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<HTML><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=6>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV><BR></DIV>
<P class=data align=left>23 DE ABRIL DE 2009 - 13h25</P>
<P class=data align=left><IMG alt="" hspace=0 
src="cid:00ed01c9c465$e16c4540$0200a8c0@vcaixe" align=baseline border=0></P>
<H1>Dallari: Gilmar Mendes pratica 'coronelismo' no Supremo </H1>
<DIV><BR></DIV>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef" 
align=left>
<P>O jurista Dalmo Dallari compara a uma "briga de moleques de rua" a atuação 
dos ministros do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa. Mas 
analisa que "naturalmente", a responsabilidade maior é do presidente Gilmar 
Mendes: "A culpa é grande do presidente Gilmar Mendes, é um exibicionismo 
exagerado, a busca dos holofotes, a busca da imprensa. Além da vocação 
autoritária do ministro Gilmar Mendes, que não é novidade. Ele realmente pratica 
no Supremo o coronelismo e isso é absolutamente errado. Mas o erro maior está 
neste excesso de vedetismo, excesso de publicidade".</P></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<DIV id=imagem><BR></DIV>
<DIV id=artigo>
<P>Os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa protagonizaram na sessão 
plenária desta quarta-feira, 22, um bate-boca. Barbosa criticou Mendes por 
"destruir a imagem do Judiciário no País". Mendes pediu respeito, e Barbosa 
exigiu o mesmo, dizendo não ser um de seus "capangas no Mato Grosso".</P>
<P><BR>Dallari conhece pessoalmente muitos ministros do STF. Foi professor de 
Ricardo Lewandowski, deu aulas a Carmen Lúcia Antunes Rocha e orientou Eros 
Grau. É "muito ligado por atividades jurídicas ao ministro Carlos Ayres Britto", 
como conta nesta entrevista a seguir.</P>
<P><BR><STRONG>Como o senhor analisa as desavenças entre o ministro Joaquim 
Barbosa e Gilmar Mendes?</STRONG><BR>Acho aquilo deprimente. É péssimo para a 
imagem de todo o Judiciário. Acho que no caso os dois estão errados, deveriam 
tomar consciência da responsabilidade que têm. Naturalmente, o ministro Gilmar 
Mendes é mais responsável porque ele tem usado e abusado de declarações 
inconvenientes à imprensa.</P>
<P><BR><STRONG>Há um movimento de descrédito em relação ao Supremo Tribunal 
Federal?<BR></STRONG>Acho que isso desmoraliza o Judiciário, além do STF. É 
fundamental que sejam instituições respeitadas, o povo precisa de instituições 
respeitadas. Eles (ministros) estão esquecendo da sua responsabilidade 
pública.</P>
<P><BR><STRONG>Falta ao ministro Gilmar Mendes "ir à rua", como sugeriu o 
ministro Barbosa?</STRONG> <BR>Os dois estão esquecendo que são juízes. Aquilo 
não é comportamento de juiz, parece moleque de rua brigando. Naturalmente há uma 
responsabilidade maior do presidente Gilmar Mendes. O presidente realmente é 
muito arbitrário, não respeita a instituição e assume atitudes agressivas. No 
caso, em parte foi isso. O começo foi uma atitude muito agressiva dele em 
relação ao ministro Joaquim Barbosa. Mas foi errado o ministro Barbosa responder 
no mesmo nível. O ministro Barbosa deveria ter aproveitado a oportunidade para 
lembrar ao Ministro Gilmar Mendes da sua responsabilidade pública e a falta de 
compostura. Mas os dois, enfim, estão errados.</P>
<P><BR><STRONG>Ministros apontam que o Supremo está pressionado pela imprensa. O 
senhor concorda?</STRONG> <BR>Não, pressionados por eles próprios. O ministro 
não é pressionado por ninguém. É uma pessoa que tem absoluta independência, 
inclusive garantia constitucional da independência. Será pressionado se quiser. 
O que está acontecendo, e aí a culpa é grande do presidente Gilmar Mendes, é um 
exibicionismo exagerado, a busca dos holofotes, a busca da imprensa. Além da 
vocação autoritária do ministro Gilmar Mendes, que não é novidade. Ele realmente 
pratica no Supremo o coronelismo e isso é absolutamente errado. Mas o erro maior 
está neste excesso de vedetismo, excesso de publicidade.</P>
<P><BR><STRONG>Caso outros ministros endossem a posição do minsitro Gilmar 
Mendes, o caso pode levar ao impeachment do ministro Barbosa, ou a alguma 
punição?</STRONG> <BR>Não há condições, porque mesmo a previsão legal de 
impeachment é muito vaga. É praticamente impossível o impeachment de um ministro 
do Supremo Tribunal. O que se deve fazer é a mídia de maneira geral se 
pronunciar criticando os dois e cobrando um comportamento adequado à sua 
responsabilidade pública. Dar uma lição de moral nos dois.</P>
<P><BR><STRONG>O senhor foi professor do ministro Ricardo 
Lewandowski...<BR></STRONG>Fui professor do ministro (Ricardo) Lewandowski, dei 
aulas para a ministra Carmen Lúcia (Antunes Rocha), também tive um 
relacionamento de orientador com o ministro Eros Grau, tenho um bom 
relacionamento com vários ministros, e sou muito ligado por atividades jurídicas 
ao ministro Carlos (Ayres) Britto.</P>
<P><BR><STRONG>Conhecendo-os, acredita que o Supremo conseguirá se recuperar? 
<BR></STRONG>Eu acho que nós precisamos repensar inclusive o papel do STF e a 
maneira de escolha dos juízes. Eu tenho um livro, que se chama O poder dos 
juízes, em que já faço propostas assim. Eu acho que o Supremo deveria ficar só 
Tribunal Constitucional e que os juízes deveriam ter mandato com prazo fixo, de 
no máximo dez anos, e não vitalícios. E a maneira de escolha, eles deveriam ser 
escolhidos por votação nacional, e não pelo presidente da República. É 
necessário repensar totalmente o Supremo.</P>
<P><BR><STRONG>Tem caminhos abertos?</STRONG> <BR>Não! Está muito difícil, 
porque isso dependeria muito do Congrresso nacional que neste momento está muito 
desmoralizado. Estamos numa crise institucional muito séria. Vamos ver se a 
imprensa cobrando, eles mudam de atitude.</P>
<P><BR>Fonte: Terra Magazine</P>
<P>=========================================================================================</P>
<P class=data align=left>22 DE ABRIL DE 2009 - 19h45</P>
<H1>Ministro acusa Mendes de destruir a credibilidade da Justiça </H1>
<P><BR>O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o 
ministro Joaquim Barbosa bateram boca em sessão plenária durante um julgamento 
nesta quarta-feira (22). O ministro Joaquim Barbosa acusou o presidente do STF 
de estar ''destruindo a credibilidade da Justiça brasileira''.</P>
<DIV id=lead style="FONT-FAMILY: Arial, Verdana; BACKGROUND-COLOR: #efefef" 
align=left>
<P><FONT size=2></FONT><BR>&nbsp;</P></DIV>
<DIV id=imagem>Durante uma discussão na sessão de hoje (22) do Supremo Tribunal 
Federal (STF), o ministro Joaquim Barbosa criticou o presidente do STF, Gilmar 
Mendes, responsabilizando-o por supostamente contribuir para uma imagem negativa 
do Poder Judiciário perante a população.</DIV>
<DIV id=artigo>
<P>O bate-boca ficou mais ríspido quando Mendes reagiu à discordância de Barbosa 
com o encaminhamento dado a uma matéria. Os ministros analisavam recursos contra 
duas leis julgadas inconstitucionais pelo STF. Uma, tratava da criação de um 
sistema de seguridade do estado do Paraná, e outra, da permanência de processos 
de autoridades no tribunal, ainda que os réus perdessem cargos políticos.</P>
<P>“Vossa excelência não tem condições de dar lição a ninguém”, afirmou 
Mendes.</P>
<P>Barbosa respondeu: “Vossa excelência me respeite, vossa excelência não tem 
condição alguma. Vossa excelência está destruindo a Justiça desse país e vem 
agora dar lição de moral em mim? Saia à rua, ministro Gilmar. Saia à rua, faça o 
que eu faço”. </P>
<P>A discussão entre os ministros foi gravada pela TV Justiça e está disponível 
na internet.</P>
<P>O ministro Ayres Britto tentou colocar panos quentes na discussão, ao lembrar 
que já havia pedido vista da matéria. Mas não conseguiu. </P>
<P>Quando Mendes respondeu&nbsp; a Barbosa, dizendo que já estava na rua, ouviu 
do colega o seguinte: “Vossa excelência [Gilmar Mendes] não está na rua não, 
vossa excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do Judiciário 
brasileiro. É isso. Vossa excelência quando se dirige a mim não está falando com 
os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. Respeite”.</P>
<P>Após novas trocas de acusações, o Ministro Marco Aurélio sugeriu que a sessão 
fosse encerrada e foi atendido por Mendes. Em seguida, o presidente do STF e 
alguns ministros iniciaram uma reunião fechada em seu gabinete.</P>
<P></P>
<P><STRONG>Reputação ruim</STRONG></P>
<P>Não é a primeira vez que Gilmar Mendes é confrontado por colegas do 
juidiciário. </P>
<P>No início deste mês, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de 
Souza, disse que o Ministério Público, órgão do qual é chefe, exerce muito bem a 
atividade de controlar eventuais excessos cometidos por policiais. A afirmação 
foi em resposta a uma provocação feita um dia antes pelo presidente do STF, que 
chamou de ''lítero-poético-recreativo'' o controle externo exercido pelo 
Ministério Público.</P>
<P>''Quem avalia o Ministério Público é a sociedade e ela avalia bem, de modo 
que ironia, retórica em nada desqualifica o trabalho do Ministério 
Público'',&nbsp; disse o procurador-geral.</P>
<P>Antonio Fernando aproveitou para provocar Gilmar, dizendo que o Judiciário 
deve cumprir apenas as tarefas que lhe são atribuídas: ''Ao Judiciário deve 
ficar reservada a questão de julgar com imparcialidade. Se o Judiciário 
desempenhar bem a sua função, já presta à sociedade um relevante serviço'', 
disse. </P>
<P>Em 2002, quando foi indicado para o STF pelo então presidente Fernando 
Henrique Cardoso, Mendes já era apontado como prejudicial à imagem da justiça 
brasileira.</P>
<P>Naquele ano, o renomado jurista Dalmo Dallari, advogado e professor de 
Direito na Universidade de São Paulo (USP), publicou um artigo na <EM>Folha de 
São Paulo</EM> criticando duramente a indicação de Gilmar Mendes.</P>
<P><BR><STRONG>&nbsp;''Degradação do Judiciário''</STRONG></P>
<P><BR>&nbsp;Sob o título de ''Degradação do Judiciário'', Dallari registrou em 
seu artigo: ''(...) O presidente da República, com afoiteza e imprudência muito 
estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal 
Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder 
Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos 
Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica. Se essa indicação vier a ser 
aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco 
a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade 
constitucional''.</P>
<P>''O nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que 
alguém seja membro da mais alta corte do país'', disse Dallari na ocasião.</P>
<P>Em novembro de 2008, a revista Carta Capital -- incomodada com o evidente 
protecionismo que Mendes estendeu a Daniel Dantas ao conceder dois habeas corpus 
para livrar o banqueiro da cadeia -- publicou um perfil nada lisongeiro do 
presidente do STF. A reportagem resgata as relações da família de Mendes com as 
várias esferas de poder. A revista de Mino Carta revela como o ministro atua 
politicamente para reforçar o naco de poder do irmão, prefeito de Diamantino 
(MT), cidade da família Mendes. A reportagem mostra um homem muito diferente da 
face pública.</P>
<P>Escreve Leandro Fortes: “Em Diamantino, a 208 quilômetros de Cuiabá, em Mato 
Grosso, o ministro é a parte mais visível de uma oligarquia nascida à sombra da 
ditadura militar (1964-1985), mas derrotada, nas eleições passadas, depois de 
mais de duas décadas de dominação política”.</P>
<P>A reportagem aponta que o irmão de Gilmar, o atual prefeito Francisco Mendes 
Júnior, vinha conseguindo se manter no cargo graças à influência política do 
presidente do STF. “Nas campanhas de 2000 e 2004, Gilmar Mendes, primeiro como 
advogado-geral da União do governo Fernando Henrique Cardoso e, depois, como 
ministro do STF, atuou ostensivamente para eleger o irmão. Para tal, levou a 
Diamantino ministros para inaugurar obras e lançar programas, além de circular 
pelos bairros da cidade, cercado de seguranças, a pedir votos para o 
irmão-candidato e, eventualmente, bater boca com a oposição''.</P>
<P>Conhecendo este perfil, não surpreende que o ministro Joaquim Barbosa tenha 
alertado Gilmar Mendes de que ele não estava falando com seus ''capangas do Mato 
Grosso''.</P>
<P>Da redação,<BR>com informações da Agência 
Brasil</P></DIV></DIV></BODY></HTML>