<!DOCTYPE HTML PUBLIC "-//W3C//DTD HTML 4.0 Transitional//EN">
<HTML xmlns:st1 = "urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"><HEAD><TITLE>Nova pagina 1</TITLE>
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<DIV>&nbsp;</DIV>
<P align=left><B><FONT face=forte color=#ff0000 size=5>
<MARQUEE scrollAmount=20 scrollDelay=200 width=322>CARTA O BERRO. 
..........repassem.</MARQUEE></FONT></B></P>
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<DIV align=justify><FONT face=Arial size=2><SPAN 
style="FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: 'Times New Roman'; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA"><BR><BR><STRONG><FONT 
size=5>Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia</FONT><BR><BR>Não se trata 
de cobertura dos fatos, se trata de um ataque à<BR>consciência dos 
<st1:PersonName w:st="on">tel</st1:PersonName>espectadores<BR><BR>Na noite de 19 
de abril o programa de variedades<BR>Fantástico, da Rede Globo, apresentou uma 
suposta reportagem sobre um<BR>conflito ocorrido numa fazenda do Pará, 
envolvendo "seguranças" (o<BR>termo procura revestir de legalidade a ação de 
jagunços) da fazenda<BR>do banqueiro Daniel Dantas e militantes do Movimento dos 
Trabalhadores<BR>Rurais Sem Terra (MST).<BR><BR>Só pude descobrir que se tratava 
de propriedade do banqueiro<BR>processado por inúmeros crimes e protegido por 
Gilmar Mendes, do<BR>Supremo Tribunal Federal, após ter vasculhado algumas 
páginas na<BR>internet em busca de meu direito de escutar o outro lado da 
notícia, a<BR>versão dos fatos dos sem terra, pois na reportagem eles aparecem 
como<BR>invasores, baderneiros, seqüestradores da equipe de reportagem da 
Rede<BR>Globo, assassinos em potencial, e ao final, corpos de 
militantes<BR>aparecem baleados no chão, agonizantes, sangrando, sem nenhum 
socorro,<BR>e a reportagem não fornece nenhuma informação sobre o estado de 
saúde<BR>das vítimas.<BR><BR>Sem ter acesso às causas do conflito, e a nenhum 
dos dois lados<BR>envolvidos, o <st1:PersonName 
w:st="on">tel</st1:PersonName>espectador se vê impelido a acompanhar o 
julgamento<BR>que o narrador da reportagem e a câmera nos sugere. No caso, 
tendemos<BR>a concordar com a punição dada aos desordeiros: “que sangrem 
até<BR>morrer!”, ou “quem mandou brincar com fogo?!” podem ser algumas 
das<BR>bárbaras conclusões inevitáveis a que os <st1:PersonName 
w:st="on">tel</st1:PersonName>espectadores serão levados<BR>à 
chegar.<BR><BR>Nós, em nossas casas, consumidores do que a <st1:PersonName 
w:st="on">tel</st1:PersonName>evisão aberta nos<BR>apresenta, não temos direito 
ao juízo crítico, porque o protocolo<BR>básico das regras do jornalismo não é 
mais cumprido. Nós somos<BR>atacados em nosso direito de receber informações e 
emitir julgamentos,<BR>nós somos saqueados por emissoras privadas que mobilizam 
nosso<BR>sentimento de medo, ódio e desprezo, para em seguida nos 
exigir<BR>sorrisos com a próxima reportagem.<BR><BR>Como um exercício de 
manutenção da capacidade de reflexão, precisamos<BR>nominar esse tipo de ataque 
fascista com os termos que ele exige. A<BR>ilusão de verdade deve ser 
desmontada, a suposta neutralidade deve ser<BR>desmascarada, caso a caso, na 
medida de nossas forças.<BR><BR>Seguem questionamentos à reportagem, com o 
intuito de expor o arbítrio<BR>de classe da Rede Globo, para que esse texto 
possa endossar a<BR>documentação que denuncia a irregularidade das emissoras 
privadas e<BR>protesta contra a manutenção de concessões públicas para empresas 
que<BR>não cumprem com as leis do setor.<BR><BR>1º) Por que a Globo protege 
Dantas? Por que a emissora não tornou<BR>evidente que as terras pleiteadas pelo 
MST para Reforma Agrária são de<BR>Daniel Dantas? Qual o grau de envolvimento da 
emissora nas manobras<BR>ilícitas do banqueiro?<BR><BR>2°) Por que o MST não foi 
escutado na reportagem? Quais os motivos do<BR>movimento para decidir ocupar 
aquela fazenda?<BR><BR>3°) As imagens contradizem os fatos. A câmera da equipe 
de reportagem<BR>aparece sempre posicionada atrás dos seguranças da fazenda, e 
nunca à<BR>frente dos sem terra.<BR><BR>E vejam informação da Agência Estado: “A 
polícia de Redenção informou<BR>a Puty [Cláudio Puty, chefe da Casa Civil do 
governo do Pará] não ter<BR>havido cárcere privado de jornalistas e funcionários 
da Agropecuária<BR>Santa Bárbara, pertencente ao grupo do banqueiro Daniel 
Dantas e que<BR>tem 13 fazendas invadidas e ocupadas pelo MST. Os jornalistas, 
porém,<BR>negam a versão da polícia e garantem que ficaram no meio do 
tiroteio<BR>entre o MST e seguranças da fazenda”<BR>(</STRONG><A 
href="http://br.noticias.yahoo.com/s/19042009/25/manchetes-pm-desarmar-mst-segurancas-no.html"><STRONG>http://br.noticias.yahoo.com/s/19042009/25/manchetes-pm-desarmar-mst-segurancas-no.html</STRONG></A><STRONG>).<BR>Quer 
dizer, nem mesmo os grandes jornais conservadores estão fazendo<BR>coro com a 
cobertura extremamente parcial da Rede Globo.<BR><BR>4°) Ocorreu um tiroteio 
mesmo? Só aparecem os jagunços da fazenda<BR>atirando, e com armas de calibre 
pesado. E a imagem dos feridos mostra<BR>os sem terra baleados e um jagunço de 
pé, com pano na cabeça,<BR>possivelmente contendo sangramento de ferimento não 
causado por arma<BR>de fogo, dado o estado de saúde do homem.<BR><BR>5º) Por que 
os feridos não são tratados com o mesmo direito à<BR>humanidade que as vítimas 
de classe média da violência urbana? Eles<BR>não têm nomes? O que aconteceu com 
eles? Algum morreu? Quem prestou<BR>socorro? Em que hospital estão? Por que 
essas informações básicas<BR>foram omitidas?<BR><BR>6°) Por que mostrar como um 
troféu a agonia de seres humanos<BR>sangrando no chão, sem nenhum 
socorro?<BR><BR>Osvaldo da Costa<BR><BR></STRONG><A 
href="mailto:osvaldodacosta@gmail.com"><STRONG>osvaldodacosta@gmail.com</STRONG></A><BR><BR>=================================================================================================<BR><BR>20&nbsp;de 
abril de 2009</SPAN></FONT></DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- </DIV>
<DIV 
style="BACKGROUND: #e4e4e4; FONT: 10pt arial; font-color: black"><B>From:</B> <A 
title=castorphoto@gmail.com href="mailto:castorphoto@gmail.com">Castor Filho</A> 
</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">&nbsp;</DIV>
<DIV><BR></DIV><IMG style="BACKGROUND-COLOR: #ff4500" height=96 
alt="MST: Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra" 
src="http://www.mst.org.br/mst/imagens/logo.gif" width=557><BR>
<DIV style="FLOAT: left; MARGIN-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 3px"><STRONG>Última 
atualização:</STRONG> 20/Abril/2009 - 16h28 </DIV>
<DIV></DIV><SPAN><BR><BR></SPAN>
<H3 style="PADDING-RIGHT: 10px; PADDING-LEFT: 10px"><A 
onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6660" 
target=_blank>ESCLARECIMENTOS SOBRE ACONTECIMENTOS NO PARÁ</A></H3>
<DIV style="PADDING-RIGHT: 10px; PADDING-LEFT: 10px" 
align=justify>20/04/2009<BR><BR><STRONG><SPAN style="FONT-SIZE: 12pt">Em relação 
ao episódio na região de Xinguara e Eldorado de Carajás, no sul do Pará, o MST 
esclarece que os trabalhadores rurais acampados foram vítimas da violência da 
segurança da Agropecuária Santa Bárbara. Os sem-terra não pretendiam fazer a 
ocupação da sede da fazenda nem fizeram reféns. Nenhum jornalista nem a advogada 
do grupo foram feitos reféns pelos acampados, que apenas fecharam a PA-150 em 
protestos pela liberação de três trabalhadores rurais detidos pelos seguranças. 
Os jornalistas permaneceram dentro da sede fazenda por vontade própria, como 
sustenta a Polícia Militar. Esclarecemos também que:<BR><BR>1- No sábado (18/4) 
pela manhã, 20 trabalhadores sem-terra entraram na mata para pegar lenha e palha 
para reforçar os barracos do acampamento em parte da Fazenda Espírito Santo, que 
estão danificados por conta das chuvas que assolam a região. A fazenda, que 
pertence à Agropecuária Santa Bárbara, do Banco Opportunity, está ocupada desde 
fevereiro, em protesto que denuncia que a área é devoluta. Depois de recolherem 
os materiais, passou um funcionário da fazenda com um caminhão. Os sem-terra o 
pararam na entrada da fazenda e falaram que precisavam buscar as palhas. O 
motorista disse que poderia dar uma carona e mandou a turma subir, se 
disponibilizando a levar a palha e a lenha até o acampamento.<BR><BR>2- O 
motorista avisou os seguranças da fazenda, que chegaram quando os trabalhadores 
rurais estavam carregando o caminhão. Os seguranças chegaram armados e passaram 
a ameaçar os sem-terra. O trabalhador rural Djalme Ferreira Silva foi obrigado a 
deitar no chão, enquanto os outros conseguiram fugir. O sem-terra foi preso, 
humilhado e espancado pelos seguranças da fazenda de Daniel Dantas.<BR><BR>3- Os 
trabalhadores sem-terra que conseguiram fugir voltaram para o acampamento, que 
tem 120 famílias, sem o companheiro Djalme. Avisaram os companheiros do 
acampamento, que resolveram ir até o local da guarita dos seguranças para 
resgatar o trabalhador rural detido. Logo depois, receberam a informação de que 
o companheiro tinha sido liberado. No período em que ficou detido, os seguranças 
mostraram uma lista de militantes do MST e mandaram-no indicar onde estavam. 
Depois, os seguranças mandaram uma ameaça por Djalme: vão matar todas as 
lideranças do acampamento.<BR><BR>4- Sem a palha e a lenha, os trabalhadores 
sem-terra precisavam voltar à outra parte da fazenda para pegar os materiais que 
já estavam separados. Por isso, organizaram uma marcha e voltaram para retirar a 
palha e lenha, para demonstrar que não iam aceitar as ameaças. Os jornalistas, 
que estavam na sede da Agropecuária Santa Bárbara, acompanharam o final da 
caminhada dos marchantes, que pediram para eles ficarem à frente para não 
atrapalhar a marcha. Não havia a intenção de fazer os jornalistas de “escudo 
humano”, até porque os trabalhadores não sabiam como seriam recebidos pelos 
seguranças. Aliás, os jornalistas que estavam no local foram levados de avião 
pela Agropecuária Santa Bárbara, o que demonstra que tinham tramado uma 
emboscada.<BR><BR>5- Os trabalhadores do MST não estavam armados e levavam 
apenas instrumentos de trabalho e bandeiras do movimento. Apenas um posseiro, 
que vive em outro acampamento na região, estava com uma espingarda. Quando a 
marcha chegou à guarita dos seguranças, os trabalhadores sem-terra foram 
recebidos a bala e saíram correndo – como mostram as imagens veiculadas pela TV 
Globo. Não houve um tiroteio, mas uma tentativa de massacre dos sem-terra pelos 
seguranças da Agropecuária Santa Bárbara.<BR><BR>6- Nove trabalhadores rurais 
ficaram feridos pelos seguranças da Agropecuária Santa Bárbara. O sem-terra 
Valdecir Nunes Castro, conhecido como Índio, está em estado grave. Ele levou 
quatro tiros, no estômago, pulmão, intestino e tem uma bala alojada no coração. 
Depois de atirar contra os sem-terra, os seguranças fizeram três reféns. Foram 
presos José Leal da Luz, Jerônimo Ribeiro e Índio.<BR><BR>7- Sem ter informações 
dos três companheiros que estavam sob o poder dos seguranças, os trabalhadores 
acampados informaram a Polícia Militar. Em torno das 19h30, os acampados 
fecharam a rodovia PA 150, na frente do acampamento, em protesto pela liberação 
dos três companheiros que foram feitos reféns. Repetimos: nenhum jornalista nem 
a advogada do grupo foram feitos reféns pelos acampados, mas permaneceram dentro 
da sede fazenda por vontade própria. Os sem-terra apenas fecharam a rodovia em 
protesto pela liberação dos três trabalhadores rurais feridos, como sustenta a 
Polícia Militar.<BR></SPAN><BR>MOVIMENTOS DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA - 
PARÁ</STRONG></DIV><BR clear=all><IMG height=5 
src="http://www.mst.org.br/mst/imagens/seta_grafite.gif" width=7>&nbsp;<A>Clique 
aqui e recomende esta página.</A> <BR><BR>
<DIV 
style="PADDING-RIGHT: 10px; PADDING-LEFT: 10px; PADDING-BOTTOM: 15px; PADDING-TOP: 10px"><STRONG><SPAN 
style="FONT-SIZE: 12pt">Páginas 
Relacionadas&nbsp;&nbsp;</SPAN><BR></STRONG><BR><BR style="FONT-SIZE: 3px"><A 
style="TEXT-DECORATION: none" 
onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6662" target=_blank><SPAN>20/04/09 
18h02 </SPAN>&nbsp;Rede Globo e Daniel Dantas: um caso de polícia</A><BR><A 
style="TEXT-DECORATION: none" 
onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6659" target=_blank><SPAN>20/04/09 
11h02 </SPAN>&nbsp;Senador defende infra-estrutura para assentamentos</A><BR><BR 
style="FONT-SIZE: 3px"><A style="TEXT-DECORATION: none" 
onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6658" target=_blank><SPAN>20/04/09 
10h54 </SPAN>&nbsp;Assentados comemoram 13 anos de conquista no 
Paraná</A><BR><BR style="FONT-SIZE: 3px"><A style="TEXT-DECORATION: none" 
onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6657" target=_blank><SPAN>18/04/09 
22h39 </SPAN>&nbsp;Pistoleiros de Dantas baleiam 9 Sem Terra no 
Pará</A><BR><BR><A onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" 
href="http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6660" 
target=_blank>http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=6660</A></DIV><BR><BR 
clear=all><BR>-- <BR>[A rede castorphoto é uma rede independente tem perto de 
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