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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<H1 class=documentFirstHeading>Sérgio Lessa: Para entender a essência do
capitalismo</H1>
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<DIV class=documentByLine><SPAN class=documentAuthor>por <A
href="http://www3.brasildefato.com.br/v01/author/michelle"><FONT
color=#77929f>Michelle Amaral da Silva</FONT></A></SPAN> <SPAN
class=documentModified><SPAN>última modificação</SPAN> 11/05/2009 17:03 </SPAN>
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<P class=documentDescription> </P>
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title="Diante da atual crise, “não há o que fazer, a não ser a revolução”, resume sociólogo ao abrir o curso promovido pelo jornal Brasil de Fato sobre Crise do Capitalismo em parceria com a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), Departamento de Jornalismo da PUC-SP e pelo CEPIS-Instituto Sedes Sapientiae "
alt="Diante da atual crise, “não há o que fazer, a não ser a revolução”, resume sociólogo ao abrir o curso promovido pelo jornal Brasil de Fato sobre Crise do Capitalismo em parceria com a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), Departamento de Jornalismo da PUC-SP e pelo CEPIS-Instituto Sedes Sapientiae "
src="http://www3.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/sergio-lessa-para-entender-a-essencia-do-capitalismo/image_mini"><I><STRONG>Eduardo
Sales de Lima</STRONG></I><BR></DIV>
<DIV class=plain>
<P class=western>“Se o István Mészáros estiver certo, e se o Georg Lukács também
estiver, a gente vive o desdobramento final de todas as determinações essenciais
do modo de produção capitalista”, defende Sérgio Lessa, professor da
Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e membro da comissão editorial da revista
Crítica Marxista, no seminário “O referencial teórico para entender a crise”,
ocorrido no Instituto Sedes Sapientiae, na cidade de São Paulo, no dia 29 de
abril.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Otimista, Lessa acredita nas novas possibilidades que a atual
crise do capitalismo propiciou aos trabalhadores. “A crise é uma relação
social”, por isso, segundo ele, o que determina o percurso de uma crise será
como a humanidade vai reagir à crise. Abaixo, alguns trechos do seminário,
promovido pela Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), Departamento de
Jornalismo da PUC-SP e pelo CEPIS-Instituto Sedes Sapientiae, com o apoio do
jornal Brasil de Fato e da editora Expressão Popular.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Primórdios</B></P>
<P class=western>Primeiramente, a gente tem que ir para a revolução neolítica,
há 14 mil atrás. Nessa época, quando a humanidade descobre a agricultura, temos
uma profunda transformação no trabalho. Com o aparecimento da agricultura, pela
primeira vez, o indivíduo produz mais do que precisa. É o chamado trabalho
excedente.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Todavia, nesse longo período histórico, que vai de 14 mil anos
atrás até a revolução industrial, que começa em 1776 e termina em 1830, o
trabalho excedente ainda não é suficiente para atender a todas as necessidades
de todos os indivíduos do planeta Terra. Ou seja, não sobra para investir no
desenvolvimento das forças produtivas. E o resultado disso é que o único
desenvolvimento das forças produtivas possível nessa circunstância é o aumento
populacional, aumento a força de trabalho; mas isso é um processo muito lento do
ponto de vista histórico.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Sociedade de classes</B></P>
<P class=western>A sociedade de classes entra nesse longo processo histórico
como a forma mais eficiente que a humanidade encontrou para desenvolver as
forças produtivas. A sociedade se organiza de tal forma que a maioria da
população vai ter o seu trabalho excedente expropriado, roubado pela minoria. O
resultado é que essa minoria arrecada tanto recurso, tanta riqueza, que ela não
consegue consumir a riqueza que arrecada e, portanto sobra para ela desenvolver
os seus negócios.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Mediação</B></P>
<P class=western>O desenvolvimento das forças produtivas nas sociedades de
classes, em linhas gerais, a procura é maior que a oferta. Assim, a tendência é
que o preço de determinado produto fique acima do preço de custo, proporcionando
o lucro. Essa mediação do mercado (relação mercantil), é historicamente muito
adequada para que o período de carência seja superada; não o de miséria.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Pela primeira vez a humanidade produz mais do que ela precisa,
de uma forma plena, e sobra para desenvolver as forças produtivas. Pela primeira
vez a oferta fica muito maior que a procura. O mercado vai se tornando um
mercado saturado, com uma produção maior que a necessidade. E o resultado disso
é que pela primeira vez, ao longo da história da humanidade, o mercado não
funciona mais como uma mediação adequada para desenvolver as forças produtivas.
A mediação do mercado faz com que de tempo em tempo haja uma baita crise que
trava a produção. Chega um determinado momento em que a produção não pode
continuar aumentando porque os preços não compensam mais. Saímos de um longo
período histórico em que as relações mercantis levavam a produção para frente,
mas que depois passa a ser travada por crises sucessivas. É o que Marx vai
chamar de crises cíclicas.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Revolução industrial</B></P>
<P class=western>Há evolução histórica que muda de patamar quando se passa pela
revolução industrial, ou seja, quando a gente entra no capitalismo industrial,
no capitalismo maduro. Antes desse momento histórico, as relações mercantis
tinham uma mediação adequada para levar as forças produtivas para frente.
Portanto, produzir por lucro e não para atender as necessidades humanas, ou
produzir para reproduzir de uma forma ampliada a propriedade privada da classe
dominante era o meio mais adequado do ponto de vista histórico para desenvolver
as forças produtivas.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Pela primeira vez na humanidade a produção para o lucro passa a
ser um entrave às forças produtivas. E só dá para superar esse modo de produção
antagônico se o modo de produção capitalista for superado.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Entre o final da revolução industrial (1830) e a grande crise
de 1870-71, Karl Marx percebe que o modo de produção capitalista do século 19 só
pode se reproduzir aumentando a produção cada vez mais. Ao mesmo tempo, para
gerar essa produção cada vez maior tem que desenvolver tecnologia, desenvolver
novos métodos de gerência, é necessário fazer cada vez mais investimento para
aumentar o lucro de uma forma cada vez menor. A relação entre o que se tira da
mais-valia e o que é investido vai fazer com que o investimento vai se tornando
cada vez mais pesado. Isso faz com que o lucro da empresa aumente, mas a
lucratividade, ou seja, a relação entre o lucro e o investimento vai diminuindo
. Isso vai fazer com as empresas tenham uma margem de manobra cada vez menor.
Elas vão tendo cada vez menos gordura para queimar e quando chega a crise, essa
bate nelas de uma forma muito mais violenta.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Então Marx vai mostrando que o capitalismo do século 19 é
composto de crise repetidamente. E essas crises aparecem entre 8 e 12 anos.
Quando Marx está dizendo que o capitalismo não pode mais desenvolver as forças
produtivas, ele não está dizendo que o capitalismo não pode desenvolver a
produção ou a tecnologia. O que são as forças produtivas para o Marx? É a
capacidade humana de tirar da natureza aquilo que a humanidade precisa para se
reproduzir e quanto maior for essa capacidade significa que menos tempo a gente
tem que gastar transformando a natureza e mais tempo a gente pode ser livre
dessa relação com a natureza. Portanto, mais tempo a gente pode ser humano. A
relação do capital com a humanidade não é uma relação de identidade, é uma
relação de alienação.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Se Marx está dizendo que existe uma contradição antagônica
entre o desenvolvimento das forças produtivas e o modo de produção capitalista,
ele está dizendo que o capital é capaz de controlar a humanidade. Enquanto
existir capital, todos nós seremos personificações do capital. Isso está no
livro primeira d'O Capital.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Imperialismo</B></P>
<P class=western>Chegando nos anos de 1870-71, o capitalismo começa a passar por
uma transformação importantíssima. Saímos do período do capitalismo
concorrencial e entramos para o capitalismo monopolista. São duas diferenças
fundamentais. Em primeiro lugar, os grandes monopólios passam a ter uma
interferência sobre o Estado qualitativamente diferente do que se tinha antes.
Houve uma concentração do capital na esfera econômica que mudou as relações de
poder no interior da classe dominante, portanto, as relações da classe dominante
com o Estado também se alteram.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Por causa disso começa o “imperialismo”. Claro que o capital já
era imperialista antes. Mas a partir de 1870, a política externa dos grandes
estados capitalistas está diretamente ditada pelos grandes monopólios e grandes
cartéis.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Nos poucos países capitalistas centrais acontece um fenômeno
curioso. A generalização da produção industrial vai fazer com que fique mais
barato comprar a roupa, o feijão, industrializado, do que ele fazer isso na casa
dele. A partir dessa industrialização dos meios de subsistência a burguesia
começa a ter lucro por causa do consumo operário. A burguesia passa a ter lucro
porque está vendendo os produtos industrializados e porque como a reprodução da
vida do trabalhador se torna mais barata, ela pode pagar um salário menor, e com
isso aumenta a mais-valia.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Aproximação</B></P>
<P class=western>Pela primeira vez no modo de produção capitalista passa a ser
possível a um setor importante a classe operária negociar com a burguesia um
aumento de sua capacidade de consumo e passa a haver, dentro de limites muito
estreitos, a possibilidade de uma convergência entre setores da classe operária
com a burguesia. Isso possibilita o racha a classe operária nos países
capitalistas avançados e com os trabalhadores do resto do mundo.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Estados Unidos</B></P>
<P class=western>Lentamente o aumento do consumo dos trabalhadores aparece como
um fator de crescimento econômico importante nos países capitalistas mais
avançados, e o resultado disso é que a gente deixa de ter aquelas crises
cíclicas como ocorriam no século 19. Agora, a primeira grande crise do século 20
vai ser administrada com a Primeira Guerra Mundial. A segunda grande crise, que
vai acontecer em 1929, vai ser administrada com a ascensão do nazi-fascismo.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Quando está terminando a Segunda Guerra Mundial, a economia
capitalista está numa situação dificílima. O grosso da principal economia
capitalista mundial está destruída pela guerra. Japão, completamente arrasado.
Todos os grandes pólos industriais da Europa, arrasados. Mas os Estados Unidos
terminam a Segunda Guerra Mundial produzindo mais da metade da produção
industrial do mundo. Com 6% da população mundial, consomem 30% da energia que o
mundo consome. Produzem um navio de guerra por dia, um tanque a cada sete
minutos. Era uma produção gigantesca. E do dia pra noite a guerra termina em ao
tem onde escoar essa produção.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Bem-estar social</B></P>
<P class=western>Em 1943, depois de Batalha de Stalingrado, quando ficou claro
que a Alemanha iria perder a guerra, o governo estadunidense reúne um grupo de
pensadores para pensar o que iria ser a economia mundial no período pós-guerra e
deste grupo, um cara que vai se tornar chave, o Dan Bright, um liberal clássico,
portanto um serviçal do imperialismo.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>E ele vai dizer o que o Keynes disse na crise de 1929; que no
curto prazo o jeito de superar a crise não era como se fez em 1929, quando as
indústrias cortaram a produção e demitiram. Com isso, segundo ele, restringiram
o mercado consumidor, gerando mais desemprego, quebrando a indústria, a
agricultura,os bancos. Ele vai dizer que tem que se fazer o inverso. Temos que
fazer uma política econômica através da qual o Estado intervenha na economia
para aumentar o consumo e a gente vai sair da crise de superprodução com a
intervenção do Estado para ampliar o consumo.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Isso era politicamente possível porque existia um classe
operária dos países capitalistas centrais que desde 1915 vinham desenvolvendo
essa política, não mais de confronto, mas de negociação com a burguesia para
aumentar o seu poder aquisitivo, é o Estado de bem-estar social.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Do outro lado havia a União Soviética. O projeto bolchevique de
uma revolução internacional não dá certo por infinitas razões históricas, não
apenas ideológicas. O fato é que, com o passar do tempo, a política externa da
União Soviética passa a ser cada vez mais a defesa do Estado soviético. I</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Após a Segunda Guerra Mundial passa-se a haver uma negociação
cada vez mais intensa entre a União Soviética e os grandes países capitalistas,
a política dos partidos comunistas ligados à União Soviética no resto do mundo
transformou-se em uma política de negociação e pressão junto aos governos
capitalistas e não de confronto para derrubar o capitalismo.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Nesse momento, a social-democracia e o estalinismo, para
simplificar, eles convergem no mesmo sentido. O que vai subexistindo é um
processo de máquina partidária, de máquina sindical, e um processo de educação
do trabalhador durante décadas, na qual a negociação é o principal instrumento
dos trabalhadores, e o confronto é sempre parcial, pontual, se tornando, de
fato, um acessório da negociação.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Novo Patamar</B></P>
<P class=western>Quando o estado de bem-estar social, já no final da década de
1960, não consegue consumir a abundância da produção, a crise do modo de
produção capitalista entra num novo patamar. A crise não tem fim. Ela se
transformou na única forma que o modo de produção capitalista tem de se
reproduzir. Num primeiro momento, ela se apropria da riqueza capitalista
acumulada sob a forma da propriedade estatal capitalista burguesa; pega essa
riqueza e privatiza, ou seja, queima essa riqueza para financiar a crise que
está girando, que foi a primeira fase do neoliberalismo. Depois, quando não dá
mais conta, a economia começa a viver, de um lado, da especulação financeira, e
do outro lado, de bolhas. Na medida em que a especulação financeira deixa de ser
uma prática pontual e passa a ser a prática cotidiana de vários grupos
capitalistas, um começa a apostar no outro.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Neoliberalismo</B></P>
<P class=western>Quando da crise do estado de bem-estar social se passou para a
crise estrutural, era o momento para a classe operária se lançar às lutas.
Defender as suas conquistas, defender o Estado de bem-estar social. Mas por que
não fez isso? Porque no período do Estado de bem-estar social não era dela. Nem
projeto social democrata e nem o projeto democrático estalinista. Deu no que
deu. Os sindicatos sociais democratas viraram as costas. Como o CUT fez aqui
quando os petroleiros fizeram a greve contra o governo FHC, em 1995. Ali era o
momento de quebrar o (governo) Fernando Henrique. A CUT jogou o papel do
neoliberalismo. Por que? Porque é uma estratégia de negociação democrática. Não
é um confronto. No momento de crise estamos todos juntos.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Quando vem o neoliberalismo, quando se instala a crise
estrutural, a classe operária tem atrás de si uma enorme derrota histórica,
porque ela não tem mais nem a ideologia do confronto e nem as organizações que
poderiam leva-la ao confronto.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>A burguesia consegue, nesse momento de crise estrutural, fazer
com a classe operária o que ela quis fazer. Fez a reestruturação produtiva,
aumentou barbaramente o desemprego, intensificou a jornada de trabalho. A
burguesia voltou a ter em plena crise estrutural uma lucratividade maior que a
lucratividade durante o período do bem-estar social. O estudo dele indica que no
apogeu do neoliberalismo a lucratividade foi maior que sob o Estado do bem estar
social. Foi uma das maiores que a burguesia teve ao longo da sua história.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Não há mais riqueza sob a forma estatal para ser privatizada,
para financiar a crise. Jogou a África na miséria, criou pólos de miséria nos
próprios países capitalistas centrais, e mais sério que isso: intensificou ainda
mais a exploração sobre os países capitalistas periféricos e o resultado disso é
que o mercado consumidor desses países se contraiu também. Isso vai fazer com
que a gente chegue a um determinado momento que nem as bolhas conseguem mais
sobreviver. Aí começa a crise de outubro do ano passado.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western><B>Caminhos</B></P>
<P class=western>Desde a década de 1970, o Istvan Mesários vem dizendo que a
humanidade passou para um outro patamar da crise; que esta crise é estrutural e
isso significa que a gente já está vivendo um período de transição. Para a
burguesia, a crise é algo inevitável, é como se fosse um temporal. Mas a crise é
uma relação social. Portanto, quem determina para onde a crise vai é como a
humanidade vai reagir à crise.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>A saída da crise está na luta de classes. Se o proletariado se
mexer e entrar na História como o antagonista do capital, que, de fato é o
capitalismo, vai prolongar essa crise “ad infinitum”. Destrói a humanidade. Mas
qual o problema do capitalismo, ele não vive de humanidade, ele vive de
mais-valia.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>Não há política nacional que dê conta do desemprego, não há
política nacional que supere o desequilíbrio ecológico, que supere os problemas
as desigualdades históricas entre homens e mulheres, que seja capaz de fazer
qualquer distribuição de renda, seja ela qual for. Não há o que fazer, a não ser
a revolução.</P>
<P class=western><BR></P>
<P class=western>A gente vive um momento histórico que aparentemente é muito
fechado, sem perspectivas, mas é o contrário, as possibilidades são infinitas. O
proletário tem que assumir a luta aberta contra o capital e portanto, pelo
comunismo. Não dá mais para a gente enfrentar esse momento histórico do modo
como a gente fazia há dez, vinte anos atrás; ampliar direitos, democratizar o
Estado, a sociedade, isso não funciona. A experiência histórica nos demonstra
isso. Mas os revolucionários têm que se reciclar, tem que voltar ao Marx, não
ficar mais nessa política de curto prazo, de médio prazo. Tem que pensar grande,
porque se um revolucionário não pensar grande, quem é que vai pensar?</P></DIV>
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