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<BODY bgColor=#ffffff>
<DIV><FONT face=Forte color=#ff0000 size=6>Carta O Berro<FONT 
size=3>...............................................................................repassem</FONT></FONT></DIV>
<DIV><FONT face=Arial size=2></FONT>&nbsp;</DIV>
<DIV style="FONT: 10pt arial">----- Original Message ----- 
<DIV style="BACKGROUND: #e4e4e4; font-color: black"><B>From:</B> <A 
title=luizmdc@gmail.com href="mailto:luizmdc@gmail.com">luiz carlos manhães de 
carvalho</A> </DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV></DIV>
<DIV><BR></DIV>
<H1>À procura de académicos para o Império: <BR>A "Iniciativa de Investigação 
Minerva" do Pentágono </H1><FONT size=4></FONT>
<DIV align=right><FONT size=4><B>por James Petras </B></FONT></DIV><FONT 
size=4></FONT>
<P align=justify><FONT size=4><IMG alt="Cartoon de Latuff." 
src="http://www.resistir.info/petras/imagens/6th_anniversary_of_iraq_war_by_latuff2_60pc.jpg" 
align=right> Os estrategas militares do Pentágono reconheceram que sofreram 
derrotas políticas, com consequências estratégicas nas suas recentes invasões 
militares do Iraque e do Afeganistão. O apoio militar dos EUA à invasões 
israelenses do Líbano e de Gaza, a ocupação etíope da Somália, apoiada pelos 
EUA, as tentativas de golpes na Venezuela (2002) e na Bolívia (2008) também não 
conseguiram derrotar os regimes populares no poder. Pior ainda, as redes 
nacionais civis, familiares, comunitárias e nacionais reforçaram os movimentos 
anti-colonialistas fornecendo apoio logístico essencial, informações, 
recrutamento e legitimidade. <BR><BR>Os estrategas do Pentágono, reconhecendo as 
bases sociopolíticas dos seus fracassos, viraram-se para cúmplices voluntários 
no mundo académico para fornecerem informações, sob a forma de relatórios 
etnográficos, de povos seleccionados, e tácticas e estratégias a fim de dividir 
e destruir fidelidades locais e nacionais. O Pentágono está a contratar 
cientistas sociais para traçarem 'mapas sociais' a fim de identificar líderes e 
grupos susceptíveis de serem recrutados para o serviço do império. Por exemplo, 
a 'pesquisa de terreno' académica contratada pelo Pentágono pretende demonstrar 
os modos como as práticas e os rituais religiosos tradicionais podem ser 
manipulados para facilitar a conquista imperial através da guerra cultural que 
desencoraje os povos subjugados de apoiarem os movimentos de libertação 
nacional. Em vez de confrontar o ocupante imperial com o objectivo de 
restabelecer a soberania nacional, as estratégias de 'guerra cultural' orientam 
a população para se concentrarem em “problemas locais'. Estes são alguns dos 
'projectos de investigação' financiados pelo Pentágono a que se dedicam os 
'académicos de uniforme'. <BR><BR>O Pentágono está profundamente empenhado nesta 
estratégia militar-académica de construção do império, atribuindo-lhe verbas de 
quase 100 milhões de dólares para a contratação de colaboradores académicos e 
para o financiamento de múltiplos projectos de 'investigação' em todo o mundo 
contra estados, movimentos e comunidades seleccionados. <BR><BR><B>A 'Iniciativa 
de Investigação Minerva' (MRI) </B><BR><BR>O maior, embora não seja o único, dos 
programas de investigação para a construção do império, financiados pelo 
Pentágono, nas ciências sociais, tem o nome de código de <A 
href="http://en.wikipedia.org/wiki/Minerva_research_initiative" 
target=_new>Iniciativa de Investigação Minerva</A> (MRI). A MRI contrata grande 
número de académicos nos seus habituais bordéis académicos prestigiados, 
incluindo os chulos académicos veteranos e neófitos ambiciosos entre os 
assistentes pós-graduação e graduados. Estes 'estudiosos para o império' estão 
actualmente empenhados em pelo menos catorze projectos O dinheiro da MRI foi 
buscar às universidades um amplo sortido de psicólogos, cientistas políticos, 
antropólogos, economistas, professores de estudos religiosos, especialistas de 
relações públicas, economistas do trabalho, e até mesmo físicos nucleares do 
MIT, Princeton, Universidade da Califórnia em San Diego e da Universidade 
Estadual do Arizona, entre outras. Esta generosidade do Pentágono constitui o 
que a <I>Science </I>(30/Jan/2009, p. 576) (revista oficial da Associação 
Americana para o Progresso da Ciência) chama 'um banquete para uma área 
habituada a viver de migalhas”. <BR><BR>Todas as regiões e grupos 
especificamente seleccionados para a investigação 'académica do Pentágono' estão 
presentemente em conflito com o império dos EUA ou com o seu aliado israelense e 
incluem o sudoeste asiático, a África ocidental, Gaza, a Indonésia, o Médio 
Oriente. O parâmetro ideológico do Pentágono, que define a MRI, é a "guerra 
contra o terrorismo" ou as suas 'Operações de Contingência Ultramarina', o novo 
fac-simile com o Presidente Obama. <BR><BR>A MRI tem um interesse especial em 
académicos que podem visar a área das organizações e actividades 
muçulmano-árabes, a fim de estudar e desenvolver métodos para "difundir e 
influenciar o discurso muçulmano contra-radical". Por outras palavras, a MRI 
está a contratar investigação académica, que irá permitir que o Pentágono 
penetre nas comunidades muçulmanas, co-opte os líderes e os transforme em 
colaboradores imperialistas. <BR><BR>A MRI não é um mero mecanismo de "poder 
ligeiro" – uma batalha de ideias – envolve académicos americanos nalguns dos 
aspectos mais brutais de guerra colonial. Por exemplo, as Equipas de Terreno 
Humano, financiadas pelo Pentágono, que operam no Afeganistão, estão 
profundamente mergulhadas na identificação e interrogatório/tortura de suspeitos 
combatentes da resistência, simpatizantes civis e membros de grandes famílias e 
clãs. Um professor de psicologia contratado pela MRI com antigas ligações às 
operações contra-insurreição do Pentágono, está profundamente envolvido no 
"estudo de emoções em alimentar ou reprimir movimentos motivados 
ideologicamente". Operações de ocupação dos serviços secretos têm estado 
profundamente envolvidas em "fomentar" a hostilidade entre as comunidades xiitas 
e sunitas no Iraque, no Líbano, no Irão e no Afeganistão. As torturas e as 
técnicas de interrogatórios duros, utilizadas no Médio Oriente e no Afeganistão, 
baseiam-se em estudos académicos e vulnerabilidades culturais e emocionais dos 
muçulmanos e são utilizadas pelos interrogadores militares americanos e 
israelenses para "quebrar" ou provocar profundos esgotamentos mentais nos 
activistas anti-ocupação ("repressão de movimentos ideológicos). <BR><BR>Esta 
versão contemporânea do Dr. Strangelove com a sua versão de fórmulas 
contra-insurreição imediatas cozinhadas por uma rede mundial de académicos de 
uniforme pode envenenar o ambiente académico – de modo muito semelhante ao que o 
Professor 'Bermans' no estado do Michigan, MIT, Harvard, e noutros locais 
desenvolveu técnicas para investigar e destruir missões contra movimentos de 
base durante a Guerra do Vietname. O perigo e a atracção para os académicos do 
financiamento do Pentágono é especialmente agudo actualmente, dada a depressão 
económica e a imagem pseudo-progressista do regime Obama. As operações de 
salvamento da Wall Street e a queda do mercado de acções dos EUA têm reduzido as 
dotações às universidades o que provoca fortes reduções nos orçamentos 
académicos, salários e fundos para investigação, especialmente na investigação 
não relacionada com os militares ou com os negócios. O discurso duplo do regime 
de Obama que fala de paz e aumenta os orçamentos militares, reforçando as tropas 
no sudoeste da Ásia e alargando as sanções ao Irão, pode levar os académicos a 
justificar estas últimas citando as primeiras. Para arranjar recrutas académicos 
para o estábulo da MRI, o Pentágono organizou um seminário em Agosto de 2008, 
sob a fachada ideológica de "total abertura e estrita adesão à liberdade e 
integridade académica". Subsequentemente o Pentágono afirmou ter recebido 211 
pedidos de académicos procurando um lugar na gamela imperialista. <BR><BR>Apesar 
da afirmação do Pentágono sobre o êxito da contratação de académicos, há sinais 
contrários que aparecem no mundo académico, principalmente à luz dos altamente 
publicitados raptos, tortura e interrogatórios de milhares de muçulmanos e 
activistas em todo o mundo inclusive nos Estados Unidos, feitos por Forças 
Especiais. <BR><BR>Fora da extrema-direita tem havido uma ampla relutância entre 
académicos em se associarem a um governo identificado com os abusos nas prisões 
de Abu Grahib e de Guantanamo, a destruição das protecções constitucionais dos 
EUA e as guerras coloniais de ocupação. <BR><BR>Mesmo no caso em que poderosos 
académicos pró-Israel e grupos de pressão tiveram êxito em conseguir a demissão 
de professores muito conhecidos por serem críticos do estado hebreu, estas 
purgas vingativas foram contestadas abertamente por muitos professores em todo o 
país, incluindo várias dezenas de académicos judeus. Mais recentemente, centenas 
de intelectuais e investigadores nos EUA, no Reino Unido e no Canadá, 
horrorizados com os crimes israelenses em Gaza, apelaram às universidades para 
boicotar as instituições académicas e os indivíduos israelenses que colaborem 
com as Forças de Defesa de Israel e com o Mossad para a destruição das 
instituições palestinas, e em especial o bombardeamento de universidades em 
Gaza. <BR><BR><B>Intimidação </B><BR><BR>O grupo de académicos com princípios, 
críticos da política de Israel e dos EUA, académicos distintos que desafiaram 
substancialmente o império através da sua investigação e publicações, não está 
livre da retaliação destinada a desencorajar outros intelectuais. Um caso 
recente é a suspensão do epidemiologista médico, o académico Dr. Gilbert Burnham 
da Escola de Saúde Pública Bloomberg da Universidade John Hopkins. O Dr. Burnham 
foi repreendido publicamente e suspenso da direcção de qualquer investigação 
envolvendo 'pessoas humanas' por cinco anos por causa de 'quebras éticas de 
confidencialidade' ( <I>Science, </I>06/Março/2009, vol. 323, p. 1278). Estas 
'violações éticas' referiam-se à sua co-autoria do primeiro estudo 
epidemiológico rigoroso de larga escala sobre a mortalidade no Iraque durante a 
invasão e ocupação americana. Estudos locais exaustivos em todo o Iraque 
chegaram à conclusão de que morreram mais de 600 mil civis iraquianos de morte 
violenta entre a altura da invasão americana em Março de 2003 e o verão de 2006. 
Os resultados deste estudo sobre a morte e destruição induzidas pela guerra, 
publicados na prestigiada revista médica <I>Lancet </I>em Outubro de 2006, foram 
desmentidos por um Pentágono furioso mas confirmados por estudos subsequentes. 
As chamadas 'violações éticas' referiam-se a uma questão técnica menor: a 
codificação incompleta de alguns dos nomes das famílias iraquianas entrevistadas 
nas folhas de inquérito de língua árabe. Para instituições imperialistas, como a 
Universidade John Hopkins, a utilização do falso pretexto de 'protecção da 
privacidade' de centenas de milhares de mortos sem nome numa guerra americana de 
agressão para punir um distinto epidemiologista, é o mesmo que enviar uma 
mensagem de intimidação a intelectuais para que se abstenham de documentar as 
consequência genocidas de guerras imperialistas sobre um povo colonizado. Ao 
punir publicamente o Dr. Burnham com base nestas acusações idiotas, o 
Pentágono-Universidade John Hopkins estão a enviar uma clara mensagem aos 
académicos para não investigarem e revelarem os reais custos humanos da 
construção do império militar. Uma coisa é certa, as identidades dos que foram 
torturados ou expropriados com base nas políticas desenvolvidas pelos 
'académicos' Minerva patrocinados pelo Pentágono, vão manter-se certamente 
'confidenciais' – e muito provavelmente escondidas nas sepulturas em massa. 
<BR><BR>O facto de a Escola de Saúde Pública Bloomberg ter imposto um castigo 
tão extraordinariamente pesado sobre um dos epidemiologistas da sua própria 
faculdade, por causa de um erro técnico metodológico (o procedimento habitual é 
uma repreensão em privado), e o facto de as sanções terem merecido a maior 
divulgação pública, indica a natureza fortemente política de todo o processo. O 
que não é claro é se os apoiantes financeiros da Escola Bloomberg (juntamente 
com a sua Agenda do Médio Oriente) tiveram uma palavra a dizer nesta decisão 
punitiva. <BR><BR>Podemos esperar que o regime Obama, com a sua retórica 
'mísseis para a paz' e imagens populistas, proporcione uma cobertura para o 
recrutamento do Pentágono de académicos liberais para 'trabalhar para uma 
mudança a partir de dentro'. Desmascarar o papel da Iniciativa de Investigação 
Minerva do Pentágono como parte integrante da escalada militar de Obama é uma 
missão para todos os académicos que se opõem à construção do império e que 
apoiam a reconstrução duma república americana que apoia os direitos 
internacionais da auto-determinação. </FONT></P><FONT size=4><B>O original 
encontra-se em <A 
href="http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;aid=12990" 
target=_new>http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&amp;aid=12990</A> 
<BR>Tradução de Margarida Ferreira. </B><BR><BR><B>Este artigo encontra-se em <A 
href="http://resistir.info/" target=_new>http://resistir.info/</A> . 
</B></FONT><FONT size=-2></FONT><BR clear=all><BR>-- 
<BR>Abraço<BR>Luiz<BR></BODY></HTML>