebeu o nome de
Operação Condor e que, segundo historiadores, vitimou cerca de 50 mil
pessoas.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Com outro nome. Em outro país. Sob outra
conjuntura histórica, mas não tão distante no tempo para que as feridas
históricas já estivessem cicatrizadas, a escola que ensinou Herrera e outros
torturadores, assassinos e ditadores de toda América Latina segue recebendo e
formando militares de diversos países.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><B><FONT size=3>Os atuais pupilos de Pinochet</FONT></B></P>
<P class=western><FONT size=3>Com o nome de Instituto de Segurança e Cooperação
do Hemisfério Ocidental (Whinsec, na sigla em inglês), a escola se encontra hoje
em Fort Benning, na Geórgia, Estados Unidos, e recebe do Chile o maior número de
militares, 208 no ano passado.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Atualmente, Tucapel Jiminez Hijo, filho do
sindicalista assassinado, é deputado membro da comissão de direitos humanos da
câmara no Chile. Em sua função, o deputado tem pressionado o governo de Michelle
Bachelet para que deixe de enviar militares para a Escola das Américas. “Nunca
houve, nem há porque encaminhar nossos militares para esta escola que
historicamente trouxe tanta tristeza a todo continente”, contesta
Tucapel.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Se a participação de militares chilenos não é
compreendida pelo deputado, o próprio governo do país parece não ter
justificava. Há pelo menos cinco anos, a advogada de organizações de direitos
humanos, Alejandra Arriaza, questiona, por meio de cartas, o Estado chileno e o
governo estadunidense, através do Pentágono, sobre quais as formações recebidas
pelos alunos da atual Escola das Américas.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Depois da insistência da advogada, no ano passado,
o governo do Chile respondeu que seus militares iam aos Estados Unidos para
formarem-se em “cursos especiais para sargentos e suboficiais”. Já o Pentágono
respondeu que eles recebiam formação em cursos na área de direitos humanos e
saúde, e que os mais procurados eram as aulas de liderança.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><B><FONT size=3>Viagem cancelada</FONT></B></P>
<P class=western><FONT size=3>Com o impasse de informações entre o governo
chileno e o Pentágono, uma comitiva formada por seis congressistas (três
governistas e três da oposição), quatro representantes da sociedade civil e
representantes do governo agendou viagem para abril deste ano à Escola das
Américas.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>No entanto, uma semana antes, o governo chileno
cancelou a viagem sem dar justificativa. “Não houve sequer comunicado para os
representantes da sociedade civil, nem para os deputados que eram parte da
delegação”, reclama a advogada.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>“Não entendemos a posição do governo de Bachelet,
que também sofreu com a Escola das Américas. Esse tema, como o da reparação das
famílias e o da busca por desaparecidos, é muito importante para nossa
democracia”, cobra Tucapel, que participaria da delegação.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><B><FONT size=3>A Escola dos Horrores</FONT></B></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Fundada em 1946, em Fuente Amador, Panamá, com o
nome de Centro de Adestramento Latinoamericano do Exército dos Estados Unidos, a
base de formação de militares foi criada pelo governo estadunidense para influir
na política militar dos demais países do continente. A partir de 1963, o centro
passou a ser chamado de Escola das Américas.</FONT></P>
<P class=western><FONT size=3><BR></FONT></P>
<P class=western><FONT size=3>Em 1984, depois de uma acordo entre Estados Unidos
e Panamá, a instituição se mudou para Fort Benning, na Geórgia, no país da
América do Norte. Depois de mobilizações pelo seu fechamento, em 2001 a Escola
das Américas mudou de nome, passando a se chamar Instituto de Segurança e
Cooperação do Hemisfério Ocidental (Whinsec). Apesar de o Brasil não enviar mais
militares para o local, as Forças Armadas brasileiras seguem recebendo cursos
ministrados por seus oficiais.</FONT></P></DIV></H1>
<H1
class=documentFirstHeading>===================================================================</H1>
<H1 class=documentFirstHeading>Resistência dentro do Império</H1>
<DIV>
<DIV class=documentByLine><SPAN class=documentAuthor>por <A
href="http://www.brasildefato.com.br/v01/author/michelle"><FONT
color=#77929f>Michelle Amaral da Silva</FONT></A></SPAN> <SPAN
class=documentModified><SPAN>última modificação</SPAN> 14/05/2009 16:38 </SPAN>
<DIV class=reviewHistory></DIV></DIV></DIV>
<P class=documentDescription>Há dez anos, no mês de novembro, milhares de
pessoas marcham em frente à Escola das Américas e exigem seu fechamento</P>
<DIV class=newsImageContainer><I>14/05/2009 </I><I>da Redação</I></DIV>
<DIV class=newsImageContainer>No continente americano, a pressão pelo fechamento
da Escola das Américas não vem só do sul. Há mais de dez anos, no mês de
novembro, milhares de pessoas marcham pelas ruas da base militar de Fort Benning
em protesto pelo fim da instituição. Todos os anos, após a manifestação, é feita
uma vigília que celebra a memória das vítimas dos formandos. Em 2008, a marcha
contou com cerca de 20 mil pessoas.</DIV>
<DIV class=plain>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Ali, durante horas, os nomes de centenas de vítimas são
chamados. Após cada um deles, os manifestantes respondem: Presente!</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Segundo Charity Ryerson, militante do movimento School of the
Americas Watch (SOAW – Observatório da Escola das Américas), “a vigília serve
para aprofundar o entendimento da crise provocada pelo governo estadunidense em
toda a América”. Participam das manifestações organizações de direitos humanos,
defensores do comércio justo, religiosos, universidades e colégios, grupos
anti-capitalistas, indígenas, sindicalistas, imigrantes.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Até 2001, os manifestantes costumavam ocupar a parte de dentro
da escola. Hoje, isso já não acontece mais. Charity explica que, depois dos
ataques de 11 de setembro, o exército aumentou a repressão construindo uma cerca
que impede a entrada das pessoas.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Repressão contra manifestantes</B></P>
<P class=western>Com a proibição, mais de 200 pessoas foram presas de 2001 até o
ano passado, e quase todas por “cruzar a linha”, ou seja, entrar na base sem
autorização. Em novembro de 2002, junto com outras 85 pessoas, Charity cruzou a
linha. Por essa desobediência civil, a militante foi condenada judicialmente por
um ano e meio – tendo que cumprir seis meses de reclusão em uma prisão federal e
um ano cumprindo pena em liberdade. “Usamos essa forma de resistência para
denunciar a urgência do assunto, e mostrar que existe gente comprometida, como
dizemos por aqui, dentro da barriga da besta”, declara.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Apesar da repressão, o movimento nos Estados Unidos pelo
fechamento da Escola das Américas cresce, e sua pressão começa a fazer efeito.
Em 2008, o projeto de lei nesse sentido, proposto pelo congressista
estadunidense James P. McGovern, não foi aprovado por seis votos. No entanto,
com a nova configuração do Congresso, agora com maioria democrata, a proposta
deve entrar em votação no final deste ano com maior chance de aprovação.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Confiante no novo quadro, Charity aposta: “podemos ver um
progresso claro. Temos certeza do fechamento, e depois dele, iniciaremos
campanhas contra os outros campos de treinamento militar, tanto nos Estados
Unidos como na América Latina, até que o último seja fechado”.</P>
<P class=western>Dentro da sociedade e do Congresso estadunidense, os defensores
da escola alegam que ela deve ser mantida porque cria vínculos estratégicos
entre o exército do país e os das outras nações; além disso, alguns
conservadores acreditam que a instituição de ensino não existe mais: o que há,
agora, é o Instituto de Segurança e Cooperação do Hemisfério Ocidental, que deve
ser mantido.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Uma herança maldita</B></P>
<P class=western>Desde o fim da década de 1980, o Brasil não envia militares
para a Escola das Américas. Em suas campanhas, o movimento SOAW conseguiu
convencer os governos da Argentina, Uruguai, Venezuela e – em 2008 – da Bolívia,
a seguir o exemplo. Além do Chile, México e Colômbia são países que seguem
enviando militares à instituição.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>No entanto, fechar a Escola das Américas ou parar de enviar
militares a ela não significa cessar sua influência geopolítica na Americana
Latina. Dados levantados pelo SOAW indicam que, ao longo de seus 63 anos, cerca
de 64 mil militares graduaram-se em seus cursos.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Na opinião do padre jesuíta estadunidense José Mulligan, membro
do SOAW, os cursos da Escola das Américas miram interesses econômicos privados.
Em entrevista coletiva em Santiago, ele afirmou à imprensa que as aulas têm o
intuito de “proteger os interesses econômicos das grandes corporações dos
Estados Unidos, como aconteceu no tempo de [Salvador] Allende, quando se
utilizou as Forças Armadas para dar o golpe em 1973, e como também aconteceu com
o presidente Hugo Chávez, na tentativa de derrubá-lo [em abril de 2002]. Em
ambos os golpes, seus promotores eram graduados nas Escolas das Américas”.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>O SOAW aponta, ainda, a presença de lideranças formadas pela
Escola das Américas nas violentas repressões dos movimentos de populares de
Chiapas e Oxaca, no México, bem como na frente da guerra do governo colombiano
contra as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas (Farc). (CN)<BR></P><FONT
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