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<HTML xmlns:o = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" xmlns:st1 =
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO.
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face=Arial
size=2></FONT><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">----- Original Message -----
<o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="BACKGROUND: #e4e4e4; MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial">From:</SPAN></B><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"> <A title=delroio@terra.com.br
href="mailto:delroio@terra.com.br">Marcos Del Roio</A> <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Arial"> <o:p></o:p></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p> </o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><BR><!--~-|**|PrettyHtmlStartT|**|-~--><!--~-|**|PrettyHtmlEndT|**|-~--><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~--><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT size=5>A MULHER E A POLÍTICA</FONT></SPAN></B></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"></SPAN></B> </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><B><SPAN
style="FONT-SIZE: 14pt"><O></O></SPAN></B><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">
A mulher é parte do gênero humano, que como mamífero é um ser biologicamente
dimórfico, cuja característica essencial é ser social. A divisão sexual do
trabalho se origina da natureza. A política, no entanto, tem como condição a
existência de uma divisão social do trabalho e a existência do Estado. A divisão
sexual do trabalho passa a ser subsumida pela divisão social do trabalho e a
mulher que colaborava como homem na reprodução social, passa a ser explorada e
oprimida. Isso se passa quando os cultos da fertilidade e da mãe terra são
substituídos pelo domínio das divindades masculinas e celestiais. É como ser
oprimido e explorado que a mulher faz política, do lugar a que foi relegada e
com os meios que lhe é próprio, como ser dotado de sensibilidade especifica,
como ser mulher enfim. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">
Nas formas sociais escravistas o poder se organizava a partir do homem que
defendia o espaço comunitário, como guerreiro, agricultor, varão, em torno do
qual se formava uma família grande, que nem sempre considerava os laços de
sangue efetivos. A mulher não participava nos assuntos da comunidade, seu lugar
era o lar e o mundo das sombras. Assim, a forma de resistir à marginalização da
vida pública era a perfídia ou a capacidade de influenciar o homem de
poder. Não era muito diferente a condição feminina na época feudal e mesmo
em lugares, como <st1:PersonName ProductID="o Brasil" w:st="on">o
Brasil</st1:PersonName>, nos quais as condições escravistas e feudais foram
reinventadas, o lugar da mulher permanece nessa situação, sempre justificada
pela ideologia religiosa, que a rebeldia contra a opressão criava justificativas
pra a punição, como a identificação com a bruxaria. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"> <o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">
O surgimento do capitalismo, a menos de três séculos, gerou uma mudança na
condição feminina, possivelmente para pior. A mulher, assim como seus filhos,
passou a ser propriedade privada do homem, cerne do poder na família nuclear e
fiador da permanência da propriedade privada por meio da herança. Essa situação
passou a valer tanto na família dos proprietários como dos proletários, pois
esses, apesar de não terem posses, contavam com os filhos e com sua força de
trabalho. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">O
capitalismo criou também a necessidade da representação política dos homens
proprietários. Exatamente por serem proprietários somente homens participavam da
representação política, somente os homens viviam a esfera pública e as mulheres
eram apenas uma parte da esfera privada do homem, da esfera da sua propriedade
privada. A secular luta da mulher pelo direito de sufrágio e de participação na
esfera da representação política foi o enorme esforço para participar no mundo
dos homens, no mundo da cidadania capitalista. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">Mas
o próprio capitalismo precisou da mulher fora do mundo privativo do homem, pois
houve a necessidade da força de trabalho da mulher e da mulher como consumidora
de mercadorias. Essa necessidade do capitalismo deu novo ímpeto <SPAN
class=grame>a</SPAN> luta das mulheres por direitos universais e específicos e,
portanto, pela participação maior na vida pública e política, esfera masculina
por excelência. </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"><o:p></o:p> </P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: justify; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto">Qual
a conclusão dessa sintética exposição? Muito simples: a libertação da mulher só
pode ocorre no processo de emancipação do gênero humano como um todo de todas as
formas de alienação, que tem seu fundamento na exploração do trabalho, mas se
expressam como política, representação, esfera “pública”. A mulher pode até vir
a conseguir espaços significativos na esfera pública e da representação
política, mas não é esse o caminho da sua emancipação, que só pode ser alcançada
com o fim das relações de apropriação privada da riqueza social, com o fim do
capitalismo. <o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: right; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"
align=right><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt">Marcos Del <SPAN
class=spelle>Roio<O></O></SPAN></SPAN><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal
style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-INDENT: 35.4pt; TEXT-ALIGN: right; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto"
align=right><SPAN class=grame><SPAN
style="FONT-SIZE: 11pt">Prof.</SPAN></SPAN><SPAN style="FONT-SIZE: 11pt"> de
Ciências Políticas da UNESP - FFC<O></O></SPAN><o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"> <o:p></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN
style="COLOR: white">__,_._,___<o:p></o:p></SPAN></P><!--~-|**|PrettyHtmlEnd|**|-~--><!--~-|**|PrettyHtmlStart|**|-~-->
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p> </o:p></P><!--~-|**|PrettyHtmlEnd|**|-~--><!--End group email --></DIV></BODY></HTML>